Cozinha planejada
Todo mundo sabe que investir num projeto de ambiente para deixar a casa ou o trabalho bonitos e funcionais só traz benefícios. Além de proporcionar bem estar e qualidade na convivência, ambientes projetados são mais produtivos.
Móveis planejados são mais acessíveis e hoje em dia se pode contar com empresas que fornecem produtos de boa qualidade. Porém, investir em móveis personalizados ainda é a melhor proposta para quem deseja aproveitar cada pequeno espaço em seu ambiente, além da maior gama de opções em materiais, acabamentos e ferragens. O custo ainda é maior, uma vez que cada móvel e montagem são únicos. O projeto de ambientes ainda tem a vantagem de corrigir pequenos contratempos da arquitetura, como vigas aparentes, pilares, desníveis e aproveitamento de nichos e "espaços mortos".
Se você deseja e pode contratar uma marcenaria personalizada para instalar seus móveis e executar seu projeto de ambiente, tenha em mente que o sucesso do seu investimento depente dos profissionais contatados para realizá-los. Comece contratando um designer que vai respeitar suas necessidades inclusive de custo. O designer é o profissional que vai avaliar seu espaço, suas preferências de estilo e sua capacidade de investir, e vai elaborar o projeto especialmente para atender a essas necessidades. Depois, a escolha do profissional que irá executar o projeto deve ser criteriosa, mas geralmente quando o projeto é bem elaborado e orientado, um bom marceneiro será capaz de realizá-lo sem maiores problemas.
Para exemplificar a complexidade de um projeto de ambientes, o que vejo de bem complicado é a execução de móveis para Home Theather, devido à necessidade de coordenar o projeto com a aquisição de aparelhos eletrônicos que estão cada vez mais sofisticados. O ideal é que a elaboração do projeto tenha a participação do profissional que vai executar a automação do Home. É preciso prever passagem e acesso de uma infinidade de cabos e fios, e é preciso que nada disso fique aparente. É preciso também personalizar a medida do móvel e seu lay out para cada aparelho, e também é necessário que o móvel não interfira em seu funcionamento. Até a cor de um móvel pode interferir na otimidade do Home, pois na interface com aparelhos que produzam imagem, pode prejudicar a perfeição e pureza da mesma.
Em minha experiência observo que os mínimos detalhes são justamente os pontos problemáticos depois. Uma simples caixa de eletricidade mal alocada pode gerar um grande transtorno na instalação de um móvel, e é aí que o designer entra para trazer a solução.
Outra opção é contratar uma empresa que já possua profissionais que dêem assistência ao projeto, como a empresa em que trabalho, a Hermes Ebanesteria. O projeto é avaliado em seus mínimos detalhes antes da execução, pontos críticos são corrigidos e soluções são apresentadas ao cliente a ao profissional que elaborou o projeto. Designers (como eu, rsrsrs), especializados em projetos de marcenaria, apresentam soluções técnicas e supervisão da montagem, além de cuidarem para que o acabamento final seja excelente.
Algumas pessoas acreditam que o custo desse serviço é alto, mas se avaliarmos os benefícios, é um investimento em qualidade de vida e otimização de espaços que vale muito a pena para o cliente e os profissionais envolvidos.
Mostrando postagens com marcador design. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador design. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Do Perímetro da Elipse e outros Demônios...
Um dia pensei que seria designer, e que passaria o dia criando coisas maravilhosas que saltariam da minha imaginação, e que isso me daria tanto prazer que quando eu visse a minha obra acabada, verteria lágrimas emocionadas...
A beleza da situação me seduzia de tal forma, que eu nem pensava nas pedras do caminho, tal como a minha imaginação ser um pouco rebelde e se recusar a criar coisas maravilhosas o tempo todo, mesmo com todas as metodologias de criação aprendidas impecavelmente (pelo menos na teoria), o uso indiscriminado de brainstorms incessantes, e a consciência de que nada se cria, tudo se meio que copia, meio que se altera, meio que se ajusta aqui e ali...
Até com uma imaginação rebelde e num certo ponto (depois de 6 anos de labuta na minha profissão, mais os 5 anos de labuta na faculdade e em estágios-escravos) exaurida, eu poderia lidar... O que eu não consigo é descobrir que a minha imaginação é rebelde a ponto de desconsiderar física, a matemática, a teoria da relatividade etc.
Você acha que Designer é um ser criador e cheio de vislumbres de produtos fantáticos, que dançam da sua mente para o papel como uma passe de mágica... não tem passe de mágica! Quando você está nos finalmentes do projeto, descobre que o perímetro da elipse sempre tem uma certa margem de erro, e que se a tal elipse for em metal você tem que tirar a diferença numa solda assim e assado, depois inventar uma forma de alguém conseguir dar um acabamento perfeito nessa solda que quando sofre uma tensão cria um ponto frágil na sua elipse, e aí seu produto tem um ponto frágil que pode culminar num processo nas costas do seu cliente porque o consumidor final comprou, não soube usar e quebrou bem na solda, e acionou o Procon, pois a quebra do produto quase matou o cachorro dele, e daí quando você já visualizou todo esse festival de horrores você se decide pôr um círculo no lugar da elipse, o que vai alterar todo o conceito formal e estético do seu produto, conceito esse que você ficou uma semana inteira elaborando com base em pesquisas detalhadíssimas, forçando todos os seus conhecimentos em estatística cuja professora era a Marta Fenelon na faculdade, então você lembra do Jabor que te ensinava geometria descritiva mas que nunca mencionou o margem de erro que todos os astrofísicos conhecem no perímetro da elipse... e você quer matar a Marta, o Jabor, os astrofísicos, mas no fundo a culpa é sua, por que no dia que eles deram umas dicas mais básicas de todo esse processo você matou aula e foi beber na pracinha da PUC...
Ossos do ofício!!!
A beleza da situação me seduzia de tal forma, que eu nem pensava nas pedras do caminho, tal como a minha imaginação ser um pouco rebelde e se recusar a criar coisas maravilhosas o tempo todo, mesmo com todas as metodologias de criação aprendidas impecavelmente (pelo menos na teoria), o uso indiscriminado de brainstorms incessantes, e a consciência de que nada se cria, tudo se meio que copia, meio que se altera, meio que se ajusta aqui e ali...
Até com uma imaginação rebelde e num certo ponto (depois de 6 anos de labuta na minha profissão, mais os 5 anos de labuta na faculdade e em estágios-escravos) exaurida, eu poderia lidar... O que eu não consigo é descobrir que a minha imaginação é rebelde a ponto de desconsiderar física, a matemática, a teoria da relatividade etc.
Você acha que Designer é um ser criador e cheio de vislumbres de produtos fantáticos, que dançam da sua mente para o papel como uma passe de mágica... não tem passe de mágica! Quando você está nos finalmentes do projeto, descobre que o perímetro da elipse sempre tem uma certa margem de erro, e que se a tal elipse for em metal você tem que tirar a diferença numa solda assim e assado, depois inventar uma forma de alguém conseguir dar um acabamento perfeito nessa solda que quando sofre uma tensão cria um ponto frágil na sua elipse, e aí seu produto tem um ponto frágil que pode culminar num processo nas costas do seu cliente porque o consumidor final comprou, não soube usar e quebrou bem na solda, e acionou o Procon, pois a quebra do produto quase matou o cachorro dele, e daí quando você já visualizou todo esse festival de horrores você se decide pôr um círculo no lugar da elipse, o que vai alterar todo o conceito formal e estético do seu produto, conceito esse que você ficou uma semana inteira elaborando com base em pesquisas detalhadíssimas, forçando todos os seus conhecimentos em estatística cuja professora era a Marta Fenelon na faculdade, então você lembra do Jabor que te ensinava geometria descritiva mas que nunca mencionou o margem de erro que todos os astrofísicos conhecem no perímetro da elipse... e você quer matar a Marta, o Jabor, os astrofísicos, mas no fundo a culpa é sua, por que no dia que eles deram umas dicas mais básicas de todo esse processo você matou aula e foi beber na pracinha da PUC...
Ossos do ofício!!!
sábado, 30 de maio de 2009
Eternal sunshine...para uma mente articulada!

Um amigo meu que concorre heroicamente para uma vaga do mestrado da UEMG, Mestrado em Design (o máximo, né?), vem me dizendo sobre a importância de ser "articulada" no meio acadêmico.
"Articulada", segundo sua definição é "alguém que escreve artigos". rsrsrs
Então, como a revista da UEMG está recebendo artigos para publicar, pensei em escrever algo, e até resolvi ler uns artigos da Adélia Borges, da Gazeta Mercantil, para me inspirar, por que acho que ninguém escreve sobre design de uma forma tão jornalística como ela, clara, objetiva e inteligível por qualquer leitor. Eu descobri que gostaria de ter escrito aqueles artigos da Adélia Borges...
Quando eu estava nos primeiros períodos da faculdade, fui assistir a uma palestra da Adélia, ao fim da qual ela respondeu a perguntas dos alunos... Lembro de ter levantado o braço e perguntado, e ela disse: "essa é uma boa pergunta por que..." e falou longos minutos sobre minha dúvida... Qual era não importa, o que importa é que naquela época eu tinha lampejos de criatividade e sabia tocar em questões realmente relevantes... Hoje sentei para pensar em algo para o tal artigo, pois também sinto necessidade de ser articulada, e não saiu nada, exceto esse desabafo para o blog...
Então eis que surge a questão da criatividade. Fui ao salão onde passei horas fazendo luzes e quando já estava para ficar louca, achei numa revista Superinteressante no meio de todas aquelas Caras, uma reportagem sobre a criatividade! Fiquei fascinada ao ler que a criatividade não é um espírito santo baixando na pessoa, mas sim o resultado de uma malhação cerebral, de um exercício diário, de um treinamento que fazemos com o cérebro desde a infância. Todas as respostas para todos os nossos problemas, e para todos os problemas do mundo, estão dentro da nossa cachola, em algum lugar, o desafio é organizar aquelas informações, fazer links e associações que nos permita uma solução para o problema. E esse link surge justamente quando estamos "desligados" daquele problema. Podemos ficar horas pensando num jeito de resolver uma questão, mas quando a deixamos de lado e vamos tomar um café, ver um filme ou tomar um banho, é que a solução nos aparece, prontinha, como se o cérebro tivesse "acordado" de um sono! Aposto que isso já aconteceu a você, comigo também sempre acontece!
Decidi que vou escrever um artigo sobre isso para a tal revista, pois a criatividade é a questão mais sofrida que o designer enfrenta. Já imaginaram o desespero de ter que ser criativo e imaginativo pelo resto da vida? É uma grande responsabilidade, que outros profissionais, embora necessitem ser criativos em qualquer área, não sofrem por pressão. O Administrador pode ser criativo, pode não ser, melhor que o seja, mas não é uma característica fundamental para sua atuação. O designer deve ser sempre criativo, e quanto mais souber sobre ativar sua criatividade, melhor! Principalmente quando ele descobre que a Criatividade não é um botão de on/off e sim um aprendizado ao alcance de todos!
Bom, depois que eu escrever, posto aqui o artigo, mesmo se ele não for selecionado para a revista!
terça-feira, 31 de março de 2009
Desi... o quê?
Ser Designer, ó, difícil caminhar por estradas tortuosas...Fui procurar atendimento em um hospital e mais uma vez senti na pele a dura verdade sobre minha profissão...(Não somos reconhecidos... Não somos valorizados... Nem entre os próprios designers existe um consenso sobre o que compreendem nossas atividades... E o que elas valem... ) Já na recepção, pronta para fazer a ficha, a atendente me pergunta: Profissão?
Designer, respondo.
Desi o quê?
Aiiiii...
“D” de dado “E” de escola...
Sempre tenho que soletrar.
A atendente fica com aquela cara de “ai que saco, deve ser vendedora e vem com esse papo de que é designer, só pra falar bonito...”
Mais comum que a falta de conhecimento geral, são as piadas que os designers fazem a respeito de si mesmos...
Na minha colação de grau, convidamos um Phd para nos homenagear e ele falou um pouco sobre a atividade de design, no nosso caso, Design de Produto. Dijon de Morais usou uma analogia simples sobre a sua busca pela chupeta perfeita, quando a esposa dele ficou grávida. A mulher estava empolgada com os preparativos e não deixava ele se intrometer em nada, ele então resolveu comprar uma chupeta para o bebê, já que parecia o único item que a esposa estava esquecendo.
E como na época ele vivia na Europa, ele passou a observar as chupetas em cada país que visitava. Era o primeiro filho dele, ele estava emocionado, e obviamente, queria a melhor chupeta do mundo para a criança. Como é de se esperar, ele encontrou inúmeras chupetas: antômicas, com materiais inovadores que não deformam e não se rasgam, com materiais resistentes a microorganismos, coloridas, em forma de bichinhos, com assessórios acoplados, com cheiro de moranguinho, sem cheiro, com furos especiais para evitar que o bebê se engasgue, com formato especial para evitar a deformação dos dentes do bebê, baratas e caras, enfim, um único produto com tantas variáveis que ele demorou meses para encontrar a que aglutinava todas as características que ele julgava importantes para a segurança e conforto de seu bebê.
Toda a platéia ficou impressionada com o discurso do professor. Ninguém imaginava que uma chupeta (um produto aparentemente simples e comum), teria tantas implicações, imaginem então uma geladeira, uma luminária, um equipamento médico, um carro, um avião...E só estamos falando de design de produto, ainda nem citamos as outras disciplinas do design, como de ambiente, gráfico...
Pior de tudo foi quando meu pai, após o discurso, veio me falar todo emocionado (depois de cinco anos convivendo com uma entusiasmada estudante de design): Nossa minha filha, finalmente entendi sua profissão!
Afeeee!
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Banco Float Curvo

As pessoas ficam me cobrando textos sobre Design, já que é a minha fomação e profissão. Calma meus anjos, está por vir um blog especialmente para falar de Design, com o auxílio luxuoso de um grande talento... Mas por hora, vai uma previazinha...
Esse banco está no Morumbi Shopping, o projeto é de Fabrício Costa e Daniela Garcia, foi executado pela Hermes Enabanesteria em Lâmina de Madeira e estruturado em metalon internamente.
A mim coube executar o gerenciamento do projeto e da produção.
A Hermes Ebanesteria é uma empresa fabricante de Móveis especiais, com grande know how em móveis de madeira maciça. Os produtos são de design exclusivo e podem ser encontrados num show room super elegante na Rua do Ouro, 136, Bairro Serra.
A Hermes também executa projetos personalizados de marcenaria e restauro além de dominar as mais sofisticadas técnicas de acabamentos como pinturas PU e Laminação em Ouro.
A política da empresa é sempre fornecer produtos de qualidade, que demonstram profundo respeito e amor pela matéria prima, assim como responsabilidade social, de empregar apenas madeiras de manejo, certificadas pelo Ibama.
Assinar:
Postagens (Atom)

