Crescer é uma forma desastrosa e compulsória de abrir mão de quem somos para nos tornar o que devemos ser. É um processo pelo qual todo ser humano passa, em maior ou menor grau, e olhar para trás, para a alegria e inocência da juventude, para a inconsequência e despreocupação que vivemos um dia, sempre causa a sensação de nostalgia que nos faz questionar se vale (ou valeu) a pena nos transformar tanto.
Uma das maiores perdas do amadurecimento é a forma de encarar o amor, a amizade e todas as coisas que realmente importam na vida, as coisas que nos fazem testar nossa têmpera e nosso caráter. Todas as vezes que falhamos com as pessoas foi mesmo tentando acertar? Quais impulsos egoístas podíamos ter evitado? O que dos nossos erros realmente nos tornou pessoas melhores?
Nem sempre encaramos as decepções e o sofrimento como ritos de passagem para um estágio mais evoluído, mas são eles que nos ensinam a crescer. A experiência da vida se resume a nossa maneira de lidar com as pessoas, em todos os níveis. O desenvolvimento profissional só é possível quando aprendemos essas lições. A vitória pessoal também passa por esse conhecimento. A arte do lidar, de negociar, de convencer, de sentir prazer ou dor, tudo isso é meramente como estamos enxergando o outro e como estamos convivendo. Mas infelizmente, ao aprender pelo sofrimento, além de nos tornarmos mais fortes, nos tornamos mais amargos. É preciso mesmo?
Outra grande perda é a nossa capacidade de acreditar. Eu digo, confiar é um talento para poucos, numa realidade em que tudo nos leva a perder a fé. A fé nas pessoas que se mostram tão imperfeitas, a fé no bem que sempre deveria vencer o mal, a certeza de que dias melhores virão. Nossa fé vai sofrendo danos progressivos, e de pouco em pouco é substituída por uma ironia tipicamente adulta, aquele sorriso amarelo diante das falhas dos outros, como se já contássemos com o desfecho negativo das situações. Crescer é passar a contar com o fracasso com mais certeza do que a vitória.
No filme Uma Linda Mulher, Vivian, uma mulher inteligente e encantadora vive um romance impossível com um homem rico, desacreditado dos relacionamentos. Para ambos, a única forma de sair ileso de uma aproximação com o outro é o distanciamento dos sentimentos. Ela é uma prostituta, com muitos outros talentos que poderiam ter feito dela uma vencedora. E quando Edward questiona isso, ela diz: “As pessoas nos dizem que você não é capaz, e você acredita”. “Eu digo que você é muito capaz”, ele rebate. “Você já notou? É mais fácil acreditar nas coisas ruins.”
Vivian estava certa. É mais fácil acreditar nas coisas ruins, a lógica da vida está em esperar pelo pior. E o pior é algo que vem, independente se esperamos ou não.
Por que então, devemos viver esperando por algo que já está garantido? Por que não mudamos nossa postura, e resgatamos a nossa juvenil fé na vida, no sucesso, no amor, na alegria dos sentimentos verdadeiros? Por que não arriscamos uma decepção ao contrário? Por que não passamos a contar com os sucessos e quem sabe, assim, quando eles vierem, a surpresa seja boa?
É nostálgico, eu sei, é inocente, é quase infantil desafiar você a ter fé na vida. Em você mesmo. Em suas melhores qualidades, ou seja, aquelas que lhes couberam genuinamente, não as que você desenvolveu durante anos para se tornar um adulto responsável e garantir o seu sustento.
Mas é preciso. Desculpe, é imperativo!
Que em 2012, você possa descobrir que ter fé é uma questão de treino. Treine seu olhar para as belezas, para as coisas boas que cruzarão seu caminho. A gente é capaz de ter um ano bom ou ruim. É só uma questão de perspectiva.
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Nua
Não sou mística, nem estudo os astros ou coisa parecida. Mas aprecio os ritos de passagem por que eles dizem ao nosso subconsciente que estamos virando a página. Assim estamos abandonando más escolhas, superando decisões desacertadas e buscando crescer e encontrar um novo caminho. Para mim, é isso que a passagem de ano significa. Elegi esse momento para trocar minha pele, como as cobras fazem.
Sempre passo a virada do ano de branco. O branco é puramente simbólico para mim. Significa que estou vestida como eu gostaria de passar a virada do ano: nua.
Nua mesmo, de pensamentos, de julgamentos, de questionamentos, de inquietude. Nua e em paz. Nua como uma página em branco prestes a ser rascunhada, criada e acabada. Como um instrumento que ainda não foi tocado nem testado. Como uma base pronta para sustentar novos planos, metas, sonhos, esperanças e bons pensamentos.
Acredito que todos nós precisemos de algo em que nos apoiar, para não ruir. Existem muitos rituais prontos, mas passei a inventar os meus. Vestir-me de branco, fechar os olhos e pensar nas pessoas que eu amo, ouvir o mundo a minha volta e o que ele tem a dizer e, se possível perdoar o ano que passou. Essa parte é a mais difícil. Por que é tão difícil que a gente se perdoe?
Gostaria também de fechar o ano agradecendo. A todos que fizeram e fazem desse blog minimamente interessante. A todos que perdem cinco minutos do seu dia para lerem o que eu tenho a dizer. A todos que me trazem boas idéias e me dão excelentes feedbacks. A todos que mesmo não me conhecendo, acabam se identificando com o que eu penso.
Desejo que o ano de 2011 seja muito bom para todos vocês. Cheio de metas alcançadas, prosperidade emocional e material. Desejo também que possam se perdoar, pois só assim é possível se livrar dos fantasmas e construir uma nova história.
Naked
I´m not a mystical person, I haven´t studied astrology or things like that. But I like the rites of passage becouse they say to our subconscious that we are turning the Page. We are abandoning bed choices, overcoming wrong decisions, growing up and finding a new way. In my opinion, it´s means the new year. I elect this moment to change my skin, like the snakes does.
I use to pass the new year eve dressed by White. White is only symbolic. White means that I´m dessed like I would like to pass the new year eve, naked.
Yes, naked, without thoughs, without judgments, without questions, without disquietude. Naked and in peace. Naked like a White Page that is going to be drafted, made and finished. Naked like a musical instrument that wasn´t touched and tried. Naked like a base ready for support planes, goals, dreams and hope, and good thoughs.
I´d like to end the year saying thanks. Thanks to everyone Who made this blog a little interesting. Thanks to all that has spent Five minutes a Day reading what I have to say. Thanks to all that brought me good ideas and gave me excelent feedbacks. My thanks to all that even don´t know me identify with my ideas.
I wish you all a happy new year, full of conquests, material and emotional prosperity. I also wish that you can forgive yourselves, couse only this way is possible to leave the ghosts and build a new life!
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
A Resenha!
Fim de semana último assistimos já saudosos a derradeira rodada do Brasileirão, que foi dos mais emocionantes da década! Até ontem, o campeão ainda não havia pintado! Ponto a ponto, vimos arrancadas espetaculares de times que já estavam praticamente de férias, e ainda, a derrocada de times que seguraram a liderança para depois morrerem na praia...
Mas futebol é isso aí.
E quem levou a melhor foi o urubuzão do Flamengo, que num Maracanã lotado, quebrou um jejum de 17 anos!
Bom, para mim, o campeão moral é o Internacional. O time gaúcho brigou desde o início, mostrou raça, compromisso e não teve altos e baixos como a maioria dos participantes. Mostrou uma regularidade incrível. E uma torcida digna de mérito!
Ficamos então com o G-4: Flamengo, Inter, São Paulo e Cruzeiro. Falando em Cruzeiro, foi a zebra do campeonato... O time que entregou a Taça Libertadores vexamosamente no início da temporada para o argentino Estudiantes veio capengando, até deslanchar na etapa final e aproveitar cada pontinho! Oportunista como ele só, teve embates muito tranquilos e acabou conquistanto uma vaguinha para a Libertadores de 2010, desbancando o Palmeiras, o Galo, o Goiás e o Corinthians.
O Corinthias foi minha aposta furada: jurava que esse ano era dele... Que nada!
O Galo... Fez uma primeira etapa exemplar do campeonato, permaneceu entre os quatro primeiros colocados boa parte do tempo, e a torcida monstruosa lotando estádio com uma média de público fenomenal, acabou abrindo as pernas. Culpado: o técnico pode abraçar uns 60% dessa responsabilidade. Celso Roth com escalações desastrosas, acabou modificando demais o perfil do time que levou o Atlético à liderança do campeonato na primeira fase. Jogadores sem perfil atleticano não se encontraram no time e não destacaram, exemplo, Rentería e até mesmo a grande aposta Ricardinho (repararam como o Galo caiu de produção depois que ele veio?). Outros co-responsáveis: jogadores como Tiago Feltri, que eu não sei o que estão fazendo no Atlético, pelo amor de deus, e Carlos Alberto, que tem garra mas não tem técnica... Até Diego Tardelli, o quase artilheiro do campeonato, decepcionou, mostrou corpo mole, ficou ligado demais no estrelismo. O Atlético não deu sorte nem com o goleiro! Enfim, o Galo entregou um campeonato que não quis ganhar, por que todos os dedinhos foram movidos para o clube levantar a taça, menos a vontade dele próprio.
Menções honrosas para o Fluminense e o Botafogo, que escaparam do rebaixamento no sufoco, Fluminense inclusive com vitórias espetaculares!
E troféu bola murcha vai para o Coxa, o Coritiba paranaense, que depois de cair para a segunda divisão, ainda teve que assistir à quebradeira da sua torcida, que se portou sem nenhuma dignidade ao dar vazão à violência e revolta... Nota zero!
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