quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Todo mundo ama os Beatles!
sábado, 8 de agosto de 2009
Psicologia infantil

Eu não sei se os benefícios que Psicologia trouxe para a humanidade compensam a criação de uma geração de crianças sem limite do tipo que se jogam no chão do shopping em pirraças escandalosas por causa de um brinquedo novo que, assim que chegar ao seu armário vai ser esquecido para sempre, que se empanturram de sanduíche do Mc Donald´s por mais que a mãe ou o pai implorem para que comam o brócolis ou que colocam avisos de Do not disturb na porta do quarto enquando sofrem abuso sexual virtual de algum pedófilo na internet.
Pude perceber que essas crianças geralmente são aquelas criadas com toda minunciosa psicologia, são filhos da classe média alta com curso superior, de pais que acham que têm que compensar sua ausência (cheios de culpa) fazendo todas as vontades dos reizinhos da casa. Aliás, compensação, sublimação, são termos da psicologia... Esses pais preferem um bom diálogo às jurássicas palmadas. Colocam os filhos num nível de igualdade, olham nos olhos, falam pausadamente, mesmo que a criança esteja "colocando fogo na casa".
Outro dia, numa reunião da igreja dos meus pais aqui em casa, pude perceber o poder de deseducar da psicologia. Todas as crianças (filhos de psicólogos emocionalmente saudáveis, cristãos e educadíssimos) agiam como se estivessem num playground, na sala da minha casa, de paredes recém pintadas e sofá recém reformado. Eles só não conseguiram quebrar as lâmpadas, por que todo o resto os pestinhas fizerem. Derramaram refrigerante em tudo que era almofada, pisotearam o sofá, arranharam todos os DVDs e por pouco não me quebraram a TV. Incapaz de me conter, dei uns berros e acabei com a farra. Os pais nem tomaram conhecimento, ouvi no máximo um "filhinho, não faz isso..."
No meu tempo, criança tinha seu lugar. Comíamos antes do adultos, silenciosamente, e ai se não mastigássemos a verdura: nada de doce depois! Bastava o pai olhar, nem levantava a voz, nem ameaçava, que já tremíamos de medo e corríamos para os cadernos da escola. Chineladas sempre que aprontávamos. Presente, só no Natal e no aniversário, e mesmo assim era o que o pai podia comprar. O pai não morria de culpa se o filho não tinha o tênis mais caro, ao contrário, ensinava o filho a agradecer pelo que ele tinha e pronto. Íamos à igreja todo domingo de manhã, de boa vontade. Dividíamos um quarto de 3 metros quadrados com 2 irmãos e nem por isso reclamávamos de falta de privacidade (aliás privacidade é algo que parece essencial para uma criança de 7anos, conforme a recente Psicologia). Não ficamos traumatizados ou revoltados por que éramos beliscados sempre que fazíamos alguma arte. Nenhum dos meus amigos se drogou por que o pai trabalhava 20 horas por dia para sustentar a família e não ia à peça de teatro da escola por conta disso.
Não sei como seria criar um filho num mundo como o nosso. Mas com certeza gostaria de criar um filho exatamente como fui criada! Com muito beijo e abraço, esperando com asiedade o Natal chegar para ver se "papai noel" ia mandar aquele brinquedo que esperei o ano todo, sendo obrigada a repetir a "tabuada" toda antes de ter permissão para brincar, levando palmadas nas horas certas, entendendo perfeitamente que a quantidade de desejos realizados não é diretamente proporcional ao carinho e ao amor que um pai tem pelo filho, sabendo que quando meu pai chegava à noite cansado do trabalho, ele nunca estava cansado o bastante para me contar uma história antes de dormir.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Amigos

sexta-feira, 26 de junho de 2009
Bye Micheal...
Era uma festa, e eu olhava com inveja minhas colegas peitudas rodopiando na pista. Eu adorava dançar, mas não sei por que nas festinhas da sexta série, época áurea do hause, encasquetavam de tocar baladinhas! No auge do meu mau humor, ouvi os primeiro acordes daquela canção, aquela, que todo mundo dançava grudadinho, e que dava vontade de gritar a letra quando tocava... Havia uma mão na minha frente, estendida, um convite para dançar...
Eu me levantei, ele colocou a mão na minha cintura. Meu reluzente nike street novinho passeou pela pista, até o meio, onde faiscava um globo espelhado.
Cada um vai se lembrar de um momento, uma música, uma cena chocante ou não, um fato polêmico, coisas que eternizarão o Rei do Pop, o ídolo maior, Micheal Jackson! Mas para mim, foi por causa dele, e foi ao som de I`ll Be There, que eu dancei minha primeira música lenta...
Esse comercial da Pepsi merece ser relembrado...
Adeus Micheal... Descance em paz...
sábado, 20 de junho de 2009
A REDE
Como funcionam as redes de relacionamento? Por mais incrível que possa parecer, atravéz da honestidade. Essa palavra, que parece não ter muita importância hoje em dia, transformou-se em algo tão raro que é trocada a peso de ouro. Ser honesto é o primeiro caminho para criar uma rede de relacionamentos confiável. Por quê? Por que se você não for honesto, se não for confiável, se as pessoas de sua rede não estiverem totalmente seguras de que você não vai falhar com elas quando precisarem, você está fora. Fora. Sem discussão. E é um preço muito alto a pagar por algumas mentirinhas sem sentido, por desculpas esfarrapadas, por uma conta de restaurante mal dividida, ou por uns trocados emprestados e não pagos. Um grande executivo me disse uma vez que tinha dois bons funcionários, e que acreditava no potencial de ambos. Dois caras com a mesma formação, os talentos parecidos e competência quase idêntica. Quando surgiu a oportunidade de uma promoção, o executivo acabou privilegiando o que era menos chegado a ele, e o outro, obviamente magoado, pediu satisfações. O executivo acabou dando uma desculpa técnica, mas para mim, numa festinha informal, confessou: "O cara tem um caso com a vizinha. Se ele é capaz de fazer uma cretinice dessa com a própria esposa, como vou confiar nele para uma tarefa tão importante?" Imagino que o rapaz em questão jamais imaginou que seus pulinhos no casamento fossem lhe custar uma posição importante na empresa.
As pessoas pensam que ter uma rede segura e proveitosa é trocar favores, mas não é. Numa rede de relacionamentos os favores são consequências apenas. O principal é fazer suas qualidades se sobressaírem, para que mesmo seus inimigos possam reconhecê-las.
Pessoas carismáticas e populares geralmente têm excelentes redes de relacionamento. Mas o que faz desses pessoas carismáticas? Penso que é um talento natural... Mas um talento perfeitamente cultivável. Sabe quando, na escola ou na faculdade, a gente perde um trabalho e um amigo gentil coloca nosso nome no grupo dele? No meu tempo, todo mundo ficava puto com os colegas que não faziam os trabalhos e pediam para colocar o nome... Eu nunca realmente me importei com isso. Eu fazia os trabalhos e ainda colocava o nome dos meus colegas. Aprendia mais que eles e eles ainda ficavam eternamente gratos comigo. A máxima "te devo uma, colega". E dever para alguém da rede é sério. Uma pequena atitude carismática com alguém hoje pode lhe salvar a vida amanhã. Nunca duvide de um membro da rede.
Se você falhou em algo com alguém, um colega de trabalho, amigo, namorado, familiar, corra atrás. Não é a manutenção do relacionamento que importa, mas sim, da rede. Uma amiga minha conseguiu uma vaga num curso que ela queria muito, graças a um ex namorado. O namoro acabou, mas de forma respeitosa, que pudesse ser mantida uma amizade. É a forma correta como os relacionamentos devem terminar. Você perde o amigo, o parceiro, mas não o membro da rede que pode lhe conceder algum benefício em algum momento da sua vida.
Isso pode parecer um joguinho barato de interesses. É e não é. Afinal, a rede de relacionamentos não pode ser mantida com sentimentos falsos. Ninguém consegue fingir tão bem que alguém não perceba. E você não precisa gostar de todo mundo com quem se relaciona. Porém, se não gostar, não finja que gosta. As pessoas não precisam se gostarem para se envolverem numa rede de relacionamento. Elas só precisam confiar umas nas outras e reconhecerem suas boas qualidades.
Algumas dicas para manter uma boa rede de relacionamentos:
1) Nunca, jamais descarte um contato. Ao conhecer alguém novo, guarde o nome da pessoa, o que ela faz e o que vocês têm em comum. Estimule oportunidades de se encontrarem novamente.
2) Use e abuse da net. Orkut, MSN, email, o meio virtual serve para conectar pessoas. Como é maravilhoso ter contatos em lugares do mundo que você nunca pisou. E são valiosíssimos.
3) Não "pise na bola". Se você "pisar na bola" com um contato, os outros tomarão conhecimento disso. Se pisou, tente se reabilitar. Mas jamais deixe que sua reputação seja manchada. "Enrolados" são os menos aceitos em redes de relacionamento. Se você falou que ia, vá. Nunca assuma um compromisso que não pretende cumprir.
4) Seja honesto. Ho-nes-to. Ter fama de pessoa honesta, fiel, leal, é mais importante que ser o queridinho.
5) Descarte as mentiras. Mesmo aquelas ditas sem maldade, só pra agradar. Mentir é o jeito mais fácil de se isolar.
6) Compareça. Se existe algo que você possa fazer por alguém, faça. Um pequeno favor funciona como uma quantia depositada num banco. E a longo prazo rende ótimos juros.
7) Entenda que uma palavra negativa têm muito mais peso que uma positiva. Por isso, use o bom senso: tempere seu "realismo" com uma boa dose de "otimismo".
8) Mantenha contato. Com a vida corrida, mandar um telegrama, um cartão, uma lembrancinha de agradecimento, flores não é puxa saquismo. É fazer-se lembrado. Então, não perca a chance de prestigiar as pessoas quando elas se casam, fazem aniversário, são promovidas ou conquistam algo.
9) Descarte a inveja. Se seu amigo subir na vida, a chance dele te levar junto é maior. Então, quanto mais pessoas vencem do seu lado, com mais empurrõezinhos você conta.
10) Seja feliz. Ninguém quer se relacionar com pessoas insatisfeitas e negativas. A aparência do sucesso às vezes é mais importante que o sucesso em si.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Sobre Meninas e Homens
É de Ernest Hamingway a célebre frase em que se avaliza as relações amorosas entre mulheres mais velhas e homens muito jovens: mulheres com passado e homens com futuro fazem o par ideal. Na verdade, na sua época Hamingway causou certa polêmica, pois em meados do século XX, tal comportamento não era usual, até mesmo sendo visto com preconceito...Também Balzac celebrou a preferência por mulheres maduras, dizendo que não se deve confiar em ninguém que tenha menos de 30. Confiar aqui tem mais o sentido de confiar a, delegar, depositar. Ele jamais depositaria suas esperanças numa moça de 20.
Hoje está tudo liberado, e a sociedade aceita, até mesmo aplaude Suzanas Vieira da vida, que tornam uma ridícula comédia seus arroubos irrefreados com rapazes com idade para serem seus filhos. Por exemplo, interessou mais o fato de que o jovem (22) namoradinho da Madonna é brasileiro do que sua diferença de idade com a mega estrela.
Bem, eu posso falar que o amor não é um cálculo. Não se sai por aí escolhendo a dedo, embora devêssemos, por quem vamos nos apaixonar. E uma vez apaixonados, qualquer romance tem chance de ser feliz ou infeliz, seja qual for a idade dos envolvidos, sua posição social, religião ou raça. Até penso que a diferença atrai, fascina e promove riqueza de experiências.
Já o fetiche dos coroas por garotas jovens que não só sempre foi aceito, como celebrado em verso e prosa (cujo exemplo de ótima prosa é o clássico Lolita de Vladimir Nabokov), tem sido visto hoje em dia com um ligeiro nariz torcido pela sociedade. Claro, pois numa época de sexo livre, em que as moças podem sair, namorar, escolher e experimentar, parece irracional que se envolvam com coroas, já que os rapazes da sua idade estão acessíveis e disponíveis. Outra razão é o culto à juventude eterna e da plenitude, que torna incompreensível a possível preferência das meninas por homens mais velhos. Mas permanece, seja pela busca por proteção, estabilidade financeira, o fenômeno psicológico do complexo de Electra, ou ainda, a necessidade de também exibir um troféu. Não sei... Só acho que se as meninas esperam encontrar mais maturidade nesses senhores, sinto decepcioná-las... Quase estou a ponto de crer que um homem nunca deixa de ser um adolescente, de uma forma ou de outra, e o fato de fazerem questão de exibirem suas conquistas juvenis é mais uma prova disso.
Outra prova é um exemplo real, que aconteceu sob minhas vistas: outro dia, numa agradável recepção com amigos, me apresentaram um casal muito atraente. Ele, um alto empresário bem sucedido, vestindo um terno poderoso, cabelos grisalhos e bronzeado das praias de Ibiza, ela, uma moça miúda, de longos cabelos dourados, a carinha de criança reforçada pelas várias sardas na pele branca do rosto, que ela não conseguiu disfarçar nem com todo o excesso de maquiagem que passou.
Conversa vai, conversa vem, fico sabendo que ele tinha 45 e ela 19. Achei engraçadinho que o amor fosse tão abrangente, mas ao longo do papo, percebi que a menina não falava muito, ficava só observando com os olhinhos vivos, que iam do namorado para mim, como se tentasse entrar na conversa de alguma forma. Com pena dela, comecei a falar de filmes, uma vez que a menina era estudante de cinema, e então ela se pôs a falar com muita propriedade do assunto, aliviada e feliz de poder mostrar que não era só um rostinho bonito. Eu estava quase orgulhosa dela, quando o namorado bonitão de meia idade comentou:
- Não entendo como alguém pode estudar Cinema! Que coisa mais fútil!
A moça ficou vermelha, e acho que se não fosse todo seu esforço para parecer senhora de si, teria chorado ali mesmo na nossa frente. E ele disse isso com um ar de superioridade tão pedante, enquanto acariciava os cabelos dela... Fiquei realmente revoltada, e quis responder à altura. Mas pensei que em briga de marido e mulher não se mete a colher, e se ela se sujeitava a sair com o próprio Poderoso Chefão, então merecia o tratamento...
terça-feira, 17 de março de 2009
Minha amiga cinquentona
Se você achou que eu ia louvar a Madonna de novo, enganou-se!Há outra cinquentona que é um barato, e já foi adorada por mim, se ainda não é: Senhoras e senhores, Miss Barbie!
Não sei que tipo de menina você foi. Eu fui o tipo que mesmo sendo moleca e brincando perigosamente (haja vista meu joelho cheio de “marcas da infância), eu tinha meus momentos de “menininha”. Era quando eu brincava horas com minhas Barbies. Sim eu tinha mais de uma, apesar de na minha época ser um brinquedo caro. E tinha milhões de roupinhas, sapatos, bolsas, casacos, vestidos de festa...
Minha primeira Barbie foi típica: loira, olhos azuis, vestida (oh ironia!) de Noiva. Como eu me lembro daquele Natal, em que desembrulhei minha número um! Era simplesmente deslumbrante, naquele vestido branco cheio de fru frus, anel de brilhante e colar! Ela vinha com uma escova de cabelos e um vidro de perfume! Eu havia pedido muito aquela boneca, e como minhas amigas todas ganharam Barbies naquele ano, era uma festa quando a gente se juntava para brincar.
E que aventuras fantásticas a gente vivia com nossas Barbies! Todas tinham uma vida completa: profissão, um guarda roupas invejável, namorado (antes de ter o Ken a gente se virava com o Fofão, gente, coitada da minha Barbie namorar o Fofão, lembram do boato de que tinha uma faca dentro dele?...)... Elas faziam viagens incríveis, davam festas memoráveis, às vezes brigavam, mas sempre lindas, loiras, magras, altas, pernas longas, e usando um scapin de salto agulha!
Brinquedos politicamente corretos não eram moda nos anos 80 e 90, quando eu era criança, muito menos quando a Barbie foi criada. Deliberadamente incorreta, a Barbie sempre foi símbolo da valorização do padrão de beleza e estilo de vida americano. Mas com muito glamour, conquistou gerações de meninas de todo o mundo! Que mulher não quer ter um mundo cor de rosa como o da Barbie?
Hoje a Barbie é mais política: bonecas morenas, orientais, negras convivem felizes com as clássicas loiras. E até ganharam versões inspiradas em grandes mulheres, como a presidente alemã, considerada um modelo universal de mulher a ser seguido por sua liderança política.
Quanto a mim, brinquei de Barbie até outro dia! Inesquecível uma vez em que espalhamos no quintal da casa de uma amiga nossos apetrechos: sala da Barbie, quarto da Barbie, Barzinho da Barbie, roupas e panos da Barbie e a campainha tocou... Era o namorado da amiga, vindo visitá-la... que correria arrumamos para guardar os brinquedos antes que ele visse...
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Aqui se faz aqui se paga
Adorei esse mico, parece que ta fazendo aula de axé...domingo, 25 de janeiro de 2009
Pessoa Especial

Um dia fomos levadas, minha irmã mais velha e eu, para a casa da minha avó, pois a mamãe ia para o hospital "ganhar o neném". Estávamos ansiosas e perguntávamos todo o tempo pela mamãe e pelo neném.
Há 25 anos o exame de ultrasson não era tão popular nem tão sofisticado como hoje, de forma que não era feito obrigatoriamente no acompanhamento pré natal, então minha mãe nem chegou a fazer, por que a gravidez foi tranquila e muito saudável. Esperávamos que fosse um menino dessa vez.
Mas, dois dias depois, quando minha mãe chegou em casa sem o bebê, ficamos decepcionados: era outra menina e o bebê não viria logo, pois nascera "doente" e precisaria ser operado para melhorar. Choramos muito, e naquela confusão, ninguém se lembrou de explicar muito bem para minha irmã e eu o que estava acontecendo.
Quando finalmente conheci minha nova irmãzinha, achei que ela não parecia nada doente. Era um bebê lindo, rosado, cabelos pretos abundantes e olhos grandes e escuros, com cílios compridos e negros. Queríamos tocá-la todo o tempo e minha mãe jamais baixava a guarda, com medo que pudéssemos machucá-la. Apesar de ter perdido meu posto de caçulinha da casa, não me lembro de sentir ciúme, ou hostilizá-la, o que seria uma atitude normal. Eu sabia que ela era especial, e isso dava-lhe licença de tirar meu colinho.
Com o tempo descobrimos que a "doença" era um problema de formação conhecido como síndrome da espinha bífida, ou seja, uma parte da espinha dorsal não se completa, deixando os nervos da coluna expostos a lesões durante a gestação. Isso causou em minha irmã paraplesia nas pernas e lesões no aparelho urinário.
A infância dela foi marcada por cirurgias, fisioterapia, aparelhos ortopédicos. Aquilo se tornou natural em nossa família. Convivendo com uma pessoa com necessidades especiais, nunca achei extraordinário ver alguém de muletas, cadeirante, ou se locomovendo de forma diferente. Era normal para mim existirem pessoas diferentes no mundo.
Mas não é para a maioria das pessoas, que mal conseguem evitar aquele desagradável olhar compassivo, como se estivessem diante de um terrível sofrimento, ou de uma aberração. Esse olhar me irrita profundamente, mais até que o preconceito, pois o preconceito muitas vezes é resultado da ignorância, enquanto esse olhar é movido pela pena.
Não conheço um sentimento mais inadequado para se ter em relação à minha irmã do que pena. Ela é linda, saudável, inteligente. Personalidade forte, às vezes muito mau humorada, brava, excepcionalmente sensível e perceptiva, exageradamente preocupada com o próximo. E é a pessoa mais valente e forte que eu conheço. É por isso que sou tão intolerante com pessoas apáticas, que acham dificuldade em tudo, que não vão à luta, que se deprimem por coisas bobas, mesmo podendo caminhar normalmente, correr e trabalhar sem mais difculdades. Pessoas que jamais passaram por uma cirurgia dolorosa (ela já fez tantas que já perdi a conta). Sobretudo me irritam as pessoas que preferem ser vítimas e gostam de ser o alvo do intolerável olhar compassivo.
Outra coisa que me aborrece é ver o mundo tão pouco adequado para as pessoas com necessidades especiais. Fico puta quando um local público não tem rampa de acesso à cadeirantes, bebedouros mais baixos, orelhões, sinalização. Ainda bem que a conscientização está crescendo, e já existem leis a esse respeito. Mas vejo bares, boates, restaurantes sem adequação e acho um absurdo. São lugares que faço questão de não frequentar, por que desmonstram o desrespeito pelo ser humano.
Acho que a experiência da convivência com minha irmã me deu lições impagáveis, de superação, de amor, de fé e de força. Não é fácil, mas quem disse que as coisas fáceis são as melhores? E citando Dom Helder Câmara, numa frase que eu gosto muito:
Nada de ideais ao alcance da mão. Gosto de pássaros que se enamoram das estrelas e caem de cansaço em busca da luz.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Geração Y

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Salvem Britney Spears

Como faço todas as manhãs, fui ler hoje a Folha Online, bem no espírito natalino, e de todas as reportagens, a despeito da crise mundial, das desgraças causadas por enchentes e tudo o mais, o que mais me chamou atenção foi a reportagem sobre o Pai da Britney Spears. Aqui o link da reportagem.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Fissura em ídolo: só a gente entende...
Existem determinantes para nossa personalidade e caráter.E eles acontecem bem cedo, quando ainda somos crianças. São fatos que podem até ser considerados corriqueiros, ou grandes traumas, uma frase dita no momento certo, um beijo, um carinho, um tapa, um presente.
Eu era uma menina meiga, romântica, que brincava de barbies e sonhava com as princesas da Disney... Até que um belo dia caiu em minhas mãos um disco (eu sou da época do Long Play, claro) de capa azul, com o perfil de uma loira incrível...
Nem sei a quem pertencia o tal disco, coloquei na vitrola para tocar... Já na primeira faixa me identifiquei. Os acordes eram divertidos e a voz da loira não era lá tão elaborada, mas eu também não tinha nem idade nem cultura para ser tão exigente...
Só sei que comecei a dançar, a dançar, a dançar... e dancei até o disco acabar. Dias depois, eis que a loira aparece na sessão da tarde, numa reprise arrebatadora: Procura-se Susan Desesperadamente, produção de 1985, que também não é um grande filme, mas foi um sucesso de bilheteria.
O disco era True Blue, de 1986, terceiro álbum de Madonna.
Dona de um pique insuperável, em forma como ninguém, administra a carreira mais bem sucedida da história, como artista, escreve, dirige, produz, isso tudo sendo mãe de três!!! Não é só por que suas músicas surpreendem, com letras fortes, questionadoras e melodias deliciosamente dançantes. Madonna é o que toda mulher gostaria de ser: livre, desejada e poderosa!
Para saber mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/Madonna
http://www.madonna.com/
http://www.stickyandsweet.com.br/
http://www.madonnaonline.com.br/
