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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Seleções Abertas: Procuram-se pessoas especiais



Procuram-se pessoas especiais. Que tenham o riso fácil, o olhar franco e que apreciem conversas muito longas. Desejável que gostem de falar de tudo um pouco, de política a futilidades. Mas que gostem de falar, sobretudo, de futilidades. Por exemplo, de como passaram um dia feliz à beira de um lago, soltando pipa num parque ou tomando sorvete com seus filhos. E que gostem de livros. Não é necessário que tenham lido todos os grandes livros. Mas que apreciem o cheiro de papel impresso e de conhecimento que eles exalam.

Diplomas são desnecessários. Desde que as pessoas sejam graduadas na vida. Que tenham alguma história para contar, de sucesso ou de fracasso. Que tenham amado pelo menos uma vez, e quando não, que tenham desejado amar. Precisa-se também de pessoas que tenham chorado ao menos uma vez, que tenham sofrido perdas, as menores já são suficientes. Pessoas que tenham sido forjadas na dor e na alegria e que sejam simplesmente humanas. Pessoas que apreciem os prazeres simples, mas pelo menos um sofisticado (champanhe serve).

Precisa-se de pessoas curiosas, que não se contentam com “nãos”, “talvezes” e respostas prontas. Pessoas que tentam mesmo quando pareça impossível, mas que tenham coragem de desistir de casos perdidos. Precisa-se, sobretudo, de pessoas corajosas. Que tenham perdido medos gastos como medo do escuro, medo de amar, medo de ficar sozinho, medo de morrer e o medo de mudar.

Precisa-se de pessoas que gostem de crianças, de cachorros e de banhos de mar. E de pessoas que gostem de abraçar e de refeições com amigos, dessas que duram horas e horas regadas a vinhos, azeite de oliva e conversas e risos. Precisa-se de pessoas com mãos generosas, ouvidos atentos e corações povoáveis.

Contratam-se, com urgência, mães que perdem a noite de sono preocupadas com os filhos, pais que gostem de acalentar e contar histórias, filhos que cuidam dos pais velhinhos. E, também, irmãos que protegem, irmãs que trocam maquiagem e brincam juntas de boneca. Procuram-se amigas que elogiam as outras e são capazes de dar bronca quando necessário. Procuram-se amigos que se oferecem para ficar sem beber para conduzir os outros para casa. Procuram-se namorados que dão flores e paqueras que ligam no dia seguinte. Procuram-se esposas que não criticam e não discutem na frente das visitas. Procuram-se pessoas lentas em julgar, rápidas em perdoar e dar o primeiro passo.

Procuram-se pessoas legais. Que não pensem que são melhores que os outros. Que estejam dispostas a superar preconceitos, mágoas, violência e que querem plantar um girassol na janela.

Procuram-se pessoas especiais para povoar o mundo. Com urgência. Com benefícios.

domingo, 4 de julho de 2010

Jogadores x Marias-chuteiras

Estamos em plena Copa do Mundo, e mais um escândalo envolvendo jogador de futebol pipoca na imprensa, fazendo pertinente trazer à baila um assunto já gasto: marias chuteiras x jogadores de futebol famosos.

Bruno, goleiro do Flamengo, está agora na mira de investigações pelo sumiço de uma amante, com quem ele supostamente teve um filho. O jogador já foi acusado de agressão à moça, para forçá-la a fezer um aborto. Sumida há vários dias, foi vista pela última vez na casa de campo do jogador, e denúncias anônimas dizem que uma mulher foi espancada até a morte no sitio de Bruno.

Romances entre jogadores de futebol e belas mulheres sempre acabam em disputas judiciais, escândalos e confusão. A história é clássica: o moço fica famoso e rico do dia pra noite e logo já está desfilando com alguma "modelo" em seu carrão importado. Elas procuram vida fácil, fama, dinheiro. Eles procuram sexo e notoriedade, desfilando com um pequeno troféu ao qual não tinham acesso quando eram "ninguéns".  É claro que o enriquecimento repentino e a origem humilde da maioria dos jogadores prejudica o seu amadurecimento como seres humanos. É fácil encontar jogadores de futebol em noitadas e baladas regadas à whisky e cigarro (quando não, drogas), quando se imagina que um atleta deva levar uma vida saudável, de alimentação balanceada, treino e descanso.

Estamos presenciando também o conto de fadas de Alexandre Pato e Esthefanie Britto acabar em pesadelo. Jovens, famosos, bonitos e apaixonados, eles fizerem do seu casamento uma badalada festa no Copacabana Palace, e agora estão encarando uma separação litigiosa. Suposto motivo: a vida pregressa do jogador em companhia de Ronaldinho Gaúcho, de balada em balada em Milão.

O caso de Bruno choca pelo desfecho extremo de violência e crime. Um alerta para moças sem juízo que se envolvem em relacionamentos de interesse. Um alerta para jovens promissores no esporte para ter mais cuidado com sua vida pessoal e mais maturidade para lidar com a fama e o sucesso, que é efêmero. Um alerta para nossa sociedade que valoriza tanto o enriquecimento fácil e as aparências.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Proximas viagens

Cada vez mais eu me convenço de que o homem já foi criado genial, e não veio do macaco ou de algum outro ser de intelecto inferior... Basta estudar as antigas civilizações para se dar conta disso facilmente. O homem sempre usou a cabeça para resolver complicados problemas que o cercava, e a perpetuação da nossa espécie é um exemplo disso. Sobreviver, para a raça humana, é algo que só devemos à capacidade que o homem tem de raciocinar, e ao feroz apego pela vida, que é tão característico de todos nós.

Quando entro em contato com a complexidade do conhecimento do Egito Antigo, dos Mesopotâmios, dos Cretenses, das civilizações pré-colombianas, dos povos milenares asiáticos, fico realmente estarrecida com a arrogância do homem contemporâneo, que não sabe cagar sem usar um computador, e acha que previsão do tempo e celular são coisas que facilitam sua vida.

Os homens comuns, sem precisar de qualquer estudo, há 50 mil anos atrás, já sabiam quando ia chover, só de sentir o cheiro do ar, ou de observar a forma como as aves voavam no céu. Uma das principais fontes de sabedoria dos antigos era observar e viver em harmonia com a natureza.

As mulheres eram regidas pelo ciclos da lua, e pela lua conheciam perfeitamente bem seus corpos, a ponto de saber quando estavam ovulando, quando poderiam evitar filhos, quando seus filhos nasceriam, e como fazer para que eles crescecem fortes. O conhecimento da vida era passado de geração para geração, em seu tempo certo, e não era obtido de forma distorcida pela internet. Hoje, com todo conhecimento, nossas jovens não são capazes de nada, e continuam engravidando precocemente, mesmo com todo acesso à informação, têm seus filhos à custa de muita cesariana. O nosso corpo parece que perdeu a capacidade de reproduzir, não conheço nenhuma mulher de minha geração que conseguiu parir um filho naturalmente, como nossas avós ainda faziam.

Muito fascinada por essa sabedoria que se perdeu quase que completamente nos dias de hoje, e em busca de um sentido maior para esse corre-corre diário que nos atropela todo o tipo de espiritualidade, gostaria de conhecer os antigos lugares sagrados que um dia foram palcos de grandes rituais, e grande transmissão de conhecimento e comunhão com a natureza...

As ruínas do Egito com suas tumbas em forma de pirâmides... O oriente médio e os lugares sagrados para tantas crenças, Atenas com seus templos, a Ilha da Páscoa e suas antigas lendas de seu povo extinto, Machu Picchu e os resquícios da civilização Inca...

Acredito, sem nenhum embasamento científico, que esses lugares ainda exalam a força estranha dos povos que ali se elevaram a semi-deuses, quando comungaram com a natureza e aprenderam a ler as estrelas, muitos milênios antes do Homem pisar na lua e constatar que a Terra é Azul.

sábado, 8 de maio de 2010

Tudo o que você sempre quis saber sobre Mr. Sênior, mas nunca teve coragem de perguntar!

Existem coisas que não nos atrevemos a perguntar. Mas que nossa curiosidade insiste em querer saber. Não nos atrevemos a perguntar por uma covardia cretina, pois sabemos que a verdade não vai nos fazer feliz. E o ser humano tem essa mania obstinada de querer ser feliz...




Detesto quando mentem para mim... Adquiri essa intolerância com a mentira após ser enganada durante anos seguidos por uma pessoa em quem eu realmente confiava... Duas babaquices juntas aqui: confiar nas pessoas e ser intolerante com mentira.



Primeiro por que todas as pessoas são falíveis, inclusive eu, que sou tão intransigente. E tem, além da obstinação pela felicidade, a obstinação por odiar decepcionar o outro. Segundo por que O Medo de Decepcionar estimula mais mentiras do que qualquer distúrbio de caráter... Tudo começa quando sua mãe ficou horas se produzindo e pergunta para você se o cabelo dela está bom, quando você constata penalizado que ela está parecendo uma mocoronga... Pô, é sua mãe, a mulher que você mais ama na vida, e que você detesta magoar... Por isso você ensaia seu melhor sorriso sincero e diz: a senhora está linda mamãe... Pronto! Você acabou de deixá-la aliviada, mas acabou de pregar uma mentira deslavada para a mulher que mais ama na vida... Os fins justificam os meios? Talvez sim, talvez não...



Por isso, controle sua avidez por verdades que não vão acrescentar nada em sua vida. Mas se você sentir que aquela Verdade é, Acima de Qualquer Coisa, importante para você, vai minha dica para consegui-la:



Encare a pessoa nos olhos, fixamente, e sem introduzir o assunto com qualquer eufemismo, pergunte o que deseja perguntar à queima roupa, de uma forma que a resposta só possa ser sim ou não.



Exemplo: - Você me traiu? Você vai me demitir? Você quebrou meu vaso grego?



Espere, mantendo contato visual. Se a pessoa não responder em 5 segundos, é por que o cérebro dela está trabalhando, tentando o subterfúgio mais convincente. O primeiro sintoma é tentar desviar os olhos. São exatos 5 segundos, conforme os pesquisadores, que o cérebro precisa para decodificar a pergunta, reconhecer a verdade factual e transformá-la em outra coisa (no caso, a mentira).



Como podemos ver, a mente humana é muito ágil para resolver problemas!



Ah, e se você não entendeu o título, não me pergunte... Pode ser que você não goste da resposta! (Brincadeira! É só uma carinhosa homenagem para um novo leitor, que foi promovido recentemente).

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Tendência para Dona Flor

Uma querida amiga, após muitos anos num casamento, se divorciou. Bateu aquela crise "solteira, e agora?".

Então ela comprou passagens e foi para algum paraíso tropical, curtir umas férias. A intenção dela era passar algum tempo consigo mesma, redescobrindo o prazer (se é que ele existe) de ficar sozinha, diante do mar, ouvindo o marulho das ondas, sentindo o sol na pele, lendo seus livros preferidos e fazendo planos para sua nova vida.

É claro que, após dois dias dessa rotina, ela se entediou, resolveu provar uma caipivodca, e aí danou-se tudo! Adeus auto-redescobrimento, adeus introspecção e planos para o futuro. A primeira caipivodca puxa a segunda, a segunda leva naturalmente à terceira, e como no nível do mar o álcool tem um efeito muito agradável de nunca deixar a gente de ressaca, minha amiga se esbaldou, caiu na esbórnia, conheceu gente nova, dançou o Rebolation, enfim, curou a dor de cotovelo do único jeito que ela pode ser tratada: com periguetagem.

Gostaria de dizer que no meio dessa bagunça, ela conheceu um lindo moreno sarado e viveu com ele um romance... Mas não, ela conheceu um lindo moreno sarado e um simpático loirinho de olhos azuis, e teve com cada um deles um rápido romance de dois dias.

E como a vida é confusa e complicada, os dois rapazes tinham o mesmo nome, e ao trocar telefone com eles, ficou Fulano e Fulano 2. Para piorar, eram ambos da mesma cidade, e tinham o mesmo DDD. Ela não se inquietou com isso, afinal amor de praia não sobe serra. Certo? Errado! Não é que, findas as férias, os  homônimos andam telefonando, mandando mensagens, super interessados num reencontro?

Agora, a tal amiga, que só queria um pouco de paz após um relacionamento conturbado e um divórcio doloroso, anda tentando engabelar namorados simultâneos, com tal desenvoltura que me deixa ligeiramente com inveja... Taí uma sabedoria Jedi que eu nunca adquiri.

Um homem já dá trabalho, confusão, decepção, canseira... dois homens... uma situação que me dá preguiça... Talvez nas minhas mais secretas e safadas fantasias... Mas não... Fernanda... Não!!!

terça-feira, 23 de março de 2010

Por um mundo acessível


Estou achando bem interessante a novela das oito "Viver a Vida" abordar o tema das pessoas com necessidades especiais, através da personagem Luciana, a modelo patricinha que sofre um trágico acidente, fica tetraplégica e passa a utilizar uma cadeira de rodas para se locomover.

Claro que o tema é colocado do jeito Global de ver o mundo: Luciana é rica, linda e isso faz toda a diferença. E se a vida dela já é difícil, imagina a das centenas de pessoas "comuns" que são portadoras de necessidades especiais... As pessoas que não tem grana para fisioterapia, para cadeiras eletrônicas de última geração, para aparelhos adaptados...

Porém, esse não é o pior lado da moeda. O pior lado é que essas pessoas, que mesmo capazes de exercer atividades produtivas e de serem independentes, ainda que interajam com o mundo de forma diferente, encontram em obstáculos simples de remover suas maiores dificuldades: escadarias sem fim, calçadas sem rampas, degraus, portas estreitas, bebedouros e orelhões altos, banheiros sem barras, sem torneiras com sensor e sem vaso sanitário adaptado, etc.

Pelo menos a novela está mostrando a importância do portador de necessidades especiais reclamar os seus direitos. E mostrando como é simples para essas pessoas viverem normalmente, com medidas simples, acessíveis... como uma rampa faz toda a diferença no mundo delas...

Para finalizar o post, vou contar um caso que aconteceu com minha irmã, que é cadeirante: ela estava num ponto de ônibus, e depois de horas esperando, veio um veículo adaptado. O motorista pediu para ela esperar, e mandou que todos os outros passageiros no ponto subissem no ônibus. Quando ela foi entrar, ele fechou a porta, arrancou e foi embora, alegando que o carro estava cheio demais...

Se você estivesse dentro desse ônibus, observando essa cena, qual seria sua atitude? É um caso a se pensar...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Cigarro?


Então, a partir de Abril, nada de fumar em lugares fechados e públicos, bares e boates em BH.
Muito bem, essa medida é muito válida. Na verdade, ela pretende coibir o tabagismo através da pressão psicológica. O fumante acaba ficando constrangido de fumar diante das pessoas, como já ocorre muito hoje em dia: as pessoas têm vergonha de fumar, pois está sendo difundido na mídia como fumar é feio, é burrice, é coisa de gente demodé e ignorante.

Mas eu realmente não concordo com os fumódromos, locais fechados onde os fumantes são obrigados a se confinar para fumar, nos locais públicos. Isso me lembra uma zona de quarentena, onde os leprosos era colocados para não contaminarem as outras pessoas, e isso é um ato extremo de segregação que fere tanto os direitos humanos quanto o livre arbítrio do indivíduo. Restringir os locais para fumar não levaria à tolência a outros tipos de restições, como liberdade de ir e vir, como a liberdade de expressão?

Tudo bem, quem fuma não pode incomodar os não-fumantes, mesmo por que quem está perto de um fumante acaba inalando a fumaça tóxica, o que faz mal à saúde. Se o fumante quer prejudicar sua saúde, que o faça longe dos outros. Mas, e o fumante não tem direito de fazer o que quiser, sem encheção de saco dos outros, mesmo que faça mal à si mesmo?

Tanta gente incomoda a gente, sendo grosseiro, mal educado, falando alto nos restaurantes, ouvindo som inadequado em locais em que as pessoas querem sossego?  Enfim, incomodar os outros é uma coisa mais complexa do que acender um cigarro em público, certo?

Então, prometo não implicar com o cigarro de ninguém, desde que ninguém venha ser incoveniente comigo...
E acho que a lei da civilidade começa por aí...

quarta-feira, 17 de março de 2010

Como ser uma Periguete

O termo Piriguete tem sido usado de forma exaustiva nas rodas sociais, porém de forma incorreta e quase sempre pejorativa. Ser uma periguete nada tem haver com galinhar e dar para qualquer um, ainda que eu particularmente não tenha nada contra quem faz isso, uma vez que Deus deu a vida para cada um cuidar da sua...  E também, se tem uma coisa que uma periguete não faz é dar para qualquer um...

Ser Periguete é dominar a arte de procurar (e muitas conseguem) um marido, noivo, namorado, companheiro rico, para realizar o sonho do alpinismo social, chegar à posição de socialite e viver comprando roupas de grife, andando em carros importados (com motorista) e frenquentando praias das quais, nós, meros mortais nunca ouvimos falar, como Punta Cana, no Caribe.

Por isso, para ser Periguete, a mulher precisa de muita persistência, inteligência e muito trabalho. Requer andar sempre bela e bem vestida, estar 24 horas em dia com o salão de beleza, unhas feitas, cabelo impecável, maquiagem e sobretudo, 365 dias por ano em dia com a malhação. Periguete gasta muita grana, pois marido rico é investimento alto. Elas têm que frequentar os lugares que os ricos frequentam, mas como são espertas, quase sempre conseguem fazer isso sendo patrocinadas por alguém. Precisam praticar esportes que os ricos praticam, como velejar e jogar golfe. Precisam falar línguas, pois têm que impressionar não somente pelo carisma, além de garantir o "alvo" estrangeiro.

Conheço moças que têm somente biscoito água e sal no armário, mas frequantam altas festas, andam de carro novo, ganham jóias, tudo isso sem precisar "dar" para ninguém. Elas sorriem e pronto, surgem os convites. Altos executivos e ricos adoram mulhes belas em seus eventos, e daí as periguetes tiram seus cachês. E homens ricos não precisam de muito blábláblá, basta uma massagenzinha (no EGO) deles e pronto, estão conquistados.

Se você é jovem, bela, inteligente e esperta, se conhece o mundo da alta sociedade, se por algum motivo (na aula de balé que sua madrinha pagou para você, por exemplo) conheceu alguma herdeira que ficou sua amiga e pode te colocar na fita dos grandes eventos, invista na carreira de Periguete. Você pode ser dar bem!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Lipo??? Tô fora!

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A Lipoaspiração é o procedimento de cirugia plática mais popular no Brasil. Nós, brasileiras, geneticamente, somos propensas às gordurinhas localizadas, e culturalmente, somos propensas à preguicinha de não conseguir acabar com esses probleminhas da maneira mais saudável: alimentação adequada e exercícios físicos.

Só que o que parece um fim milagroso para os pneuzinhos é bem mais sério do que parece. Números:O Conselho Nacional de medicina já julgou 238 denúncias de erros médicos ocorridos durante cirurgias plásticas e nesse período, 6 profissionais tiveram o registro cassado, 89 casos foram arquivados e foram aplicadas censuras públicas a 35 médicos.

20% das plásticas realizadas no Brasil são Lipoaspirações e 88% dos pacientes que se submetem a essa cirurgia são mulheres entre 18 e 35 anos (jovens não?).Num único ano são realizadas cerca de 457 mil cirurgias estéticas.

Na lipoaspiração, o paciente é perfurado por um tubo oco, que ultrapassa a camada da epiderme e atinge a região adiposa logo abaixo. Por sucção a camada de gordura é retirada. No procedimento, os vasos sanguínios que percorrem a região são dilacerados, as hemorragias comuns, tanto que um dos efeitos mais característicos do pós cirúrgico são as horrorosas marcas roxas, que desaparecem de 20 a 40 dias após a cirurgia.

Como se não bastasse isso, a possibilidade da cânula (nome do tubo) perfurar ou lesionar algum órgão importante (no meu caso todos os órgãos são importantes, não sei no seu)ou uma artéria é muito grande, uma vez que não há como precisar 100% a sua locação. As possíveis complicações são: reações alérgicas, infecção, queimaduras, intoxicação.

Depois de viver de analgésicos após a cirurgia para evitar as dores, ficar cerca de 15 dias sem trabalhar, conviver com as marcas roxas, o inchaço e se submeter a dolorosas drenagens linfáticas, o paciente pode levar de 3 a 6 meses para ver o resultado final, isso se manter uma dieta regular para não voltar a engordar.

A cirurgia custa a partir de R$7.000,00 com os melhores profissionais.

Em vista de tudo isso, é um preço barato a se pagar por uma silhueta enxuta, vocês não acham?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Solteira na Balada...?



A pior coisa de ficar solteira é que todos os homens pensam imediatamente que você está DISPONÌVEL. E solteira nunca quis dizer disponível. Até comprometidas podem estar disponíveis. Isso não está relacionado ao seu estado civil, mas ao seu estado de espírito.




É chato sair, por exemplo, com suas amigas e agüentar aqueles mocinhos de balada, que acham que você está ali para ficar com eles. De onde esses infelizes tiraram tal idéia? Por que eles não se aproximam apenas das garotas que estão: 1) mexendo no cabelo e olhando para eles obviamente fazendo charme? 2) Fazendo questão de passar na frente deles dezenas de vezes, como quem quer ser notada? 3) Paradas no meio do balcão de bebidas dando tiro para todos os lados? 4) Mandando bilhetinhos para eles?



Mocinhos de balada não respeitam o fato de uma mulher solteira gostar de sair, sentar num bar para tomar um chope ou dançar. Para o egozinho deles, as mulheres solteiras estão nesses lugares para serem cantadas e incomodadas por eles. Para serem chamadas de gostosas, gatinhas, para serem olhadas a noite inteira e, o que é pior, esperando que eles se aproximem.



É verdade que a maioria das mulheres ali espera exatamente esse comportamento deles. Mas eles não sabem separar o joio do trigo.



Mulheres solteiras não estão esperando um convite para sair de todo atrevido que não convidava antes quando ela não era solteira. “Eu tenho namorado” parece uma desculpa mais legítima do que “não estou a fim de sair com você”. O que deu na cabeça desses homens?



Bom, já esclareço que estou solteira, mas não quero sair com todo mundo que me convida, mesmo por que sei que a maioria dos homens só quer sair para transar e tchau. Nada contra sair para transar e tchau, mas não estou disponível para esse tipo de programa. Gosto de um bom papo, curtir amizades, cinema, viagens. Não vá me convidando para sair, a não ser que você seja muito especial mesmo. Mas especialíssimo. Alto, moreno, forte, inteligente, cheio de caráter, independente, sincero, bem humorado e sobretudo, que seja um gentleman. Mesmo assim, se for mocinho de balada, já aviso que não vou aceitar.