"Gostaria muito que os pais e mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas, e lhes dissessem: SIM, a mulher pode!" Dilma Rousseff
Que o Brasil é um país de vanguarda, isso ficou mais uma vez óbvio. Um país que cresce em importância aos olhos do mundo acabou de eleger uma mulher para Presidente da República.
Dilma Rousseff tem uma história de vida bastante ativa politicamente, embora tenha sido divulgada sua "pouca experiência" no exercício de cargos públicos. Há aqui um terrível equívoco por meio dos eleitores e da imprensa. Exercer um cargo público, por si só, não constitui experiência política. Experiência política é estar participativo nos processos democráticos no país, lutar contra desigualdades e participar do diálogo que visa o bem comum. Nisso, Dilma dá um banho. Como se não bastasse, presidiu o Ministério brasileiro mais importante, a Casa Civil.
Alvo de pesadas críticas e até acusações severas, vista com nariz torcido e imenso preconceito pela classe média brasileira, a candidata do presidente Lula conquistou a massa brasileira, que a meu ver, não se deixou manipular pela mídia das elites. Ofereceu seu voto à princípio relutante e no segundo turno, de bom grado, reafirmando a aceitação de um governo que ajudou a transformar o perfil do nosso país.
Foi extremamente emocionada que assisti ao primeiro pronunciamento da presidente eleita. Confesso que tenho muitas críticas ao governo Lula, e não sei muito bem o que esperar de Dilma. Claro que conforme um conhecido ditado, mais prudente é esperar pelo melhor, mas nos preparar para o pior. Mas considero sua eleição uma vitória para o Brasil, em muitos aspectos. Antes de ser uma vitória feminina, considero uma vitória do eleitorado de classes baixas, que é tido sem cultura, sem estudos, e por isso incapaz de votar. Vi pessoas analfabetas com discursos muito mais lúcidos que jovens universitários ao defenderem seus candidatos nesta eleição. O Brasil está começando a sair da escuridão política.
São ultrajantes afirmações do tipo "o Brasil vendeu seu voto pelo bolsa-esmola". Penso que quem é capaz de elaborar uma afirmação tão difamatória sobre o povo brasileiro não respeita o Brasil, e não considera a sua população e não tem o mínimo preparo para participar da evolução do país. Finalmente, o Brasil vota pelo Brasil, e não pelo interesse pessoal de uma minoria.
