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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Dia dos Namorados sem namorado!


Caros leitores!


Vocês sabem como detesto momentos “auto ajuda”. Mas esse dia dos namorados vai ser muito especial para mim, portanto eu não poderia deixar de escrever sobre isso. Se vocês estão se perguntando se apareceu um amor avassalador na minha vida, sinto muito, mas no momento não estou protagonizando nenhuma personagem da Julia Roberts. Esse dia dos namorados vai ser muito especial por que é o primeiro, em muitos anos, que passarei solteira!

Como todos os meus leitores sabem, eu passei a maior parte da minha vida sendo a namorada de alguém, ou seja, são muitos e muitos dias dos namorados em que já vivi muitas situações ternas, apaixonadas, decepcionantes e até mesmo odiosas. Com larga experiência no assunto, posso dizer que já vivi meu quinhão de ilusões amorosas, já desenhei coraçãozinho no papel, já gastei solas de sapato em shopping lotado procurando o presente perfeito, já cozinhei jantar romântico, já fiquei horas em fila de restaurante da moda (e horas e horas e horas), em engarrafamentos para viagens românticas, já fui em pizzaria barata quando estávamos sem grana, já passei o dia dos namorados brigando dentro de um carro debaixo de chuva, já fiz uma viagem de ônibus numa madrugada inteira só para passar um dia com alguém... ufa... ser uma namorada perfeita dá trabalho demais, mesmo que seja um dia no ano.

É por isso que o post de dia dos namorados esse ano vai para as pessoas solteiras. As pessoas que passam o ano tranqüilas e felizes, mas caem em depressão nesse tal de dia 12 de junho.

Na verdade, para nós, preparei um dia dos namorados mais que especial. Esse dia em que você está suspirando por um amor platônico, nesse dia que você vai lembrar-se do seu ex namorado com dor no peito, nesse dia que tudo o que você vai conseguir ver são casaizinhos fingindo-se perfeitos e apaixonados (é, pois é, eu sei que essa fachada existe, mesmo por que já fui assim), eu tenho uma sugestão. Faça como eu, passe o dia com a melhor pessoa que você poderia estar na face da terra – você mesmo!

Afinal, todos sabem como é gostoso curtir ao lado de alguém... Mas cá pra nós, é muito, mas muito bom mesmo ser livre! Simplesmente fazer o que se quiser, na hora que se quiser, sem precisar dar satisfação para ninguém. Passar o dia na cama, de preguiça, sem hora para levantar... Tomar café da manhã demorado, lendo um jornal... Tomar banho com tempo suficiente para esfoliar a pele, hidratar o cabelo, massagear as celulites, sem ter ninguém te esperando, te apressando, reclamando da sua demora.

E se é o ritual do presente que te agrada, vá ao shopping (argh, maratona...) e escolha um presente para você mesmo... Peça para embrulhar bem lindo e entregarem na sua casa. Ou coloque sobre sua mesa e abra no dia dos namorados. Escreva-se uma declaração de amor, onde constem todas as suas qualidades maravilhosas. Ah, mime-se um pouquinho... Você vai esperar a vida inteira por alguém que aprenda seus gostos e desejos? Por que não realizá-los já?

Seja a coisa mais importante da sua vida! Você é uma pessoal legal, bonita, esperta. Você tem sonhos, você tem tanto a viver, apesar de todos os pesares! Pelo menos um dia do ano. Não é muito... Mas já é um excelente começo!



E me desculpem a pegada auto ajuda desse texto. Mas é que eu fico tão romântica no Dia dos Namorados...

domingo, 31 de janeiro de 2010

Uma prova de amor




Não tinha assistido ainda o filme Uma Prova de Amor, com a gatíssima Cameron Dias. Hoje, nesse domingão preguiçoso, peguei o filme e fiquei parte da tarde estirada no sofá.

A história é polêmica: um casal decide ter uma filha de proveta, Anna, projetada geneticamente para ser doadora compatível de medula óssea para a irmã que tem leucemia. Apesar de superar sua expectativa de vida, a irmã só vem piorando, até precisar de um transplante de rins. É quando Anna decide processar os pais para conseguir na justiça que eles não a obriguem a doar um rim para a irmã.

O filme, além de ser uma bela história de amor fraternal, nos faz questionar nossas relações familiares e cotidianas. O mundo é, cada dia mais, um lugar inóspito e frio para os homens. Mesmo necessitando, à custa de nossa própria sobrevivênvia, estar em constante convívio com nosso próximo, as relações humanas estão cada vez mais frias e mais distantes. A individualidade e a independência nunca foram tão valorizadas.

Muitas vezes temos medo de nos aproximar do outro. Mesmo por que o outro pode não permitir ou mesmo não compreender essa aproximação. Sendo as relações baseadas em interesse, muito mais que em sentimentos, sempre visamos o que as pessoas podem nos oferecer em benefício, mas não estamos absolutamente dispostos a aceitar a carga que isso pode implicar.  Queremos e ansiamos o lado bom das pessoas, mas desde que isso venha sem o preço de ter que suportar o lado ruim: pois problemas todos nós temos, e lidar com os defeitos dos outros pode parecer um fardo pesado, uma grande inconveniência.

Ao optar pela solitude, o homem sai do seu estado de ser comunitario natural, e passa a levar uma carga emocional muito mais pesada: são seus próprios medos e desafios. Sem o apoio emocional que vem das relações afetivas, nos tornamos pessoas inseguras, desconfiadas e emocionalmente reservadas. Às vezes nem conseguimos expansão de carinho com nossos familiares, ou com as pessoas que nos são mais caras e estão mais próximas.

O amor e a amizade, o companheirismo e a solicitude são bens preteridos em detrimento do dinheiro, dos prazeres e da realização profissional. Tempo para os amigos? Para os filhos e parentes? Para encontrar um amor ou se dedicar a um relacionamento? São valores que estão cada vez mais perdidos em nossas sociedades.

A família perde sua força como base da sociedade, as crianças perdem a referência de lar e de segurança, e quem perde mais somos cada um de nós, incapazes de um olhar mais amplo sobre nossas relações e a importância que representam em nossas vidas.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Avatar 3D - Diversão para as férias!



O primeiro post do ano, e vou falar de cinema.

Não sou muito fã de filmes de fantasia. Gosto com moderação, e vejo com desconfiança quando são lançados com aquele furor todo... Gasta-se tempo e dinheiro com todos aqueles efeitos visuais fantásticos, e economiza-se em bom roteiro...

Achei, para horror dos aficcionados, O Senhor dos Anéis, uma grande de uma porcaria. Salvo alguns personagens realmente fofos, dá um desespero de ficar 3 horas na cadeira do cinema, sentada, vendo aquilo... Até que fui ler os livros e entendi que sorte é a de quem vê o filme. Os livros são um sacooo...

Bom, então fui assistir Avatar 3D ontem, só por um motivo, eu nunca tinha visto um filme em 3D e pensei que, se o filme fosse uma completa porcaria, pelo menos os efeitos visuais salvavam. Ah, que surpresa agradável, Avatar 3D é um belo filme... E nem estou falando dos efeitos visuais incríveis e da delícia da diversão 3D! Estou falando também da bela história, da mensagem de amor à vida, ecologia e respeito pela natureza, pelo apelo espiritual... Vale a pena gastar 3 horinhas na cadeira do cinema, que é até bem confortável, usando aqueles óculos horríveis!

Claro que a história já foi contada mil vezes... É a velha fábula do imperialismo, que já vimos em 1492 - A Descoberta do Paraíso, Pocahontas, e em tantos outros filmes em que o dominador chega com tecnologia e arrogância e se bate contra sabedoria e inocência. E também é a questão do mundo paralelo, criado para servir de consolo pelo nosso mundo semi destruído e à caminho da inanição...

Gosto particularmente dessas histórias, que fazem sucesso entre as crianças, e que são extremamente educativas. A cena em que a heroína nativa mata um animal na floresta e chora pela sua morte, demonstrando grande respeito pela vida é sensível e comovente. E a cena chocante do bombardeio de uma árvore gigante me fez lembrar todos aqueles noticiários em que protestantes se abraçam às árvores, impedindo que elas sejam derrubadas. Também gostei da questão da "ligação" que todos os seres vivos têm entre si (no caso dos personagens, quase uma entrada USB que os conecta à outras vidas).

Ah, notas importantes (fáceis de localizar na internet) que não podem faltar: o filme é de James Cameron  ( o homem das grandes bilheterias como Titanic), com o gato do Sam Whorthington e a veterana Sigourney Weaver.

domingo, 29 de março de 2009

Ele não está tão afim de você

Obviamente eu não li o livro He´s Just not That into You, de Greg Behrendt e Liz Tuccillo, os roteiristas de Sexy and The City, por um único motivo: é o que venho repetindo para todas as minhas amigas desde que me entendo por gente!

Se ele não ligou, mesmo que o encontro tenha sido marvilhoso, mesmo prometendo que ligaria, mesmo quando tudo parecia perfeito, mesmo que vocês pareçam conectados corpo e alma... não é por que ele sofreu um acidente, ou perdeu seu telefone, ou teve que viajar (que porra de viagem é essa? Pra Lua? Onde não existe telefone no mundo, pelo amor de Deus?) É porque, pura e simplesmente, ele não quer! Pontooooooo

Mas não custa repassar toda a lição e ir assistir ao filme, inspirado no livro, Ele não está tão afim de você, por que o elenco é ótimo (Ben Afleck, Drew Barrymore, Scarlet Johanson, Jennifer Connelly e Jennifer Aniston), é leve, divertido e um ótimo programa para um fim de domingo com chuva, acompanhado de pipoca e coca cola.

Claro, é melhor ainda se você está ao lado do seu namorado, e não se identificando nada com as várias histórias de dor de cotovelo femininas que desfraldam impiedosamente, mas com amigas bem humoradas que vão se identificar naquelas situações e morrer de rir (quem sabe até uma choradinha) juntas, também funciona!

Mas voltando ao filme, gente, a Scarlet Johanson é a gordinha mais sexy do mundo né? Pô, ela é gordinha sim! Claaaaro que é! Ah, tá então por que as cenas insinuando nudez dela não aparecem a cintura, nem a barriga? Você já reparou o tamanho da bunda dela nos jeans? Tá bom, aceito que ela é "boa", se te agride tanto o termo "gordinha".

E a Jenniffer Aniston, cara, deixa eu te falar! O Brad Pitt é um bossal mesmo. Por que, tipo, a mulher é o máximo! Linda, bronzeada, engraçada, carismática! Ela não é uma bocuda branquela que vive pendurada com mil crianças no colo obrigando ele a aparecer em festas filantrópicas!

Enfim...

Ah, o treiller para curtir um pouquinho...