Nós mulheres vivemos brigando com a nossa aparência. É só mais uma das nossas guerras. A culpa não é nossa, naturalmente. Existe, por trás da nossa fixação em manter nossas bundas livres da celulite, muito mais filosofia do que pode parecer.
A natureza nos dotou do estrógeno e da incumbência de gerar bebês. Sim, muitas de nós acham que ter bebês é a principal função de todas as mulheres e não lhes tiro a razão. É maravilhoso ser capaz, tão facilmente, de gerar um bebê, quando para a metade da população do planeta isso é impossível. É a prova maior de que existimos acima da dominação masculina ao longo da história da civilização. Mas com o estrógeno vem a celulite. E quando nossos hormônios se retiram da cena, nos abandonam com todos os inconvenientes da menopausa. Às vezes eu penso que não somos mulheres, somos produtoras de hormônios. Eles determinam quem somos. Nosso bom humor. Nosso mau humor. Nossa disposição. Somos quase movidas a hormônios.
Mas ainda assim, lutamos contra a celulite. Se ter celulite é uma qualidade exclusivamente feminina, por que lutar contra isso? Seria uma revolta contra a nossa condição feminina? Não é mais ou menos como ir ao médico e pedir: Doutor, retire-me esses seios, não gosto deles. Seriam os tratamentos contra celulite mais uma revolução feminista?
Homens que não gostam de bunda com celulite, atenção. Uma bunda sem celulite é biologicamente antinatural. Os únicos homo sapiens do planeta que não tem celulite na bunda são os homens. Logo, vocês, que têm fixação por bunda sem celulite, preparem-s e para conviver com seu lado gay. Sim, por que uma bunda sem celulite e bem durinha é uma coisa masculinizada. Mas tudo bem. Ser gay não é mais uma opção sexual. É uma filosofia de vida.
O mundo hoje em dia é gay! Eu mesma sou bem gay... Não, não sou lésbica. Sou gay mesmo. Ser gay é ser in, é estar em dia com as novas linhas de pensamento vanguardistas, é acreditar num mundo mais alegre, menos sisudo, muito glamoroso. É gostar de beleza, é lidar com a sexualidade sem fantasmas, assumindo o que você é com orgulho: freira ou puta. É explorar o lado fashion e sensível do ser humano. Isso é ser gay. Muitos homens com H que conheço, héteros de carteirinha, são gays. E muitos gays que eu conheço são tão cafonas que nem podem ser gays (no meu conceito).
Ah, também estive pensando um pouco sobre ser cafona. Novo conceito para cafonice. Cafona geralmente é algo ultrapassado, gasto, que cheira a naftalina e faz a gente ter sobressalto de desgosto. Imagina uma calcinha da sua avó... Então, isso é cafona. Agora, no meu repaginado conceito de cafonice está tratar mal as pessoas. Sabe aquela frase assim: “você sabe com quem está falando?” usada geralmente para intimidar pessoas humildes? Nossa... nada mais cafona... Parece ter saído do vilão da novela do Gilberto Braga. Aliás, novela é algo cafona, né? Vamos combinar... Do Gilberto Braga então... festival de cafajestes, piranhas, banalização da perda da virgindade, salafrário passando enfermeirazinhas boas para trás, homem velho rico tendo caso com novinha alpinista social, mulher respeitável caindo na cama do irmão safado do marido legal... Ou seja, nada que eleve a alma! Num mundo normal, tudo bem, novela entretém. Mas num país sem referência para a ética e a honestidade, fora de propósito!
Bom, agora que apresentei a vocês minhas novas idéias sobre celulite, sobre ser gay e sobre ser cafona, deixo vocês refletirem sobre a necessidade da celulite para a afirmação do ser mulher, a necessidade de ser gay para ter uma vida mais leve e a necessidade de evitar novela do Gilberto Braga para não acabar cafona!
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segunda-feira, 14 de março de 2011
sábado, 13 de novembro de 2010
Como conquistar um Nerd
Nerd era um termo usado para designar, de forma pejorativa e quase sempre depreciativa, pessoas que exercem atividades intelectuais rotineiras, sendo fixadas em tecnologia, antissociais e solitárias. Surgiu no final da década de 50, e uma das versões, segundo a Wikipédia é que a palavra é a sigla para Northern Electric Research and Development, ou seja, aqueles indivíduos que trabalhavam no departamento de tecnologia da Nothern Eletric, uma companhia canadense.
Se você foi um adolescente nos anos 80 e 90, provavelmente você conheceu muitos nerds, ou foi um deles. Naquele tempo os nerds eram conhecidos como os losers da escola. Ultimamente porém, o mundo está mudado e, holofotes acendam: ser nerd tá na moda!
Se você foi um adolescente nos anos 80 e 90, provavelmente você conheceu muitos nerds, ou foi um deles. Naquele tempo os nerds eram conhecidos como os losers da escola. Ultimamente porém, o mundo está mudado e, holofotes acendam: ser nerd tá na moda!
Exemplo é o sucesso do seriadinho da Warner Bros, The Big Bang Theory, onde os nerds deixaram os papéis de coadjuvantes e passaram a ser atração principal. Mesmo sendo neuróticos, extremamente críticos, um pouco autistas e obsessivos, quem resiste à Leonard e Sheldon?
O novo nerd é sexy. E como tudo que está no auge, conquistar um nerd não é nada fácil. Se você pensa que garotos nerds gostam de garotas nerds está enganada. Os nerds gostam de garotas “populares”, aquelas bonitinhas, mas ordinárias, que na escola os desprezaram quando eles eram os losers. É como que uma revanche social. Não se engane, não é por que o cara é nerd que ele valoriza a beleza interior. Antes de ser nerd ele é homem.
Seja muito paciente pois os nerds são meio obsessivos. Não pense que seu namorado nerd vai dar fé da sua existência antes de 1) conseguir fazer o programa de computador rodar 2) pesquisar um assunto que o interessou incansavelmente 3) conseguir aquele número que não tem da sua coleção de revistas em quadrinhos 4) Escrever um ensaio sobre seja lá o que for. O lado bom é que quando ele quiser ser romântico 1) vai compor uma sinfonia para você 2) vai escrever um soneto clássico para você 3) vai até o fim do mundo para conseguir aquela “flor rara do gênero da latheolitas australis e que só floresce uma vez a cada conjunção da lua com o sol e que os antigos usavam para selar o amor no sec. II A.C. para presenteá-la no seu aniversário”.
Como conversar com um nerd? Essa parte é interessante, pois eles sabem praticamente de tudo. Então, assunto é o que não vai faltar. Mas não tente discutir com um nerd. Ele vai acabar com você, com sua retórica poderosa, permeada de referências eruditas. Minha dica é que, quando a discussão começar, você a encerre dizendo que prefere a definição de Protágoras sobre a Verdade, e que acha Sócrates um pederasta pedante com sua noção rígida de Verdade. Acho que isso deve calá-lo por alguns dias, até que ele tenha tempo de escrever um longo ensaio sobre isso.
Não espere que um nerd a acompanhe em programas como sair para dançar, caminhar no parque etc... Os nerds costumam desprezar a literatura médica que fala sobre os benefícios do exercício físico e acham que tudo isso é perda de tempo. Na verdade, se você pratica esportes ou frequenta academia será alvo de pesadas críticas. Mas não se importe. É da boca para fora. Nerds curtem mulheres gostosas, lembra?
Por fim, gostaria de pedir desculpas se pareci preconceituosa ou se de alguma forma estou esteriotipando as pessoas. Só estou fazendo uma brincadeirinha com dois amigos queridos!
How can you get a Nerd
Nerd was a term used for designante pejoratively and almost always depreciatingly people who performes routine intelectual activities, being crazy for technology, not outgoing and lonely. It appeared in the end of fifties , and one of version, as Wikipedia, is the word comes from Northern Electric Research and Development, in the words, It was the the employees from tecnology departure of Northern Eletric, a canadian company.
If you were a teenager in 80´s or 90´s probably you´ve known many nerds, or were one. By that time, nerds were known by losers of school. Lalety, though, the world is changed and, litgh up the spootlights: be nerd is fashion!
For example, the sucsses that from the Warner Bros show does, The Big Bang Theory, that nerds left the supporting role and started being main acttraction. Even though being neurotics, very criticals, a little autists and obssessive, who can resist to Leonard and Sheldon?
The new nerd is sexy. And as everything is on the top, get a nerd is not easy. If you think that nerd boys likes nerd girls you´re wrong. Nerds likes popular girls, beautiful but cretin, who despised them in the school. It´s like a social revanche. Don´t be fooled, it´s not why the guy is nerd he valorizes interior beautiful. Before being nerd he is a man.
Be very patient ´couse nerds are obssessive. Don´t think your nerd boyfriend will notice that you existe before 1) make the computer program run 2) resarch about something interesting for him 3)get that number from the magazine cartoon he haven´t 4)write a tese about something. The good new is, when he wants be romantic he will 1)compose a simphony for you 2) write a classical sonnet for you 3) go until the end of the word for get that rare blossom of the latheolitas australis genus, that only grows once when sun and moon are aligned, and that ancient used for seal the love in sec II B.C. for present you in your birthay.
How to talk with a nerd? This is interesting ´couse they can talk virtually about everything. So, It will not be lacking something to talk. But try don´t discuss with a nerd. He will finish you with his powerful rhetoric, full of classical references. My tip is, when the discussion begin you close it saying that you prefer Protagoras´s definition about the true, and you think Socrates a priggish faggy with his immutable version of true. I think this must shut him up for some days, until he has time to write a great essay about it.
Do not expect that a nerd follow you for going out to dance, walking in the park etc... Nerds use to ignore the medical literature that talks about the benefit of excercise and they thinks all this is lost of time. Actually, if you sport ou go a health club this will be very criticized. But don´t mind. It´s lip service. Nerds like hot women, do you remember?
Finally I´d like to apologize If I sound predjudiced, or If someway, I am stereotyping people. I´m Just teasing two friends of mine.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
A natureza do Homem
Sempre me debati com a seguinte questão (e acho que não só eu, mas todos os filósofos do mundo): o ser humano é naturalmente bom ou naturalmente mau?
Segundo Rosseau, o homem nasce bom e a sociedade o vicia, e segundo Hobbes o homem é mau e a educação e a cultura é que refreiam seus impulsos perversos.
Baseando-nos no nosso dia a dia, temos tudo para concordar com Thomas Hobbes, afinal, basta abrir um jornal para ver do que o homem é capaz. As piores atrocidades estão descritas ali, cotidianamente, e de uma forma tão repetitiva que nem nos choca mais. "Mãe afoga filho", "avô estupra neta", "homem mata cinco e incinera os cadáveres", são apenas algumas poucas manchetes corriqueiras que vemos por aí. Isso só para falar das pessoas que chegam muito longe. Ainda nem citei os mentirosos, os salafrários, os desonestos, os corruptos, os traidores, os mau humorados, e por aí vai. E ainda nem citei os piores atos de animalia cometidos em guerras, penitenciárias etc (talvez chamar de animalia seja um tanto quanto ofensivo ao reino animal).
Pois bem... as duas maiores religiões do planeta também discordam nesse ponto. Para a religião cristã, o homem é herdeiro natural do pecado de Adão e Eva. Ele nasce do pecado e com o pecado, e só pode se purificar através dos dogmas da religião para merecer a vida eterna.
Já o Islamismo é mais otimista nesse assunto. Segundo o islã: "Saído da mão criadora de Allah, o homem é inocente, puro, veraz, livre, inclinado à retidão e à virtude, e dotado de verdadeira compreensão quanto à sua posição no universo...Essa é sua verdadeira natureza, assim como é da natureza do cordeiro ser manso, do cavalo ser veloz. Porém, o homem é apanhado pelas malhas dos costumes, das superstições, dos desejos egoísticos e dos falsos ensinamentos. Isto tudo o torna beligerante, impuro, falso, servil, desejoso daquilo que é errado ou proibido, desviado do amor para com os seus semelhantes, e da pura adoração ao Único e verdadeiro Allah..." (comentários dos signifs. dos versícs. do Alcorão Sagrado (pg 493\1247).
Li um livro que me trouxe idéias de grande alívio para o meu coração, novos estudos sobre a natureza do homem. Aliás, o livro é muito interessante, indico, é o best seller da psicanalista Ana Beatriz Barbosa Silva - Mentes Perigosas,o psicopata mora ao lado.
Conceitos magníficos são apresentados nesse livro. A autora, por exemplo, porpõe o conceito de consiência como sendo a capacidade que temos de amar.
A autora também fala que recentes estudos comprovam a natureza benigna do homem. Geneticamente, a maioria de nós é "progamada" para ser boa, solidária e se preocupar com o próximo. Testes feitos com macacos, inclusive, comprovaram que essa boa índole está presente também nos primatas. E que essa característica foi a herança de uma seleção natural, pois somente os indivíduos cooperativos podiam viver em sociedade e assim ajudar a perpetuar a nossa espécie.
Todo ser consciente nasce com a capacidade de identificar o bem e o mal. A educação é capaz de aprimorar esses conceitos. Tendemos pelo "correto" num certo nível da consciência, ainda que outros valores, sentimentos e influências nos levem para decisões, pensamentos e atitudes "incorretas".
Pensando por esse prisma, não conseguimos compreender como há tanta discórdia no mundo. Se proporcionalmente as pessoas "boas" do mundo estão em muito maior número que as más, e se a bondade é genética, raro excessões de distúrbios de personalidade, psicopatia e casos em que a cultura propicia o contrário, quer dizer que estamos deixando que a minoria comande nosso planeta e faça grandes estragos.
Fica aqui a frase de Martin Luther King, que resume tudo isso em poucas palavras: O que me preocupa não é o grito dos maus. E sim o silêncio dos bons....
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Sex Shop????
Ontem fiz um programa diferente.
Fui com uma amiga a uma sex shop. Ela quer ter um encontro inesquecível com seu namorado e pensou em abusar de alguns brinquedinhos. Lá fui eu de companhia.
Nunca tinha entrado em uma sex shop na vida... Tinha aquela curiosidade...
Marcamos na porta, e cheguei primeiro. Não entrei. Fiquei esperando por ela, toda sem-graça. Quando ela finalmente chega, vai toda cheia de desenvoltura subir as escadinhas que levam à entrada principal. Eu olhei para os lados e quando achei que ninguém estava olhando, entrei. Assim, como se estivesse fazendo alguma coisa errada... Senti que estavam todos os passantes olhando para mim e pensando alguma sacanagem a meu respeito...
Lá dentro, mais sem-gracês. As vendedoras agem com tanta naturalidade, até mesmo com certo tédio, que chega a ser desconcertante. Somos bombardeadas com uma infinidade de lingeries absurdas, plumas, paetês... Pênis de borracha de todos os tamanhos, kits eróticos, vibradores, fantasias de dominatrix... Tudo como a gente vê nos filmes mesmo.
Amadoras que somos, pedimos para que a vendedora sugerisse um gel de massagem, ou algo assim. E lá vem aquele tanto de potinho colorido, prometendo os maiores orgasmos do mundo! Fico meio desconfiada. Será?
Então entra na loja um moço muito bem vestido, de terno e gravata. Não pude deixar de olhar para ele com curiosidade. Foi tanto que ele ficou um pouco sem-graça também. Meus deus, um bando de adultos extremamente sem-graças de desejar dar uma garibada na sua vida sexual! Me senti uma pervertida...
O moço escolheu um preservativo com bolinhas texturizadas. Achei interessante por que era impossível que ele sentisse prazer com aquilo. Deve ser encomenda da namorada, claro.
Os vibradores... Tantos modelos, tantas opções... Particularmente acho vibrador uma coisa meio triste. Fico imaginando uma mulher extremamente solitária, com síndrome de pânico, passando seus sábados à noite com seu vibrador de velocidade regulável... Quase chorei só de pensar... Também, um vibrador custa tão caro que só de pensar no preço me deprimo. Mas a vendedora dá um sorriso maroto e diz: Queridas, o prazer custa caro...
Para não passar batida, comprei um gelzinho e uma lâmina de menta para sexo oral. Não ia sair de uma Sex Shop de mãos abanando, certo?
Na saída eu estava mais relaxada. Saí numa boa, com minha sacolinha, para a noite quente e úmida de Belo Horizonte.
Até que foi divertido!
Fui com uma amiga a uma sex shop. Ela quer ter um encontro inesquecível com seu namorado e pensou em abusar de alguns brinquedinhos. Lá fui eu de companhia.
Nunca tinha entrado em uma sex shop na vida... Tinha aquela curiosidade...
Marcamos na porta, e cheguei primeiro. Não entrei. Fiquei esperando por ela, toda sem-graça. Quando ela finalmente chega, vai toda cheia de desenvoltura subir as escadinhas que levam à entrada principal. Eu olhei para os lados e quando achei que ninguém estava olhando, entrei. Assim, como se estivesse fazendo alguma coisa errada... Senti que estavam todos os passantes olhando para mim e pensando alguma sacanagem a meu respeito...
Lá dentro, mais sem-gracês. As vendedoras agem com tanta naturalidade, até mesmo com certo tédio, que chega a ser desconcertante. Somos bombardeadas com uma infinidade de lingeries absurdas, plumas, paetês... Pênis de borracha de todos os tamanhos, kits eróticos, vibradores, fantasias de dominatrix... Tudo como a gente vê nos filmes mesmo.
Amadoras que somos, pedimos para que a vendedora sugerisse um gel de massagem, ou algo assim. E lá vem aquele tanto de potinho colorido, prometendo os maiores orgasmos do mundo! Fico meio desconfiada. Será?
Então entra na loja um moço muito bem vestido, de terno e gravata. Não pude deixar de olhar para ele com curiosidade. Foi tanto que ele ficou um pouco sem-graça também. Meus deus, um bando de adultos extremamente sem-graças de desejar dar uma garibada na sua vida sexual! Me senti uma pervertida...
O moço escolheu um preservativo com bolinhas texturizadas. Achei interessante por que era impossível que ele sentisse prazer com aquilo. Deve ser encomenda da namorada, claro.
Os vibradores... Tantos modelos, tantas opções... Particularmente acho vibrador uma coisa meio triste. Fico imaginando uma mulher extremamente solitária, com síndrome de pânico, passando seus sábados à noite com seu vibrador de velocidade regulável... Quase chorei só de pensar... Também, um vibrador custa tão caro que só de pensar no preço me deprimo. Mas a vendedora dá um sorriso maroto e diz: Queridas, o prazer custa caro...
Para não passar batida, comprei um gelzinho e uma lâmina de menta para sexo oral. Não ia sair de uma Sex Shop de mãos abanando, certo?
Na saída eu estava mais relaxada. Saí numa boa, com minha sacolinha, para a noite quente e úmida de Belo Horizonte.
Até que foi divertido!
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Um homem precisa viajar...
Um dos meus maiores dilemas é ser apaixonada por viagens e não poder bancar todas as que eu gostaria de fazer, ou por falta de tempo, ou por falta de dinheiro. Quando eu tinha bastante tempo para viajar e conhecer o mundo, na adolescência, por exemplo, antes de começar a trabalhar, eu poderia ter me tornado uma mochileira, essas pessoas que colocam um cobertor nas costas e conhecem o mundo pegando carona, se hospedando em albergues e usando de muita política e sensibilidade para cultura diversa. Mas eu não era intrépida, nem ousada, e também sempre tive o intestino preso, o que se agrava quando estou fora de casa, pois nada inibe mais meu intestino que um banheiro desconhecido, sujo ou a ausência completa de um banheiro.
As poucas vezes em que fui acampar serviram para me mostrar que não nasci para acampar. Uma vez, após montar minha linda barraca numa encosta, de frente para um vale verdejante, desabou um temporal e minha casa temporária ficou no meio de uma correnteza, com todas as minhas calcinhas dentro... Quando cheguei, e vi tudo o que eu tinha encharcado, tive uma atitude muito filosófica: Eu sentei e chorei...
Mochilar é um mistério para mim... Como as pessoas conseguem "mochilar"? Levar numa mochila tudo o que precisam para sobreviver alguns dias? Sobretudo, sendo mulher! Como viajar sem xampu, condicionador, hidratante, filtro solar, escova de dentes, repelente de insetos, fio dental, enxaguante bucal, aspirina, plasil, dorflex, ponstan, maquiagem, secador de cabelos, chapinha, caixa de OB...E isso só para falar de alguns pouco ítens necessários à sobrevivencia feminina... Não tem como tudo isso caber numa mochila, e não tem como um ser humano rodar toda a Europa com tudo isso nas costas...
As pessoas vêm me falar que se eu não me livrar do pânico de Hostel eu não vou conhecer lugar nenhum, pois é pouco provável, para mim, ir para Paris e ficar no Ritz (de preferência na suíte Elton Jonh). Mas uma das coisas que me move a viajar são os Hotéis. Eu amo um Hotel! A idéia de sair para conhecer um lugar e na volta ver que minha cama esta arrumadinha, toalhas perfumadas no banheiro e aquele frigobar cheio de quitutes me fascina. Sem falar em ligar no room service e pedir um lanchinho. Quase choro só de imaginar!
Eu não penso: "vou passar férias no Rio!" Geralmente eu penso: "Vou passar Férias no Copacabana Palace". Isso é pedir muito?
Outra dificuldade de viagens internacionais é que o mundo odeia quem fala português, e geralmente odeia também quem fala inglês... como vou sentar num restaurante e pedir um filé grelhado em polonês? Também detesto "programa de turista". Sabe assim, trinta japoneses de boné fotografando cada peido que os nativos dão e um guia explicando que "il Fontana di Trevi il mio sogno è tutto d'or, sento in me la speranza credo soltanto nell'amor"... Não dá né...
Bom... Espero programar muitas viagens baratas (já que não tem outro jeito), e conto com meus leitores e amigos para me darem boas dicas... Fui intimada a conhecer o mundo. E vou finalizar com uma citação de Almir Klink que simplesmente acho que cola:
“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Tendência para Dona Flor
Uma querida amiga, após muitos anos num casamento, se divorciou. Bateu aquela crise "solteira, e agora?".
Então ela comprou passagens e foi para algum paraíso tropical, curtir umas férias. A intenção dela era passar algum tempo consigo mesma, redescobrindo o prazer (se é que ele existe) de ficar sozinha, diante do mar, ouvindo o marulho das ondas, sentindo o sol na pele, lendo seus livros preferidos e fazendo planos para sua nova vida.
É claro que, após dois dias dessa rotina, ela se entediou, resolveu provar uma caipivodca, e aí danou-se tudo! Adeus auto-redescobrimento, adeus introspecção e planos para o futuro. A primeira caipivodca puxa a segunda, a segunda leva naturalmente à terceira, e como no nível do mar o álcool tem um efeito muito agradável de nunca deixar a gente de ressaca, minha amiga se esbaldou, caiu na esbórnia, conheceu gente nova, dançou o Rebolation, enfim, curou a dor de cotovelo do único jeito que ela pode ser tratada: com periguetagem.
Gostaria de dizer que no meio dessa bagunça, ela conheceu um lindo moreno sarado e viveu com ele um romance... Mas não, ela conheceu um lindo moreno sarado e um simpático loirinho de olhos azuis, e teve com cada um deles um rápido romance de dois dias.
E como a vida é confusa e complicada, os dois rapazes tinham o mesmo nome, e ao trocar telefone com eles, ficou Fulano e Fulano 2. Para piorar, eram ambos da mesma cidade, e tinham o mesmo DDD. Ela não se inquietou com isso, afinal amor de praia não sobe serra. Certo? Errado! Não é que, findas as férias, os homônimos andam telefonando, mandando mensagens, super interessados num reencontro?
Agora, a tal amiga, que só queria um pouco de paz após um relacionamento conturbado e um divórcio doloroso, anda tentando engabelar namorados simultâneos, com tal desenvoltura que me deixa ligeiramente com inveja... Taí uma sabedoria Jedi que eu nunca adquiri.
Um homem já dá trabalho, confusão, decepção, canseira... dois homens... uma situação que me dá preguiça... Talvez nas minhas mais secretas e safadas fantasias... Mas não... Fernanda... Não!!!
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Solteira na Balada...?
A pior coisa de ficar solteira é que todos os homens pensam imediatamente que você está DISPONÌVEL. E solteira nunca quis dizer disponível. Até comprometidas podem estar disponíveis. Isso não está relacionado ao seu estado civil, mas ao seu estado de espírito.
É chato sair, por exemplo, com suas amigas e agüentar aqueles mocinhos de balada, que acham que você está ali para ficar com eles. De onde esses infelizes tiraram tal idéia? Por que eles não se aproximam apenas das garotas que estão: 1) mexendo no cabelo e olhando para eles obviamente fazendo charme? 2) Fazendo questão de passar na frente deles dezenas de vezes, como quem quer ser notada? 3) Paradas no meio do balcão de bebidas dando tiro para todos os lados? 4) Mandando bilhetinhos para eles?
Mocinhos de balada não respeitam o fato de uma mulher solteira gostar de sair, sentar num bar para tomar um chope ou dançar. Para o egozinho deles, as mulheres solteiras estão nesses lugares para serem cantadas e incomodadas por eles. Para serem chamadas de gostosas, gatinhas, para serem olhadas a noite inteira e, o que é pior, esperando que eles se aproximem.
É verdade que a maioria das mulheres ali espera exatamente esse comportamento deles. Mas eles não sabem separar o joio do trigo.
Mulheres solteiras não estão esperando um convite para sair de todo atrevido que não convidava antes quando ela não era solteira. “Eu tenho namorado” parece uma desculpa mais legítima do que “não estou a fim de sair com você”. O que deu na cabeça desses homens?
Bom, já esclareço que estou solteira, mas não quero sair com todo mundo que me convida, mesmo por que sei que a maioria dos homens só quer sair para transar e tchau. Nada contra sair para transar e tchau, mas não estou disponível para esse tipo de programa. Gosto de um bom papo, curtir amizades, cinema, viagens. Não vá me convidando para sair, a não ser que você seja muito especial mesmo. Mas especialíssimo. Alto, moreno, forte, inteligente, cheio de caráter, independente, sincero, bem humorado e sobretudo, que seja um gentleman. Mesmo assim, se for mocinho de balada, já aviso que não vou aceitar.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Madrinha de novo!!!
Serei madrinha de casamento pela milésima vez!!!Não falo isso com aquele pouco caso, como se eu tivesse de saco cheio de ser madrinha de casamento... Não... Todas as vezes foi muito especial, por que percebi que todas as minhas amigas, tão queridas e importantes na minha vida, se lembraram de mim nesse momento especial.
Então, ontem à noite recebi mais um telefonema de uma noiva afoita... E que me emocionou muito ao dizer: Lógico que você vai ser minha madrinha, decidi isso antes mesmo de escolher o noivo...
Então, como expert no assunto, vão as minhas dicas de Como Ser a Madrinha Perfeita, que podem ser úteis no debut de alguma madrinha de primeira viagem:
- Não use preto! (Por mais que seja óbvio, é sempre bom frisar).
- Seja companheira da noiva se oferecendo para sair com ela para escolher o vestido, organizar o chá de cozinha ou simplesmente segurar a mão dela se ela entrar em pânico.
- Não fale mal do noivo na frente dela.
- Lembre-se que num casório, a madrinha é a codjuvante mais importante.
- Assista ao Casamento do Meu Melhor Amigo... Nunca vi madrinha mais linda que a Júlia Roberts
- Não pergunte à noiva o que ela quer ganhar de presente, a menos que você seja rica! Dê algo útil, que ela possa trocar caso ganhe mais que um.
- Se sua noiva for rica e já tiver tudo, ataque com um presente criativo: um vibrador com 5 velocidades, por exemplo, aposto que ela não tem!
E é isso!Querem apostar que o buquê é meu?
domingo, 26 de julho de 2009
Um Gigante!

Meu cunhado acha que estou ficando fanática por futebol...
É que ele não é Atleticano, logo não pode compreender a diferença entre um torcedor comum e um torcedor Atleticano, muito menos um Cruzeirense....
O que ele chama de fanatismo é apenas natural e corriqueiro para nós, que amamos incondicionalmente essa camisa alvinegra, esse time glorioso e essa torcida apaixonada. Isso para nós é dia-a-dia, é trivial... assim como cancelar todos os compromissos para se plantar na frente da televisão em dia de jogo do Galo, ou ir ao Mineirão torcer e cantar com a imensurável massa, gritando o nome dos nossos ídolos... Hoje, Tardelli, Aranha, Junior, mas como foram tantos outros no passado como Euler, filho do vento, ou Guilherme (por onda anda?), Marques, ou Danilinho, ou Tafarell, ou das antigas, como Dadá Maravilha, Reinaldo, Cerezo, Éder Aleixo, Kafunga...
Eu sou atleticana de sangue puro mesmo, por que atleticano já nasce atleticano né... Mas sendo a terceira (ou seria quarta?) geração de atleticanos de pai e mãe, era impossível que eu fosse desviada... Ainda bem, que quando eu era pequenininha, me puseram logo uma camisa do Galo e me ensinaram a cantar o Hino mais lindo do Brasil ( seguido pelo hino do Grêmio que é belíssimo e do Flamengo, time que não simpatizo tanto, mas tem seus méritos, principalmente por ter uma torcida tão bonita e apaixonada)... Me ensinaram? Acho que já nasci sabendo, cantando, assim como já nasci primeira campeã brasileira, título que não se compara a nenhum outro que qualquer time venha a conquistar, por que foi o primeiro e o mais glorioso!
Assim como gloriosa foi a primeira vez que pisei no Mineirão, o estádio Governador Magalhães Pinto, o Gigante da Pampulha, é um dos maiores do mundo e do Brasil... Fazendo sombra sobre a Lagoa da Pampulha, está situado numa das regiões mais aprazíveis da cidade, e sempre foi palco de grandes batalhas, lindas festas e comemorações!
Eu devia ter cinco, seis anos? Algo assim, e era uma terça, ou quarta, não sei bem... Excursão da escola para o Zooloógico, e a turminha de pirralhos estava alvoroçada há dias para o passeio. Uniformes limpinhos, lanches na lancheira (ou merendeira, como dizíamos na época), somos barrados na porta do Zoo: era dia de manutenção e nossa entrada não foi permitida. A choradeira foi tão grande que as monitoras da escola tiveram que pensar rápido, e chegaram à brilhante idéia de mudar o roteiro: fomos conhecer o Mineirão!
Entramos pelo hall principal, e conhecemos as galerias históricas, que contam a história do estádio. Creio que aqueles troféus todos não interessaram muita à criançada, que queria pisar logo no gramado. Rápida passagem pelos vestiários e somos conduzidos às escadarias de acesso ao gramado. Enquanto subíamos, vislumbrávamos a abóbada da arquibancada gigante, e o gramado surgiu verde esmeralda diante de nós. A sensação foi de deslumbramento, nunca eu podia imaginar que havia um lugar tão "grande" no mundo!!!
Imediatamente surgiram bolas dente de leite, e brincamos no gamado fofo a tarde inteira! Foi uma festa! Todo mundo jogando bola, discutindo quem era o quê, entre pequenos atleticanos, cruzeirenses e americanos ( naquela época ainda havia alguns) e surgiu até um projeto de vascaíno que foi obliterado pela turminha.
Nunca alguns leões, macacos e elefantes ficaram tão sem importância perto de galos, raposas e coelhos!
terça-feira, 14 de julho de 2009
Ei! Ei! Lembra de mim???

- Fernanda Fiuza!
Pronto! Quando ouço isso num lugar público sinto um friozinho no estômago, o prenúncio de um constrangimento: por que sei que estou sendo abordada por alguém que me conhece (nome e sobrenome) e eu não tenho a mínima idéia de quem seja!
Geralmente é algum colega dos tempos da escola, quando eu tinha seis anos, que tem aquela memória de adolescente e não sei por que comete a deselegância de se lembrar da época em que eu era uma menina cabeçuda e magricela no colégio. Aliás, mudei viu? Não sei por que as pessoas me reconhecem...
Não foi diferente outro dia no shopping, eu correndo com um embrulho do Mc donald´s na mão e um copo de suco de laranja na outra, atrasada para o trabalho, sabendo que nada podia ser pior que encontrar um conhecido pra me embananar... Mas ouvi a exclamação enfática, nome e sobrenome, e quando estaco com um sorriso amarelo, não me lembro, absolutamente, da pessoa que me interpela.
- Ah... Aposto que ela não se lembra de mim! Diz a moça, assim, como se estivesse falando com uma terceira pessoa.
Abro os braços e a encaixo, preocupada em esperdiçar meu suco de laranja na blusa alvíssima dela.
- Nossa, mas você está maravilhosa!
Ixi... Sou péssima com elogios. Não sei como reagir... Ainda mais vindo de alguém que poderia estar pensando coisas como: puta que pariu, você já foi pior! Além de ser mega constrangedor receber um elogio que não podemos retribuir...
O papo fica naque
la... E aí como vai a vida? Tem 25 anos que nao a vejo, mas que importa, vamos resumir tudo em três fatos fundamentais: Você se formou? Se casou? Tem filhos? Pronto, respondo sim, não, não e minha vida está resumida em uma afirmação e duas negativas. Aí por maldade rebato as perguntas, e como que para me humilhar, ela exibe uma aliança dourada na mão direita: "Noiva! Finalmente vou desencalhar"...
la... E aí como vai a vida? Tem 25 anos que nao a vejo, mas que importa, vamos resumir tudo em três fatos fundamentais: Você se formou? Se casou? Tem filhos? Pronto, respondo sim, não, não e minha vida está resumida em uma afirmação e duas negativas. Aí por maldade rebato as perguntas, e como que para me humilhar, ela exibe uma aliança dourada na mão direita: "Noiva! Finalmente vou desencalhar"... Olho para ela com a mesma possibilidade de sentir inveja de alguém que diz: vou desencravar as unhas do pé, dou os parabéns e trocamos telefones. Ela anota o meu, aliás, como se fosse me ligar algum dia...
E tenho permissão para continuar em frente, correr para o trabalho, correr, correr, correr, não sem a sensaçãozinha de orgulho de ter conseguido levar uma conversa perfeitamente polida e social com alguém que eu até hoje não consigo me lembrar o nome...
Mas não é mais constrangedor do que encontrar uma ex colega de faculdade (gente, mal tem 5 anos que nos formamos, aliás na mesma turma), e a figura me olhar como se eu fosse um etê ou coisa pior! Visualizar a sensação de pânico no rosto da pessoa, tentando desesperadamente pensar se aquilo é um assalto, uma pegadinha da tevê ou se ela está mesmo sofrendo de Alzheimer...
Coisas da vida...
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Ben (mal?) dita Superstição

O primeiro buquê que agarrei, foi assim sem querer. Eu nunca acreditei muito nessa superstição, mas achava divertido competir com aquele bando de mulher desesperada por aquele mágico punhadinho de flores. Mas eu tinha só quinze anos, não tinha namorado e não botei fé nenhuma. Comemorei pegar o buquê, mas nunca acreditei que eu fosse" a próxima".
Não imaginei que pegar aquele buquê fosse ter o efeito contrário! Não acreditar no casamento vindouro é uma coisa, agora agarrar um mau agouro? Fiquei deveras preocupada e me recusei a participar da jogada do buquê, até que no casamento da minha prima, que nem teve festa e foi uma coisa muito simples, insistiram que ela jogasse a rosa que segurava durante a cerimônia. Empurraram-me para o aglomerado de solteiras e a rosa veio parar direto em minhas mãos.
Pensei que não fosse ter conseqüências maiores, afinal não sabia se uma única rosa valia como pegar um buquê... Até que fui madrinha de casamento da Débora, amiga de infância. Na porta da igreja ela se postou no alto da escadaria e anunciou o tradicional arremesso. Fiquei por ali, como quem não quer nada e o buquê descreveu a parábola perfeita no ar e caiu aos meus pés. Só tive que me abaixar e apanhar. Senti um aperto na boca do estômago. Seria aquele o buquê que definiria meu estado civil?
Um ano depois lá estava eu entrando na igreja de braços dados com meu elegante namorado num terno... como madrinha de outra grande amiga, a Marina. Na festa, ela jogou o buquê. Confesso que me postei no meio das moças solteiras, mas dessa vez foi absoluta insistência de todos! Até meu namorado (que tinha sido fotografado no casamento anterior fazendo cara de desespero no momento exato que apanhei o buquê), insistiu que eu fosse, e desconfiei até que ele tinha apostado com alguém: ela é profissional, aposto cinquentinha como ela agarra! E mais uma vez o buquê voou, ergui os braços sem o menor esforço e lá estava mais um buquê arrebatado.
Era meu quarto buquê e nada de casamento à vista... Eu já estava conhecida como a "cata buquê". Porém acho que cada buquê desses atrasa meu casório em um ano... Ou então esses buquês das minhas amigas estão bichados! Bom, até acredito que o desejo das minhas amigas é bem carinhoso, mirando o buquê em mim, desejosas de me verem casada e feliz... Por que não se contentam em me ver solteira e feliz é minha grande dúvida! Na verdade, quero me casar, claro, mas esse circo todo de igreja e vestido branco me dá um panico... Não consigo me ver atravessando a nave da igreja... Várias coisas desastrosas podem acontecer nesse lugar... Eu se eu tropeçar e cair? E se o noivo não for? (putz) Enfim...
Então, ano passado fui madrinha de novo, outra amiga de infância, a Aline. Eu tinha acabado de terminar um relacionamento e nada poderia ser mais inconveniente do que ser instada a pegar o buquê. Esse foi realmente concorrido, muitas moças o queriam obstinadamente. Só para apimentar a competição, fui lá participar. Minha afilhada, de branco, olhou para trás, calculou onde estava sua escolhida, virou-se e lançou. Pelo arremesso dela, o buquê iria parar lá atrás, mas ele bateu na viga de madeira do telhado, desceu e mais uma vez o buquê pousou nos meus braços suavemente. Teve quem gritou que era marmelada...
Fernanda Fiuza, 30 anos, cinco buquês, solteira.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Aqui se faz aqui se paga
Adorei esse mico, parece que ta fazendo aula de axé...Ontem eu estava num bar com uma amiga, tomando uma geladinha e botando o papo em dia. Então no meio do assunto saiu uma senhora do banheiro com a saia grudada na calcinha, a bunda toda de fora... A senhora já era, sem esse detalhe, uma pessoa, digamos, exótica. Vestida com um pretinho nada básico, um decote que eu não usaria nem aos 19 muito menos aos 60, maquiagem definitiva daquelas que deixam as pessoas com permanente cara de palhaço e cabelos platinados com apliques pendurados. E com bunda de fora! Claro que a nossa primeira reação foi cair na gargalhada. Não pude me conter, foi mais forte que eu...Eu e minha amiga nos retorcemos de tanto rir... Até que segundos depois nos demos conta do ridículo que a dona estava passando e ficamos com pena, concluímos que deveríamos avisá-la imediatamente. Mesmo por que um dos meus pavores em locais públicos é sair do banheiro com o zíper da calça aberto ou um pedaço de papel higiênico grudado em algum lugar. Vexame total. Começamos a discutir quem deveria informar a senhora da exposição involuntária do seu derriére. "Vai você." "Não vai você". Até que um senhor, observando o nosso impasse nos estimulou: "Vocês precisam avisar a senhora, coitada! Aposto que ela vai agradecer muito. Vocês que são mulheres é que podem fazer isso, se eu for lá vai ficar muito sem graça!" Então respirei fundo e fui até a mesa onde ela tomava sozinha sua cerveja e disse muito timidamente:
- Dá licença, mas sua saia está para cima.
Ela arregalou os olhos e ajeitou a saia despistadamente, depois pegou as minhas mãos e começou a me agradecer. Puder reparar mais de perto o visual dela, tinha um piercing no nariz, um strass colodo na testa à lá terceiro olho, as sobrancelhas penteadas para cima, e me dei conta que ela não precisava, definitivamente, de expor o bumbum para chamar atenção. Nos apresentamos e ela ficou uns cinco minutos dizendo o quanto eu estava sendo gentil de tê-la avisado, em que nos primeiros três minha consciência pesou um bocado por ter rido tanto da mulher, e nos dois últimos já me arrependendo de ter ido avisá-la.
Quando consegui escapulir da mulher, voltei para a mesa e a minha amiga ainda estava com aquele sorrisinho divertido e debochado no rosto. Minutos depois pedimos a conta, íamos para outro bar na rua de baixo onde estava rolando um sambinha, mas antes de ir embora a senhora tornou a se aproximar e me deu um CD pirata que ela tinha acabado de comprar com um vendedor ambulante. Aí que meu coração cortou mesmo!Era o CD da Madonna, do show ao vivo no Rio! Como ela advinhou?
Depois de várias piadas da minha amiga a respeito, fomos para o sambinha e lá estamos sentadinhas tomando nossa cerveja e curtindo o ambiente quando minha amiga se levanta e vai ao banheiro. Na volta ela se sentou normalmente e continuamos o assunto quando uma moça chegou por trás dela e disse: "Aqui, ajeita sua calcinha, ela está toda de fora da calça, já está me incomodando!"
Nem preciso dizer o tanto que dei risada!
Às vezes a justiça Divina é tão imediata!
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