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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Casadas X Solteiras

Quando somos jovens nossa vida tem um formato geralmente padrão: temos suporte da família, todas as nossas obrigações se resumem a estudar e cuidar do nosso futuro (que sempre parece distante demais) e temos uma rede de amigos com os quais construímos nossa história. Somos bombardeados com todas as idéias que representam uma vida adulta, como adquirir bens, segurança, estabilidade financeira e nossa própria família. Mas até certa idade, temos licença para não pensar em coisas sérias, apenas aproveitar a existência, em maior ou menor grau, de acordo com nossa situação na vida.


Eu, como uma das últimas das moicanas do time das solteiras, adquiri a seguinte opinião: nada muda tanto uma mulher como o quesito “constituir família”. Pelo que observo das minhas muitas amigas casadas, casar é quase uma lobotomia. Não me parece muito sensato acreditar que para ser adulta e responsável seja necessário abdicar dos prazeres que tínhamos quando solteiras, mesmo os prazeres mais simples, como ir ao cinema com as amigas. Acuso as mulheres de abandonarem as amigas deliberadamente depois que se casam, e minha acusação fica ainda mais séria quando acrescento um ponto: nossas amigas casadas não só acreditam que estão num patamar de importância superior às meras solteiras mortais, como nos cobram presença como se elas tivessem muito mais o que fazer, e nós muito mais tempo disponível.

Mais de uma vez fui criticada pelas casadas, ainda que em tom de brincadeira, sobre “tomar jeito”. Isso por que vivo uma vida típica de solteira. Gasto dinheiro como que eu quero, viajo quando eu quero, saio e chego na hora que quero. Tenho uma amiga casada que sempre me diz: nunca a vejo desarrumada, sem unhas e cabelo feito, sempre bem vestida... mas você é solteira, tem tempo e mais que obrigação de andar assim". Hein? Desculpe...? Agora é futilidade cuidar de mim, mesma? Isso tudo vindo de uma amiga que, quando era solteira, gastava mais da metade do salário em roupas de grife? Não acho que negligenciar meus compromissos comigo mesma seja ser mais adulta, tanto quanto uma mulher que passa o dia preocupada com os horários dos filhos, com as notas do boletim, com a nutrição da família e com as necessidades do marido. 

Nós, mulheres solteiras, passamos nossas vidas comemorando as conquistas e as escolhas das nossas amigas casadas, mas são raras as oportunidades (de acordo com as normas sociais) em que as mulheres casadas participam das nossas escolhas e conquistas. Por exemplo, fui sete vezes madrinha de casamento de (queridíssimas, diga-se de passagem) amigas minhas. Nas sete vezes eu gastei uma fortuna com vestido de festa, cabelo e maquiagem, presentes, passagens e viagens (quando o casamento era em outra cidade). Quando os filhos nasceram eu fui a chás de bebês e batizados, mais presentes. Se contabilizarmos, quando é que uma mulher solteira tem a chance de ser prestigiada por suas amigas, e contar com a presença obrigatória delas? Aniversário não vale, pois todos, casados ou solteiros, fazem aniversário! E as amigas casadas dão sempre uma desculpa para não vir às nossas festinhas de solteiras.

E a reclamação que as casadas vão achar mais infame da minha parte, mas é legítima, e baseada em algo que sempre ouço de uma querida amiga (que vai se reconhecer ao ler isto) é: "nunca coloque uma mulher bonita e solteira dentro da sua casa". Como assim? Por acaso as mulheres solteiras são maníacas que vão atacar o seu homem assim que você  for ao banheiro por cinco minutos? Será que o fim da vida das solteiras é perseguir os maridos honestos das amigas? Será, pelo amor de Deus, que seu marido é tão gostoso assim? E por fim das contas, será o seu marido um animal anencéfalo no cio que assim que estiver diante de uma mulher solteira vai esquecer todo o amor e compromisso que tem com você? E por último, será que as mulheres casadas que frequentam sua casa são assim tão mais confiáveis que as solteiras? Cuidado... Você pode estar se enganando sobre quem é o inimigo!

Não espero que com esse desabafo eu dê a entender que estou comparando a vida das mulheres casadas e das mulheres solteiras, numa escala de melhor ou pior. O que eu quero dizer é que sim, vivo uma vida plena como adulta, porém, fiz escolhas diferentes das escolhas feitas pelas casadas. Claro que eu também queria ter encontrado já meu grande amor, claro que eu queria ter uma família minha, um bebê rosado para alimentar, fazer românticas viagens a dois e outros prazeres da vida de casada. Mas desconfio que às vezes, essas mesmas amigas que me criticam morram de saudade da época em que eram solteiras e livres. Assim como elas não desejam os problemas que eu vivo, eu também não desejo nem de longe os problemas que elas vivem.

Acredito que as mulheres casadas e solteiras possam viver em paz, e continuar a amizade que desfrutavam na juventude. E sem se criticarem pelas escolhas que fizeram. Basta entender que cada um vive a vida que escolheu viver.

Sinto muita falta das minhas amigas casadas. Mas não quero ser cobrada por ser a única a responsável por manter nossa amizade. Será que elas poderiam, entre uma mamada e outra se lembrarem de me mandar um e-mail? Prometo que, entre uma reunião ou outra, irei responder...

terça-feira, 14 de junho de 2011

Errou? Deleta!




Não importa onde a humanidade irá chegar com todos os seus avanços tecnológicos... O mais devastador e fantástico deles será o dia em que o homem inventar o botão “delete” para apagar do passado todos os dias ruins da sua vida, todas as conseqüências ruins desses dias, e ser capaz de voltar nos próprios passos para refazer sua história.


Quem não teve um dia ruim?

Alguns dias ruins são culpa nossa, obviamente... São aqueles dias em que podíamos ter feito algo de bom, mas por algum motivo, agimos como completos idiotas. Falamos o que não devíamos falar. Fizemos o que não devíamos fazer. Amargamos um arrependimento que parece destruir nossa alma, nossa autoestima, nossa reputação. Pode reparar, um idiota se apodera de você sempre que você mais precisa ser a pessoa inteligente e equilibrada que é: o dia de uma entrevista de emprego, o dia de um primeiro encontro importante em que você deseja impressionar alguém... É sempre assim. Aliás, isso já foi mais que conceituado por um tal de Murph...

Mas não paramos por aí... Existem os dias em que fizemos tudo certinho. Empenhamo nos. Mas, por causa de um detalhe, de algo que esquecemos ou por um golpe de sorte, acabamos fudendo tudo, ou fomos fudidos pelo imprevisto. Nesses dias, não adianta ter um anjo da guarda. O acaso, o universo, a lei da física, os signos do zodíaco, os planetas, tudo se alinha com o objetivo de acabar com a gente...

É difícil superar os problemas. Aprender com eles. E ficar mais forte depois. E rir do ser ridículo que existe em todos nós...

Mais fácil e romântico seria mesmo o botão de “delete”.

Muitos embaraços, arrependimentos e transtornos seriam evitados.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ah... o amor!

Em Comer, Rezar e Amar, a autora Elizabeth Gilbert conta a história de uma terapeuta, sua amiga, que prestava serviços em regiões onde as pessoas viveram situações extremas como grandes desastres naturais e guerras. É de se esperar que pessoas que passam por esses desastres estejam traumatizadas. Porém, a autora comenta com bom humor que, apesar de terem perdido tudo, de estarem mutiladas e destruídas, essas pessoas discutiam seus relacionamentos amorosos, como se nada fosse tão desastroso quanto um amor fracassado.


A verdade é que as pessoas lutam muito por suas carreiras, seus sonhos, seus objetivos, mas no fundo, no fundo mesmo, o que todo mundo quer é viver um grande amor. O que a grande maioria deseja, não importa o sexo, a religião, a orientação sexual, a idade, é que, após ter construído tudo o que era necessário construir na vida, toda essa tarefa seja coroada com um companheiro (a), alguém para partilhar os lances que vemos em filmes românticos. Alguém para nos acompanhar naquela grande viagem. Alguém para dividir uma taça de vinho junto a uma lareira acesa. Alguém para nos emprestar seus sonhos e seus talentos. Talvez alguém para casar, ter filhos e amenizar a solidão da velhice. Alguém que faça com que nossos dias tenham sentido.

A contradição é que, hoje em dia, a maioria das pessoas que passaram dos 30 anos solteiras, tem dificuldades em se relacionar e encontrar uma companhia legal. Muitos fatores estão aí envolvidos. É claro que nessa idade, as pessoas estão mais exigentes, mais maduras, mais seletivas. Elas buscam um amor mais ponderado e não estão dispostas a abrir mão de muita coisa para que isso aconteça. Já estabeleceram seu estilo de vida e esperam alguém que se encaixe nele, sem precisar fazer muitos ajustes e viverem muitos conflitos.

Mas é aí que todos nós estamos errados. O amor é por definição algo inexplicável, surpreendente e imprevisível. Nem sempre aceita nossas regras e nos trata com rebeldia. E é aí que perdemos grandes oportunidades de vivenciar o tal do amor, em sua faceta mais incrível: a imperfeição. Por que achamos que existe um amor “certinho” para nós?

O amor nem sempre é bem sucedido, e nem sempre vai apresentá-lo para seus pais com orgulho de dizer um título antes do seu nome. O amor pode ser bem chato quanto está de TPM, e muito grosseiro quando está chateado com o trabalho. O amor pode não ser tão fiel quanto gostaríamos, e às vezes pode não resistir à tentação do mundo após uma grande briga. Ah, é, o amor briga. E como briga! O amor não manda flores todo aniversário de namoro ou casamento. O amor pode até morrer de medo do tal casamento. O amor pode ter dificuldade para ter filhos. O amor pode também, viver do outro lado do mundo, e por mais que ele tenha lindos olhos azuis, você vai ter coragem largar a sua carreira, a sua família, os seus amigos, sua língua e sua pátria e de atravessar o Atlântico por ele?

Além disso, desculpe, mas o amor não vai salvar sua vida. Você pode estar perdido, desempregado, frustrado, solitário e deprimido, que o amor não vai resolver nenhum dos seus problemas. Pode viver achando que o que lhe falta é amor, mas nem sempre é isso. Talvez lhe falte auto-estima. Talvez seja o caso de mudar de emprego ou batalhar para um curso de aperfeiçoamento e tentar um emprego melhor. Talvez tudo o que você precise é de terapia... Mas não de amor. Cuidado. O amor tem muitos benefícios, mas não faz milagres em uma vida estragada pelo pessimismo e pela má vontade.

Odeio admitir, mas o ônus do amor é mesmo nos deixar felizes. Mesmo que a gente já seja feliz. É estranho, né... Mas é isso mesmo. O amor é um bônus a mais. Não o tempo inteiro. Mas, às vezes, você teve um dia desgastante, está cansado, já de pijama, rezando para tudo acabar, aí então, você se lembra de alguém, um sorriso, um beijo roubado, uma declaração ao pé do ouvido. E começa a sorrir. Simplesmente.

O amor tem a faculdade de fazer com que uma jornada pareça mais fácil. A gente pensa que é por que tem uma mão para segurar, ou então um ombro para se encostar, e até mesmo pensa que tem outro par de braços para nos carregar. Mas não é nada disso. O bom do amor não é que ele carrega a gente no colo, e sim que ele distrai nosso coração. Dessa forma, distraídos, damos menos importância para nossas dores de cada dia, para nossos problemas. E eles parecem menores. É por isso que os flagelados das guerras nem se lembravam das suas perdas, mas dos seus amores.

É assim com todo amor. Amor de mãe. Amor de amigo. Amor romântico.

O amor é só o amor. O resto é a gente mesmo que faz.

E para finalizar, deixo duas citações para serem pensadas. Lennon disse que tudo o que precisamos é amor. Bom, eu preciso de um pouquinho mais. Mas admito concordar com Machado de Assis quando ele diz:

Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar. ...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Beleza é fundamental...



Vejo por aí que a antiga prática de rotular as mulheres com coisas do tipo “mulher pra casar”, “Amélia” e “mulher poderosa” ainda não é coisa do passado. Enquanto alguns politicamente corretos insistem em dizer que mulher tem que ter conteúdo, tem que ser batalhadora, tem que se gostar como é e não ficar neurada com aparência, sabemos, na prática, que ser bonita conforme os padrões vigentes tem sim, a sua glória. Qualquer mulher inteligente sabe como é bom pensar por si própria e que independência traz felicidade... Mas qualquer mulher também sabe que ser bonita e gostosa abre portas. É hipocrisia qualquer opinião que negue esse fato.


Portanto, não adianta dizer que fútil é a ratinha de academia, que faz dieta loucamente e que sonha com próteses de silicone. Por mais perfeita que uma mulher seja, a grande maioria de nós ainda tem algo em seu próprio corpo com o que não está completamente à vontade, mesmo que seja um defeito imaginário, e quer ser desejada e admirada não só pelas suas teses de doutorado. Por mais diplomas que uma mulher tenha, ela ainda vai pirar diante de um sapato incrível na vitrine de um shopping e mesmo sendo super culta, uma mulher ainda vai se sentir insegura quando quiser impressionar um homem por quem esteja interessada. Acho bobagem a gente brigar contra nossas essenciais características femininas.

Desculpem-me as feias, mas desconfio muito da mulher que diz que não tem tempo de passar batom, fazer escova no cabelo ou dar a vida por uma sessão de abdominais. Acho até anti-natural. Gostaria de lembrar que uma das maiores estadistas da história da humanidade tinha uma arma infalível, sua capacidade de seduzir. Sim, estou falando de Cleópatra, a faraó que regeu um dos maiores impérios do mundo, o Egito, e colocou nada menos que dois césares de Roma de quatro. Até mesmo nossa presidenta, Dilma Roussef, precisou de um up na aparência para vir a ser eleita. Meninas, inteligência em uma mulher pode ser uma bênção, mas beleza é nossa fonte natural de sucesso. Nunca descuidem da sua!

O que eu quero dizer? Muito simples! Que não existe a Amélia, nem a Mulher Maravilha! Não mais! As mulheres de hoje podem se dar ao luxo de serem muitas ao mesmo tempo, dependendo do seu humor. Podemos ser mimadas, futeis, intelectuais, moderninhas... Uma a cada dia da semana... Qual de nós nunca acordou com uma vontade louca de fazer mil compras, trocar o esmalte, maquiar até o útero! E qual de nós nunca deixou de ir para a balada para fazer jantarzinho para o namorado, por mais super profissional que seja?

Chega de rótulos. Chega de padrões. A novidade é que as mulheres não precisam mais queimar sutiã na praça para serem ouvidas, muito menos despir dos seus ícones de feminilidade. Nem precisamos nos brutalizar e parecer mais fortes do que somos, nem menos mulheres.

Vamos à luta sim. Armadas e muito bem preparadas. E não importa onde vamos chegar. Chegaremos lindas!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Um homem precisa viajar...



Um dos meus maiores dilemas é ser apaixonada por viagens e não poder bancar todas as que eu gostaria de fazer, ou por falta de tempo, ou por falta de dinheiro. Quando eu tinha bastante tempo para viajar e conhecer o mundo, na adolescência, por exemplo, antes de começar a trabalhar, eu poderia ter me tornado uma mochileira, essas pessoas que colocam um cobertor nas costas e conhecem o mundo pegando carona, se hospedando em albergues e usando de muita política e sensibilidade para cultura diversa. Mas eu não era intrépida, nem ousada, e também sempre tive o intestino preso, o que se agrava quando estou fora de casa, pois nada inibe mais meu intestino que um banheiro desconhecido, sujo ou a ausência completa de um banheiro.

As poucas vezes em que fui acampar serviram para me mostrar que não nasci para acampar. Uma vez, após montar minha linda barraca numa encosta, de frente para um vale verdejante, desabou um temporal e minha casa temporária ficou no meio de uma correnteza, com todas as minhas calcinhas dentro... Quando cheguei, e vi tudo o que eu tinha encharcado, tive uma atitude muito filosófica: Eu sentei e chorei...

Mochilar é um mistério para mim... Como as pessoas conseguem "mochilar"? Levar numa mochila tudo o que precisam para sobreviver alguns dias? Sobretudo, sendo mulher! Como viajar sem xampu, condicionador, hidratante, filtro solar, escova de dentes, repelente de insetos, fio dental, enxaguante bucal, aspirina, plasil, dorflex, ponstan, maquiagem, secador de cabelos, chapinha, caixa de OB...E isso só para falar de alguns pouco ítens necessários à sobrevivencia feminina... Não tem como tudo isso caber numa mochila, e não tem como um ser humano rodar toda a Europa com tudo isso nas costas...

As pessoas vêm me falar que se eu não me livrar do pânico de Hostel eu não vou conhecer lugar nenhum, pois é pouco provável, para mim, ir para Paris e ficar no Ritz (de preferência na suíte Elton Jonh). Mas uma das coisas que me move a viajar são os Hotéis. Eu amo um Hotel! A idéia de sair para conhecer um lugar e na volta ver que minha cama esta arrumadinha, toalhas perfumadas no banheiro e aquele frigobar cheio de quitutes me fascina. Sem falar em ligar no room service e pedir um lanchinho. Quase choro só de imaginar!

Eu não penso: "vou passar férias no Rio!" Geralmente eu penso: "Vou passar Férias no Copacabana Palace". Isso é pedir muito?

Outra dificuldade de viagens internacionais é que o mundo odeia quem fala português, e geralmente odeia também quem fala inglês... como vou sentar num restaurante e pedir um filé grelhado em polonês? Também detesto "programa de turista". Sabe assim, trinta japoneses de boné fotografando cada peido que os nativos dão e um guia explicando que "il Fontana di Trevi il mio sogno è tutto d'or, sento in me la speranza credo soltanto nell'amor"... Não dá né...

Bom... Espero programar muitas viagens baratas (já que não tem outro jeito), e conto com meus leitores e amigos para me darem boas dicas... Fui intimada a conhecer o mundo. E vou finalizar com uma citação de Almir Klink que simplesmente acho que cola:

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

30 coisas para se fazer antes dos 30

1) Formar-se no terceiro grau (qualquer faculdade que você odiou fazer, mas que compensou pelas farras, os porres, os amigos e o diploma que vai te sustentar pro resto da vida).
2) Assistir a Forrest Gump (aquele filme com o Tom Hanks e uma trilha sonora fantástica).
3) Viajar barato e ficar hospedado em Hostel, mochilar, acampar, etc etc (acredite, depois dos trinta você não vai suportar fazer isso mais).
4) Ter vários namorados ao mesmo tempo (é algo que só é possível quando você é totalmente inconsequente... Depois dos 30 os sentimentos dos outros se tornam tão importantes quando os seus).
5) Fazer alguns amigos verdadeiros (se você passar dos 30 sem nenhum, corte os pulsos...)
6) Conhecer o carnaval de Salvador ( supõe-se que o de Diamantina você tenha conhecido antes dos 20)
7) Tomar quantos porres você achar necessário (Depois dos 30 o corpo fica odiosamente pouco resistente ao álcool e propenso à ressaca)
8) Parar de fumar (Se você não conseguir apagar esse mal hábito, depois fica mais difícil).
9) Aprender a dirigir (Acredite, depois dos 30 é bem difícil também).
10) Aprender uma segunda e se puder, terceira língua (Você vai precisar!)
11) Amar seus pais (Quanto antes você fizer isso, mais tempo vai poder curtir os velhos).
12) Tocar algum instrumento (Ah, absolutamente necessário não é, mas é tão bom)...
13) Carimbar seu passaporte (Lembra dos Hostels?)
14) Beijar na chuva (deve ser fantástico)
15) Ficar bêbada e fazer um streap tease (imagina lembrar isso 10 anos depois? pior, imagina ver a filmagem que seus amigos fizeram disso 10 anos depois!!!)
16) Sofrer por amor (sofrer profundamente, ridiculamente, desesperadamente...)
17) Sofrer de novo por amor (quando você acha que já chorou tudo o que tinha que chorar...)
18) Se entregar sem pensar (sabe quando você mergulha de cabeça em alguma coisa muito profunda, sem pensar que o fundo é de azuleijo?)
19) Aprender a gostar de criança (mas deixe os filhos para depois dos 30)
20) Conhecer seus inimigos ( Conhece a ti mesmo, o autoconhecimento é a maior defesa do ser humano)
21) Aprender a gostar de praticar atividade física (antes dos 30 ninguém acha que precisa... até chegar aos 40 e se arrepender de todas as abdominais que você não fez)
22) Ter cabelão na cintura (A data limite para essa cafonice são os 29... Depois disso você corta, repica, vira moderna e pareça uma mulher, não uma mulher que quer ser uma adolescente!)
23) Aprender a economizar (depois dos 30 você descobre que todas as cervejas a menos que tomou e todos os sapatos de grife que deixou de comprar poderiam ser convertidos numa aposentadoria mais cedo)
24) Tenha um caso com um homem muito mais velho que você (na casa dos vinte, isso significa que você vai sair com um quarentão interessantíssimo e isso pode ser muito revelador)
25) Faça as pazes com o espelho (por que você vai desejar a bunda que tinha ao vinte cinco quando cruzar a linha dos 30... ah se vai!)
26) Segure seu grande amor (algumas pessoas tem a sorte de encontrar um grande amor, mas por acreditar que são jovens demais para vivê-lo, pois ainda tem que curtir outras coisas, o deixam escapar... e aquela podia ter sido a última oportunidade...)
27) Usar roupas escandalosas (abuse da piriguetagem... enquanto pode)
28) Cometa todos os erros possíveis (por que vai chegar uma hora que você vai estar cansada de bater a cabeça e vai caprichar mais para fazer melhor... geralmente a ficha cai perto dos 30)
29) Não diga não ( A juventude é para ser vivida e acumular experiências. Não tenha medo de viver as aventuras que a vida lhe oferecer. Depois dos 30 não fica nada bem ser hippie na praia com um namorado pescador).
30) Não se case!!! (Espere os 30... não custa, né?)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Coisas Boas


Ah, hoje quero falar de coisa boa...

Massagem nas costas, telefonema inesperado de alguém que tá distante, letra bonita numa carta longa escrita à caneta como não se usa mais, dormir com chuva, edredon perfumado, ursinho de pelúcia, perfume importado, música clássica ao pôr do sol, segurar as mãos de alguém que a gente ama, beijo melado de criança no rosto, ser acordada com um carinho, ter um seguidor novo no blog, cantar no chuveiro, banho quente, noite estrelada, dançar juntinho, futebol aos domingos, último cápítulo da novela, cinema com pipoca, broa de milho com  café quentinho, espuma do mar e areia nos pés, reencontros, beijo na boca, aquela reserva especial do nosso vinho tinto preferido, queijo de minas, viola e sanfona, piada engraçada, aumento de salário, curtir um samba na Lapa, férias, encontrar moeda no chão, pizza napolitana quentinha com azeite toscano, chocolate, fazer festa de aniversário, ter amigos com quem contar, aprender um novo idioma, perder alguns centímetros na cintura, respirar aliviado, namorado, céu azul em dia de feriado, festa de São João, cerveja gelada, brinde, Reveillon à beira mar, superar um grande problema, ajudar alguém, caminhar descalça na grama, andar de Minhocão no Guanabara, churrasco com amigos, ter família grande, rir de chorar (ou chorar de rir), desabafar com uma amiga, nascimentos, receber um sorriso de um estranho, pintar as unhas de vermelho, roupa nova, ficar um dia inteiro á toa de pijama, esquecer os problemas por alguns minutos, ouvir "eu te amo" de alguém e poder dizer de volta, arco-íris depois da chuva, ter um livro muito bom para ler antes de dormir, dinheiro na conta, dar presente, baixar as fotos de um lugar muito especial, arriscar fazer algo que você nunca fez antes e ver que valeu a pena...


Ah ser feliz é tão fácil... Por que a gente complica?

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Não há lugar como nosso lar...

Uma das cenas mais fofas do cinema é a Judy Garland batendo seus sapatinhos de rubi, com os olhinhos fechados, em O Mágico de Oz, dizendo: There is no place like home...



Para entender, basta ficar longe de casa por algum tempo...Começamos a dar valor às coisas mais corriqueiras, que nem reparamos... o cheiro do nosso quarto, da nossa cozinha... a mancha da infiltração no teto... os sons que cercam nosso cotiano, e até as pessoas que comumente nos irritam, se tornam pesadas ausências...

Talvez esteja saudosista assim por estar escrevendo de uma espelunca no fim do mundo, sem aquecedor no quarto, em pleno inverno do Rio Grande do Sul... Mas também já experimentei a sensação de chegar de um hotel cinco estrelas, num paraíso tropica,l depois de férias deliciosas e pensar, ao desabar na minha caminha: ahhh não há cama melhor que a minha... não há lugar melhor do que minha casa...

Muitas coisas levam as pessoas a chamar um lugar de lar... Para mim, lar é o sotaque mineiro ( ouvir esses gaúchos já está me dando dor de cabeça, bah!), é o arroz com feijão que minha mãe faz... é o galo do vizinho me acordando de madrugada... é a água quentinha do meu chuveiro à energia solar auto sustentabilíssimo, é olhar para o horizonte e ver a serra do curral abraçando minha cidade inteira... Eu poderia viver sem tudo isso, claro... E poderia até ser feliz sem tudo isso...

Mas dificilmente conseguiria chamar outro lugar que não fosse esse... de lar...

(ps - uma marmanja de 31 falando que adora morar com a mamãe...? putz, devo estar na melancolia da tpm mesmo...)

terça-feira, 25 de maio de 2010

Refúgio


Há algum tem tempo, deixei a simples contemplação das coisas belas e cotidianas, para mergulhar num universo de estresse e ansiedade. O que obtive em troca? Uma crise de herpes labial mensal... agravamento dos sitomas da TPM... intolerância com as pessoas que eu gosto... alguns surtos de choro consulsivo no meio da noite...

Quero o retorno para a contemplação... Ou ao menos, uma porta aberta em que eu pudesse transitar pelo mundo dos seres plácidos, meditativos, sempre que eu precisasse. Essa porta poderia ser um lugar em que eu pudesse simplesmente não pensar, e ouvir um pedaço de mar quebrando nas pedras... Uma música que eu pudesse ouvir e suspirar... Alguém de quem eu pudesse me lembrar sem nenhuma mágoa, e sem nenhum egoísmo... Uma técnica de meditação, ou um mantra que jamais aprendi... Ou mesmo uma atividade que me desse muito prazer, como dividir uma história com alguém que eu realmente amasse ou como escrever um texto pontuado com belas palavras...

Quero um lugar só meu, como a casa no campo que Elis Regina cantava poderosamente, da canção do Rodrix e Tavito, "do tamanhdo ideal pau a pique e sapê", para onde eu pudesse fugir naqueles segundos antes de enlouquecer e despejar a saraivada de gritos...

Quero alguém só meu, que tenha me pertencido inteiramente alguns poucos segundos, que tivesse visto a minha alma e encontrado nela alguma beleza, algo de que eu pudesse me orgulhar, mas que meus olhos cegos, cansados e entorpecidos já não vem mais...

Quero inventar a Chapeuzinho Vermelho e o Patinho feio, como fiz ontem à noite com minha sobrinha, quero aqueles Monstros verdes que povoam a imaginação infantil e que Luíza parece preferir às insossas fadinhas azuis...

Quero rezar perto de um riacho... chuá chuá escorrendo nos meus ouvidos, como as velhas cantigas tristes das escravas lavadeiras que nunca ouvi, mas que eu sei que existiram, e por que sei, não imagino, talvez um tempo que já vivi...

Quero ter um plug que me desconectasse, que bloqueasse da minha vida toda a necessidade de levantar no mesmo horário, tomar o mesmo trem, ver e ouvir as mesmas caras... Quero um universo tão grande que jamais se repita em minha rotina.

E porque quero tanto coisas tão sem sentido, bobas até... elas me fogem, como aquela palavra que ficou pendurada na ponta da língua, mas que já não conseguimos lembrar.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Do Perímetro da Elipse e outros Demônios...

Um dia pensei que seria designer, e que passaria o dia criando coisas maravilhosas que saltariam da minha imaginação, e que isso me daria tanto prazer que quando eu visse a minha obra acabada, verteria lágrimas emocionadas...

A beleza da situação me seduzia de tal forma, que eu nem pensava nas pedras do caminho, tal como a minha imaginação ser um pouco rebelde e se recusar a criar coisas maravilhosas o tempo todo, mesmo com todas as metodologias de criação aprendidas impecavelmente (pelo menos na teoria), o uso indiscriminado de brainstorms incessantes, e a consciência de que nada se cria, tudo se meio que copia, meio que se altera, meio que se ajusta aqui e ali...

Até com uma imaginação rebelde e num certo ponto (depois de 6 anos de labuta na minha profissão, mais os 5 anos de labuta na faculdade e em estágios-escravos) exaurida, eu poderia lidar... O que eu não consigo é descobrir que a minha imaginação é rebelde a ponto de desconsiderar física, a matemática, a teoria da relatividade etc.

Você acha que Designer é um ser criador e cheio de vislumbres de produtos fantáticos, que dançam da sua mente para o papel como uma passe de mágica... não tem passe de mágica! Quando você está nos finalmentes do projeto, descobre que o perímetro da elipse sempre tem uma certa margem de erro, e que se a tal elipse for em metal você tem que tirar a diferença numa solda assim e assado, depois inventar uma forma de alguém conseguir dar um acabamento perfeito nessa solda que quando sofre uma tensão cria um ponto frágil na sua elipse, e aí seu produto tem um ponto frágil que pode culminar num processo nas costas do seu cliente porque o consumidor final comprou, não soube usar e quebrou bem na solda, e acionou o Procon, pois a quebra do produto quase matou o cachorro dele, e daí quando você já visualizou todo esse festival de horrores você se decide pôr um círculo no lugar da elipse, o que vai alterar todo o conceito formal e estético do seu produto, conceito esse que você ficou uma semana inteira elaborando com base em pesquisas detalhadíssimas, forçando todos os seus conhecimentos em estatística cuja professora era a Marta Fenelon na faculdade, então você lembra do Jabor que te ensinava geometria descritiva mas que nunca mencionou o margem de erro que todos os astrofísicos conhecem no perímetro da elipse... e você quer matar a Marta, o Jabor, os astrofísicos, mas no fundo a culpa é sua, por que no dia que eles deram umas dicas mais básicas de todo esse processo você matou aula e foi beber na pracinha da PUC...

Ossos do ofício!!!

terça-feira, 20 de abril de 2010

OFF


31 anos...

Meus óvulos começaram a envelhecer, sem que nenhum tenha sido fecundado....
Meus salário varia todo mês, quase como meu ciclo mentrual...
O amor da minha vida está tipo 10 anos atrasado...
Moro com meus pais... ponto.
Média de uns 3 cigarros por dia...
Tipo uns 3 km, 3 vezes por semana...
Cintura: 36 cm - de algo valeu que meus óvulos não tenham sido fecundados.
Profissão: designer... ponto.
Grau de esperança na humanidade: abaixo da média.
Nível de celulite nos glúteos: preocupante!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Sozinha Jamais!

"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! ..." Belas e sábias palavras de Vinícius de Morais, para mim, um dos maiores poetas brasileiros... Um pouco dramática talvez, pois felizmente não morre tanta gente assim para se lamentar tanto... Mas verdadeira no sentido de nos mostrar que algumas dores são inevitáveis, suportáveis até, quando outras dores são inimagináveis, até mortais.


Como poderia existir um mundo sem amigos?

Amigo é aquela pessoa que está do seu lado. Definido. Uma pessoa que está do seu lado, joga a seu favor, por você, mesmo que não concorde com você, mesmo que tenha opiniões e estilo de vida diferentes, mesmo que se ajoelhe em outro altar, que torça para outro time, que tenha convicções políticas diferentes, que tenha o nível cultural totalmente diverso, que pertença a outra classe social... Amigo é amigo e nada muda isso.

Eu sei o que é ter um amigo, por que Deus me deu a sorte de ter muitos, dos mais variados. Amigos com quem brinquei quando criança e que a vida me permitiu acompanhar durante o crescimento, a adolescência, as formaturas, os casamentos, o nascimento dos filhos, e me permitiu saborear cada vitória. Amigos que me puseram no colo tantas, tantas vezes, que me aconselharam, que me deram força, que me emprestaram grana, que riram comigo, que comemoraram comigo... Amigos que perdoaram as minhas falhas e que relevaram meus defeitos, mesmo quando os magoei.

Gostaria de citar um a um esse time especial que mantém minha sanidade e que me socorre sempre que preciso... Mas seria uma grande injustiça esquecer qualquer nome, mesmo por que o meu tempo é curto, minha memória ruim... Mas meu coração que é mais sábio que minha cabeça, guarda com muito amor todos eles numa suíte especial, com televisão 42", banheira de hidromassagem, vista pro mar e frigobar recheado de vodca com energético...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Cigarro?


Então, a partir de Abril, nada de fumar em lugares fechados e públicos, bares e boates em BH.
Muito bem, essa medida é muito válida. Na verdade, ela pretende coibir o tabagismo através da pressão psicológica. O fumante acaba ficando constrangido de fumar diante das pessoas, como já ocorre muito hoje em dia: as pessoas têm vergonha de fumar, pois está sendo difundido na mídia como fumar é feio, é burrice, é coisa de gente demodé e ignorante.

Mas eu realmente não concordo com os fumódromos, locais fechados onde os fumantes são obrigados a se confinar para fumar, nos locais públicos. Isso me lembra uma zona de quarentena, onde os leprosos era colocados para não contaminarem as outras pessoas, e isso é um ato extremo de segregação que fere tanto os direitos humanos quanto o livre arbítrio do indivíduo. Restringir os locais para fumar não levaria à tolência a outros tipos de restições, como liberdade de ir e vir, como a liberdade de expressão?

Tudo bem, quem fuma não pode incomodar os não-fumantes, mesmo por que quem está perto de um fumante acaba inalando a fumaça tóxica, o que faz mal à saúde. Se o fumante quer prejudicar sua saúde, que o faça longe dos outros. Mas, e o fumante não tem direito de fazer o que quiser, sem encheção de saco dos outros, mesmo que faça mal à si mesmo?

Tanta gente incomoda a gente, sendo grosseiro, mal educado, falando alto nos restaurantes, ouvindo som inadequado em locais em que as pessoas querem sossego?  Enfim, incomodar os outros é uma coisa mais complexa do que acender um cigarro em público, certo?

Então, prometo não implicar com o cigarro de ninguém, desde que ninguém venha ser incoveniente comigo...
E acho que a lei da civilidade começa por aí...

sábado, 13 de março de 2010

Escrava da Moda...

Desculpem meus amigos que defendem que moda é um mercado monstruoso, que emprega milhares de pessoas, que o jeito de se vestir é um retrato antropológico de uma época, de uma cultura, que é atitude, e tudo o mais que se diz sobre a moda.

Mas eu aqui estou de saco cheio da moda!

Se eu compro um sapato, quando termino de pagar, ele já não está mais na moda! Aí as pessoas vão me falar que eu não tenho personalidade, que não devo seguir moda, que tenho que ter meu estilo e ser fiel a ele independente do que as marcas famosas pregam.

Mas não é para a gente ter a própria personalidade e estilo que a indústria da moda gasta bilhões de dólares em publicidade. Eles querem é vender milhares de pares de sapatos que serão usados uma vez e depois esquecidos nos closets das madames. Isso enquanto contratam mão de obra infantil e escrava na China para fabricar os tais sonhos de consumo de toda mulher!

E depois, como ser fiel ao meu estilo? Se eu gosto de sapatos marrons e o marrom não é a tendência do verão, não há loja no mundo em que eu consiga encontrar um sapato marrom! Se eu amo calça saruel, quando acabar a moda, nunca mais vou achar uma calça saruel! Minha nova mania é o tal esmalte laranjinha neon do verão. Mas eu já estou em pânico por que sei perfeitamente que no inverno os tons neon vão ser very old fashion e aí eu vou ter que sucumbir ao sem graça branquinho...

E pior ainda quando você tem uma profissão que exige que esteja sempre de cabelo arrumado, unhas feitas e "estilosa". Você é advogada? Ótimo, basta ter um terninho preto no guarda roupa e tá bom! Agora vai ser designer! Vai... você vai ter que provar o tempo todo que é criatva e competente com a cor do seu esmalte...

Tudo isso por que vivemos num mundo incapaz de ir além das aparências...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Feliz Aniversário!


Como hoje é meu dia, vou dizer a mim mesma tudo o que gostaria de ouvir:

Querida Fernanda,

Você continua cometendo os mesmo erros, e ainda não melhorou seu jeito impulsivo e agressivo de dizer as coisas do jeito que elas lhe vêm à boca. Você ainda fica ansiosa demais, e dá menos valor ao dinheiro que você luta tanto para ganhar do que deveria. Você ainda cai na cama sem tirar a maquiagem e adia demais suas visitas ao dentista. Você precisa parar de fumar definitivamente. E precisa encarar suas corridas com mais seriedade.

Mas... Até mesmo seus erros são uma tentativa maravilhosa de ser você mesma. E quem não erra não cresce. O mais bonito é que você sofre com cada um deles, e promete (mesmo que não cumpra), para si mesma que vai melhorar.

Você é uma menina, insegura, espivitada, inconsequente e apaixonada pela vida. E uma mulher forte, otimista e batalhadora. A mistura das duas coisas torna você um ser humano incrível, nunca se esqueça disso. E mantenha sua fé sempre forte. É ela que te impulsiona.

O que eu mais gosto em você, fisicamente falando, é como seu rosto parece jovem e brilhante sob o sol. Fico rindo de você gastando maquiagem para sair... tudo esperdício. E quando você está alegre, isso transparece em seus olhos. Seus olhos são um espelho da sua alma, sempre olhe para eles quando quiser conhecer a si mesma.

Sei que está ansiosa para viver um grande amor, fazer uma grande viagem, construir uma grande obra, mudar a vida de alguém... Todas essas reviravoltas que você assiste nos filmes. Não fique ansiosa. Olhe para sua vida e veja quantas coisas maravilhosas existem nela. Pense na sua vida como um filme, e verá que não existem grandes diferenças: você já viveu um grande amor, você já fez viagens maravilhosas e já mudou muitas vidas! E o melhor: você ainda tem muito tempo para fazer tudo isso novamente.

E por fim, aprenda a dizer não. Nem que seja somente para si mesma. Você não precisa se permitir tudo para ser livre. E não se force a fazer algo que não combina com sua personalidade e ética por outra pessoa. Você sabe como se sente mal depois. Trabalhe. Mas divirta-se também. Chore, mas sorria mais. Ame seus amigos e sua família. Dê mais do que pede.

E seja feliz todo dia um pouco. Pergunte-se, no fim do dia: fui feliz hoje? E você terá todas as respostas de que precisa!

Feliz aniversário

domingo, 26 de julho de 2009

Um Gigante!





Meu cunhado acha que estou ficando fanática por futebol...



É que ele não é Atleticano, logo não pode compreender a diferença entre um torcedor comum e um torcedor Atleticano, muito menos um Cruzeirense....






O que ele chama de fanatismo é apenas natural e corriqueiro para nós, que amamos incondicionalmente essa camisa alvinegra, esse time glorioso e essa torcida apaixonada. Isso para nós é dia-a-dia, é trivial... assim como cancelar todos os compromissos para se plantar na frente da televisão em dia de jogo do Galo, ou ir ao Mineirão torcer e cantar com a imensurável massa, gritando o nome dos nossos ídolos... Hoje, Tardelli, Aranha, Junior, mas como foram tantos outros no passado como Euler, filho do vento, ou Guilherme (por onda anda?), Marques, ou Danilinho, ou Tafarell, ou das antigas, como Dadá Maravilha, Reinaldo, Cerezo, Éder Aleixo, Kafunga...






Eu sou atleticana de sangue puro mesmo, por que atleticano já nasce atleticano né... Mas sendo a terceira (ou seria quarta?) geração de atleticanos de pai e mãe, era impossível que eu fosse desviada... Ainda bem, que quando eu era pequenininha, me puseram logo uma camisa do Galo e me ensinaram a cantar o Hino mais lindo do Brasil ( seguido pelo hino do Grêmio que é belíssimo e do Flamengo, time que não simpatizo tanto, mas tem seus méritos, principalmente por ter uma torcida tão bonita e apaixonada)... Me ensinaram? Acho que já nasci sabendo, cantando, assim como já nasci primeira campeã brasileira, título que não se compara a nenhum outro que qualquer time venha a conquistar, por que foi o primeiro e o mais glorioso!






Assim como gloriosa foi a primeira vez que pisei no Mineirão, o estádio Governador Magalhães Pinto, o Gigante da Pampulha, é um dos maiores do mundo e do Brasil... Fazendo sombra sobre a Lagoa da Pampulha, está situado numa das regiões mais aprazíveis da cidade, e sempre foi palco de grandes batalhas, lindas festas e comemorações!






Eu devia ter cinco, seis anos? Algo assim, e era uma terça, ou quarta, não sei bem... Excursão da escola para o Zooloógico, e a turminha de pirralhos estava alvoroçada há dias para o passeio. Uniformes limpinhos, lanches na lancheira (ou merendeira, como dizíamos na época), somos barrados na porta do Zoo: era dia de manutenção e nossa entrada não foi permitida. A choradeira foi tão grande que as monitoras da escola tiveram que pensar rápido, e chegaram à brilhante idéia de mudar o roteiro: fomos conhecer o Mineirão!






Entramos pelo hall principal, e conhecemos as galerias históricas, que contam a história do estádio. Creio que aqueles troféus todos não interessaram muita à criançada, que queria pisar logo no gramado. Rápida passagem pelos vestiários e somos conduzidos às escadarias de acesso ao gramado. Enquanto subíamos, vislumbrávamos a abóbada da arquibancada gigante, e o gramado surgiu verde esmeralda diante de nós. A sensação foi de deslumbramento, nunca eu podia imaginar que havia um lugar tão "grande" no mundo!!!






Imediatamente surgiram bolas dente de leite, e brincamos no gamado fofo a tarde inteira! Foi uma festa! Todo mundo jogando bola, discutindo quem era o quê, entre pequenos atleticanos, cruzeirenses e americanos ( naquela época ainda havia alguns) e surgiu até um projeto de vascaíno que foi obliterado pela turminha.






Nunca alguns leões, macacos e elefantes ficaram tão sem importância perto de galos, raposas e coelhos!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Eu amo!!!

Para aqueles dias em que estamos incrivelmente bem humorados...

As coisas deliciosas que a Nanda ama:

Brincar e correr com a Luíza

Acordar tarde no sábado

Ler algumas páginas de qualquer livro maravilhoso antes de dormir

Um telefonema daquele tipo "só liguei para ouvir sua voz"

Sair com amigos para jogar conversa fora


Descobrir que minha mãe fez estrogonofe de frango com bastante champignon ou que meu pai fritou uns bifes acebolados na chapa

Deitar na minha cama com os lençóis recém trocados

Perceber que todas aquelas horas extras fizeram a diferença na minha conta bancária

Tomar um banho quentinho e me bezuntar de hidratante perfumado depois

Desenhar

Ficar quietinha em casa vendo televisão quando está chovendo

Ver um filme enroscada no meu namorado com um balde de pipoca

Tomar uma cerveja gelada no fim de um dia bem quente

Banho de mar e de sol

Sair pra dançar

Tagarelar com uma amiga

Ficar sozinha quando estou de mau humor

Videokê (tá, mas eu gosto, dá licença?)

Pessoas que sempre estão com o celular ligado (afinal serve pra isso né?)

Massagem nos pés

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A tristeza nossa de cada dia...

Ser infeliz não é mais permitido, num mundo onde as doenças psicológicas, o estresse, o consumismo e os padrões estéticos e de comportamento ditam as regras. O bom e o bonito é ser feliz, e não importa como sua vida anda, sempre tem um motivo para você se alegrar: não ganho bem mas sou feliz com o que eu faço, não sou bonita mas tenho saúde, não encontrei o amor mas tenho amigos... Mas será que tanta felicidade e bem estar não é pura falsidade? E será que mentir e esconder nossos sentimentos é saudável?

Dizer que sofremos de depressão é o mesmo que acender um cigarro no meio de um lugar público, todo mundo torce o nariz e acha que você é um grande bobo, desinformado e que não tem apreço pela vida.

Eu descobri que não suporto deixar de viver minha cota de tristeza diária... Antes me entristecer a cada dia um pouco do que cair em depressão um belo dia e não conseguir sair da cama... Algumas lágrimas choradas por isso ou por aquilo desabafam a ânsia de infelicidade e nos deixa prontos para correr atrás da vida como ela merece ser vivida: plenamente.

Hoje estou infeliz. Pessimista. Acho que está tudo indo mal e não tenho forças para acreditar em nada... Não vejo algo em que me apoiar e meu estoque de esperança está vazio... Penso que o que conquistei é menor do que eu poderia conquistar e esse desequilíbrio me deixa em pânico! Acho que fiz escolhas erradas e não me empenhei o suficiente. Acho estou cercada de pessoas erradas e tenho vontade de jogar tudo para o alto, por que só me ocorre sentar e chorar...

Amanhã isso tudo passa... É assim mesmo... A felicidade é uma borboleta, quando corremos insistentemente atrás dela, ela nos foge, até que um dia nos distraímos e ela vem e pousa nos nosso ombro...

domingo, 5 de abril de 2009

Diário de uma neurótica




Nós, seres humanos egocêntricos, não temos idéia do quanto pesa o nosso ego até que ele é atingido em cheio por algum evento não esperado. Então sentimos que fardo inútil temos levado para cima e para baixo, numa ocupação de espaço que poderíamos utilizar de forma mais proveitosa...




Meu ego não é algo assim tão monstruoso... Bem, pelo menos é isso que eu imaginava...




Experimente por exemplo não me convidar para sua festa de aniversário, onde estarão todos os outros nossos amigos... Você pode esquecer de mim, você pode ter tentado ligar e não conseguiu por que meu celular estava desligado ou fora de área, você até pode achar que eu tinha programa melhor...




O fato é que vou achar seguramente que você não quis me convidar! Ok, pode haver nisso um toque de neurose e paranóia, mas mesmo assim é o que eu vou pensar! Eu não sou boa o suficiente para ir à sua festa! Você não gosta tanto assim de mim... Você não tinha convites suficiente e achou mais divertido utilizar os que você tinha com pessoas mais interessantes de quem você gosta mais... Enfim, eu vou me sentir profundamente desprezada e vou ficar arrasada com você, e possivelmente vou começar a questionar a sua amizade, e consequentemente todos os meus relacionamentos, ficando horas acordada antes de dormir pensando o que tenho feito para afastar as pessoas de mim, por que não cultivo com mais carinho meus relacionamentos, quando foi que você não pôde contar comigo e quando é que não sou disponível para meus amigos, se sou chata, se de alguma forma minha presença é dispensável e como é possível que depois de todo o carinho que dispensei às pessoas que me cercam elas não me valorizam e não me admiram como eu as admiro...




Bom, esse é um sentimento muito comum no ser humano, vocês hão de lembrar da bruxa malvada da Bela Adormecida, que só por que não foi convidada para o batizado dela, rogou uma maldição na pobrezinha e a fez dormir cem anos... Despeito e rejeição! Custava terem convidado a coitada para a festa?




terça-feira, 17 de março de 2009

Minha amiga cinquentona

Se você achou que eu ia louvar a Madonna de novo, enganou-se!
Há outra cinquentona que é um barato, e já foi adorada por mim, se ainda não é: Senhoras e senhores, Miss Barbie!

Não sei que tipo de menina você foi. Eu fui o tipo que mesmo sendo moleca e brincando perigosamente (haja vista meu joelho cheio de “marcas da infância), eu tinha meus momentos de “menininha”. Era quando eu brincava horas com minhas Barbies. Sim eu tinha mais de uma, apesar de na minha época ser um brinquedo caro. E tinha milhões de roupinhas, sapatos, bolsas, casacos, vestidos de festa...

Minha primeira Barbie foi típica: loira, olhos azuis, vestida (oh ironia!) de Noiva. Como eu me lembro daquele Natal, em que desembrulhei minha número um! Era simplesmente deslumbrante, naquele vestido branco cheio de fru frus, anel de brilhante e colar! Ela vinha com uma escova de cabelos e um vidro de perfume! Eu havia pedido muito aquela boneca, e como minhas amigas todas ganharam Barbies naquele ano, era uma festa quando a gente se juntava para brincar.

E que aventuras fantásticas a gente vivia com nossas Barbies! Todas tinham uma vida completa: profissão, um guarda roupas invejável, namorado (antes de ter o Ken a gente se virava com o Fofão, gente, coitada da minha Barbie namorar o Fofão, lembram do boato de que tinha uma faca dentro dele?...)... Elas faziam viagens incríveis, davam festas memoráveis, às vezes brigavam, mas sempre lindas, loiras, magras, altas, pernas longas, e usando um scapin de salto agulha!

Brinquedos politicamente corretos não eram moda nos anos 80 e 90, quando eu era criança, muito menos quando a Barbie foi criada. Deliberadamente incorreta, a Barbie sempre foi símbolo da valorização do padrão de beleza e estilo de vida americano. Mas com muito glamour, conquistou gerações de meninas de todo o mundo! Que mulher não quer ter um mundo cor de rosa como o da Barbie?

Hoje a Barbie é mais política: bonecas morenas, orientais, negras convivem felizes com as clássicas loiras. E até ganharam versões inspiradas em grandes mulheres, como a presidente alemã, considerada um modelo universal de mulher a ser seguido por sua liderança política.

Quanto a mim, brinquei de Barbie até outro dia! Inesquecível uma vez em que espalhamos no quintal da casa de uma amiga nossos apetrechos: sala da Barbie, quarto da Barbie, Barzinho da Barbie, roupas e panos da Barbie e a campainha tocou... Era o namorado da amiga, vindo visitá-la... que correria arrumamos para guardar os brinquedos antes que ele visse...