quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Ano novo: vida nova





Uma grande amiga minha está com uma gigantesca barriga de 9 meses, esperando que sua filha venha ao mundo quando ela desejar. Não marcou uma cesariana, como a maioria das mulheres hoje em dia. Quer tudo natural, sentir as contrações, fazer força, provar as dores do parto.

Confesso que acho heróica essa vontade dela. Dor é uma coisa com a qual não gosto de conviver, e acho plenamente desnecessária. Ela argumenta que era assim desde o início dos tempos, e que ser mãe é isso, e que as mulheres foram preparadas pela natureza para essa experiência, que ela considera emocionante e única (só espero que na hora H ela não amarele, implorando e dando a vida por uma epidural).

Isso me faz pensar que a vida é um constante estado de renovação e continuidade. Um ano se finda e imediatamente nasce outro. Uma vida se acaba e milhões de outras surgem. Uma estrela explode e outras são criadas. Um amor se acaba (ou é perdido) e logo vem outro mais forte, mais vivo, renovar um coração.

Nada realmente muda, e nada permanece.

É por isso que apesar de todos os pesares do ano de 2009, acredito que 2010 será uma perfeita repetição, e uma perfeita renovação. A virada do ano me faz pensar que sempre é tempo de crescer, melhorar, renovar, renascer. Sempre existe um ano novo, uma oportunidade, uma esperança de alcançar algo que julgamos perdido, ou querido, ou desejado.

É para isso que nascemos. E é por isso que vamos um dia acabar. E continuar... E acabar...

UM FELIZ ANO NOVO PARA TODOS! GRANDES REALIZAÇÕES!

sábado, 26 de dezembro de 2009

Tamanho é documento?

Muitos se lançaram em busca de uma definição para essa milenar questão filosófica. Eis-me para esclarecer os fatos e quem discorda que atire a primeira pedra.

Desde que Vinícius se desculpou com as feias e afirmou que beleza era fundamental, as mulheres esperam uma vingança à altura. Se beleza é fundamental, tamanho é documento sim. E os pouco dotados que me desculpem...

Aliás, essa história de que tamanho não é documento só pode ter sido inventada e divulgada por algum infeliz pouco privilegiado pela natureza, e o pior é que toda mulher sabe que isso é uma balela, mas nenhuma dá o grito. Amigas, sejamos sinceras com os rapazes, e vamos esclarecer logo isso, para que não haja nenhuma esperança em vão.

Também tem aquela história de não saber usar. Não saber usar é mesmo um problema, mas convenhamos, ninguém nasce sabendo. Se o homem tem potencial, há que se educá-lo. E pronto! Caso solucionável. Mas o problema do tamanho do documento não tem saída. Aliás, tem. Basta seguir a luzinha vermelha da placa "emergência" e cair fora!

Mas... até chegar aos finalmentes, como podemos saber? Não se sai perguntando isso para ninguém, muito menos partindo para o exame assim de cara, não é mesmo? Então, como identificar um moço que passe pela alfândega, sem ter os documentos barrados?

Pode-se seguir algumas receitinhas básicas, mas confesso que não sei a eficácia delas. Vocês vão ter que experiementar e me contar depois. Dizem que homens de mãos e pés pequenos são candidatos a não passarem no teste. Também existe a história do nariz pequeno... A do nariz é ótima, basta olhar na cara do sujeito para tirar as conclusões necessárias. Mas mesmo que essa receita não seja muito segura, ninguém merece homem de mãos pequenas... Sabe aquelas mãos másculas, angulosas, compridas, que seguram sozinhas tudo o que precisa ser segurado? São um bom sinal. Nem macias, nem muito ásperas.  São as mãos ideiais de um homem ideal.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O primeiro fio branco



Hoje encontrei meu primeiro fio de cabelo branco.
Claro que eu sabia que eles viriam, cedo ou tarde. E desejei que fosse mesmo tarde.
Na minha família eles costumam aparecer com 25, 26 anos. Às vezes até bem antes disso.
Logo não foi nenhum choque, nem surpresa.
Mas, claro, para nós mulheres os cabelos brancos tem um significado além da vaidade...
Por que nós simplesmente pifamos biologicamente com o passar dos anos. As mulheres pagam um pouco caro por toda a fertilidade e vitalidade dos anos de juventude com a paralização hormonal e genética.
Nossos ossos enfraquecem e nosso viço murcha, perceptivelmente, até se apagar como uma chama.
Por que os homens continuam férteis até o fim da vida, mesmo perdendo todos os cabelos? Por que eles são como o vinho, só aprimoram com o tempo? Por que um homem grisalho é charmoso e uma mulher grisalha é VELHA?
Claro, não pretendo ficar grisalha. Hoje em dia, e mesmo há séculos, temos o recurso da cosmética que permite que haja um disfarce para o que não tem remédio.Há relatos históricos da antiguidade, que narram como as mulheres utilizavam a henna para pigmentar seus cabelos brancos.
Em algumas culturas, a maturidade é respeitada e admirada. Mas não no meu mundo onde os rígidos padrões capitalistas de beleza regem nossa sanidade: ou nos enquadramos ou nos colocamos à margem.
Mas algumas mulheres corajosas e que estão se cagando para esse tipo de imposição social andam assumindo seus cabelos brancos sem neuras e sem L´oreal, suas rugas com orgulho sem desespero por botox, e continuam inexplicavelmente (e talvez por isso mesmo, obviamente) belas e admiradas.
Nunca parei para pensar como gostaria de envelhecer. Talvez porque quando se é jovem, a palavra envelhecer parece algo como a distância entre a Terra e a Lua, ou seja inimaginável.
Mas esse fim de semana eu estava sem maquiagem, o cabelo enrolado e preso de qualquer jeito, acredito que com olheiras por ter passado mal a noite, e por isso indesejável na minha cabeça, quando conheci um rapaz que, durante toda a nossa conversa, foi ostensivamente galanteador, ora elogiando meus lindos olhos, ora comentando como eu tinha o corpo bonito (a namorada dele é norueguesa, logo, deu para entender o que ele quis dizer quando relacionou o meu "corpo bonito" ao fato de eu ser brasileira), ora incapaz de desviar o olhar enquanto eu falava...

Então descobri como eu quero envelhecer: ligando o foda-se. Não me preocupando exageradamente com minha aparência, só o suficiente para me cuidar e me sentir bem - de dentro para fora.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Inocentes...



- Ninguém é realmente feliz!
Essa foi a conclusão óbvia a que uma amiga chegou, após uma dessas noitadas em que sentamos para beber e falar das nossas vidas... Os problemas que se avolumam, as desilusões constantes, os fracassos, nada parece estar no lugar nesses momentos, e quanto mais nos lamentamos, mais arranjamos motivos para nos lamentar.
E não satisfeitas com nossas agruras, começamos a lembrar de todas as desgraças que aconteceram com pessoas conhecidas. "A mãe de fulano tá mal". "Sicrano perdeu o emprego". "Beltrano sofreu um acidente". E por aí vai, chope por chope, uma lista de lamúrias das mais variadas, como se estivéssemos decididas a passar pela nossa mesa de bar, cada infelicidade do mundo.
E ficamos pensando como seria nossa vida, se pudéssemos escolher todo detalhe dela, cada infinitésimo segundo. Dizem que se pode escolher o tipo de vida que se tem, ou o tipo de pessoa que se quer ser, mas o que eu acho é que só podemos tentar sobreviver da melhor maneira com o que temos.
Eu cheguei a conclusão que teria mais dinheiro. Muito mais dinheiro.
"Mas e se você fosse uma pessoa doente?" questiona minha amiga como se dinheiro não trouxesse felicidade.
Eu iria fazer os tratamentos mais caros e mais sofisticados. E ainda que não pudesse resgatar minha saúde, compraria uma cobertura com vista para o mar e morreria ali, felizinha da vida.
"E se você não tivesse amigos ou família?" Continua ela, disposta a me fazer perceber que minha opção por riqueza não era a mais sensata.
Todo mundo tem família. Ninguém nasce de chocadeira. E a minha família e rede de amigos é numerosa demais para que eu tivesse a infelicidade de me considerar solitária. Além disso, com mais dinheiro, eu ia dar uma vida mais confortável para todos que me cercam de forma que todos seriam mais felizes...
E vamos noite a fora pensando: Eu iria fazer compras em Paris, eu iria abrir um hospital para tratamento do câncer, eu iria criar uma instituição de apoio a crianças carentes, eu iria montar um time de futebol (meu time tem até nome FFC - Fernanda Futebol Clube, que também são minhas iniciais: Fernanda Fiuza Calado), eu iria comprar um caminhão de sorteve, eu iria passar férias em Ibiza, eu mandaria a megera da minha cunhada para um SPA...
E então ficamos distrbuindo felicidade e graça entre as pessoas que conhecemos, ou não conhecemos, imaginariamente, como papai Noel...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A Resenha!



Fim de semana último assistimos já saudosos a derradeira rodada do Brasileirão, que foi dos mais emocionantes da década! Até ontem, o campeão ainda não havia pintado! Ponto a ponto, vimos arrancadas espetaculares de times que já estavam praticamente de férias, e ainda, a derrocada de times que seguraram a liderança para depois morrerem na praia...




Mas futebol é isso aí.



E quem levou a melhor foi o urubuzão do Flamengo, que num Maracanã lotado, quebrou um jejum de 17 anos!



Bom, para mim, o campeão moral é o Internacional. O time gaúcho brigou desde o início, mostrou raça, compromisso e não teve altos e baixos como a maioria dos participantes. Mostrou uma regularidade incrível. E uma torcida digna de mérito!



Ficamos então com o G-4: Flamengo, Inter, São Paulo e Cruzeiro. Falando em Cruzeiro, foi a zebra do campeonato... O time que entregou a Taça Libertadores vexamosamente no início da temporada para o argentino Estudiantes veio capengando, até deslanchar na etapa final e aproveitar cada pontinho! Oportunista como ele só, teve embates muito tranquilos e acabou conquistanto uma vaguinha para a Libertadores de 2010, desbancando o Palmeiras, o Galo, o Goiás e o Corinthians.



O Corinthias foi minha aposta furada: jurava que esse ano era dele... Que nada!



O Galo... Fez uma primeira etapa exemplar do campeonato, permaneceu entre os quatro primeiros colocados boa parte do tempo, e a torcida monstruosa lotando estádio com uma média de público fenomenal, acabou abrindo as pernas. Culpado: o técnico pode abraçar uns 60% dessa responsabilidade. Celso Roth com escalações desastrosas, acabou modificando demais o perfil do time que levou o Atlético à liderança do campeonato na primeira fase. Jogadores sem perfil atleticano não se encontraram no time e não destacaram, exemplo, Rentería e até mesmo a grande aposta Ricardinho (repararam como o Galo caiu de produção depois que ele veio?). Outros co-responsáveis: jogadores como Tiago Feltri, que eu não sei o que estão fazendo no Atlético, pelo amor de deus, e Carlos Alberto, que tem garra mas não tem técnica... Até Diego Tardelli, o quase artilheiro do campeonato, decepcionou, mostrou corpo mole, ficou ligado demais no estrelismo. O Atlético não deu sorte nem com o goleiro! Enfim, o Galo entregou um campeonato que não quis ganhar, por que todos os dedinhos foram movidos para o clube levantar a taça, menos a vontade dele próprio.



Menções honrosas para o Fluminense e o Botafogo, que escaparam do rebaixamento no sufoco, Fluminense inclusive com vitórias espetaculares!



E troféu bola murcha vai para o Coxa, o Coritiba paranaense, que depois de cair para a segunda divisão, ainda teve que assistir à quebradeira da sua torcida, que se portou sem nenhuma dignidade ao dar vazão à violência e revolta... Nota zero!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Aquelas nossas promessas!

 Este ano eu vou emagrecer 15 quilos, ou vou viajar para o exterior, vou parar de fumar, vou encontrar um grande amor...
Chegou de novo a época das nossas promessas vazias, porém, nenhuma outra época é mais compatível do que o fim do ano para elas...
Nós precisamos de um rito de passagem, de repetir uma mesma prática, de mostrar a nós mesmos que estamos deixando coisas para trás...E começando uma vida nova, ainda que nada realmente mude.
Eu gosto de usar branco, não sei bem por que, sinto-me bem passando o ano assim. Dizem que branco é paz, mas em algumas culturas é também luto, de certa forma estamos enterrando um ano inteiro.
Meu ano de 2009 começou completamente diferente do que está terminando, e fico feliz em perceber quanta coisa boa aconteceu em tão pouco tempo...
Eu pisei em 2009 à beira do mar, carregando algumas feridas que teimaram em não cicatrizar, mas cheia de vontade para o que desse e viesse. E deu. E veio. Na verdade eu mal precisei fazer esforço algum. Tudo se encaixou suavemente em seu nicho, como se eu só estivesse esperando o giro propício do universo.
Talvez a vida seja mesmo simples assim...
O mundo gira e você está onde não quer estar.
E gira de novo e coloca você exatamente onde você desejava.
Tudo é uma questão de tempo, de fé, de paciência, e de perseverança.
Nenhuma situação, por mais desesperadora, é definitiva para quem acredita num mundo em movimento.

Em 2010 eu só quero que todos a quem eu amo estejam em paz e felizes.
Quero poder ver que as coisas têm mudado e melhorado continuamente.
Talvez eu espere que meu time seja campeão.
E também que China e EUA assinem o tratado da emissão de gases poluentes.
São desejos simples, mas para mim, suficientes.

E desejo tudo de melhor para todos que me acompanharam esse ano inteiro pelo Blog, que também comemorou um ano de vida!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Helena ou Leona?



Para mim, Taís Araújo é uma das atrizes mais interessantes da sua geração. Primeiro por que é linda e talentosa. Segundo, e talvez devesse ter sido citado primeiro, é uma mulher de personalidade, opinião e socialmente engajada.

Sempre a achei antipática nas entrevistas. Ela não sorri para agradar aos holofotes, e expressa sempre opiniões em que se lê nas entrelinhas: "Sou bela, sou jovem, sou preta e venci. Danem-se vocês!" E eu particularmente acho isso tudo o máximo! Tipo, a maioria dos globais faz pose de bonzinho e queridinho, mas lá no fundo não passa de um bando de esnobes xexelentos, como é um exemplo clássico Carolina Dieckman, que foi (libertadoramente) desmascarada pelo programa Pânico...

Agora colocaram a Taís de protagonista da novela das oito. Pô, isso é o máximo em que um Global pode chegar, tipo assim como um petista chegar à presidência da répública. Mas... olha o que fizeram com a Taís,  a enfiaram no personagem (afeee, quem suporta mais uma) Helena do Manoel Carlos!

(Uma palvrinha sobre a Helena do Manoel Carlos: ela é exatamente o que os americanos chamam de very boring).

Uma Helena tem que ser certinha, enjoada até enojar, namoradinha do Brasil, sofrer até a pieguice e sobretudo ser aguada. Então a Taís está num aperto: ela é raçuda, politizada. Como vai levar até o fim da novela uma personagem que não valoriza suas qualidades mais marcantes de interpretação, só Deus sabe... Ou ela vira o jogo e mostra que não é Helena porra nenhuma, mas sim Leona, e detona a trama do Manoel Carlos, subindo na estima de todos os seus fãs, ou ela se rende à mesmice da Helena, permanece a heroína global que é a parte mais chata da novela, uma mulher negra atuando como uma mulher branca, mantém seu emprego e eu nunca mais assisto a nada com ela...

Ou seja, entre a cruz e a calderinha...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

E vamos à Pizza!



Geyse Arruda têm a chance de deitar na cama!
Não é que a Playboy está cogitando fazer um ensaio da moça?
Bom, boa oportunidade para faturar uns cobres!

E pra não perder o velho costume brasileiro, de ver tudo acabado em Pizza...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Minissaia na universidade? Não pode!




Acompanhei extremamente chocada o caso da aluna Geisy Arruda, 20 anos, que foi expulsa da Uniban, uma universidadezinha no estado de São Paulo, depois de causar frisson e ser hostilizada por quase mil alunos por ter ido à aula usando uma inconveniente minissaia...

Esse é um precedente lastimável para nossa geração, para as mulheres do terceiro milênio! Não se pode mais usar minissaia! No país do fio dental, das mulatas globeleza do carnaval, das Sheilas do Tchan, das gloriosas índias amazonenses, no país tropical, dos mais belos bumbuns do mundo, NÃO SE PODE MAIS USAR MINISSAIA!!!!

Isso por que uma universidade, cujo objetivo maior é prezar pelo patrimônio intelectual de milhares de jovens, prega a intolerância contra a mulher (talvez as alunas da Uniban devessem ir à aula de burqa), e aplaude quando uma moça é quase linchada dentro de suas instalações por alunos e alunas (talvez despeitadas por não terem o que mostrar sob uma minissaia).

Sabemos que atos de vandalismo são fruto da falta de educação e desvalorização da cultura, assim como da certeza da impunidade. Mas que eles aconteçam dentro de uma universidade é um caso a se pensar. Não são os jovens, sobretudo os esclarecidos, os maiores denunciadores das injustiças, das desigualdades e da intolerância? Não são eles os defensores da quebra de paradigmas gastos e da queda da falsa moral, da medíocre moral, da hipocresia? Então o que estão fazendo esses jovens dentro de uma universidade, vandalizando, hostilizando mulheres, preocupados com um pudor há muito morto e enterrado, de uma sociedade puritana e ultrapassada? Pelo amos de Deus, algumas de nossas avós usavam minissaia nos anos 60!

Mas enfim, jovens são naturalmente tolos, e naturalmente influenciáveis, e a maioria da estupidez da juventude pode chegar sem consequências na maturidade quando bem orientada. Mas quem vai orientar esses jovens, que estão indo para a universidade para abrir a mente a novos horizontes do conhecimento, se a própria instituição aplaude e apóia seus atos de estupidez e anarquia? A diretoria, a reitoria da universidade, no lugar de chamar essas pessoas à razão, expulsa uma aluna por ir à aula de minissaia, alegando que ela tenha "provocado" a situação?

Por isso meus senhores, não se espantem se começarem a apedrejar mulheres nas nossas ruas...

E para todo mundo que está inconformado com esta história, gentileza entrarem no site dessa universidade absurda e deixem seu protesto no Fale Conosco.

http://www.uniban.br/

PS - Esse não foi o único caso de violência contra mulheres no campus. Uma aluna foi espancada por deixar uma manifestação por que o filhinho estava passando mal. Pelo jeito a universidade não registra bons índices de avaliação dos órgãos especializados pelos cursos que ministra. Alías essa é uma boa chance para o MEC provar para que existe, e devesse começar pela Uniban uma tão necessária faxina pelas universidades do país.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Todos os Homens São Mortais

Simone de Beuvoir foi tudo o que uma mulher esperta sonha em ser na vida: inteligente. E como se não bastasse isso, foi também tudo o que qualquer mulher sonha em ser: linda.  Agora imaginem que vida intensa uma mulher que teve a sorte de ser ao mesmo tempo linda e inteligente viveu. Depois de frequentar uma das maiores universidades do mundo, tornou-se uma das escritoras mais influentes do século XX, antecipou a emancipação feminina, viveu à frente do seu tempo, e teve o respeito dos maiores intelectuais (mesmo os homens) da época. E sem precisar mostrar o peito em alguma revista masculina.

É dela um dos meus 10 livros preferidos, e não é O segundo SexoI e II, o seu mais celebrado ensaio, que trata da condição feminina em sua época (muito antes do feminismo, diga-se de passagem)...Embora seja também uma leitura obrigatória para nós aprendizes...

Todos os Homens são Mortais trata da imortalidade, um tema recorrente, mas nunca antes visto como é tratado por Simone: uma maldição. Imagine ser imortal: ver morrer uma a uma todas as pessoas que você ama ou conhece, e ser obrigado a permanecer no mundo, continuamente, dia após dia, vendo os séculos passarem, os impérios surgirem e caírem, a noite amanhecer e ressurgir no céu, sabendo que um dia nada mais vai restar, nem os bichos, nem as plantas, nem as pessoas: só você... Esse romance nos toca ao ponto da aflição, ao nos mostrar que só somos importantes e especiais por que temos fim... E tudo o mais no mundo...

Conta a história de um conde, que numa crise, decide tomar um elixir e se tornar imortal. Acreditando assim, imortalizar seu poder: que era sua ambição. Mas com o passar dos séculos, o conde descobre que é um ser almadiçoado, quando percebe que a singularidade da vida é justamente seu caráter finito.

Uma leitura que para mim foi bastante reveladora...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

ANIVERSARIO



A nossa primeira foto foi no seu aniversário. Lembra?
Você me agarrou pelo ombro e me convidou a sorrir para a foto. Nossa, já tem anos isso... E eu horrorizada com a sua idade. Novinho... Usava brinquinho... Quem diria?
Hoje está aí, há anos luz daquele momento. Quando cantei parabéns para você da primeira vez.
Me ofereceu carona, mas o carro tava cheio... (até hoje acho que foi uma cantada tá?).
E aí...Ficamos fadados a comemorar essa data sempre juntos.
Todo 27 de Outubro. À meia noite e um. Gosto de ser a primeira a dar os parabéns. Ficou assim uma tradição. Menos ano passado... Mas também ano passado você não mereceu tanta atenção. Azar o seu né?
Aposto que à meia noite e um ficou olhando pra ver se o celular tocava... Aposto... hahaha
Enfim... O que eu posso dizer que já não tenha dito? Que já não tenha repetido várias vezes todos esses anos? "Felicidade". "Paz". "Saúde". "Sorte"... Nada que você não tenha aos montes... Ah, posso desejar um pouquinho mais de dinheiro, que isso nunca é demais. Mas para quem já tem tudo, isso é só um detalhe. Por exemplo, você tem pessoas maravilhosas na sua vida, que te amam... (opa, o aniversário é seu né... eu aqui já me elogiando... desculpe).
Ah posso ficar aqui te elogiando também, que isso é algo de que você nunca se cansa... Eu adoro massagem nos pés, mas massagem no ego, é com você mesmo. Quem inventou a frase "eu sou o máximo"? O máximo do desespero por um elogiozinho. Mas é cansativo te elogiar sempre: você já ta tão cansado de todos os meus adjetivos... Alguns eu nem posso publicar, fica só entre nós dois... É como eu sempre digo: nada de fazer propaganda, né? Não queremos a concorrência ciente disso.
Mas hoje, bem fiz algo especial. Conversei com alguém muito influente sobre você. Sabe como é, QI hoje em dia é tudo. Então pedi ao papai do céu para fazer da sua vida sempre maravilhosa. Que só te aconteçam coisas belas e boas. Que nada ruim nunca se aproxime de você. E que eu seja sempre forte para estar do seu lado, caso seja necessário, por algum motivo daqueles que não entendemos, você precisar.
Mas também estou aqui caso você não precise. Para rir junto. Para curtir junto. Para tudo.
Parabéns de novo!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Para mulheres que adoram Salão de Beleza



Se você é uma freqüentadora de salão de beleza é uma privilegiada! Nos tempos de hoje em que tudo anda tão caro, é mesmo difícil manter as nossas adoradas visitinhas regulares a esses templos da auto estima feminina. Mas se você é uma mortal como eu, que só vai ao salão quando tem um casamento, formatura, ou seja, uma vez na vida, outra na morte etc, provavelmente não é fiel a um profissional e vive na dúvida sobre quem procurar quando vai precisa de salão.




Sempre que acordamos com aquela vontade louca de mudar, e em nós mulheres isso acontece com muita freqüência, considere procurar um profissional bem recomendado, de preferência aquele que fez uma balaiagem perfeita em alguma amiga sua. Não corra para o salão caso a vontade de mudar aconteça pós rompimento com o parceiro, pós demissão do trabalho ou outro trauma psicológico qualquer. A chance de sair insatisfeita é muito grande, mesmo que o profissional tenha feito tudo o que você pediu. E outra, se você é insegura com mudanças radicais, nunca entre num salão morena e saia loura. Isso funciona para camaleoas como eu, que não se importam em mudar de cara como se fossem atrizes da Globo. Comece com umas luzezinhas aqui, um reflexozinho ali... consulte o espelho, veja se se acostuma e gosta... Vá mudando gradualmente.



Ao entrar num salão pela primeira vez, cheque o visual das atendentes e profissionais. Elas devem estar com o cabelo feito e as unhas embelezadas, limpas e vestidas corretamente, de preferência uniformizadas. É o mínimo que se espera de uma profissional da beleza. E o tratamento deve ser super profissional. Detesto lugares em que as pessoas me chamam de “querida”, “amiga” e blá blá blá. Também não gosto de salão onde se fala demais: fofoca enquanto tiram sua cutícula é um perigo...



Limpeza e asseio é fundamental. Cheque se escovas, pentes e qualquer coisa que se passa na cabeça das clientes é higienizado após cada uso. Alicates de unha e espátulas devem ser esterilizadas em auto-clave, que é aquele forninho de esterilizar de hospital. Não adianta aquele aparelhinho pequeno(do tamanho de uma caixa de sapatos) que se usa por aí. Se quiser levar o seu próprio alicate de unha, melhor ainda. Lixas, pauzinhos de laranjeira devem ser descartáveis, bem como plásticos que recobrem bacias onde os pés ficam de molho e toucas. Compre seu próprio esmalte e leve. Imagina passar o esmalte que trezentas mulheres-que-você-não-sabe-onde-enfiam-suas-mãozinhas já usaram antes de você?



Nunca deixem que passem coisas no seu cabelo ou pele sem te mostrarem o que estão passando. Cheque a marca e pesquise se é liberado pela Anvisa. Tudo bem que a gente é apaixonada pelos benefícios do formol, mas a abençoada escova progressiva é uma fórmula originariamente caseira, e o uso indiscriminado da substância é proibido por lei, pelo bem da nossa saúde (e mal dos cabelos rebeldes).



Peça o preço do serviço antes de sentar na cadeirinha giratória. O profissional deve avaliar seu cabelo, por exemplo, e dizer mais ou menos quanto custa o corte. Esses lugares são danados para dar o preço no final, depois que você já se empolgou e fez barba, cabelo e bigode. Aí não adianta reclamar!



Se o salão passar por todos estes testes, resta por último saber se os profissionais ali são espertos mesmo! Aí, só experimentando... Se você se apaixonar por algum, seja fiel para sempre. Cabeleireiro, manicure, depiladora e esteticista são como maridos: casou, deu certo, segura até morrer!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Rio 2016 - Com muito orgulho!

Tenho que confessar: o discurso do presidente Lula defendendo a candidatura do Rio para sediar as Olimipíadas me arrancou lágrimas dos olhos...

Lá se foi aquele antigo operário trevestido de presidente, desafiando o mundo a incluir a América Latina e seus milhões de habitantes no mapa... E o melhor? Não era um líder mundial se acabando em lágrimas por ter “ganhado do Obama”, como ele mesmo declarou, mas um de nós... Eu me senti o Lula, um brasileiro apaixonado por seu país... De que outro presidente poderíamos falar isso com tanta propriedade? Emocionado por conseguir o que nenhum outro conseguiu: conquistar um espaço (e que espaço) perante as maiores nações do mundo!

Se eu aprovo as Olimpíadas no Brasil, mesmo que o país necessite investimentos milionários para custear um evento de tal magnitude? Lógico, e infeliz de quem não aprova. Ora, os pobres sempre existirão, disse Jesus Cristo quando foi criticado por receber um tratamento dispendioso de uma fiel, quando ela poderia dispensá-lo aos menos favorecidos.

Porém pode ser uma oportunidade para os pobres se sentirem menos pobres, os analfabetos menos analfabetos. Eles serão vistos. Vistos. Todas as milhares de favelas do Rio de Janeiro vistas. E não ignoradas como fazem (ou fazemos?) a maioria de nós. Só por que temos pobres e favelados não podemos fazer parte do mundo? Ao contrário. O Brasil tem muito mais a mostrar do que seus miseráveis, tem a riqueza dessa gente que não se compara a nenhum PIB monstruoso, a nenhuma taxa de desenvolvimento humano elevadíssima: sua música, sua cultura, sua alegria... O Brasil tem mais de 150 milhões de sobreviventes diários.

E isso o mundo merece ver.

“É mais uma barreira de preconceito quebrada”. Faço das palavras do Presidente as minhas, e a de todos nós, Josés da Silva: brasileiros!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Madrinha de novo!!!

Serei madrinha de casamento pela milésima vez!!!
Não falo isso com aquele pouco caso, como se eu tivesse de saco cheio de ser madrinha de casamento... Não... Todas as vezes foi muito especial, por que percebi que todas as minhas amigas, tão queridas e importantes na minha vida, se lembraram de mim nesse momento especial.

Então, ontem à noite recebi mais um telefonema de uma noiva afoita... E que me emocionou muito ao dizer: Lógico que você vai ser minha madrinha, decidi isso antes mesmo de escolher o noivo...

Então, como expert no assunto, vão as minhas dicas de Como Ser a Madrinha Perfeita, que podem ser úteis no debut de alguma madrinha de primeira viagem:

- Não use preto! (Por mais que seja óbvio, é sempre bom frisar).
- Seja companheira da noiva se oferecendo para sair com ela para escolher o vestido, organizar o chá de cozinha ou simplesmente segurar a mão dela se ela entrar em pânico.
- Não fale mal do noivo na frente dela.
- Lembre-se que num casório, a madrinha é a codjuvante mais importante.
- Assista ao Casamento do Meu Melhor Amigo... Nunca vi madrinha mais linda que a Júlia Roberts
- Não pergunte à noiva o que ela quer ganhar de presente, a menos que você seja rica! Dê algo útil, que ela possa trocar caso ganhe mais que um.
- Se sua noiva for rica e já tiver tudo, ataque com um presente criativo: um vibrador com 5 velocidades, por exemplo, aposto que ela não tem!

E é isso!Querem apostar que o buquê é meu?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Uma pitada de sexo


Como esse blog é pós trinta, vocês já perceberam que estou numa fase digamos... espiritual... Questionando valores, colhendo outros, interessada nos significados profundos do ser e estar, submetendo ações à análises e reavaliando riscos, preconceitos etc...

Porém, já tive uma fase Material Girl... Ou carnal, caso fique mais claro. Uma fase em que eu só me interessava pelos prazeres da carne.

Então, meus leitores, sobretudo aqueles que me conhecem bem, sabem que essa Nanda carnal está recolhida. E estão sentido falta dela. Mas bem... Não é que eu tenha deixado de me divertir. Claro que a maturidade traz alguns prazeres a mais, a segurança e a habilidade sexual é uma delas. Também, a vida melhora à medida que meu namorado amadurece nisso. É bom ter um namorado interessado em experimentar e aprimorar suas manobras.

Mas só introduzi (palavrinha obscena) o tema para falar de um bloguinho interessante e gostoso de ler. Recomendo. A vida Secreta é direto, divertido, leve e útil. Tudo que um blog sobre sexo precisa. Eu pelo menos acho que sexo não precisa ter haver com baixaria... Bom, há quem goste, mas hoje em dia tem tanta podridão na net que filtrar é difícil. E as pessoas precisam mesclar inteligência para conquistar leitores de nível mais elevado.

Engraçado foi um amigo meu que descobriu o Pornotube. Ele disse que nunca tinha ouvido falar... E eu que achava que homem fica o dia inteiro vendo putaria na net... bom, pelo jeito tem gente que trabalha...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O Belo Horizontino continua pobre...

Lagoa da Pampulha
O belo horizontino é o povo mais mal educado do Brasil.

Ok, não me baseei em nenhuma pesquisa séria, somente no meu (aguçado) senso de observação, afinal duvido que alguma pesquisa dure 30 anos de observação!

É triste eu falar assim dos meus conterrâneos, mas mais triste ainda é pegar um ônibus de manhã e ver uma senhora com um recém-nascido no colo, tentando se equilibrar nas barras de metal por que ninguém oferece lugar. Para mim é o cúmulo da falta de educação. Beira à covardia. Sem falar no sem-número de velhinhos que tem que brigar para ser atendidos em primeiro lugar nas filas.

O caótico trânsito belo horizontino está a cada dia pior: será que o volume de veículos x qualidade das vias é tão crítico assim? Não creio. Penso mesmo que além de motoristas e pedestres extremamente mal educados, vemos muita desinformação sobre as leis de trânsito (essas básicas, que aprendemos na auto escola, como a de preferência que em Bh ninguém parece compreender ou respeitar).

Papéis nos chão, jardins pisados (e olha que já tivemos o título de Cidade Jardim), gente mal humorada em todo o canto incapaz de dar uma informação, poluição visual e pichação em todos os muros, prédios gigantescos em áreas residenciais, Belo Horizonte está se tornando um inferninho de mentes provincianas e desconfiadas. E uma terra sem lei. Onde qualquer evento imobiliário milhonário é mais importante que um paque preservado.

A comparação é feita com as outras duas maiores cidades do Brasil: Rio de Janeiro e São Paulo. Para o Rio eu já dediquei um carinhoso post, elogiando não só as belezas naturais, como a beleza do humor e astral de seus habitantes. Talvez eu não tenha falado da eficiência do tranporte público e da educação das pessoas. Falo aqui: mil vezes melhor que em BH. São Paulo: já dediquei um post à nossa metrópole, ano passado, quando fui ao show da Madonna. Cidade exuberante pela grandeza e pela eduacação e formalidade das pessoas.

O que está acontecendo aos belo horizontinos? Cadê nossa graça mineira, nosso bem-receber, nosso sorriso inocente, nossa hospitalidade?

Lamentável mesmo...

sábado, 12 de setembro de 2009

Sobre príncipes e Sapos


É o seguinte: esse negócio de aceitar as pessoas como elas são é importante, mas no fundo o que as mulheres querem mesmo é um príncipe encantado.

Não estou falando daquele tipo de príncipe atlético, de olhos amendoados, sorriso colgate, rico, bem sucedido, que conquista sua mãe, seu pai e seu cachorro, que mata suas amigas de inveja de você, que sabe se vestir, conversar e te leva para viagens paradisíacas. Perfeição enjoa.

Estou falando do seu namorado, ele mesmo, esse cara que no início você não achava atraente, que só beijou por que estava bêbada, e que aceitou sair depois por que não tinha nada o que fazer e estava meio na fossa por causa de um colega de faculdade que te deu um fora, mas que depois se revelou divertido, inteligente, sexualmente satisfatório, que fez com que você se apaixonasse ao te cobrir de carinhos especiais e atenções, que não tinha grana para te levar num restaurante fino, mas cozinhou um pene incrível para você, tudo bem, o pene ficou horrível, mas vocês se divertiram horrores essa noite, e desde então vocês vivem um romance cheio de amizade e companheirismo, apesar das briguinhas por que ele não suporta seu cachorro nem seu colega de faculdade, ou por que você acha que a mãe dele é uma megera que não vai com sua cara...

O que o torna seu príncipe é o fato dele ser tão apaixonado por você que te deixa zonza, e aquelas atenções e carinhos que você adora, como levar seu chocolate preferido para você, ou escrever no espelho do banheiro com o dedo no vapor: te amo, gatinha, tudo isso faz a diferença não é mesmo?

Só que príncipes viram sapos. Geralmente no segundo ou terceiro ano do namoro. E todos esses carinhos ficam cada vez mais raros. Claro que você valoriza o fato dele jogar buraco com seu avô com toda paciência, ou te emprestar aquela grana salvadora, ou ainda, correr com você para o hospital quando aquela amigdalite te mata de dor, mas não espere mais bilhetinhos apaixonados largados na sua agenda, ou buquês de flores enviados para seu escritório. Não espere mais que ele fique parado no meio da festa vendo você dançar de longe, babando, não espere mais que ele saia correndo quando você telefona, não espere que ele ligue de volta quando você bate o telefone na cara dele, não espere mais que ele delete aquela “vadia” do msn dele como ele prometeu que faria, não espere mais nenhum arroubo romântico do tipo que ele fazia quando estava desesperado para te conquistar...

Por que princesas, só são princesas quando ainda não foram conquistadas.

E príncipes viram sapo. Todos, sem exceção...

(escrevi exceção certo? Bah!)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Rio Alegre...


Acabo de voltar de um delicioso feriado no Rio de Janeiro, cidade que adoro... Desta vez vim pensando, no caminho de volta, em escrever algo sobre a cidade, que nem conheço tanto assim, mas que me dá uma impressão sempre que volto de lá: o Rio de Janeiro é, a despeito de todo o tipo de problemas como violência, tráfico de drogas, diferenças sociais gritantes e milhares de favelas, uma cidade irremediavelmente feliz...

A gente anda pelas ruas e sente como o sorriso das pessoas que moram no Rio de Janeiro é diferente... é aquela disposição para se caminhar à beira-mar, para cair no samba, para viver a vida de um jeito corajoso e alegre... coisa bem de brasileiro mesmo, mas que se nota mais claramente no Rio.

Eu vinha pela estrada pensando nisso, ao subir a serra para dar uma última olhadinha para a baía lá embaixo, e voltar para Minas, quando me ocorreram estas idéias, colhidas de pouquinho em pouquinho numa onda da praia, num passeio de ônibus pela zona sul, numa passista treinando no ensaio da escola de samba, nas mãos abertas do Cristo Redentor... Concluí: o Rio é uma cidade Alegre, Feliz...

Hoje abro as notícias do dia, de volta à rotina depois do feriado prolongado, e vejo uma reportagem na Internet, a revista Forbes elegeu o Rio de Janeiro a cidade mais alegre do mundo!

Título merecido!

O Rio de Janeiro continua lindo, alegre, e brasileiríssimo!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Envelhecer...


Um dos nossos grandes medos é envelhecer.

E você percebe que está ficando velha quando compara sua vida com apenas alguns anos atrás e embora não perceba mudanças físicas significativas, acaba admitindo que já não é a mesma...

Por exemplo... Você percebe que está ficando velha quando todas as suas amigas são casadas, algumas até tem filhos e você raramente tem tempo de sentar na calçada com elas e comer uma panela de brigadeiro, ou o programa de vocês passou de uma balada no sábado à noite para um café corrido ou um jantarzinho (com os respectivos maridos)... Você começa a freqüentar chás de bebê, casamentos e formaturas quando antes os encontros eram em festinhas de 15 anos, churrascos, fins de semana regados a chop em sítios com piscina... E daí para passar a freqüentar funerais é um pulo!

Você percebe que está ficando velha quando começa a neurar com o filtro solar. Você mal se lembra de todos os verões que ficou torrando no sol e passando coca-cola na pele para ficar “negra”, agora, tudo o que você quer é distancia do sol e dos perigos do câncer de pele...

É incrível como valorizamos nossa própria cama ao envelhecer. Passamos a desejar cada vez mais tempo nela, quando antes achávamos que dormir era perda de tempo. Quanto mais o tempo passa, e menos tempo temos, percebemos que o tempo só é importante se podemos gastá-lo fazendo o que realmente gostamos de fazer... E quando dormir é o que você mais gosta de fazer, com certeza está ficando velha!

Você fica chata! Simplesmente chata! Tudo te irrita... Você passa a ficar intolerante com som alto, com lugares cheios, com pessoas fumando perto de você, com carros estacionados na frente da sua garagem, com crianças jogando bola por cima do seu muro...

Outro sinal característico é se tornar uma reclamona de carteirinha! Você passa a reclamar de tudo e de todos, e seu maior passa tempo é procurar algo de que pode reclamar.

Enfim a prova irrefutável da sua idade avançada é não compreender quando as pessoas conversam com você... Sabe aquelas expressões que você nem tem idéia do que significam, aquelas gírias de que você nunca ouviu falar? Pois é, isso é o novo Português, e você nem imagina onde foram parar as vogais da palavra você quando recebe um e-mail do seu sobrinho...

Sem falar quando caem na risada se você quer parecer moderninho e diz: nossa que visual estribado! Gíria velha é sinal de envelhecimento eminente...

Depois disso, é só esperar a morte chegar...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O poder da Legitimidade


Nós, ocidentais, capitalistas, cristãos, temos fissura por uma burocracia, por um documento, por um comprovante, um atestado. Gostamos de um pedaço de papel com uma assinatura, de uma bula, de um manual. A verdade só existe para nós quando é escrita, registrada, protocolada em várias vias e autenticada.

Fiz um curso semana passada onde o autor explica que o poder da legitimidade está baseado no costume que o ser humano tem de se submeter à autoridade. Somos condicionados desde criancinhas a obedecer a ordens e a seguir uma voz mais autoritária, primeiro por nossos pais, irmãos mais velhos, professores. Mais tarde pelas leis, regras, autoridades e até mesmo pelos ditos da moda, pela conveniência e pelos nossos costumes.

Acrescentando, acho que o poder da legitimidade também está no fato de o ser humano não ser programável, estável e nem imutável, e ser principalmente corruptível. Estamos a cada dia querendo mudar tudo e nós mesmos, portanto eu poderia ter um nome a cada vez que meu humor variasse se não houvesse uma penca de documentos me informando e ao resto do mundo que sou Fernanda Fiuza Calado, incontestavelmente.

Assim, seguimos solicitando recibos e valorizando só o que é atestado por um nome forte, uma marca, uma boa indicação.

A legitimidade também está baseada na segurança. Hoje nossa maior preocupação é: primeiro proteger nosso bem estar, depois nosso bem material. E olha que não necessariamente nessa ordem!

Fico doida quando ouço alguém dizer: você me envia um documento colocando isso por escrito?

Está feita a prova. Aceita em tribunais. Escreveu não leu o pau comeu. O problema é que o papel aceita tudo. E o problema é que se aceita tudo o que está no papel.

Foi-se o tempo que a palavra dada valia mais que qualquer documento. Por que a palavra está baseada na moral, em valores, em ética. É quase uma questão de moda, ninguém é ético por que ser ético não dá manchete, não causa frisson e não abala. Ética está em extinção.

E tenho escrito!

sábado, 8 de agosto de 2009

Psicologia infantil


É certo que tudo tem dois lados, assim como toda ciência tem benefícios e malefícios.

Eu não sei se os benefícios que Psicologia trouxe para a humanidade compensam a criação de uma geração de crianças sem limite do tipo que se jogam no chão do shopping em pirraças escandalosas por causa de um brinquedo novo que, assim que chegar ao seu armário vai ser esquecido para sempre, que se empanturram de sanduíche do Mc Donald´s por mais que a mãe ou o pai implorem para que comam o brócolis ou que colocam avisos de Do not disturb na porta do quarto enquando sofrem abuso sexual virtual de algum pedófilo na internet.

Pude perceber que essas crianças geralmente são aquelas criadas com toda minunciosa psicologia, são filhos da classe média alta com curso superior, de pais que acham que têm que compensar sua ausência (cheios de culpa) fazendo todas as vontades dos reizinhos da casa. Aliás, compensação, sublimação, são termos da psicologia... Esses pais preferem um bom diálogo às jurássicas palmadas. Colocam os filhos num nível de igualdade, olham nos olhos, falam pausadamente, mesmo que a criança esteja "colocando fogo na casa".

Outro dia, numa reunião da igreja dos meus pais aqui em casa, pude perceber o poder de deseducar da psicologia. Todas as crianças (filhos de psicólogos emocionalmente saudáveis, cristãos e educadíssimos) agiam como se estivessem num playground, na sala da minha casa, de paredes recém pintadas e sofá recém reformado. Eles só não conseguiram quebrar as lâmpadas, por que todo o resto os pestinhas fizerem. Derramaram refrigerante em tudo que era almofada, pisotearam o sofá, arranharam todos os DVDs e por pouco não me quebraram a TV. Incapaz de me conter, dei uns berros e acabei com a farra. Os pais nem tomaram conhecimento, ouvi no máximo um "filhinho, não faz isso..."

No meu tempo, criança tinha seu lugar. Comíamos antes do adultos, silenciosamente, e ai se não mastigássemos a verdura: nada de doce depois! Bastava o pai olhar, nem levantava a voz, nem ameaçava, que já tremíamos de medo e corríamos para os cadernos da escola. Chineladas sempre que aprontávamos. Presente, só no Natal e no aniversário, e mesmo assim era o que o pai podia comprar. O pai não morria de culpa se o filho não tinha o tênis mais caro, ao contrário, ensinava o filho a agradecer pelo que ele tinha e pronto. Íamos à igreja todo domingo de manhã, de boa vontade. Dividíamos um quarto de 3 metros quadrados com 2 irmãos e nem por isso reclamávamos de falta de privacidade (aliás privacidade é algo que parece essencial para uma criança de 7anos, conforme a recente Psicologia). Não ficamos traumatizados ou revoltados por que éramos beliscados sempre que fazíamos alguma arte. Nenhum dos meus amigos se drogou por que o pai trabalhava 20 horas por dia para sustentar a família e não ia à peça de teatro da escola por conta disso.

Não sei como seria criar um filho num mundo como o nosso. Mas com certeza gostaria de criar um filho exatamente como fui criada! Com muito beijo e abraço, esperando com asiedade o Natal chegar para ver se "papai noel" ia mandar aquele brinquedo que esperei o ano todo, sendo obrigada a repetir a "tabuada" toda antes de ter permissão para brincar, levando palmadas nas horas certas, entendendo perfeitamente que a quantidade de desejos realizados não é diretamente proporcional ao carinho e ao amor que um pai tem pelo filho, sabendo que quando meu pai chegava à noite cansado do trabalho, ele nunca estava cansado o bastante para me contar uma história antes de dormir.

domingo, 26 de julho de 2009

Um Gigante!





Meu cunhado acha que estou ficando fanática por futebol...



É que ele não é Atleticano, logo não pode compreender a diferença entre um torcedor comum e um torcedor Atleticano, muito menos um Cruzeirense....






O que ele chama de fanatismo é apenas natural e corriqueiro para nós, que amamos incondicionalmente essa camisa alvinegra, esse time glorioso e essa torcida apaixonada. Isso para nós é dia-a-dia, é trivial... assim como cancelar todos os compromissos para se plantar na frente da televisão em dia de jogo do Galo, ou ir ao Mineirão torcer e cantar com a imensurável massa, gritando o nome dos nossos ídolos... Hoje, Tardelli, Aranha, Junior, mas como foram tantos outros no passado como Euler, filho do vento, ou Guilherme (por onda anda?), Marques, ou Danilinho, ou Tafarell, ou das antigas, como Dadá Maravilha, Reinaldo, Cerezo, Éder Aleixo, Kafunga...






Eu sou atleticana de sangue puro mesmo, por que atleticano já nasce atleticano né... Mas sendo a terceira (ou seria quarta?) geração de atleticanos de pai e mãe, era impossível que eu fosse desviada... Ainda bem, que quando eu era pequenininha, me puseram logo uma camisa do Galo e me ensinaram a cantar o Hino mais lindo do Brasil ( seguido pelo hino do Grêmio que é belíssimo e do Flamengo, time que não simpatizo tanto, mas tem seus méritos, principalmente por ter uma torcida tão bonita e apaixonada)... Me ensinaram? Acho que já nasci sabendo, cantando, assim como já nasci primeira campeã brasileira, título que não se compara a nenhum outro que qualquer time venha a conquistar, por que foi o primeiro e o mais glorioso!






Assim como gloriosa foi a primeira vez que pisei no Mineirão, o estádio Governador Magalhães Pinto, o Gigante da Pampulha, é um dos maiores do mundo e do Brasil... Fazendo sombra sobre a Lagoa da Pampulha, está situado numa das regiões mais aprazíveis da cidade, e sempre foi palco de grandes batalhas, lindas festas e comemorações!






Eu devia ter cinco, seis anos? Algo assim, e era uma terça, ou quarta, não sei bem... Excursão da escola para o Zooloógico, e a turminha de pirralhos estava alvoroçada há dias para o passeio. Uniformes limpinhos, lanches na lancheira (ou merendeira, como dizíamos na época), somos barrados na porta do Zoo: era dia de manutenção e nossa entrada não foi permitida. A choradeira foi tão grande que as monitoras da escola tiveram que pensar rápido, e chegaram à brilhante idéia de mudar o roteiro: fomos conhecer o Mineirão!






Entramos pelo hall principal, e conhecemos as galerias históricas, que contam a história do estádio. Creio que aqueles troféus todos não interessaram muita à criançada, que queria pisar logo no gramado. Rápida passagem pelos vestiários e somos conduzidos às escadarias de acesso ao gramado. Enquanto subíamos, vislumbrávamos a abóbada da arquibancada gigante, e o gramado surgiu verde esmeralda diante de nós. A sensação foi de deslumbramento, nunca eu podia imaginar que havia um lugar tão "grande" no mundo!!!






Imediatamente surgiram bolas dente de leite, e brincamos no gamado fofo a tarde inteira! Foi uma festa! Todo mundo jogando bola, discutindo quem era o quê, entre pequenos atleticanos, cruzeirenses e americanos ( naquela época ainda havia alguns) e surgiu até um projeto de vascaíno que foi obliterado pela turminha.






Nunca alguns leões, macacos e elefantes ficaram tão sem importância perto de galos, raposas e coelhos!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Ei! Ei! Lembra de mim???



- Fernanda Fiuza!


Pronto! Quando ouço isso num lugar público sinto um friozinho no estômago, o prenúncio de um constrangimento: por que sei que estou sendo abordada por alguém que me conhece (nome e sobrenome) e eu não tenho a mínima idéia de quem seja!


Geralmente é algum colega dos tempos da escola, quando eu tinha seis anos, que tem aquela memória de adolescente e não sei por que comete a deselegância de se lembrar da época em que eu era uma menina cabeçuda e magricela no colégio. Aliás, mudei viu? Não sei por que as pessoas me reconhecem...


Não foi diferente outro dia no shopping, eu correndo com um embrulho do Mc donald´s na mão e um copo de suco de laranja na outra, atrasada para o trabalho, sabendo que nada podia ser pior que encontrar um conhecido pra me embananar... Mas ouvi a exclamação enfática, nome e sobrenome, e quando estaco com um sorriso amarelo, não me lembro, absolutamente, da pessoa que me interpela.


- Ah... Aposto que ela não se lembra de mim! Diz a moça, assim, como se estivesse falando com uma terceira pessoa.


Abro os braços e a encaixo, preocupada em esperdiçar meu suco de laranja na blusa alvíssima dela.


- Nossa, mas você está maravilhosa!


Ixi... Sou péssima com elogios. Não sei como reagir... Ainda mais vindo de alguém que poderia estar pensando coisas como: puta que pariu, você já foi pior! Além de ser mega constrangedor receber um elogio que não podemos retribuir...


O papo fica naqueAdicionar imagemla... E aí como vai a vida? Tem 25 anos que nao a vejo, mas que importa, vamos resumir tudo em três fatos fundamentais: Você se formou? Se casou? Tem filhos? Pronto, respondo sim, não, não e minha vida está resumida em uma afirmação e duas negativas. Aí por maldade rebato as perguntas, e como que para me humilhar, ela exibe uma aliança dourada na mão direita: "Noiva! Finalmente vou desencalhar"...


Olho para ela com a mesma possibilidade de sentir inveja de alguém que diz: vou desencravar as unhas do pé, dou os parabéns e trocamos telefones. Ela anota o meu, aliás, como se fosse me ligar algum dia...


E tenho permissão para continuar em frente, correr para o trabalho, correr, correr, correr, não sem a sensaçãozinha de orgulho de ter conseguido levar uma conversa perfeitamente polida e social com alguém que eu até hoje não consigo me lembrar o nome...


Mas não é mais constrangedor do que encontrar uma ex colega de faculdade (gente, mal tem 5 anos que nos formamos, aliás na mesma turma), e a figura me olhar como se eu fosse um etê ou coisa pior! Visualizar a sensação de pânico no rosto da pessoa, tentando desesperadamente pensar se aquilo é um assalto, uma pegadinha da tevê ou se ela está mesmo sofrendo de Alzheimer...


Coisas da vida...


terça-feira, 7 de julho de 2009

A Insustentável Leveza do Ser

Quando li esse livro de Milan KUndera pela primeira vez não entendi muita coisa. O que uma adolescente de 14 anos, metida a ler grandes obras literárias pode saber sobre a profundidade do amor, da diversidade dos relacionamentos, da leveza e do peso da vida?

Ah, mas quando fui ler muitos anos depois, me apaixonei por cada um dos personagens, que são tão profundamente destrinchados, e pela constante saída da história para belos diálogos filosóficos, pois foi por causa de Milan Kundera que fiquei interessada por Nietzche e mais ainda por Sartre, de quem já havia lido alguns ensaios graças a minha adorada Simone de Beuvoair (lógico, uma feminista tinha que fazer o caminho contrário...)

Thomas. Primeio a gente odeia a forma descompromissada como ele se relaciona com as mulheres e o valor exagerado que ele dá à liberdade e às suas (muitas) experiências sexuais. Depois percebe-se que o amor dele por Teresa o aprisiona, o despoja de quem ele é, e suas infidelidades são quase uma vingança, ainda que o castigue ainda mais a culpa...

Teresa. As reviravoltas dessa história são sublimes. A moça sensível, sonhadora, que entrega sua vida nas mãos de um desconhecido, e que, apaixonada, suporta estoicamente sua infidelidade... A vítima? Ou a algoz do homem que ama?

Já li muitas vezes, e cada vez que leio descubro algo novo... E da última vez fiquei realmente impressionada com a comparação do amor com a compaixão. Amar nada mais seria que sentir compaixão por outro ser? A necessidade de proteger, a quase dor com o sofrimento alheio, a incapacidade de abandonar alguém à deriva? Além disso, o amor é sempre o tema, que em sua persistente imperfeição faz com que eu me identifique tanto...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Amigos






Essa tal de internet é retada mesmo...

Atravéz dela fiz bons amigos, e é com muito carinho vou divulgar os belos e singelos escritos de um dos meus amigos virtuais, Lelo Dias, um baiano sonhador que hoje está sonhando lá pros lados de Portugal, saudoso da filhinha de cinco anos que deixou em Conceição da Barra...

Pelo jeito não é so pela filhinha que ele anda suspirando.

Quando eu aprender a postar com som, posto a voz baiana e aveludada do Lelo cantando e dedilhando seu violão poderoso... Hoje vai só a letra.

Com sua licença, Mr. Lelo:



Ah Morena... por que foi me deixar...?

Ah Morena má

Você fingiu me amar?


Pequena

Seu seio atrevido

Sua queixa em meu ouvido

E o barulho do mar


Ah tristeza

Saudade

Espera

Demora que mora

no peito de quem partiu


Ah menina

manhosa

maldosa

ta cheia de prosa

achando que já me feriu


Mas você nem sabe

Meu jeito de amar é aquele

que vive, que dura, que vence, que vai

que não esquece jamais


Ah Morena

Morena

Morena...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Bye Micheal...

Eu estava quieta num canto, um pouco emburrada... na sexta série eu ainda não era muito popular, não tinha seios e nem curvas, e os meninos não se interessavam muito por uma garota meio CDF que colocava cartazes protestando contra o desmatamento na Amazônia...

Era uma festa, e eu olhava com inveja minhas colegas peitudas rodopiando na pista. Eu adorava dançar, mas não sei por que nas festinhas da sexta série, época áurea do hause, encasquetavam de tocar baladinhas! No auge do meu mau humor, ouvi os primeiro acordes daquela canção, aquela, que todo mundo dançava grudadinho, e que dava vontade de gritar a letra quando tocava... Havia uma mão na minha frente, estendida, um convite para dançar...

Eu me levantei, ele colocou a mão na minha cintura. Meu reluzente nike street novinho passeou pela pista, até o meio, onde faiscava um globo espelhado.

Cada um vai se lembrar de um momento, uma música, uma cena chocante ou não, um fato polêmico, coisas que eternizarão o Rei do Pop, o ídolo maior, Micheal Jackson! Mas para mim, foi por causa dele, e foi ao som de I`ll Be There, que eu dancei minha primeira música lenta...




Esse comercial da Pepsi merece ser relembrado...
Adeus Micheal... Descance em paz...

sábado, 20 de junho de 2009

A REDE

Penso que as pessoas realmente inteligentes acreditam que a vida nada mais é do que um ciclo, um grande círculo que passa várias vezes pelo mesmo ponto, e são essas pessoas que tiram o melhor partido de suas redes de relacionamento, chegando onde tantos invejamos estar. Hoje em dia não importa o que você é, mas sim, quem você conhece. E o mundo lhe abre as portas.

Como funcionam as redes de relacionamento? Por mais incrível que possa parecer, atravéz da honestidade. Essa palavra, que parece não ter muita importância hoje em dia, transformou-se em algo tão raro que é trocada a peso de ouro. Ser honesto é o primeiro caminho para criar uma rede de relacionamentos confiável. Por quê? Por que se você não for honesto, se não for confiável, se as pessoas de sua rede não estiverem totalmente seguras de que você não vai falhar com elas quando precisarem, você está fora. Fora. Sem discussão. E é um preço muito alto a pagar por algumas mentirinhas sem sentido, por desculpas esfarrapadas, por uma conta de restaurante mal dividida, ou por uns trocados emprestados e não pagos. Um grande executivo me disse uma vez que tinha dois bons funcionários, e que acreditava no potencial de ambos. Dois caras com a mesma formação, os talentos parecidos e competência quase idêntica. Quando surgiu a oportunidade de uma promoção, o executivo acabou privilegiando o que era menos chegado a ele, e o outro, obviamente magoado, pediu satisfações. O executivo acabou dando uma desculpa técnica, mas para mim, numa festinha informal, confessou: "O cara tem um caso com a vizinha. Se ele é capaz de fazer uma cretinice dessa com a própria esposa, como vou confiar nele para uma tarefa tão importante?" Imagino que o rapaz em questão jamais imaginou que seus pulinhos no casamento fossem lhe custar uma posição importante na empresa.

As pessoas pensam que ter uma rede segura e proveitosa é trocar favores, mas não é. Numa rede de relacionamentos os favores são consequências apenas. O principal é fazer suas qualidades se sobressaírem, para que mesmo seus inimigos possam reconhecê-las.

Pessoas carismáticas e populares geralmente têm excelentes redes de relacionamento. Mas o que faz desses pessoas carismáticas? Penso que é um talento natural... Mas um talento perfeitamente cultivável. Sabe quando, na escola ou na faculdade, a gente perde um trabalho e um amigo gentil coloca nosso nome no grupo dele? No meu tempo, todo mundo ficava puto com os colegas que não faziam os trabalhos e pediam para colocar o nome... Eu nunca realmente me importei com isso. Eu fazia os trabalhos e ainda colocava o nome dos meus colegas. Aprendia mais que eles e eles ainda ficavam eternamente gratos comigo. A máxima "te devo uma, colega". E dever para alguém da rede é sério. Uma pequena atitude carismática com alguém hoje pode lhe salvar a vida amanhã. Nunca duvide de um membro da rede.

Se você falhou em algo com alguém, um colega de trabalho, amigo, namorado, familiar, corra atrás. Não é a manutenção do relacionamento que importa, mas sim, da rede. Uma amiga minha conseguiu uma vaga num curso que ela queria muito, graças a um ex namorado. O namoro acabou, mas de forma respeitosa, que pudesse ser mantida uma amizade. É a forma correta como os relacionamentos devem terminar. Você perde o amigo, o parceiro, mas não o membro da rede que pode lhe conceder algum benefício em algum momento da sua vida.

Isso pode parecer um joguinho barato de interesses. É e não é. Afinal, a rede de relacionamentos não pode ser mantida com sentimentos falsos. Ninguém consegue fingir tão bem que alguém não perceba. E você não precisa gostar de todo mundo com quem se relaciona. Porém, se não gostar, não finja que gosta. As pessoas não precisam se gostarem para se envolverem numa rede de relacionamento. Elas só precisam confiar umas nas outras e reconhecerem suas boas qualidades.

Algumas dicas para manter uma boa rede de relacionamentos:

1) Nunca, jamais descarte um contato. Ao conhecer alguém novo, guarde o nome da pessoa, o que ela faz e o que vocês têm em comum. Estimule oportunidades de se encontrarem novamente.
2) Use e abuse da net. Orkut, MSN, email, o meio virtual serve para conectar pessoas. Como é maravilhoso ter contatos em lugares do mundo que você nunca pisou. E são valiosíssimos.
3) Não "pise na bola". Se você "pisar na bola" com um contato, os outros tomarão conhecimento disso. Se pisou, tente se reabilitar. Mas jamais deixe que sua reputação seja manchada. "Enrolados" são os menos aceitos em redes de relacionamento. Se você falou que ia, vá. Nunca assuma um compromisso que não pretende cumprir.
4) Seja honesto. Ho-nes-to. Ter fama de pessoa honesta, fiel, leal, é mais importante que ser o queridinho.
5) Descarte as mentiras. Mesmo aquelas ditas sem maldade, só pra agradar. Mentir é o jeito mais fácil de se isolar.
6) Compareça. Se existe algo que você possa fazer por alguém, faça. Um pequeno favor funciona como uma quantia depositada num banco. E a longo prazo rende ótimos juros.
7) Entenda que uma palavra negativa têm muito mais peso que uma positiva. Por isso, use o bom senso: tempere seu "realismo" com uma boa dose de "otimismo".
8) Mantenha contato. Com a vida corrida, mandar um telegrama, um cartão, uma lembrancinha de agradecimento, flores não é puxa saquismo. É fazer-se lembrado. Então, não perca a chance de prestigiar as pessoas quando elas se casam, fazem aniversário, são promovidas ou conquistam algo.
9) Descarte a inveja. Se seu amigo subir na vida, a chance dele te levar junto é maior. Então, quanto mais pessoas vencem do seu lado, com mais empurrõezinhos você conta.
10) Seja feliz. Ninguém quer se relacionar com pessoas insatisfeitas e negativas. A aparência do sucesso às vezes é mais importante que o sucesso em si.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

ESPECIAL DIA 12: Eles & Eles


Alguns leitores vieram reclamar dos marcadores das postagens, sempre que falo de relacionamentos uso o marcador Eles x elas. Por que eles x elas, e nao também eles x eles ou elas x elas? Então, hoje, no Dia dos Namorados, vou falar um pouquinho sobre eles x eles e elas x elas...


Tive uma educação bem tradicional, católica. Sexo lá em casa não era necessariamente um tabu, falávamos abertamente, mas minha mãe sempre deixou bem claro para as 3 filhas que sexo era coisa para mulheres e homens casados. E que era proibido antes do casamento. Homosexualismo então, nem se tocava no assunto. Se a coisa incomoda, não se fala sobre ela. E fim de papo.


Foi só na faculdade que percebi como as pessoas podem ser diferentes, mas ao mesmo tempo, com toda essa diversidade, compartilharem sonhos e desejos inerentes a todo ser humano. E via diariamente casais gays trocarem olhares apaixonados, caminharem de mãos dadas... Uma vez, numa rodinha de meninas, falávamos sobre os efeitos colaterais das pílulas anti-concepcionais, e uma delas afirmou: graças a deus estou livre disso. Eu fiz o maior discurso pra ela, que pílula era importante, que uma gravidez indesejada era o pior que poderia acontecer a uma mulher, e ela ficou rindo da minha cara. Dias depois fui a sua festa de aniversário e ela me apresentou sua namorada, uma mocinha séria e evangélica...


Meus amigos me mostraram que seus namoros eram tão parecidos com os meus: as brigas, o ciúme, a sedução, a convivência com a família... Tudo tão igual, tão comum, tão normal... Por isso acho que não precisam reclamar de que eu falo da convivência de homens e mulheres. Eu falo de convivência. Eu falo de pessoas...


Claro que alguns casos são um pouco mais difíceis. Um querido amigo me contou como foi difícil revelar para a família sua homosexualidade. Receio bobo o dele, reagiram tranquilamente, na verdade, todo mundo já sabia.


O que quero dizer com isso é que acredito no amor. E que todo amor é importante. Aliás, se houvesse mais amor no mundo, nossa história seria bem diferente...



terça-feira, 9 de junho de 2009

ESPECIAL DIA 12: Eles falam...


... o que mais admiram em suas namoradas...






" A beleza, a personalidade e a inteligência." Leonardo, 29 anos, projetista, namora Marina, 27 anos, advogada, há 4 anos.



"A Kaká vive rindo. Até quando está doente, ela ri. Acho que a alegria dela é o que eu mais admiro."
Diovani, 19 anos, marceneiro e estudante de engenharia, namora e mora com Karim, 21 anos, recepcionista e estudante de psicologia, há 8 meses.




"Sempre ficar ao meu lado, em qualquer situação. Acho isso muito bacana da magrela. Ela sempre fica do meu lado." Júlio Cezar, 23 anos, empresário, namora Larissa, 20 anos, estudante, há um ano e pouco.




"Admiro tudo nela. Até os defeitos. Ela é perfeita." Fabiano Lellis, 32 anos, representante comercial, namora Elis, 17 anos, estudante do ensino médio, há cinco meses.




"O jeito que ela faz quando a gente está brigando e ela consegue terminar com a briga. Acho que é uma coisa que eu gosto nela." Samerson, 28 anos, supervisor de informática, namora Mariana, 20 anos, acessora, há 11 meses.

"A dedicação e o companheirismo." Antônio, 59 anos, aposentado, casado com Elizabeth, 54 anos, há 33 anos.


"A Andréa é a pessoa mais batalhadora que conheço. Ela luta pelo que quer. Isso é maravilhoso numa mulher." Álvaro Ricocci, 30 anos, arquiteto, namora Andréa, 35 anos, engenheira química, há 2 anos e meio.


“O peito. Mas pra ficar bunitinho, a determinação dela.” Marcelo, 27 anos, técnico em informática, casado com Isabella, 26 anos, auxiliar administrativa, tem uma linda filhinha e estão juntos há 9 anos e 5 meses.


E O DEPOIMENTO MAIS LINDO DE TODOS:


“Admiro sua inteligência, a beleza é enorme, mas fica muito charmosa combinada com a inteligencia.” Marcelo, 25 anos, administrador de empresas, tem a sorte de namorar Fernanda, 30 anos, designer há 5 anos intermitentes.






domingo, 7 de junho de 2009

ESPECIAL DIA 12: Filmes

Se você não tem namorado/namorada, se fica triste por que gosta de alguém e gostaria de estar com esse alguém, se dá importância pra essa bobeira de dia 12 a ponto de ficar deprimido só de lembrar que está chegando, não leia este post!
Mas se você está amando, se está com alguém bacana, se tem uma cara-metade, ou simplesmente está de bem com a vida ciente de que nessa história de amor é uma questão de tempo até você encontrar um par perfeito, talvez goste das minhas dicas de filme pra ver com seu bem, e se quiser evitar a maratona de filas de restaurante e motéis desse dia, sobretudo por que vai cair na sexta-feira, ou para ver sozinha e se deliciar...
Mas não se espante, não tem nada de sugestão romance água-com-açúcar. A idéia é apimentar um pouco o dia 12 e fazer a coisa pegar fogo... Então... Divirta-se!
Nove e Meia Semanas de Amor, 1986 - Clássico dos anos 80, vale a pena revisitar o filme de Adrian Lyne. É a história do encontro de uma mulher divorciada e um homem elegante, que avança em muitas cenas de sexo e sedução, tema principal dos filmes polêmicos de Lyne, embora seu mais famoso seja Atração Fatal. Kim Bassinger e Mickey Rourke protagonizaram a famosa cena em que se lambuzam de mel, chantilly e afins, incendiando a imaginação de muitos casais apaixonados ou não, pelo menos aqueles loucos por sexo... A despeito das críticas negativas que o fime recebeu na época, você e seu amor não vão dar uma de críticos de cinema... Envolvam-se no clima de sedução e inspirem-se! A trilha sonora vai trazer boas recordações da época...




Perdas e Danos, 1992 - Jeremy Irons e Juliette Binoche protagonizam nesse drama uma atração louca e proibida. Irons interpreta um figurão do parlamento inglês e Binoche é a estontante noiva de seu filho. Os dois começam e se envolver e mesmo sabendo dos riscos, mergulham de cabeça nessa aventura, tirando o fôlego da gente...



Ultimo Tango em Paris, 1972 - Esse mega clássico do cinema universal é um filme erótico e perturbador, do genial Bernardo Bertolucci. Paul é um homem atormentado pela dor da perda e da infidelidade da esposa, e Jeanne é uma jovem prestes a se casar. Ao se conhecerem, Paul vislumbra a possibilidade de uma nova relação onde as normas sejam ditadas por ele. O resultado é uma relação doentia e destrutiva, que obviamente não tem um final feliz... Mas as cenas tórridas entre Marlon Brando e Maria Schneider são das mais interessantes do cinema.


O Amante, 1992 - Belíssimo filme do premiado diretor francês Jean-Jacques Annaud, baseado no romance autobiográfico da escritora francesa Marguerite Duras, a história se passa em Saigon, capital da colônia francesa do Vietnã em 1929. Uma jovem francesa e pobre se envolve com um chinês da aristocracia. Os encontros clandestinos dos dois são cenas deliciosas, permeadas de romance e sensualidade, em que a atriz estreante, na época, surpreende... Mas mesmo que estejam dispostos a superar as diferenças de idade e de classe, impossível sobreviver ao preconceito da sociedade colonial francesa.



Kama Sutra, 1996 - É um bom filme indiano, que conta a história da Princesa Tara e sua criada e melhor amiga, Maya na Índia do seculo XVI. Na noite do casamento da princesa com o príncepe Raj, o libidinoso monarca encanta-se com a sensualidade de Maya e a toma sexualmente. O episódio é descoberto e Maya é expulsa do palácio. Então encontra o jovem escultor real, que leva para a casa de uma ex-cortesã, onde aprende as artes do milenar Kama Sutra. Maya retorna ao palácio como cortesã favorita do rei. Realizado pela diretora Mira Nair, o filme procura desenvolver o erotismo e a sensualidade próprios da milenar cultura hindu. Entretanto, embora tal cultura seja, de alguma forma, altamente erótica, os filmes indianos não costumam explicitar tal erotismo. Assim, para realização de "Kama Sutra", a diretora teve que contratar duas atrizes, nascidas na Inglaterra, para os papéis principais. Ponto forte é a trilha sonora, que ajuda a criar a atmosfera necessária.

Espero que se divirtam com minhas dicas e postem comentários com outros filmes interessantes para o dia 12/06! Happy Valentine´s!!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Campanha: Stay Sean!!!

Primeiro eu queria imaginar por que uma mulher abandona seu confortável sonho americano, larga o marido bonitão e sai, fugida, com um filho pequeno... Não me parece que uma mãe em sã consciência deseje destruir o lar do único filho, afastando-o do pai se não julgasse e até temesse por essee filho. Não é verdade que as mães sacrificam tudo pelo bem dos filhos?

Talvez isso tenha pouca importância para a decisão dos tribunais, já que forças muito maiores, como a autonomia de uma nação-monstro como os EUA, estão envolvidas... Mas a meu ver, tem toda relevância do mundo. Afinal, é para o lar desse pai que o menino Sean Goldman deveria retornar, caso assim fosse determinado pela justiça. Para um lar do qual sua mãe fugiu por julgá-lo inadequado para que o menino crescesse.

Sean Goldman nasceu nos EUA, mas sendo filho de uma brasileira, é tão brasileiro quanto americano. Ainda mais, pois a vida que conhece e a cultura na qual convive há cinco anos é a brasileira. Aqui ele tem família, tias, tios, avós, padrasto, amigos, escola... Aqui é a verdade dele. Imaginem o que ele passaria se, de repente, fosse arrancado disso tudo, sendo apenas uma criança de 9 anos, e fosse jogado num país estranho, com pessoas estranhas. Sim, ele tem um pai biológico... O que não pode ajudar muito, já que esse pai parece estar agindo num impulso egoísta sem considerar o que é bom para o filho.

Acho inaceitável que o presidente Lula, Barack Obama, Hilary Clinton, e quantas mais personalidades, virem bradar isso ou aquilo sobre leis e convenções e tornar a vida de uma criança um instrumento de autonomia de uma nação sobre outra. Não ocorreu a ninguém questionar do menino o que ele gostaria. Talvez ele dissesse: sim, quero conhecer e conviver com pai. Mas será que ele precisa ficar no meio dessa guerra?

Eu penso, como ser humano, que Sean tem que ficar no Brasil sim, com sua família, como desejou sua mãe. Claro que ele também tem o direito de conviver com o pai biológico, vê-lo conhecê-lo, até um dia ter idade suficiente para decidir por si o que é melhor para ele.

Ah, e um aviso para David Goldman, pai de Sean: Afeição e confiança se conquistam, mister. Isso não se pode ganhar num tribunal....

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Vôo 477


No século XIX surgiu na Inglaterra um famoso ilusionista, capaz de fazer desaparecer diante de uma platéia de pessoas um corpo sólido inteiro, como que por encanto. Hoje se sabe que tal façanha não passava de um truque engenhoso de ótica, uma ciência física, e que fazer um corpo sólido desaparecer só é possível reduzindo o mesmo a partículas infinitesimais. Naturalmente, o processo pode demorar milhares de anos, mas alguns recursos podem acelerar o processo, como por exemplo, uma explosão.

Diante dessas evidências, ficamos ainda mais intrigados com o sumiço do air bus da companhia Air France, no último domingo, uma aeronave considerada super segura, com mais de duzentas pessoas a bordo.

O que se sabe, no entanto, é que o avião pluft! sumiu! Nem quem estava a bordo podemos ter certeza, pois o vôo era de conexão e as leis francesas estão barrando a divulgação dos passageiros.

Uma coisa que eu percebo nos aeroportos internacionais brasileiros é a falta de segurança. Eu nunca vi um agente federal revistando pessoas ou checando bagagens em Confins, Galeão ou Guarulhos, alguns dos maiores do Brasil. Ninguém nunca olhou para minha cara para conferir se a pessoa que apresentava a identificação era mesmo o dono da identificação. Já viajei com um alicate de unha dentro da bolsa, que passou pelo raio x normalmente... Um alicate de unha pode ser uma coisa inocente dentro da bolsa de uma mulher, mas nas mãos de um terrorista...? Enfim, vocês já notaram o aparato de coisas quando se chega num aeroporto internacional nos EUA ou na Europa? Cães farejadores, agentes hostis, guardas, AR15s, no mínimo, para recepcionar os viajantes de todo o mundo...

Pode parecer uma teoria da conspiração, eu sei... Não sou muito dada a esses devaneios de espionagem, mas sabe-se que naquele vôo havia personalidades de toda a sorte, altos executivos, cientistas, figurões... Por que aquele avião sumiu exatamente no meio do oceano, vão tentar explicar eternamente! Tempestade de granizo, raio, pane, imperícia, e blábláblá...

Mas eu sei que alguém, em algum lugar, sabe exatamente por que o avião sumiu, e como... E por que...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A mulher invisível

Mais um filminho pra curtir num domingo à noite, pra relaxar e comer uma pipoca... Aliás, se você não tiver um namorado fofo como o meu que te mata de rir com suas próprias piadas, capriche na companhia, por que o filme em si é bem fraquinho...
Selton Mello rouba a cena, claro, com suas palhaçadas. Luana Piovani, a despeito de aparecer pelada o tempo todo com aquele corpão de dar invejinha na gente, tá canastrona como sempre... Tem hora que o texto passa de três frases e a gente quase espera que ela escorregue e erre (note a parte do futebol)... O resto do elenco é sem graça, Fernanda Torres ainda salva, mas está fazendo o mesmo papel que faz naqueles quadros do fantático, sem novidade nenhuma...
O roteiro em si não é nada original, distribuído em quase duas horas de filme, cansa a gente... eu faria um filme melhor com uma hora e vinte no máximo! Ah, enfim, dá vergonha alheia, Selton Mello, me ajuda, até um filme comercialzinho pode ser melhor que isso né? Apelativo, machista, recalcado e lugar-comum... Não vale os 15 reais que eu gastei...
Vai o trailler, mas não se engane... o trailler só é bom pq dura 1 minuto!


sábado, 30 de maio de 2009

Eternal sunshine...para uma mente articulada!


Um amigo meu que concorre heroicamente para uma vaga do mestrado da UEMG, Mestrado em Design (o máximo, né?), vem me dizendo sobre a importância de ser "articulada" no meio acadêmico.


"Articulada", segundo sua definição é "alguém que escreve artigos". rsrsrs


Então, como a revista da UEMG está recebendo artigos para publicar, pensei em escrever algo, e até resolvi ler uns artigos da Adélia Borges, da Gazeta Mercantil, para me inspirar, por que acho que ninguém escreve sobre design de uma forma tão jornalística como ela, clara, objetiva e inteligível por qualquer leitor. Eu descobri que gostaria de ter escrito aqueles artigos da Adélia Borges...


Quando eu estava nos primeiros períodos da faculdade, fui assistir a uma palestra da Adélia, ao fim da qual ela respondeu a perguntas dos alunos... Lembro de ter levantado o braço e perguntado, e ela disse: "essa é uma boa pergunta por que..." e falou longos minutos sobre minha dúvida... Qual era não importa, o que importa é que naquela época eu tinha lampejos de criatividade e sabia tocar em questões realmente relevantes... Hoje sentei para pensar em algo para o tal artigo, pois também sinto necessidade de ser articulada, e não saiu nada, exceto esse desabafo para o blog...


Então eis que surge a questão da criatividade. Fui ao salão onde passei horas fazendo luzes e quando já estava para ficar louca, achei numa revista Superinteressante no meio de todas aquelas Caras, uma reportagem sobre a criatividade! Fiquei fascinada ao ler que a criatividade não é um espírito santo baixando na pessoa, mas sim o resultado de uma malhação cerebral, de um exercício diário, de um treinamento que fazemos com o cérebro desde a infância. Todas as respostas para todos os nossos problemas, e para todos os problemas do mundo, estão dentro da nossa cachola, em algum lugar, o desafio é organizar aquelas informações, fazer links e associações que nos permita uma solução para o problema. E esse link surge justamente quando estamos "desligados" daquele problema. Podemos ficar horas pensando num jeito de resolver uma questão, mas quando a deixamos de lado e vamos tomar um café, ver um filme ou tomar um banho, é que a solução nos aparece, prontinha, como se o cérebro tivesse "acordado" de um sono! Aposto que isso já aconteceu a você, comigo também sempre acontece!


Decidi que vou escrever um artigo sobre isso para a tal revista, pois a criatividade é a questão mais sofrida que o designer enfrenta. Já imaginaram o desespero de ter que ser criativo e imaginativo pelo resto da vida? É uma grande responsabilidade, que outros profissionais, embora necessitem ser criativos em qualquer área, não sofrem por pressão. O Administrador pode ser criativo, pode não ser, melhor que o seja, mas não é uma característica fundamental para sua atuação. O designer deve ser sempre criativo, e quanto mais souber sobre ativar sua criatividade, melhor! Principalmente quando ele descobre que a Criatividade não é um botão de on/off e sim um aprendizado ao alcance de todos!


Bom, depois que eu escrever, posto aqui o artigo, mesmo se ele não for selecionado para a revista!