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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Saia da Geladeira!

E você, já esteve na geladeira?


Eu já, e posso te contar como é. E quando eu te contar, de duas uma, você vai saber que também já esteve lá ou vai desejar nunca estar lá.

Funciona assim: você tem uma quedinha por alguém. Ou talvez seja mais que uma quedinha. Você está realmente apaixonado por alguém. E essa pessoa... Bem, ela o incentiva a manter o seu sentimento por ela... Trata-o com o maior carinho e atenção... Mas a história de vocês nunca evolui! Sempre há algum empecilho! Ele (a) está com problemas familiares, profissionais, está sem tempo, sem dinheiro, blablablá... Essas desculpas só funcionam quando você está na jogada: para o resto do mundo ela está sempre disponível.

Mas é só a pessoa ter uma crise de carência e pronto, aparece toda meiga falando que você é o máximo, que adora sua companhia, e que você é muito especial para ela...

Posso prestar um serviço de utilidade pública? Não, a pessoa não está mentindo! Você é especial sim... Você é quem nutre o ego dela quando ela está às moscas... Mas... é só isso mesmo. Quando você tiver lambido as feridinhas dela, como um cãozinho esperando um afago, ela vai voltar à vida e você vai voltar pra geladeira, onde ela faz questão de te manter. Ah, sim, exatamente como Amy Winehouse cantou... “you back to her and I back to Black”.

Você nunca será o escolhido. Não importa o quanto se dedique, o quanto faça loucuras para conquistar essa pessoa que só te quer quando ela quer. Não precisa ficar animadinha quando ele te liga (uma vez a cada mês) para dizer que está morrendo de saudades. Pensa, minha filha: que saudade é essa que só acontece uma vez por mês? Se você não estivesse tão cega, tão apaixonada, tão esperançosa de um sinal dele, não ia engolir essa conversinha.

Ele (a) é uma pessoa má e ardilosa? Nem sempre. Todos nós agimos de acordo com nossos interesses e se temos uma pessoa disponível para nossos joguinhos, continuamos a jogar, mesmo que o outro esteja sofrendo por nossa causa. Isso é inerente à natureza humana. Claro, existem pessoas que não tem o menor respeito pelo sentimento alheio. Mas geralmente não “congelamos” alguém por sadismo. “Congelamos” alguém por valorizar demasiadamente nossas necessidades de afeto e atenção.

Então? Resta saber se queremos ficar em stand by permanente na vida de outra pessoa. Se a resposta é não, está na hora de acordar. Migalhas de atenção podem parecer grandes gestos quando valorizamos demais alguém. Mas quando nos valorizamos, quando temos consciência de que merecemos mais, não nos contentamos com atenções esporádicas.

Dicionário do Congelador:

SMS no meio da noite = não durma sem pensar em mim

Mensagem no Facebook = não vou gastar meus créditos te ligando, mas mesmo assim quero marcar presença, e melhor que seja de graça

Nossa, queria tanto te ver, mas ando tão ocupado = querida, eu tenho mais o que fazer do que me encontrar com você

Se eu não estivesse passando por tanta coisa, seríamos felizes juntos = Estou esperando alguém de quem eu realmente goste



Entendeu?

sexta-feira, 23 de março de 2012

Resposta ao Padre


O mundo está cada vez mais pop... E os padres também! Estou acompanhando com muita curiosidade o caso do padre pop de Divinópolis, especificamente pela sua fama de conselheiro amoroso!

Sabe-se que padres adoram casamentos, e são particularmente interessados em casar pessoas -  penso que das liturgias todas, essa á preferida deles... Então, é de se imaginar que, numa época em que os casamentos estão mais instantâneos e os divórcios mais frequentes, os padres estejam procupados em levantar o moral da cerimônia nupcial.  Daí o sucesso do padre que dá conselhos amorosos e ainda bomba na internê.

Eu não sei muito bem o que os padres sabem sobre relacionamentos amorosos, pois é meio óbvio que não tenham muita experiência prática no assunto. Eles nada sabem sobre a ansiedade da espera de encontrar alguém quando a gente está solteira, pois eles são os únicos solteiros que não sofrem nenhuma pressão da sociedade. Eles não sabem o que é estar numa balada sendo bombardeada de informações e finalmente alguém oferecer um drinque e uma conversa, e tentar, nessa única conversa abafada pelo som da música estourando, tentar saber se aquela pessoa tem os pré-requisitos para nos apaixonar.

Não sei se um padre também já esteve num encontro às escuras, aqueles onde um casal de amigos sabe que você está encalhada e cisma que você é a alma gêmea do amigo encalhado deles. Aí vocês se encontram naquele restaurante da moda, e eles ficam fazendo as piadas certas e contando sua história de amor desde o início, para envolver você e o amigo encalhado no clima de romance e diversão e, quem sabe, formar um novo casal. E você percebe que, apesar do amigo encalhado ser gente boa, a única coisa que ele tem em comum com você é o fato de estar encalhado, e a coisa não podia ter menos química! E você volta para casa quadruplamente frustrada, por ter estragado sua noite, a do seus amigos e a do amigo encalhado deles.

Será que os padres alguma vez esperaram o telefone tocar, sabendo que ia tocar mais cedo ou mais tarde, e que a voz do outro lado ia levá-los ao paraíso mesmo antes do juízo final? Será que já se sentiram no fim de uma jornada de procura e expectativa ao segurar a mão de alguém, ao ouvir um “eu te amo” sussurrado no ouvido, para logo depois descerem ao inferno de danação e pensar que a vida acabou quando o “grande amor” chegou ao fim? Será que eles já ficaram confusos e arrasados com a descoberta do “amor que acaba” quando tudo o que lhes foi ensinado é que o amor verdadeiro é pra sempre? Será que alguém já lhes prometeu “até que a morte nos separe” para um belo dia receberem a solicitação “eu quero o divórcio”?

E então eu me pergunto: o que os padres podem nos ensinar sobre o amor que já não sofremos, testamos, vivemos e experimentamos na nossa nada santa vida? A usar as roupas certas e nos comportar da maneira certa para conquistar alguém? Sempre pensei que o jeito certo fosse ser eu mesma, pois se alguém gosta de mim do jeito que eu sou - é de verdade. A ir aos lugares certos? Já vi lindos casamentos começarem na internet, na balada, no local de trabalho, num hospital e até mesmo na guerra... Existem regras?

A única regra para “encontrar alguém” parece estar um pouco esquecida atualmente. E como já dizia Madonna, nos anos 80 (enquanto chocava alguns padres, com sua atitude): Open your heart to me, baby... I hold the lock and you hold the key....

Com direito a duplo sentido e tudo!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Amadurecer para Amar

Vivemos ainda sob os ecos do Romantismo, um movimento detonado aproximadamente no fim do séc. XVIII, e que foi o alicerce da sociedade moderna e da mentalidade que prega a valorização do eu. Para mim, esse movimento vive na atualidade o seu apogeu, pois nunca, em nenhuma época, a humanidade se voltou tanto para o individualismo, nunca o homem valorizou tanto suas próprias conquistas e suas necessidades.


Eu é a palavra de ordem da sociedade contemporânea e tudo está baseado nela. O que eu quero, o que eu tenho, o que eu posso. Auto-conhecimento, Identidade, Satisfação Pessoal são somente algumas das expressões super divulgadas pela mídia para nos atrair, pois tudo o que tem a ver com o prazer pessoal chama a atenção e é vendável.

E o outro? O outro é somente uma peça na engrenagem da auto-satisfação, e só tem utilidade enquanto nos identificamos com ele. É por isso que os relacionamentos estão ficando progressivamente insuportáveis. Tolerância e aceitação estão cada vez mais fora de cena, o que importa mesmo nas pessoas é que elas se pareçam com a gente e nos satisfaçam nas nossas expectativas. Quando isso não ocorre, o rompimento é inevitável. É fácil e quase imperativo desistir de alguém que não “combina” com a gente. Como se as pessoas fossem sapatos e meias feitas para se casarem, e não seres únicos e com características originais e inimitáveis.

Com tudo isso, o conceito do amor, tão lindo sob a ética romântica, ficou inalcansável e contraditório. Ainda hoje, pleno séc. XXI, as pessoas usam o amor como mais um ítem da sua satisfação pessoal, e ainda acreditam que ele é algo que se encontra, não algo que se constrói. Assim, seguimos acreditando que para amar alguém, basta que essa pessoa nos apareça como num conto de fadas, com todas as perfeições criadas na nossa mente fértil para nos coroar de felicidade. A contradição é que, ou as pessoas se decepcionam em seus amores, ou elas nunca os encontram, e culpam tudo, menos a elas mesmas e seus ideais absurdos.

É fato que a teoria da atração ainda está ligada à aparência. O amor romântico venera a aparência, e seus reflexos na arte reafirmam isso. Beleza e amor quase necessariamente estão vinculados. Mas é fácil perceber que o amor não se encaixa num conceito material. É impossível manter a estética do amor quando o caráter (que é onde se fixam todas as nossas afeições duradouras) não corresponde à aparência. Podemos ser atraídos pela aparência, mas dificilmente ficamos ligados a um caráter medíocre, a uma inteligência inferior, pois isso se torna incômodo. Mas essa percepção só é possível após o amadurecimento.

Quando crescemos, adquirimos bagagem para avaliar os outros de forma mais segura e completa. Artificialismos raramente nos enganam quando somos maduros emocionalmente. E essa maturidade é construída com base em vivência, em decepções, em superação, e não raramente, com humilhação dos nossos superalimentados egos. Amar se torna uma escolha, uma decisão, uma consequência do crescimento interior, e descobrimos que o amor não se encontra.

O amor só é possível quando somos capazes de desvincular nossos anseios românticos e usar a razão para apoiar os motivos pelos quais escolhemos alguém. É a razão que nos faz admirar uma inteligência e um caráter. É ela que avalia atitudes e julga falhas. No fim, sabemos que não é possível amar um corpo, assim como é impossível desejar uma idéia.

Os casais mais improváveis que eu conheço são também os mais felizes. Eles não tiveram encontros de fábulas, não lutaram contra monstros marinhos, não se apaixonaram à primeira vista. Eles começaram construindo um cotidiano, uma amizade, um caminho em comum, dividindo trabalhos chatos ou se uniram em momentos difíceis, em que precisaram se apoiar. E aqueles impulsivos unidos pelo cupido duraram apenas até o primeiro bocejo da relação.

O amor é a idéia. E só pode satisfazer uma vida quando colocamos o amor no plano que ele realmente merece, onde pode se avaliado e considerado importante, ou seja, o plano da razão. Amar com a cabeça, e não com o coração, é o desafio da nossa era.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

20 Coisas que gostaríamos que os homens soubessem sobre as mulheres


1) Sabemos como é difícil conviver conosco quando estamos de TPM... Então, obrigada por tentar.


2) Não, não acordamos sempre com vontade de transar, mas isso pode mudar, conforme sua habilidade em nos convencer.

3) Nós adoramos cozinhar para vocês, tanto quando adoramos que vocês nos levem para jantar naquele restaurante romântico.

4) Nós temos muito mais disposição para o sexo quando estamos felizes com vocês, por isso não adianta largar a pia lotada de louça suja ou nos ignorar o dia inteiro por causa do futebol e esperar uma noite tórrida de amor...

5) Nós sabemos que vocês são capazes de notar nosso corte de cabelo ou vestido novo por que todos os demais homens, amigos, colegas de trabalho... notam!

6) Quando dizemos: “ele é apenas um amigo” – fique alerta.

7) Adoraríamos experimentar “coisas novas” na cama, desde que haja confiança, companheirismo e intimidade para isso

8) Não vamos trair vocês só por que temos amigas solteiras. Adoramos ter para onde voltar depois de tomar um drinque com uma amiga, rir um pouco e relembrar nossa juventude.

9) Sim, nós apreciamos quando vocês se matam de trabalhar pelo nosso futuro. Só que somos incapazes de não manifestar como sentimos sua falta.

10) Na verdade, não é que a gente se importe que vocês saiam com seus amigos... O que a gente não suporta mesmo é que vocês ajam como idiotas quando estão com eles. Isso faz com que a gente questione sua inteligência.

11) O único motivo pelo qual demoramos horas para nos arrumar é por que queremos estar lindas como uma capa de revista para vocês. Então, reconheçam isso.

12) Quando queremos que vocês usem certa roupa ou cortem o cabelo daquele jeito é por que vocês ficam mais gatos e mais gostosos desse jeito. Confiem em nós, é para seu bem.

13) Se vocês não gostam que uma mulher finja orgasmo, não a obrigue a fingir que vocês não estão olhando para a aquela loura estonteante!

14) Ok, a gente sabe que vocês não lêem pensamentos. Mas sempre ficamos admiradas com a incapacidade de vocês de decorarem padrões de comportamento que nos deixa chateadas.

15) Às vezes só abraçar é o suficiente.

16) Vocês podem ficar perdidos e pedir informação. Isso não fará com que sejam menos maravilhosos e fantásticos aos nossos olhos.

17) Não queremos comparar vocês com nossos ex. Não queremos nem falar no assunto. Nunca.

18) A única forma de nos darmos bem com a sua mãe é tendo você como diplomata. Por favor, nos ajude nisso!

19) Preferir ficar agarradinho conosco no sofá nos faz mais felizes que presentes caros.

20) Quando uma mulher está apaixonada por você, ela te admira, te aceita, te vê como um príncipe encantado, mesmo que você não tenha um diploma de Oxford, um carro esportivo ou um salário de 5 dígitos. Portanto, o mínimo que você pode fazer, é tratá-la como a princesa que ela merece!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Belo Horizonte na era do Amor Virtual

Essa cena é do Filme Medianeiras - Buenos Aires na era do amor virtual... Mas podia ser de Belo Horizonte...


Belo Horizonte é uma cidade que cresce descontrolada, como tantas metrópoles, mesmo sobre o alicerce do progresso e do planejamento. Suas fronteiras já superaram os limites originais da Avenida 7 de Setembro há anos luz, e que nenhum belo horizontino sabe exatamente onde fica, exceto quando a chamamos pelo apelidinho carinhoso de Contorno. O contorno de Belo Horizonte já perdeu seu desenho. Somos um mapa disforme, imperfeito e progressivamente caótico.


Em contrapartida, existe algo sendo criado na mente dos sempre interioranos belo horizontinos, pois em nenhuma metrópole a característica amistosa do povo da roça se observa mais que aqui. Talvez por ser uma cidade adolescente, praticamente todo mundo que vive aqui tem uma família que começou em outro lugar, na maioria das vezes no interior de Minas onde a vida ainda corre lenta, preguiçosa e cheia de intimidade entre vizinhos e familiares. Nessa metrópole ainda se toma café coado na casa dos amigos, ainda se prefere barzinho e violão a balada e o fogão à lenha decora as coberturas classudas do Belvedere.

Aqui os relacionamentos começam mais nos meios de convívio contínuo do que em locais públicos. Aqui se apresentam amigos, se planejam encontros e as pessoas raramente se esbarram ao acaso. As mesmas pessoas vão sempre aos mesmos lugares. A gente acaba acreditando que a população é na verdade, muito menor do que é.

Talvez pela dificuldade de encontrar diversidade nessa cidade bagunçada, ou de se encontrar qualquer coisa, os relacionamentos também migraram para a esfera virtual, e todas essas práticas são agora, preferencialmente, apreciadas sem sair de casa. Não sair de casa parece uma tendência da contemporaneidade, já que a violência, a preguiça e a internet estão fazendo de nós vítimas e prisioneiros dos nossos próprios lares. Namorar, transar, casar, ter amigos, colegas, professores e até mesmo terapeutas pela internet é o hit do momento.

Quando ouvi de uma amiga que ela fazia terapia virtual fiquei realmente espantada. Eu mesma vivo brigando com a internet diariamente. Adoro sites de relacionamento, mas ainda desconfio dos serviços bancários virtuais. Atrevo-me a chamar “amigos” pessoas que nunca vi antes na vida de qualquer parte do mundo, mas não tenho coragem de solicitar um Big Mac pela internet, pois sempre acho que meu pedido nunca vai chegar. Já me apaixonei pela internet, já participei de festa pela internet, mas sou incapaz de enviar um e-mail sem ligar depois dizendo: olha, te mandei um e-mail... Emails podem ainda nunca chegar, não é mesmo? É um jeito bem mineiro de ser geek.

A verdade é que estou a cada dia mais preocupada com as pessoas que se relacionam pela internet, e só pela internet. Nunca consegui fazer uma idéia de alguém sem ter essa pessoa ao vivo, e fico um pouco achando que na internet ninguém existe, aqueles perfis todos do Facebook são projeções das pessoas em outra dimensão... Eu sempre precisei sentir o cheiro das pessoas. É como diz Patrick Suskind no seu ótimo romance O Perfume: o olfato é o sentido mais próximo da respiração, e, portanto, é o sentido que fala mais próximo da essência das pessoas. É impossível esquecer um cheiro, e o cheio faz com que associações da memória aconteçam de uma forma otimizada. O cheiro potencializa a memória e os sentimentos. Como gostar de alguém que eu não sei como cheira?

Mas todos já conhecemos os contras das relações pela internet. Sabemos o risco de estar sempre diante de máscaras, sabemos que um perfil no Facebook pode ocultar um psicopata, sabemos que a superficialidade e a ausência da relação física isola as pessoas e torna tudo insípido.

O que ninguém discutiu são os prós das relações virtuais. Pensemos bem... Também existem riscos que não corremos nas relações virtuais. Como tudo é muito superficial, as pessoas não chegam a extremos. Raramente você vai ter uma discussão violenta com um amigo virtual. As pessoas estão sempre disponíveis virtualmente, não é aquele saco de marcar mil vezes para tomar um chope e não dar certo. Você precisa de uma informação jurídica, ta ali seu conhecido advogado a um clique da sua dúvida. Sempre há gente online 24 horas por dia. Algumas conversas online às vezes são mais produtivas que pessoalmente. A gente não se expõe, ou ainda expõe só o que quer. Estamos sempre com o escudo da fibra ótica nos protegendo.

Será que caminhamos para uma era em que o ser humano será um celular? Isolado, sozinho e único, mas, no entanto, rapidamente acessível a qualquer momento que for solicitado? Será que no futuro vamos nos acostumar a não trocar cheiros, gostos e toques e vamos somente digitar o que estamos sentido?

Será que existirão sentimentos?

E será que Belo Horizonte vai sobreviver a essa dualidade do ser próximo-distante do outro?

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Tango ou Valsa?

O início de um relacionamento é uma fase crítica, pois, junto com o sentimento arrebatador da paixão, que nos faz desejar loucamente a companhia de alguém, seguem outros sentimentos contraditórios e perturbadores, que fazem com que tenhamos a sensação de estar pisando em ovos. Ainda não conhecemos o outro totalmente, e a insegurança a respeito de sua personalidade e da intensidade com que ele está correspondendo aos nossos carinhos começam a turvar o doce mar do romantismo.

Todos os livros de auto ajuda que prometem resgatar a nossa vida afetiva são unânimes em afirmar que o ser humano tende a preferir as pessoas que estão o mínimo disponíveis, e dizem que o que é mais raro é mais valorizado. Ou seja, estimulam a gente a dizer não aos nossos pretendentes, roubando-lhes os lances que premeditam, com o intuito de frustrar suas expectativas e nos tornar mais caros aos seus olhos.

Sempre achei essas dicas um tanto quanto cruéis, pois, para mim, tudo o que tem haver com a astúcia é falso e merece desconfiança. Pessoalmente, tenho muita preguiça desses joguinhos de deixar o telefone tocar infinitamente sem atender, mesmo estando louca para falar com a pessoa. Ou então, contar cinco dias depois de um encontro para procurar a pessoa de novo. Não sei se isso é o peso do amadurecimento, ou se é o imediatismo da vida moderna que me deixa com preguiça de “fazer cera” com alguém, o fato é que adoro lances espontâneos do tipo: “sei que acabei de te deixar em casa, mas resolvi ligar mais uma vez só para dizer que o encontro foi maravilhoso!” Não sei se as mulheres de 20 anos tem paciência para tanta espontaneidade, só sei que eu seria incapaz de desprezar um gesto tão carinhoso, mesmo por que, na altura da vida em que estou, sei o que admirar em alguém, e não é um telefonema de mais ou de menos que vai balançar minhas opiniões.

Mas a grande maioria das pessoas se encaixa exatamente no padrão de livros de auto ajuda. Desprezam telefonemas no meio da noite, sentem-se invadidas se alguém as procura muito e caem no pranto da insegurança se o seu affair some por sete dias seguidos, exatamente como os tais livros de auto ajuda rezam.

Fico pensando por que a gente não deixa a vida correr no seu ritmo natural, e por que entramos em joguinhos tão mesquinhos? Mas reconheço, muitas vezes necessários. Por que é tão avassalador dizer, na lata, como uma pessoa é importante para a gente, por que seguramos as palavras, os gestos, os carinhos, tudo para deixar alguém inseguro o suficiente para estar preso a nós? Será que pensamos que isso é uma forma requintada de sedução? Para mim, a sedução já deixou de ser requintada faz tempo, principalmente por que não tem nada menos sexy do que um convite para sair via Facebook.

Uma vez um homem (muito sedutor) me disse que cortejar uma mulher era como dançar um tango... Saber conduzir, saber colocar-se vulnerável na hora certa, fazer uma promessa para logo em seguida causar uma decepção, dar um, dois, três passos em direção a ela, e quando estiver bem próximo, simplesmente recuar e deixar que ela venha atrás...

Muito interessante tudo isso, mas eu prefiro dançar uma valsa... Onde os dois seguem juntos, giro por giro, com movimentos cronometrados... Tango é sexy e sem dúvida nenhuma, arrasador para um coração (sem falar em outras partes do corpo), mas cá pra nós, para dançar uma valsa, é preciso muito mais sinceridade com o seu par... E sem dúvida é uma dança muito, mas muito mais romântica...




quinta-feira, 30 de junho de 2011

Casadas X Solteiras

Quando somos jovens nossa vida tem um formato geralmente padrão: temos suporte da família, todas as nossas obrigações se resumem a estudar e cuidar do nosso futuro (que sempre parece distante demais) e temos uma rede de amigos com os quais construímos nossa história. Somos bombardeados com todas as idéias que representam uma vida adulta, como adquirir bens, segurança, estabilidade financeira e nossa própria família. Mas até certa idade, temos licença para não pensar em coisas sérias, apenas aproveitar a existência, em maior ou menor grau, de acordo com nossa situação na vida.


Eu, como uma das últimas das moicanas do time das solteiras, adquiri a seguinte opinião: nada muda tanto uma mulher como o quesito “constituir família”. Pelo que observo das minhas muitas amigas casadas, casar é quase uma lobotomia. Não me parece muito sensato acreditar que para ser adulta e responsável seja necessário abdicar dos prazeres que tínhamos quando solteiras, mesmo os prazeres mais simples, como ir ao cinema com as amigas. Acuso as mulheres de abandonarem as amigas deliberadamente depois que se casam, e minha acusação fica ainda mais séria quando acrescento um ponto: nossas amigas casadas não só acreditam que estão num patamar de importância superior às meras solteiras mortais, como nos cobram presença como se elas tivessem muito mais o que fazer, e nós muito mais tempo disponível.

Mais de uma vez fui criticada pelas casadas, ainda que em tom de brincadeira, sobre “tomar jeito”. Isso por que vivo uma vida típica de solteira. Gasto dinheiro como que eu quero, viajo quando eu quero, saio e chego na hora que quero. Tenho uma amiga casada que sempre me diz: nunca a vejo desarrumada, sem unhas e cabelo feito, sempre bem vestida... mas você é solteira, tem tempo e mais que obrigação de andar assim". Hein? Desculpe...? Agora é futilidade cuidar de mim, mesma? Isso tudo vindo de uma amiga que, quando era solteira, gastava mais da metade do salário em roupas de grife? Não acho que negligenciar meus compromissos comigo mesma seja ser mais adulta, tanto quanto uma mulher que passa o dia preocupada com os horários dos filhos, com as notas do boletim, com a nutrição da família e com as necessidades do marido. 

Nós, mulheres solteiras, passamos nossas vidas comemorando as conquistas e as escolhas das nossas amigas casadas, mas são raras as oportunidades (de acordo com as normas sociais) em que as mulheres casadas participam das nossas escolhas e conquistas. Por exemplo, fui sete vezes madrinha de casamento de (queridíssimas, diga-se de passagem) amigas minhas. Nas sete vezes eu gastei uma fortuna com vestido de festa, cabelo e maquiagem, presentes, passagens e viagens (quando o casamento era em outra cidade). Quando os filhos nasceram eu fui a chás de bebês e batizados, mais presentes. Se contabilizarmos, quando é que uma mulher solteira tem a chance de ser prestigiada por suas amigas, e contar com a presença obrigatória delas? Aniversário não vale, pois todos, casados ou solteiros, fazem aniversário! E as amigas casadas dão sempre uma desculpa para não vir às nossas festinhas de solteiras.

E a reclamação que as casadas vão achar mais infame da minha parte, mas é legítima, e baseada em algo que sempre ouço de uma querida amiga (que vai se reconhecer ao ler isto) é: "nunca coloque uma mulher bonita e solteira dentro da sua casa". Como assim? Por acaso as mulheres solteiras são maníacas que vão atacar o seu homem assim que você  for ao banheiro por cinco minutos? Será que o fim da vida das solteiras é perseguir os maridos honestos das amigas? Será, pelo amor de Deus, que seu marido é tão gostoso assim? E por fim das contas, será o seu marido um animal anencéfalo no cio que assim que estiver diante de uma mulher solteira vai esquecer todo o amor e compromisso que tem com você? E por último, será que as mulheres casadas que frequentam sua casa são assim tão mais confiáveis que as solteiras? Cuidado... Você pode estar se enganando sobre quem é o inimigo!

Não espero que com esse desabafo eu dê a entender que estou comparando a vida das mulheres casadas e das mulheres solteiras, numa escala de melhor ou pior. O que eu quero dizer é que sim, vivo uma vida plena como adulta, porém, fiz escolhas diferentes das escolhas feitas pelas casadas. Claro que eu também queria ter encontrado já meu grande amor, claro que eu queria ter uma família minha, um bebê rosado para alimentar, fazer românticas viagens a dois e outros prazeres da vida de casada. Mas desconfio que às vezes, essas mesmas amigas que me criticam morram de saudade da época em que eram solteiras e livres. Assim como elas não desejam os problemas que eu vivo, eu também não desejo nem de longe os problemas que elas vivem.

Acredito que as mulheres casadas e solteiras possam viver em paz, e continuar a amizade que desfrutavam na juventude. E sem se criticarem pelas escolhas que fizeram. Basta entender que cada um vive a vida que escolheu viver.

Sinto muita falta das minhas amigas casadas. Mas não quero ser cobrada por ser a única a responsável por manter nossa amizade. Será que elas poderiam, entre uma mamada e outra se lembrarem de me mandar um e-mail? Prometo que, entre uma reunião ou outra, irei responder...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Dia dos Namorados sem namorado!


Caros leitores!


Vocês sabem como detesto momentos “auto ajuda”. Mas esse dia dos namorados vai ser muito especial para mim, portanto eu não poderia deixar de escrever sobre isso. Se vocês estão se perguntando se apareceu um amor avassalador na minha vida, sinto muito, mas no momento não estou protagonizando nenhuma personagem da Julia Roberts. Esse dia dos namorados vai ser muito especial por que é o primeiro, em muitos anos, que passarei solteira!

Como todos os meus leitores sabem, eu passei a maior parte da minha vida sendo a namorada de alguém, ou seja, são muitos e muitos dias dos namorados em que já vivi muitas situações ternas, apaixonadas, decepcionantes e até mesmo odiosas. Com larga experiência no assunto, posso dizer que já vivi meu quinhão de ilusões amorosas, já desenhei coraçãozinho no papel, já gastei solas de sapato em shopping lotado procurando o presente perfeito, já cozinhei jantar romântico, já fiquei horas em fila de restaurante da moda (e horas e horas e horas), em engarrafamentos para viagens românticas, já fui em pizzaria barata quando estávamos sem grana, já passei o dia dos namorados brigando dentro de um carro debaixo de chuva, já fiz uma viagem de ônibus numa madrugada inteira só para passar um dia com alguém... ufa... ser uma namorada perfeita dá trabalho demais, mesmo que seja um dia no ano.

É por isso que o post de dia dos namorados esse ano vai para as pessoas solteiras. As pessoas que passam o ano tranqüilas e felizes, mas caem em depressão nesse tal de dia 12 de junho.

Na verdade, para nós, preparei um dia dos namorados mais que especial. Esse dia em que você está suspirando por um amor platônico, nesse dia que você vai lembrar-se do seu ex namorado com dor no peito, nesse dia que tudo o que você vai conseguir ver são casaizinhos fingindo-se perfeitos e apaixonados (é, pois é, eu sei que essa fachada existe, mesmo por que já fui assim), eu tenho uma sugestão. Faça como eu, passe o dia com a melhor pessoa que você poderia estar na face da terra – você mesmo!

Afinal, todos sabem como é gostoso curtir ao lado de alguém... Mas cá pra nós, é muito, mas muito bom mesmo ser livre! Simplesmente fazer o que se quiser, na hora que se quiser, sem precisar dar satisfação para ninguém. Passar o dia na cama, de preguiça, sem hora para levantar... Tomar café da manhã demorado, lendo um jornal... Tomar banho com tempo suficiente para esfoliar a pele, hidratar o cabelo, massagear as celulites, sem ter ninguém te esperando, te apressando, reclamando da sua demora.

E se é o ritual do presente que te agrada, vá ao shopping (argh, maratona...) e escolha um presente para você mesmo... Peça para embrulhar bem lindo e entregarem na sua casa. Ou coloque sobre sua mesa e abra no dia dos namorados. Escreva-se uma declaração de amor, onde constem todas as suas qualidades maravilhosas. Ah, mime-se um pouquinho... Você vai esperar a vida inteira por alguém que aprenda seus gostos e desejos? Por que não realizá-los já?

Seja a coisa mais importante da sua vida! Você é uma pessoal legal, bonita, esperta. Você tem sonhos, você tem tanto a viver, apesar de todos os pesares! Pelo menos um dia do ano. Não é muito... Mas já é um excelente começo!



E me desculpem a pegada auto ajuda desse texto. Mas é que eu fico tão romântica no Dia dos Namorados...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ah... o amor!

Em Comer, Rezar e Amar, a autora Elizabeth Gilbert conta a história de uma terapeuta, sua amiga, que prestava serviços em regiões onde as pessoas viveram situações extremas como grandes desastres naturais e guerras. É de se esperar que pessoas que passam por esses desastres estejam traumatizadas. Porém, a autora comenta com bom humor que, apesar de terem perdido tudo, de estarem mutiladas e destruídas, essas pessoas discutiam seus relacionamentos amorosos, como se nada fosse tão desastroso quanto um amor fracassado.


A verdade é que as pessoas lutam muito por suas carreiras, seus sonhos, seus objetivos, mas no fundo, no fundo mesmo, o que todo mundo quer é viver um grande amor. O que a grande maioria deseja, não importa o sexo, a religião, a orientação sexual, a idade, é que, após ter construído tudo o que era necessário construir na vida, toda essa tarefa seja coroada com um companheiro (a), alguém para partilhar os lances que vemos em filmes românticos. Alguém para nos acompanhar naquela grande viagem. Alguém para dividir uma taça de vinho junto a uma lareira acesa. Alguém para nos emprestar seus sonhos e seus talentos. Talvez alguém para casar, ter filhos e amenizar a solidão da velhice. Alguém que faça com que nossos dias tenham sentido.

A contradição é que, hoje em dia, a maioria das pessoas que passaram dos 30 anos solteiras, tem dificuldades em se relacionar e encontrar uma companhia legal. Muitos fatores estão aí envolvidos. É claro que nessa idade, as pessoas estão mais exigentes, mais maduras, mais seletivas. Elas buscam um amor mais ponderado e não estão dispostas a abrir mão de muita coisa para que isso aconteça. Já estabeleceram seu estilo de vida e esperam alguém que se encaixe nele, sem precisar fazer muitos ajustes e viverem muitos conflitos.

Mas é aí que todos nós estamos errados. O amor é por definição algo inexplicável, surpreendente e imprevisível. Nem sempre aceita nossas regras e nos trata com rebeldia. E é aí que perdemos grandes oportunidades de vivenciar o tal do amor, em sua faceta mais incrível: a imperfeição. Por que achamos que existe um amor “certinho” para nós?

O amor nem sempre é bem sucedido, e nem sempre vai apresentá-lo para seus pais com orgulho de dizer um título antes do seu nome. O amor pode ser bem chato quanto está de TPM, e muito grosseiro quando está chateado com o trabalho. O amor pode não ser tão fiel quanto gostaríamos, e às vezes pode não resistir à tentação do mundo após uma grande briga. Ah, é, o amor briga. E como briga! O amor não manda flores todo aniversário de namoro ou casamento. O amor pode até morrer de medo do tal casamento. O amor pode ter dificuldade para ter filhos. O amor pode também, viver do outro lado do mundo, e por mais que ele tenha lindos olhos azuis, você vai ter coragem largar a sua carreira, a sua família, os seus amigos, sua língua e sua pátria e de atravessar o Atlântico por ele?

Além disso, desculpe, mas o amor não vai salvar sua vida. Você pode estar perdido, desempregado, frustrado, solitário e deprimido, que o amor não vai resolver nenhum dos seus problemas. Pode viver achando que o que lhe falta é amor, mas nem sempre é isso. Talvez lhe falte auto-estima. Talvez seja o caso de mudar de emprego ou batalhar para um curso de aperfeiçoamento e tentar um emprego melhor. Talvez tudo o que você precise é de terapia... Mas não de amor. Cuidado. O amor tem muitos benefícios, mas não faz milagres em uma vida estragada pelo pessimismo e pela má vontade.

Odeio admitir, mas o ônus do amor é mesmo nos deixar felizes. Mesmo que a gente já seja feliz. É estranho, né... Mas é isso mesmo. O amor é um bônus a mais. Não o tempo inteiro. Mas, às vezes, você teve um dia desgastante, está cansado, já de pijama, rezando para tudo acabar, aí então, você se lembra de alguém, um sorriso, um beijo roubado, uma declaração ao pé do ouvido. E começa a sorrir. Simplesmente.

O amor tem a faculdade de fazer com que uma jornada pareça mais fácil. A gente pensa que é por que tem uma mão para segurar, ou então um ombro para se encostar, e até mesmo pensa que tem outro par de braços para nos carregar. Mas não é nada disso. O bom do amor não é que ele carrega a gente no colo, e sim que ele distrai nosso coração. Dessa forma, distraídos, damos menos importância para nossas dores de cada dia, para nossos problemas. E eles parecem menores. É por isso que os flagelados das guerras nem se lembravam das suas perdas, mas dos seus amores.

É assim com todo amor. Amor de mãe. Amor de amigo. Amor romântico.

O amor é só o amor. O resto é a gente mesmo que faz.

E para finalizar, deixo duas citações para serem pensadas. Lennon disse que tudo o que precisamos é amor. Bom, eu preciso de um pouquinho mais. Mas admito concordar com Machado de Assis quando ele diz:

Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar. ...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A pessoa certa... na hora errada!

Um amigo meu acabou de conhecer uma pessoa incrível. Foi numas férias no litoral. Segundo ele, sete dias ao lado de uma garota como ele nunca havia conhecido antes. Uma pessoa totalmente arrebatadora, responsável, independente e charmosa. Obviamente, ele ficou muito encantado e a coisa fluiu magicamente. Ao voltarem de férias descobriram que eram praticamente vizinhos e o romance engrenou de verdade. Até, é claro, ele perceber que estava muito envolvido e resolver “dar um tempo”. Ele queria fazer mais viagens, sair sem compromisso com outras mulheres, passar noitadas em baladas até se amarrar a alguém seriamente, pois vinha de um namoro problemático, de alguns anos.


Uma semana depois do “dar um tempo”, ele esbarra com a moça num restaurante, na companhia de um rapaz simpático. Pois é, ele ficou arrasado! Será que ele achou que essa moça incrível ia ficar disponível a vida inteira, até que ele pudesse cair na real e perceber que tinha algo valioso nas mãos? Não, né...

Como meu amigo, muitas pessoas “deixam de viver”. Elas abrem mão de relacionamentos promissores para “curtir a vida”, e decidem quando é hora de se entregar e quando é hora de viver prazeres momentâneos, como se pudéssemos planejar cada movimento da vida, como se tivéssemos controle sobre o acaso.

Muitas vezes ouvi dizerem a frase: a pessoa certa na hora errada. Confesso que acho isso a maior babaquice. A pessoa certa não tem hora marcada para aparecer. A gente é que decide a hora de viver, como e quando. E relacionamentos são como oportunidades de emprego, ou oportunidades de investimentos. Nem sempre aparecem quando estamos preparados para eles. Quantas vezes nos se apresenta um investimento que não temos como bancar, e se tivéssemos, o lucro seria certo? Lamentamos. Ou então, vamos correr por um empréstimo. Pois oportunidades devem ser agarradas quando aparecem, ou elas podem não aparecer mais.

Com as pessoas é a mesma coisa. Quando deixamos de viver aquilo que a vida colocou no nosso caminho por medo, por achar que “não é a hora certa” ou com a pretensão de “curtir a vida”, estamos arriscando a chance de uma felicidade que pode nunca mais vir. Quando o coração dispara por alguém, é o nosso organismo nos avisando: essa pessoa vale a pena, essa pessoa é especial. Infelizmente, na hora, não vislumbramos o risco que estamos correndo. O arrependimento só vem tempos depois, quando é tarde demais.

Afinal, curtir a vida é algo que pode ser feito ao lado de alguém que amamos. Aliás, nesses casos, a curtição é bem melhor, ou maior. Diferente, mas também satisfatória. O que não vale é deixar de viver. Nenhuma curtição vale adiar as nossas vidas, que como sabemos, são curtas.

Ah, o conselho que dei a meu amigo? Paciência, irmão! A gente tem que saber perder quando não foi competente o suficiente para ganhar...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Um dia na vida dele e dela

6:00



Ela acorda toda animada, toma um banho demorado ouvindo Like a Virgen, faz escova no cabelo, toma um desjejum caprichado à base de proteínas e vai para o trabalho toda feliz, afinal é o seu aniversário de namoro.
Ele acorda mal sabendo que dia é hoje, toma banho e faz a barba em menos de meia hora e sai reclamando do trânsito.






10:00


Ela checa o e-mail a toda hora para ver se ele mandou algum cartão eletrônico, olha o celular de segundo em segundo para ver se ele mandou mensagem e cada vez que alguém entra em sua sala ela acha que é uma entrega da floricultura. Mas nunca é.
Ele está pensando em comer um bife bem suculento no almoço. 







12:00


Ela come uma saladinha rápida e corre para o shopping para comprar um vestidinho novo, afinal a única razão pela qual ele não mandou nenhuma mensagem até agora é que está preparando uma surpresa para a noite e ela quer estar linda!
Ele almoça com os colegas tendo um papo agradável sobre futebol e investimentos enquanto come um bife suculento.







15:00


Ela está ansiosa cogitando qual será a surpresa e não consegue se concentrar no trabalho.

Ele está tendo um dia de cão no trabalho pois os fornecedores não cumpriram o prazo, os clientes estão segurando um pagamento vultuoso e a diretoria não pára de mandar e-mails pressionando. Ainda por cima ele tem que apresentar um balanço numa reunião que provavelmente vai levar a tarde toda e ele não consegue pensar em mais nada a não ser uma forma de acabar o dia sem ter um colapso nervoso.






18:00


Ela está a caminho de casa toda sorridente, torcendo para que dê tempo de depilar as pernas.
Ele está a caminho de casa furioso com o trânsito e torcendo para que o jogo seja televisionado no seu canal de esportes preferido.






20:00


Ela está toda produzida no sofá pensando nervosa por que ele ainda não foi buscá-la. 
Ele está jogado no sofá com uma cerveja em uma das mãos e o controle remoto na outra.





22:00


Ela está jogada na cama aos prantos, comendo uma barra de chocolate e sem acreditar que ele esqueceu o aniversário de namoro. Está tendo idéias suicidas, homicidas e pensando em orgias com excessos de calorias. Pensando bem não... afinal, ela sofre tanto na academia para destruir tudo numa noite de fossa.
Ele está frustrado, na cama, pensando como seu time jogou mal, como seu dia no trabalho foi terrível e um pouco chateado por que sua namorada nem deu um telefonemazinho para consolá-lo... Ele adoraria dar umazinha antes de dormir...

sábado, 13 de novembro de 2010

Como conquistar um Nerd

Nerd era um termo usado para designar, de forma pejorativa e quase sempre depreciativa, pessoas que exercem atividades intelectuais rotineiras, sendo fixadas em tecnologia, antissociais e solitárias. Surgiu no final da década de 50, e uma das versões, segundo a Wikipédia é que a palavra é a sigla para Northern Electric Research and Development, ou seja, aqueles indivíduos que trabalhavam no departamento de tecnologia da Nothern Eletric, uma companhia canadense.

Se você foi um adolescente nos anos 80 e 90, provavelmente você conheceu muitos nerds, ou foi um deles. Naquele tempo os nerds eram conhecidos como os losers da escola. Ultimamente porém, o mundo está mudado e, holofotes acendam: ser nerd tá na moda!

Exemplo é o sucesso do seriadinho da Warner Bros, The Big Bang Theory, onde os nerds deixaram os papéis de coadjuvantes e passaram a ser atração principal.  Mesmo sendo neuróticos, extremamente críticos, um pouco autistas e obsessivos, quem resiste à Leonard e Sheldon?
O novo nerd é sexy. E como tudo que está no auge, conquistar um nerd não é nada fácil.  Se você pensa que garotos nerds gostam de garotas nerds está enganada. Os nerds gostam de garotas “populares”, aquelas bonitinhas, mas ordinárias, que na escola os desprezaram quando eles eram os losers. É como que uma revanche social.  Não se engane, não é por que o cara é nerd que ele valoriza a beleza interior. Antes de ser nerd ele é homem.
Seja muito paciente pois os nerds são meio obsessivos. Não pense que seu namorado nerd vai dar fé da sua existência antes de 1) conseguir fazer o programa de computador rodar 2) pesquisar um assunto que o interessou incansavelmente  3) conseguir aquele número que não tem da sua coleção de revistas em quadrinhos 4) Escrever um ensaio sobre seja lá o que for. O lado bom é que quando ele quiser ser romântico 1) vai compor uma sinfonia para você 2) vai escrever um soneto clássico para você 3) vai até o fim do mundo para conseguir aquela “flor rara do gênero da latheolitas australis e que só floresce uma vez a cada conjunção da lua com o sol e que os antigos usavam para selar o amor no sec. II A.C. para presenteá-la no seu aniversário”.
Como conversar com um nerd? Essa parte é interessante, pois eles sabem praticamente de tudo. Então, assunto é o que não vai faltar. Mas não tente discutir com um nerd. Ele vai acabar com você, com sua retórica poderosa, permeada de referências eruditas. Minha dica é que, quando a discussão começar, você a encerre dizendo que prefere a definição de Protágoras sobre a Verdade, e que acha Sócrates um pederasta pedante com sua noção rígida de Verdade. Acho que isso deve calá-lo por alguns dias, até que ele tenha tempo de escrever um longo ensaio sobre isso.
Não espere que um nerd a acompanhe em programas como sair para dançar, caminhar no parque etc... Os nerds costumam desprezar a literatura médica que fala sobre os benefícios do exercício físico e acham que tudo isso é perda de tempo. Na verdade, se você pratica esportes ou frequenta academia será alvo de pesadas críticas. Mas não se importe. É da boca para fora. Nerds curtem mulheres gostosas, lembra?
Por fim, gostaria de pedir desculpas se pareci preconceituosa ou se de alguma forma estou esteriotipando as pessoas. Só estou fazendo uma brincadeirinha com dois amigos queridos!

How can you get a Nerd



Nerd was a term used for designante pejoratively and almost always depreciatingly people who performes routine intelectual activities, being crazy for technology, not outgoing and lonely. It appeared in the end of fifties , and one of version, as Wikipedia, is the word comes from Northern Electric Research and Development, in the words, It was the the employees from tecnology departure of Northern Eletric, a canadian company.


If you were a teenager in 80´s or 90´s probably you´ve known many nerds, or were one. By that time, nerds were known by losers of school. Lalety, though, the world is changed and, litgh up the spootlights: be nerd is fashion!


For example, the sucsses that from the Warner Bros show does, The Big Bang Theory, that nerds left the supporting role and started being main acttraction. Even though being neurotics, very criticals, a little autists and obssessive, who can resist to Leonard and Sheldon?


The new nerd is sexy. And as everything is on the top, get a nerd is not easy. If you think that nerd boys likes nerd girls you´re wrong. Nerds likes popular girls, beautiful but cretin, who despised them in the school. It´s like a social revanche. Don´t be fooled, it´s not why the guy is nerd he valorizes interior beautiful. Before being nerd he is a man.


Be very patient ´couse nerds are obssessive. Don´t think your nerd boyfriend will notice that you existe before 1) make the computer program run 2) resarch about something interesting for him 3)get that number from the magazine cartoon he haven´t 4)write a tese about something. The good new is, when he wants be romantic he will 1)compose a simphony for you 2) write a classical sonnet for you 3) go until the end of the word for get that rare blossom of the latheolitas australis genus, that only grows once when sun and moon are aligned, and that ancient used for seal the love in sec II B.C. for present you in your birthay.


How to talk with a nerd? This is interesting ´couse they can talk virtually about everything. So, It will not be lacking something to talk. But try don´t discuss with a nerd. He will finish you with his powerful rhetoric, full of classical references. My tip is, when the discussion begin you close it saying that you prefer Protagoras´s definition about the true, and you think Socrates a priggish faggy with his immutable version of true. I think this must shut him up for some days, until he has time to write a great essay about it.


Do not expect that a nerd follow you for going out to dance, walking in the park etc... Nerds use to ignore the medical literature that talks about the benefit of excercise and they thinks all this is lost of time. Actually, if you sport ou go a health club this will be very criticized. But don´t mind. It´s lip service. Nerds like hot women, do you remember?


Finally I´d like to apologize If I sound predjudiced, or If someway, I am stereotyping people. I´m Just teasing two friends of mine.



quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Dez vantagens do melhor amigo sobre o namorado

1 - Quando você está na fossa o seu melhor amigo te leva para a balada. ( Se você está na fossa, provavelmente a culpa é do seu namorado, então é melhor que ele nem saiba...)
2 - Se o seu melhor amigo lhe diz que você está gorda, você pede a ele conselhos para otimizar seu treino de musculação. ( Se o seu namorado tiver amor aos próprios dentes ele nunca irá lhe dizer isso...)
3 - Você não vai ter um ataque de ciúmes se seu melhor amigo deixar de sair com você para sair com outra garota. 
4 - Você não precisa depilar até o útero para sair com seu melhor amigo.
5 - Se você chama seu melhor amigo por apelidinhos ridículos na frente de todo mundo ele não vai ficar emburrado com você. ( Se você fizer isso com seu namorado, não espere que ele responda...)
6 - Você não precisa se preocupar se seu melhor amigo é tatuado, usa brincos e tem uma carreira de sucesso para apresentá-lo a sua mãe.
7 - Você não pira se seu melhor amigo ficar uma semana sem te telefonar.
8 - Você pode contar tudo ao seu melhor amigo. (Não tente fazer isso com seu namorado...)
9 - Você pode sair com seu melhor amigo para ficar horas olhando vitrines no shopping, ele vai compreender. ( Pode ser que seu namorado compreenda, mas ele vai estar querendo te matar no final do dia e se odiando por ter aceitado um disparate desses!)
10 - Você pode discutir algo polêmico com seu melhor amigo, sem que a discussão se torne uma briga no final. (Com o namorado, geralmente a briga vai rolar...)

E para finalizar, a única desvantagem do seu melhor amigo sobre seu namorado é que ele não vai estar disponível para transar com você. (Pode ser que seu namorado também não esteja, então... não chega a ser exatamente uma desvantagem...)

=P

sábado, 14 de agosto de 2010

Homens que odeiam as mulheres

Uma amiga minha me disse: "Fê, tem tempo que não leio o seu blog... Você ainda odeia os homens?"
Isso deveras me preocupou... Eu não odeio os homens! Se alguma vez eu escrevi algo que desse a entender isso, vão aqui minhas desculpas públicas... Na verdade, eu amo os homens... Eles é que não me amam muito...

Realmente, existe sim um tipo específico de homem que eu odeio... É aquele tipo que se apaixona perdidamente... Faz todas as loucuras para atrair nossa atenção... E quando a gente cai na teia dele... Ele começa a se desinteressar da gente na exata proporção em que começamos a nos interessar por ele.

Ca-ra-lho!!! Não faz sentido esse tipo de homem!!! Ok, acredito que possa existir mulher assim também... Mas como elas não me afetam, não tenho o que dizer a respeito... O que posso fazer é ser solidária com o homem que foi o centro das atenções de uma mulher pelo tempo que ela achou conveniente, e quando se viu apaixonado, a mulher pulou fora e fugiu como o diabo da cruz.

Esse tipo de pessoa tem um jeito muito honesto de dar o fora em alguém, por isso fiquem atentos: a pessoa começa simplesmente a negligenciar a outra. Para de ligar, de dar atenção, de dar carinho... Nunca tem tempo... Para ela, está muito claro que ela está dizendo que não quer mais... Mas para nós, que estamos apaixonados e acostumados com todo aquele excesso de atenção, isso dá um nó na cabeça... E começamos a justificar a pessoa de todos as formas... Ela está muito ocupada... Ela está com outras preocupações... Ela não tem dinheiro para sair com você... Até que você está totalmente perdido, deprimido e atordoado, então, cansado de tanta desconsideração, nós é que damos o fora na pessoa! Ela não tem coragem e nos obriga a fazer o trabalho sujo. É nojento!

É um pouco como o traficante faz com o drogado... Uma dose pequena para você experiementar, você prova, gosta... E as doses vão aumentando, e sua necessidade vai aumentando... Até que um dia ele simplesmente diz que se você quiser mais, vai ter que pagar (e caro) para ter... Então você dá a vida por aquilo, já que está totalmente viciado...

Bom, como vocês podem perceber, não é saudável... Então, para não cair nesse tipo de relação, descarte alguns mitos da sua cabeça: amor à primeira vista, é um deles... Pessoas que dizem eu te amo, ou eu te adoro no segundo encontro? No mínimo desconfiem. Ninguém ama tão rápido. Ninguém se apaixona à primeira vista. Isso só pode ser uma cilada que vai acabar com alguém chorando... Aí eu recomendo a cama, que é sempre um lugar tão bom para amar quanto para afogar as mágoas...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Tendência para Dona Flor

Uma querida amiga, após muitos anos num casamento, se divorciou. Bateu aquela crise "solteira, e agora?".

Então ela comprou passagens e foi para algum paraíso tropical, curtir umas férias. A intenção dela era passar algum tempo consigo mesma, redescobrindo o prazer (se é que ele existe) de ficar sozinha, diante do mar, ouvindo o marulho das ondas, sentindo o sol na pele, lendo seus livros preferidos e fazendo planos para sua nova vida.

É claro que, após dois dias dessa rotina, ela se entediou, resolveu provar uma caipivodca, e aí danou-se tudo! Adeus auto-redescobrimento, adeus introspecção e planos para o futuro. A primeira caipivodca puxa a segunda, a segunda leva naturalmente à terceira, e como no nível do mar o álcool tem um efeito muito agradável de nunca deixar a gente de ressaca, minha amiga se esbaldou, caiu na esbórnia, conheceu gente nova, dançou o Rebolation, enfim, curou a dor de cotovelo do único jeito que ela pode ser tratada: com periguetagem.

Gostaria de dizer que no meio dessa bagunça, ela conheceu um lindo moreno sarado e viveu com ele um romance... Mas não, ela conheceu um lindo moreno sarado e um simpático loirinho de olhos azuis, e teve com cada um deles um rápido romance de dois dias.

E como a vida é confusa e complicada, os dois rapazes tinham o mesmo nome, e ao trocar telefone com eles, ficou Fulano e Fulano 2. Para piorar, eram ambos da mesma cidade, e tinham o mesmo DDD. Ela não se inquietou com isso, afinal amor de praia não sobe serra. Certo? Errado! Não é que, findas as férias, os  homônimos andam telefonando, mandando mensagens, super interessados num reencontro?

Agora, a tal amiga, que só queria um pouco de paz após um relacionamento conturbado e um divórcio doloroso, anda tentando engabelar namorados simultâneos, com tal desenvoltura que me deixa ligeiramente com inveja... Taí uma sabedoria Jedi que eu nunca adquiri.

Um homem já dá trabalho, confusão, decepção, canseira... dois homens... uma situação que me dá preguiça... Talvez nas minhas mais secretas e safadas fantasias... Mas não... Fernanda... Não!!!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Carrie escreveria...



Já disse que meus amigos me chamam de Carrie? Sim, Carrie, a heroína de Sexy and the City. Dizem que sou como ela: extravagante, questionadora, que me relacionam com os homens de igual para igual, loira, e tudo o mais...

Eu, que amo a Carrie com todas as forças, e acho o máximo ser a Carrie, passei a me perguntar o que a Carrie faria se...

O que a Carrie faz quando está deprimida e precisa desabafar? O que a Carrie faria se estivesse ansiosa? O que a Carrie faria se estivesse esperando o telefone tocar? A Carrie é do tipo que espera o telefone tocar?

"A Carrie escreveria um artigo em sua coluna!" Disse um amigo meu.

Então estou escrevendo o Blog.

Por que mulheres são ansiosas:

Teoria 1 - Biológica ) Os hormônios femininos agem no hipotalo em ciclos de 28 dias, criando uma variação importante no nível das endorfinas e ocasionando alterações de humor, hipersensibilidade, crise de choro e ataques de ansiedade.

Teoria 2 - Antropológica ) As mulheres, no passado, eram responsáveis por ficar no abrigo das cavernas, cuidando das crias, enquanto os homens partiam pela busca do alimento e da caça. Todos os dias elas ficavam na caverna, sem saber se o alimento viria no fim do dia com o homem, pois disso dependia sua vida e a da cria. Essa espera gerava intenso estresse entre o espécime feminino, que desenvolveu no lóbulo ocidental uma grande propensão à ansiedade, à relacionar ao sofrimento uma situação de espera.

Teoria 3 - Psicanalítica ) As mulheres, numa certa idade, se identificam extremamente com a mãe, como figura feminina proeminente em suas vidas. Passam a imitá-las e até mesmo a se ver em seu lugar, caso a mãe não existisse. Com o passar dos anos, essa identidade começa a se tornar competitiva, no que a filha passa a disputar com a mãe a atenção dos demais membros da família, sobretudo o pai, que é a figura mais forte do seu convívio. Essa disputa gera intensa ansiedade na menina, que cresce com esse conceito, transferindo a sensação de insegurança para a vida adulta.

Teoria 4 - Político-econômica ) As mulheres, até o início do século XX, não tinham participação política na sociedade. Eram reclusas aos seus lares, realizando atividades econômicas secundárias. O maior percentual do sustento da família provinha da figura masculina, no que as mulheres desenvolveram, com todos os anos à margem do processo econômico, uma grande tensão, de forma que ao conquistar um estatus de independência na atualidade, sentenm-se apavoradas com a possível regressão ao estado de submissão. Daí serem extremamente ansiosas.

Teoria 5 - Machista ) Mulher não sabe esperar! Ponto! Já conhece um cara e quer casar! Mal espera receber o salário para torrá-lo em sapatos! Não aguenta 90 minutos de um jogo de futebol! Etc Etc Etc...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Amar Dói, Transar diverte!



Num desses breves períodos de ócio, me cai às mãos uma revista cujo único conteúdo aproveitável era uma dessas crônicas do Arnaldo Jabor. Aproveitável, leia-se, um texto com mais de dois parágrafos. Assunto: amor e sexo.


Muitas pessoas práticas, que não consigo deixar de olhar com certa inveja (ainda que coberta de incredulidade), colocam o amor e o sexo em potes separados, e vivem muito bem com isso. Na verdade, analisando friamente, amor e sexo são coisas tão distintas quanto o dia e a noite, mas para mim, essa distinção ainda é nebulosa.

Amor é alma, sexo é matéria, diz Jabor. Claro, não se pode amar um corpo, assim como não se pode desejar uma idéia. O sexo pode até ser o alívio do amor, mas o amor não alivia nada, às vezes só pesa no coração da gente, da mesma maneira que o cair de um muro de concreto. O sexo tem cheiro, gosto, dimensão e é baseado na finitude. O amor busca a plenitude e é feito de memória.

Mas... o ser humano não funciona com tanta precisão. Às vezes sequer enxergamos as linhas tênues que separam o amor da amizade, do desejo, da simpatia, e até mesmo da carência. Sexo é escolha e amor é sorte. Será mesmo? Para mim está mais pelo contrário. Amor é escolha. Tão difícil, tão trabalhoso, tão sofrido e tão desgastante que não há como entrar em seu caminho sem uma boa dose de decisão. Mas o sexo? É experimento. Tem tanta probabilidade de funcionar ou não como um bilhete de loteria.

Filosofar sobre isso é gasto, eu sei. E certamente por isso, as conclusões são falhas, mesquinhas e sem propósito. Bom mesmo é conjugar os verbos sem procurar suas significações.

Alguém já havia postado aqui no Blog:

- Muito difícil o jogo do amor. Prefiro jogar paciência.

Há quem argumentará: Muito difícil amar. Prefiro transar.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Tamanho é documento?

Muitos se lançaram em busca de uma definição para essa milenar questão filosófica. Eis-me para esclarecer os fatos e quem discorda que atire a primeira pedra.

Desde que Vinícius se desculpou com as feias e afirmou que beleza era fundamental, as mulheres esperam uma vingança à altura. Se beleza é fundamental, tamanho é documento sim. E os pouco dotados que me desculpem...

Aliás, essa história de que tamanho não é documento só pode ter sido inventada e divulgada por algum infeliz pouco privilegiado pela natureza, e o pior é que toda mulher sabe que isso é uma balela, mas nenhuma dá o grito. Amigas, sejamos sinceras com os rapazes, e vamos esclarecer logo isso, para que não haja nenhuma esperança em vão.

Também tem aquela história de não saber usar. Não saber usar é mesmo um problema, mas convenhamos, ninguém nasce sabendo. Se o homem tem potencial, há que se educá-lo. E pronto! Caso solucionável. Mas o problema do tamanho do documento não tem saída. Aliás, tem. Basta seguir a luzinha vermelha da placa "emergência" e cair fora!

Mas... até chegar aos finalmentes, como podemos saber? Não se sai perguntando isso para ninguém, muito menos partindo para o exame assim de cara, não é mesmo? Então, como identificar um moço que passe pela alfândega, sem ter os documentos barrados?

Pode-se seguir algumas receitinhas básicas, mas confesso que não sei a eficácia delas. Vocês vão ter que experiementar e me contar depois. Dizem que homens de mãos e pés pequenos são candidatos a não passarem no teste. Também existe a história do nariz pequeno... A do nariz é ótima, basta olhar na cara do sujeito para tirar as conclusões necessárias. Mas mesmo que essa receita não seja muito segura, ninguém merece homem de mãos pequenas... Sabe aquelas mãos másculas, angulosas, compridas, que seguram sozinhas tudo o que precisa ser segurado? São um bom sinal. Nem macias, nem muito ásperas.  São as mãos ideiais de um homem ideal.

sábado, 12 de setembro de 2009

Sobre príncipes e Sapos


É o seguinte: esse negócio de aceitar as pessoas como elas são é importante, mas no fundo o que as mulheres querem mesmo é um príncipe encantado.

Não estou falando daquele tipo de príncipe atlético, de olhos amendoados, sorriso colgate, rico, bem sucedido, que conquista sua mãe, seu pai e seu cachorro, que mata suas amigas de inveja de você, que sabe se vestir, conversar e te leva para viagens paradisíacas. Perfeição enjoa.

Estou falando do seu namorado, ele mesmo, esse cara que no início você não achava atraente, que só beijou por que estava bêbada, e que aceitou sair depois por que não tinha nada o que fazer e estava meio na fossa por causa de um colega de faculdade que te deu um fora, mas que depois se revelou divertido, inteligente, sexualmente satisfatório, que fez com que você se apaixonasse ao te cobrir de carinhos especiais e atenções, que não tinha grana para te levar num restaurante fino, mas cozinhou um pene incrível para você, tudo bem, o pene ficou horrível, mas vocês se divertiram horrores essa noite, e desde então vocês vivem um romance cheio de amizade e companheirismo, apesar das briguinhas por que ele não suporta seu cachorro nem seu colega de faculdade, ou por que você acha que a mãe dele é uma megera que não vai com sua cara...

O que o torna seu príncipe é o fato dele ser tão apaixonado por você que te deixa zonza, e aquelas atenções e carinhos que você adora, como levar seu chocolate preferido para você, ou escrever no espelho do banheiro com o dedo no vapor: te amo, gatinha, tudo isso faz a diferença não é mesmo?

Só que príncipes viram sapos. Geralmente no segundo ou terceiro ano do namoro. E todos esses carinhos ficam cada vez mais raros. Claro que você valoriza o fato dele jogar buraco com seu avô com toda paciência, ou te emprestar aquela grana salvadora, ou ainda, correr com você para o hospital quando aquela amigdalite te mata de dor, mas não espere mais bilhetinhos apaixonados largados na sua agenda, ou buquês de flores enviados para seu escritório. Não espere mais que ele fique parado no meio da festa vendo você dançar de longe, babando, não espere mais que ele saia correndo quando você telefona, não espere que ele ligue de volta quando você bate o telefone na cara dele, não espere mais que ele delete aquela “vadia” do msn dele como ele prometeu que faria, não espere mais nenhum arroubo romântico do tipo que ele fazia quando estava desesperado para te conquistar...

Por que princesas, só são princesas quando ainda não foram conquistadas.

E príncipes viram sapo. Todos, sem exceção...

(escrevi exceção certo? Bah!)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

ESPECIAL DIA 12: Eles & Eles


Alguns leitores vieram reclamar dos marcadores das postagens, sempre que falo de relacionamentos uso o marcador Eles x elas. Por que eles x elas, e nao também eles x eles ou elas x elas? Então, hoje, no Dia dos Namorados, vou falar um pouquinho sobre eles x eles e elas x elas...


Tive uma educação bem tradicional, católica. Sexo lá em casa não era necessariamente um tabu, falávamos abertamente, mas minha mãe sempre deixou bem claro para as 3 filhas que sexo era coisa para mulheres e homens casados. E que era proibido antes do casamento. Homosexualismo então, nem se tocava no assunto. Se a coisa incomoda, não se fala sobre ela. E fim de papo.


Foi só na faculdade que percebi como as pessoas podem ser diferentes, mas ao mesmo tempo, com toda essa diversidade, compartilharem sonhos e desejos inerentes a todo ser humano. E via diariamente casais gays trocarem olhares apaixonados, caminharem de mãos dadas... Uma vez, numa rodinha de meninas, falávamos sobre os efeitos colaterais das pílulas anti-concepcionais, e uma delas afirmou: graças a deus estou livre disso. Eu fiz o maior discurso pra ela, que pílula era importante, que uma gravidez indesejada era o pior que poderia acontecer a uma mulher, e ela ficou rindo da minha cara. Dias depois fui a sua festa de aniversário e ela me apresentou sua namorada, uma mocinha séria e evangélica...


Meus amigos me mostraram que seus namoros eram tão parecidos com os meus: as brigas, o ciúme, a sedução, a convivência com a família... Tudo tão igual, tão comum, tão normal... Por isso acho que não precisam reclamar de que eu falo da convivência de homens e mulheres. Eu falo de convivência. Eu falo de pessoas...


Claro que alguns casos são um pouco mais difíceis. Um querido amigo me contou como foi difícil revelar para a família sua homosexualidade. Receio bobo o dele, reagiram tranquilamente, na verdade, todo mundo já sabia.


O que quero dizer com isso é que acredito no amor. E que todo amor é importante. Aliás, se houvesse mais amor no mundo, nossa história seria bem diferente...