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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Futebol para Mulheres - De olho na temporada


Muitas mulheres não gostam de Futebol e não acompanham seus companheiros nessa delicada paixão por pura... ignorância! Na verdade, futebol é o esporte mais divertido que existe, mesmo por que há por trás do esporte em si toda uma rica cultura de paixões e rivalidades intolerada injustamente por muitas de nós.


A verdade é que o Brasil não só é o país do futebol, como também o país do machismo... Grandes mulheres nos provam que isso felizmente é coisa do passado, graças a Deus. Depois da Marta (a melhor jogadora do mundo eleita pela FIFA um bilhão de vezes seguidas) da Patrícia Amorim (primeira mulher a assumir a presidência do maior e mais popular time de futebol do Brasil, o Flamengo), Silvia Regina de Oliveira (a primeira árbitra a apitar jogos no Brasil e que hoje é diretora escola de árbitros paulista), o futebol definitivamente é sim, coisa de mulher.

Então, vão aqui algumas informações para as meninas que torcem o nariz para o futebol apreciarem mais o esporte, entenderem e curtirem ao lado dos seus namorados, maridos, amigos, pais e irmãos essa grande paixão.

Nota básica Importante: Você não escolhe o time para o qual vai torcer. Isso geralmente está no seu sangue. É uma coisa irracional mesmo, que remonta sua infância. Uma vez que você torce por um time, você deve ser fiel a ele até a morte. Você pode trocar de marido, de profissão, de emprego, de cor de cabelo, de sexo, mas nunca, nunca trocar de time. Isso é uma heresia futebolística punida com a morte.

Para começar o curso, vamos acompanhar as principais competições que rolam por aqui:

Após as férias de Janeiro, no Brasil, começam os campeonatos estaduais. Cada estado brasileiro elege o seu melhor time. O regional é um bom período para os clubes testarem novos jogadores, árbitros, a sintonia do time, esquemas táticos etc. Nessa época também geralmente acontecem as disputas da Copa do Brasil e A Taça Libertadores da América.

- Copa do Brasil: É o segundão na escala de importância dos campeonatos nacionais. É uma disputa tipo mata-mata. Cada time joga duas vezes com o adversário de sua chave. Fica na disputa quem fizer mais gols na casa do adversário e levar menos gols em casa.

- Taça Libertadores da América: É um importante campeonato interclubes da América do Sul, e recentemente também aceita times do México. O vencedor conquista uma vaga para um Torneio Mundial. Uma curiosidade é que o título da competição é uma homenagem a grandes líderes sul americanos como: Dom Pedro I, Jose de San Martín, Simon Bolívar, entre outros.

Lá para o mês de maio começa o...

Campeonato Brasileiro (mais conhecido por Brasileirão). É uma disputa interclubes por pontos corridos e a mais importante do futebol brasileiro. Cada vitória vale 3 pontos, empate 1 ponto e derrota não pontua. Ganha fechar a temporada com mais pontos.

- Copa Sul-americana: É um campeonato que cresceu aos olhos brasileiros, pois agora vale uma vaga para a Taça Libertadores da América. É como se fosse a Copa do Brasil, mas é uma disputada por vários times da América do Sul. Acontece geralmente no segundo semestre do ano.

(Opinião da Fernanda: para mim, o campeão Brasileiro deveria merecer uma vaga no Mundial. É um campeonato de qualidade técnica muito superior à Taça Libertadores da América, pois é disputado por times de elite brasileiros. E vamos combinar que o Brasil tem o melhor futebol do mundo!)

Vou ficar por aqui com o Futebol para Mulheres.

No próximo post sobre o tema, vou falar um pouco sobre as regras do futebol, ou seja, que raio é o tal de impedimento? O que é esquema tático? Quem afinal são os volantes, os pivôs, os zagueiros, os centro-avantes? Quem o árbitro pensa que é e para quê ele serve? E por que todo mundo xinga tanto a mãe desse cara?

Não perca!



Conceito básico da rodada: “fazer cera” – na linguagem do futebol, fazer cera significa fingir uma contusão e ficar rolando no campo, demorar para devolver a bola para o jogo, cobrar uma falta demoradamente, tudo para gastar o tempo do jogo quando o resultado está sendo benéfico para o time. Nem sempre sai impune. Fazer cera pode render ao jogador um cartão amarelo.

quarta-feira, 31 de março de 2010

A Camisa Rosa

Alexandre Kalil e cia conseguiram tudo o que desejavam com uma grande sacada de marketing, como jamais vista no Futebol Brasileiro: a camisa rosa de treino do Clube Atlético Mineiro.

"Camisa rosa é para quem pode! Pergunte a sua mulher ou namorada se ela gostaria de te ver usando. Ela foi feita pra agradar nossas atleticanas", escreveu Kallil no seu twitter.

A novidade causou frisson em seu lançamento, foi recorde de vendas, liderou o assunto no twitter, caiu na mídia e foi mais que falada, comentada, gozada, exaltada. Nas primeiras duas semanas após o lançamento da camisa, os maiores jornais do Brasil mal falavam de futebol, nem o Flamengo, que é o queridinho nacional, nem o São Paulo, que é o papa título do Brasil, tiveram vez, o assunto era o Clube Atlético Mineiro, pela inusitada camisa rosa!

Bom, muito se fala da camisa rosa, que desviou a atenção do principal assunto da jogada: o início tortuoso do Atlético no mineiro e a derrota para o Chapecoense, arriscando a posição na Copa do Brasil. O torcedor Atleticano não sacou que o Luxa tá bem meia boca no Galo, e que essa camisa rosa toda é pra diminuir a pressão do novo técnico? Até agora, mesmo com todos os méritos individuais do Galo, como o oportunismo de Obina, as boas aparições do experiente Júnior, enfim ter acertado no zagueiro, a indiscutível estrela do Tardelli, a verdade é que o Atlético ainda não mostrou futebol esse ano, não trouxe um goleiro que presta, não passou segurança pra torcida e título nem cheira ainda...

Claro que todo mundo tem que ter uma "camisa rosa" na manga! Mas espero que essa camisa rosa do Atlético não sirva somente para movimentar os as "briguinhas" das torcidas e os sets do jornalismo esportivo no país, muito menos para encher os cofrinhos dos fabricantes. Queremos a camisa rosa coroada, por favor!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A Resenha!



Fim de semana último assistimos já saudosos a derradeira rodada do Brasileirão, que foi dos mais emocionantes da década! Até ontem, o campeão ainda não havia pintado! Ponto a ponto, vimos arrancadas espetaculares de times que já estavam praticamente de férias, e ainda, a derrocada de times que seguraram a liderança para depois morrerem na praia...




Mas futebol é isso aí.



E quem levou a melhor foi o urubuzão do Flamengo, que num Maracanã lotado, quebrou um jejum de 17 anos!



Bom, para mim, o campeão moral é o Internacional. O time gaúcho brigou desde o início, mostrou raça, compromisso e não teve altos e baixos como a maioria dos participantes. Mostrou uma regularidade incrível. E uma torcida digna de mérito!



Ficamos então com o G-4: Flamengo, Inter, São Paulo e Cruzeiro. Falando em Cruzeiro, foi a zebra do campeonato... O time que entregou a Taça Libertadores vexamosamente no início da temporada para o argentino Estudiantes veio capengando, até deslanchar na etapa final e aproveitar cada pontinho! Oportunista como ele só, teve embates muito tranquilos e acabou conquistanto uma vaguinha para a Libertadores de 2010, desbancando o Palmeiras, o Galo, o Goiás e o Corinthians.



O Corinthias foi minha aposta furada: jurava que esse ano era dele... Que nada!



O Galo... Fez uma primeira etapa exemplar do campeonato, permaneceu entre os quatro primeiros colocados boa parte do tempo, e a torcida monstruosa lotando estádio com uma média de público fenomenal, acabou abrindo as pernas. Culpado: o técnico pode abraçar uns 60% dessa responsabilidade. Celso Roth com escalações desastrosas, acabou modificando demais o perfil do time que levou o Atlético à liderança do campeonato na primeira fase. Jogadores sem perfil atleticano não se encontraram no time e não destacaram, exemplo, Rentería e até mesmo a grande aposta Ricardinho (repararam como o Galo caiu de produção depois que ele veio?). Outros co-responsáveis: jogadores como Tiago Feltri, que eu não sei o que estão fazendo no Atlético, pelo amor de deus, e Carlos Alberto, que tem garra mas não tem técnica... Até Diego Tardelli, o quase artilheiro do campeonato, decepcionou, mostrou corpo mole, ficou ligado demais no estrelismo. O Atlético não deu sorte nem com o goleiro! Enfim, o Galo entregou um campeonato que não quis ganhar, por que todos os dedinhos foram movidos para o clube levantar a taça, menos a vontade dele próprio.



Menções honrosas para o Fluminense e o Botafogo, que escaparam do rebaixamento no sufoco, Fluminense inclusive com vitórias espetaculares!



E troféu bola murcha vai para o Coxa, o Coritiba paranaense, que depois de cair para a segunda divisão, ainda teve que assistir à quebradeira da sua torcida, que se portou sem nenhuma dignidade ao dar vazão à violência e revolta... Nota zero!

domingo, 26 de julho de 2009

Um Gigante!





Meu cunhado acha que estou ficando fanática por futebol...



É que ele não é Atleticano, logo não pode compreender a diferença entre um torcedor comum e um torcedor Atleticano, muito menos um Cruzeirense....






O que ele chama de fanatismo é apenas natural e corriqueiro para nós, que amamos incondicionalmente essa camisa alvinegra, esse time glorioso e essa torcida apaixonada. Isso para nós é dia-a-dia, é trivial... assim como cancelar todos os compromissos para se plantar na frente da televisão em dia de jogo do Galo, ou ir ao Mineirão torcer e cantar com a imensurável massa, gritando o nome dos nossos ídolos... Hoje, Tardelli, Aranha, Junior, mas como foram tantos outros no passado como Euler, filho do vento, ou Guilherme (por onda anda?), Marques, ou Danilinho, ou Tafarell, ou das antigas, como Dadá Maravilha, Reinaldo, Cerezo, Éder Aleixo, Kafunga...






Eu sou atleticana de sangue puro mesmo, por que atleticano já nasce atleticano né... Mas sendo a terceira (ou seria quarta?) geração de atleticanos de pai e mãe, era impossível que eu fosse desviada... Ainda bem, que quando eu era pequenininha, me puseram logo uma camisa do Galo e me ensinaram a cantar o Hino mais lindo do Brasil ( seguido pelo hino do Grêmio que é belíssimo e do Flamengo, time que não simpatizo tanto, mas tem seus méritos, principalmente por ter uma torcida tão bonita e apaixonada)... Me ensinaram? Acho que já nasci sabendo, cantando, assim como já nasci primeira campeã brasileira, título que não se compara a nenhum outro que qualquer time venha a conquistar, por que foi o primeiro e o mais glorioso!






Assim como gloriosa foi a primeira vez que pisei no Mineirão, o estádio Governador Magalhães Pinto, o Gigante da Pampulha, é um dos maiores do mundo e do Brasil... Fazendo sombra sobre a Lagoa da Pampulha, está situado numa das regiões mais aprazíveis da cidade, e sempre foi palco de grandes batalhas, lindas festas e comemorações!






Eu devia ter cinco, seis anos? Algo assim, e era uma terça, ou quarta, não sei bem... Excursão da escola para o Zooloógico, e a turminha de pirralhos estava alvoroçada há dias para o passeio. Uniformes limpinhos, lanches na lancheira (ou merendeira, como dizíamos na época), somos barrados na porta do Zoo: era dia de manutenção e nossa entrada não foi permitida. A choradeira foi tão grande que as monitoras da escola tiveram que pensar rápido, e chegaram à brilhante idéia de mudar o roteiro: fomos conhecer o Mineirão!






Entramos pelo hall principal, e conhecemos as galerias históricas, que contam a história do estádio. Creio que aqueles troféus todos não interessaram muita à criançada, que queria pisar logo no gramado. Rápida passagem pelos vestiários e somos conduzidos às escadarias de acesso ao gramado. Enquanto subíamos, vislumbrávamos a abóbada da arquibancada gigante, e o gramado surgiu verde esmeralda diante de nós. A sensação foi de deslumbramento, nunca eu podia imaginar que havia um lugar tão "grande" no mundo!!!






Imediatamente surgiram bolas dente de leite, e brincamos no gamado fofo a tarde inteira! Foi uma festa! Todo mundo jogando bola, discutindo quem era o quê, entre pequenos atleticanos, cruzeirenses e americanos ( naquela época ainda havia alguns) e surgiu até um projeto de vascaíno que foi obliterado pela turminha.






Nunca alguns leões, macacos e elefantes ficaram tão sem importância perto de galos, raposas e coelhos!