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quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Quando você conhecer alguém...
Quando você conhecer alguém que a faça desejar mudar de estado civil, pelo seu próprio bem, abandone sua vida, aquela antiga, com aqueles caras que não a mereceram e a fizeram sofrer, que a ensinaram bastante sobre quem você não queria ao seu lado e que roubaram algumas noites em que você passou na cama, sozinha, chorando.
Abandone também aquele grande amor do passado, aquele primeiro, o que lhe tirou o fôlego e que acreditou que seria para sempre, mas por algum erro de percurso, você perdeu. Sim, enterre também as boas lembranças, os bons momentos que a fazem suspirar quando você, por um descuido ou outro, acaba viajando em sonhos para um tempo em que foi muito feliz com alguém.
Não mencione nomes, lugares, episódios.
Quando você conhecer alguém que a faça desejar começar tudo de novo, de um jeito novo, para uma vida nova, mesmo que nada seja certo nem duradouro sobre a face da terra, entenda que suas experiências são suas, para seu crescimento, seu aprendizado, sua história, e que o outro não merece compartilhá-las (por que quer lhe dar novas histórias), nem precisa (por que tem seu próprio passado).
Ao contrário, no lugar de perder tempo detalhando cada ex, cada aventura, cada romance, bem ou mal fadado, aproveite para construir coisas novas sob escombros escuros. Aproveite para se reinventar. Permita-se cometer erros (os mesmos que você já cometeu). Permita-se repetir clichês. Permita-se o frescor de uma nova relação.
Não contamine sua nova existência com um passado mesquinho. Pois o passado é mesquinho sempre. Está engessado no que você fez e viveu. Nada pode se comparar à enormidade de um presente em construção e a um futuro vindouro.
Nenhum amor pode florescer regado de coisas usadas. Liberte-se.
A vida é breve demais para que a gente insista em assistir sempre o mesmo filme. Ler o mesmo livro. Ficar preso à coisas que acabaram.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Saia da Geladeira!
E você, já esteve na geladeira?
Eu já, e posso te contar como é. E quando eu te contar, de duas uma, você vai saber que também já esteve lá ou vai desejar nunca estar lá.
Funciona assim: você tem uma quedinha por alguém. Ou talvez seja mais que uma quedinha. Você está realmente apaixonado por alguém. E essa pessoa... Bem, ela o incentiva a manter o seu sentimento por ela... Trata-o com o maior carinho e atenção... Mas a história de vocês nunca evolui! Sempre há algum empecilho! Ele (a) está com problemas familiares, profissionais, está sem tempo, sem dinheiro, blablablá... Essas desculpas só funcionam quando você está na jogada: para o resto do mundo ela está sempre disponível.
Mas é só a pessoa ter uma crise de carência e pronto, aparece toda meiga falando que você é o máximo, que adora sua companhia, e que você é muito especial para ela...
Posso prestar um serviço de utilidade pública? Não, a pessoa não está mentindo! Você é especial sim... Você é quem nutre o ego dela quando ela está às moscas... Mas... é só isso mesmo. Quando você tiver lambido as feridinhas dela, como um cãozinho esperando um afago, ela vai voltar à vida e você vai voltar pra geladeira, onde ela faz questão de te manter. Ah, sim, exatamente como Amy Winehouse cantou... “you back to her and I back to Black”.
Você nunca será o escolhido. Não importa o quanto se dedique, o quanto faça loucuras para conquistar essa pessoa que só te quer quando ela quer. Não precisa ficar animadinha quando ele te liga (uma vez a cada mês) para dizer que está morrendo de saudades. Pensa, minha filha: que saudade é essa que só acontece uma vez por mês? Se você não estivesse tão cega, tão apaixonada, tão esperançosa de um sinal dele, não ia engolir essa conversinha.
Ele (a) é uma pessoa má e ardilosa? Nem sempre. Todos nós agimos de acordo com nossos interesses e se temos uma pessoa disponível para nossos joguinhos, continuamos a jogar, mesmo que o outro esteja sofrendo por nossa causa. Isso é inerente à natureza humana. Claro, existem pessoas que não tem o menor respeito pelo sentimento alheio. Mas geralmente não “congelamos” alguém por sadismo. “Congelamos” alguém por valorizar demasiadamente nossas necessidades de afeto e atenção.
Então? Resta saber se queremos ficar em stand by permanente na vida de outra pessoa. Se a resposta é não, está na hora de acordar. Migalhas de atenção podem parecer grandes gestos quando valorizamos demais alguém. Mas quando nos valorizamos, quando temos consciência de que merecemos mais, não nos contentamos com atenções esporádicas.
Dicionário do Congelador:
SMS no meio da noite = não durma sem pensar em mim
Mensagem no Facebook = não vou gastar meus créditos te ligando, mas mesmo assim quero marcar presença, e melhor que seja de graça
Nossa, queria tanto te ver, mas ando tão ocupado = querida, eu tenho mais o que fazer do que me encontrar com você
Se eu não estivesse passando por tanta coisa, seríamos felizes juntos = Estou esperando alguém de quem eu realmente goste
Entendeu?
Eu já, e posso te contar como é. E quando eu te contar, de duas uma, você vai saber que também já esteve lá ou vai desejar nunca estar lá.
Funciona assim: você tem uma quedinha por alguém. Ou talvez seja mais que uma quedinha. Você está realmente apaixonado por alguém. E essa pessoa... Bem, ela o incentiva a manter o seu sentimento por ela... Trata-o com o maior carinho e atenção... Mas a história de vocês nunca evolui! Sempre há algum empecilho! Ele (a) está com problemas familiares, profissionais, está sem tempo, sem dinheiro, blablablá... Essas desculpas só funcionam quando você está na jogada: para o resto do mundo ela está sempre disponível.
Mas é só a pessoa ter uma crise de carência e pronto, aparece toda meiga falando que você é o máximo, que adora sua companhia, e que você é muito especial para ela...
Posso prestar um serviço de utilidade pública? Não, a pessoa não está mentindo! Você é especial sim... Você é quem nutre o ego dela quando ela está às moscas... Mas... é só isso mesmo. Quando você tiver lambido as feridinhas dela, como um cãozinho esperando um afago, ela vai voltar à vida e você vai voltar pra geladeira, onde ela faz questão de te manter. Ah, sim, exatamente como Amy Winehouse cantou... “you back to her and I back to Black”.
Você nunca será o escolhido. Não importa o quanto se dedique, o quanto faça loucuras para conquistar essa pessoa que só te quer quando ela quer. Não precisa ficar animadinha quando ele te liga (uma vez a cada mês) para dizer que está morrendo de saudades. Pensa, minha filha: que saudade é essa que só acontece uma vez por mês? Se você não estivesse tão cega, tão apaixonada, tão esperançosa de um sinal dele, não ia engolir essa conversinha.
Ele (a) é uma pessoa má e ardilosa? Nem sempre. Todos nós agimos de acordo com nossos interesses e se temos uma pessoa disponível para nossos joguinhos, continuamos a jogar, mesmo que o outro esteja sofrendo por nossa causa. Isso é inerente à natureza humana. Claro, existem pessoas que não tem o menor respeito pelo sentimento alheio. Mas geralmente não “congelamos” alguém por sadismo. “Congelamos” alguém por valorizar demasiadamente nossas necessidades de afeto e atenção.
Então? Resta saber se queremos ficar em stand by permanente na vida de outra pessoa. Se a resposta é não, está na hora de acordar. Migalhas de atenção podem parecer grandes gestos quando valorizamos demais alguém. Mas quando nos valorizamos, quando temos consciência de que merecemos mais, não nos contentamos com atenções esporádicas.
Dicionário do Congelador:
SMS no meio da noite = não durma sem pensar em mim
Mensagem no Facebook = não vou gastar meus créditos te ligando, mas mesmo assim quero marcar presença, e melhor que seja de graça
Nossa, queria tanto te ver, mas ando tão ocupado = querida, eu tenho mais o que fazer do que me encontrar com você
Se eu não estivesse passando por tanta coisa, seríamos felizes juntos = Estou esperando alguém de quem eu realmente goste
Entendeu?
sexta-feira, 23 de março de 2012
Resposta ao Padre
O mundo está cada vez mais pop... E os padres também! Estou acompanhando com muita curiosidade o caso do padre pop de Divinópolis, especificamente pela sua fama de conselheiro amoroso!
Sabe-se que padres adoram casamentos, e são particularmente interessados em casar pessoas - penso que das liturgias todas, essa á preferida deles... Então, é de se imaginar que, numa época em que os casamentos estão mais instantâneos e os divórcios mais frequentes, os padres estejam procupados em levantar o moral da cerimônia nupcial. Daí o sucesso do padre que dá conselhos amorosos e ainda bomba na internê.
Eu não sei muito bem o que os padres sabem sobre relacionamentos amorosos, pois é meio óbvio que não tenham muita experiência prática no assunto. Eles nada sabem sobre a ansiedade da espera de encontrar alguém quando a gente está solteira, pois eles são os únicos solteiros que não sofrem nenhuma pressão da sociedade. Eles não sabem o que é estar numa balada sendo bombardeada de informações e finalmente alguém oferecer um drinque e uma conversa, e tentar, nessa única conversa abafada pelo som da música estourando, tentar saber se aquela pessoa tem os pré-requisitos para nos apaixonar.
Não sei se um padre também já esteve num encontro às escuras, aqueles onde um casal de amigos sabe que você está encalhada e cisma que você é a alma gêmea do amigo encalhado deles. Aí vocês se encontram naquele restaurante da moda, e eles ficam fazendo as piadas certas e contando sua história de amor desde o início, para envolver você e o amigo encalhado no clima de romance e diversão e, quem sabe, formar um novo casal. E você percebe que, apesar do amigo encalhado ser gente boa, a única coisa que ele tem em comum com você é o fato de estar encalhado, e a coisa não podia ter menos química! E você volta para casa quadruplamente frustrada, por ter estragado sua noite, a do seus amigos e a do amigo encalhado deles.
Será que os padres alguma vez esperaram o telefone tocar, sabendo que ia tocar mais cedo ou mais tarde, e que a voz do outro lado ia levá-los ao paraíso mesmo antes do juízo final? Será que já se sentiram no fim de uma jornada de procura e expectativa ao segurar a mão de alguém, ao ouvir um “eu te amo” sussurrado no ouvido, para logo depois descerem ao inferno de danação e pensar que a vida acabou quando o “grande amor” chegou ao fim? Será que eles já ficaram confusos e arrasados com a descoberta do “amor que acaba” quando tudo o que lhes foi ensinado é que o amor verdadeiro é pra sempre? Será que alguém já lhes prometeu “até que a morte nos separe” para um belo dia receberem a solicitação “eu quero o divórcio”?
E então eu me pergunto: o que os padres podem nos ensinar sobre o amor que já não sofremos, testamos, vivemos e experimentamos na nossa nada santa vida? A usar as roupas certas e nos comportar da maneira certa para conquistar alguém? Sempre pensei que o jeito certo fosse ser eu mesma, pois se alguém gosta de mim do jeito que eu sou - é de verdade. A ir aos lugares certos? Já vi lindos casamentos começarem na internet, na balada, no local de trabalho, num hospital e até mesmo na guerra... Existem regras?
A única regra para “encontrar alguém” parece estar um pouco esquecida atualmente. E como já dizia Madonna, nos anos 80 (enquanto chocava alguns padres, com sua atitude): Open your heart to me, baby... I hold the lock and you hold the key....
Com direito a duplo sentido e tudo!
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Em 2012: Fé na Vida!
Crescer é uma forma desastrosa e compulsória de abrir mão de quem somos para nos tornar o que devemos ser. É um processo pelo qual todo ser humano passa, em maior ou menor grau, e olhar para trás, para a alegria e inocência da juventude, para a inconsequência e despreocupação que vivemos um dia, sempre causa a sensação de nostalgia que nos faz questionar se vale (ou valeu) a pena nos transformar tanto.
Uma das maiores perdas do amadurecimento é a forma de encarar o amor, a amizade e todas as coisas que realmente importam na vida, as coisas que nos fazem testar nossa têmpera e nosso caráter. Todas as vezes que falhamos com as pessoas foi mesmo tentando acertar? Quais impulsos egoístas podíamos ter evitado? O que dos nossos erros realmente nos tornou pessoas melhores?
Nem sempre encaramos as decepções e o sofrimento como ritos de passagem para um estágio mais evoluído, mas são eles que nos ensinam a crescer. A experiência da vida se resume a nossa maneira de lidar com as pessoas, em todos os níveis. O desenvolvimento profissional só é possível quando aprendemos essas lições. A vitória pessoal também passa por esse conhecimento. A arte do lidar, de negociar, de convencer, de sentir prazer ou dor, tudo isso é meramente como estamos enxergando o outro e como estamos convivendo. Mas infelizmente, ao aprender pelo sofrimento, além de nos tornarmos mais fortes, nos tornamos mais amargos. É preciso mesmo?
Outra grande perda é a nossa capacidade de acreditar. Eu digo, confiar é um talento para poucos, numa realidade em que tudo nos leva a perder a fé. A fé nas pessoas que se mostram tão imperfeitas, a fé no bem que sempre deveria vencer o mal, a certeza de que dias melhores virão. Nossa fé vai sofrendo danos progressivos, e de pouco em pouco é substituída por uma ironia tipicamente adulta, aquele sorriso amarelo diante das falhas dos outros, como se já contássemos com o desfecho negativo das situações. Crescer é passar a contar com o fracasso com mais certeza do que a vitória.
No filme Uma Linda Mulher, Vivian, uma mulher inteligente e encantadora vive um romance impossível com um homem rico, desacreditado dos relacionamentos. Para ambos, a única forma de sair ileso de uma aproximação com o outro é o distanciamento dos sentimentos. Ela é uma prostituta, com muitos outros talentos que poderiam ter feito dela uma vencedora. E quando Edward questiona isso, ela diz: “As pessoas nos dizem que você não é capaz, e você acredita”. “Eu digo que você é muito capaz”, ele rebate. “Você já notou? É mais fácil acreditar nas coisas ruins.”
Vivian estava certa. É mais fácil acreditar nas coisas ruins, a lógica da vida está em esperar pelo pior. E o pior é algo que vem, independente se esperamos ou não.
Por que então, devemos viver esperando por algo que já está garantido? Por que não mudamos nossa postura, e resgatamos a nossa juvenil fé na vida, no sucesso, no amor, na alegria dos sentimentos verdadeiros? Por que não arriscamos uma decepção ao contrário? Por que não passamos a contar com os sucessos e quem sabe, assim, quando eles vierem, a surpresa seja boa?
É nostálgico, eu sei, é inocente, é quase infantil desafiar você a ter fé na vida. Em você mesmo. Em suas melhores qualidades, ou seja, aquelas que lhes couberam genuinamente, não as que você desenvolveu durante anos para se tornar um adulto responsável e garantir o seu sustento.
Mas é preciso. Desculpe, é imperativo!
Que em 2012, você possa descobrir que ter fé é uma questão de treino. Treine seu olhar para as belezas, para as coisas boas que cruzarão seu caminho. A gente é capaz de ter um ano bom ou ruim. É só uma questão de perspectiva.
Uma das maiores perdas do amadurecimento é a forma de encarar o amor, a amizade e todas as coisas que realmente importam na vida, as coisas que nos fazem testar nossa têmpera e nosso caráter. Todas as vezes que falhamos com as pessoas foi mesmo tentando acertar? Quais impulsos egoístas podíamos ter evitado? O que dos nossos erros realmente nos tornou pessoas melhores?
Nem sempre encaramos as decepções e o sofrimento como ritos de passagem para um estágio mais evoluído, mas são eles que nos ensinam a crescer. A experiência da vida se resume a nossa maneira de lidar com as pessoas, em todos os níveis. O desenvolvimento profissional só é possível quando aprendemos essas lições. A vitória pessoal também passa por esse conhecimento. A arte do lidar, de negociar, de convencer, de sentir prazer ou dor, tudo isso é meramente como estamos enxergando o outro e como estamos convivendo. Mas infelizmente, ao aprender pelo sofrimento, além de nos tornarmos mais fortes, nos tornamos mais amargos. É preciso mesmo?
Outra grande perda é a nossa capacidade de acreditar. Eu digo, confiar é um talento para poucos, numa realidade em que tudo nos leva a perder a fé. A fé nas pessoas que se mostram tão imperfeitas, a fé no bem que sempre deveria vencer o mal, a certeza de que dias melhores virão. Nossa fé vai sofrendo danos progressivos, e de pouco em pouco é substituída por uma ironia tipicamente adulta, aquele sorriso amarelo diante das falhas dos outros, como se já contássemos com o desfecho negativo das situações. Crescer é passar a contar com o fracasso com mais certeza do que a vitória.
No filme Uma Linda Mulher, Vivian, uma mulher inteligente e encantadora vive um romance impossível com um homem rico, desacreditado dos relacionamentos. Para ambos, a única forma de sair ileso de uma aproximação com o outro é o distanciamento dos sentimentos. Ela é uma prostituta, com muitos outros talentos que poderiam ter feito dela uma vencedora. E quando Edward questiona isso, ela diz: “As pessoas nos dizem que você não é capaz, e você acredita”. “Eu digo que você é muito capaz”, ele rebate. “Você já notou? É mais fácil acreditar nas coisas ruins.”
Vivian estava certa. É mais fácil acreditar nas coisas ruins, a lógica da vida está em esperar pelo pior. E o pior é algo que vem, independente se esperamos ou não.
Por que então, devemos viver esperando por algo que já está garantido? Por que não mudamos nossa postura, e resgatamos a nossa juvenil fé na vida, no sucesso, no amor, na alegria dos sentimentos verdadeiros? Por que não arriscamos uma decepção ao contrário? Por que não passamos a contar com os sucessos e quem sabe, assim, quando eles vierem, a surpresa seja boa?
É nostálgico, eu sei, é inocente, é quase infantil desafiar você a ter fé na vida. Em você mesmo. Em suas melhores qualidades, ou seja, aquelas que lhes couberam genuinamente, não as que você desenvolveu durante anos para se tornar um adulto responsável e garantir o seu sustento.
Mas é preciso. Desculpe, é imperativo!
Que em 2012, você possa descobrir que ter fé é uma questão de treino. Treine seu olhar para as belezas, para as coisas boas que cruzarão seu caminho. A gente é capaz de ter um ano bom ou ruim. É só uma questão de perspectiva.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Amadurecer para Amar
Vivemos ainda sob os ecos do Romantismo, um movimento detonado aproximadamente no fim do séc. XVIII, e que foi o alicerce da sociedade moderna e da mentalidade que prega a valorização do eu. Para mim, esse movimento vive na atualidade o seu apogeu, pois nunca, em nenhuma época, a humanidade se voltou tanto para o individualismo, nunca o homem valorizou tanto suas próprias conquistas e suas necessidades.
Eu é a palavra de ordem da sociedade contemporânea e tudo está baseado nela. O que eu quero, o que eu tenho, o que eu posso. Auto-conhecimento, Identidade, Satisfação Pessoal são somente algumas das expressões super divulgadas pela mídia para nos atrair, pois tudo o que tem a ver com o prazer pessoal chama a atenção e é vendável.
E o outro? O outro é somente uma peça na engrenagem da auto-satisfação, e só tem utilidade enquanto nos identificamos com ele. É por isso que os relacionamentos estão ficando progressivamente insuportáveis. Tolerância e aceitação estão cada vez mais fora de cena, o que importa mesmo nas pessoas é que elas se pareçam com a gente e nos satisfaçam nas nossas expectativas. Quando isso não ocorre, o rompimento é inevitável. É fácil e quase imperativo desistir de alguém que não “combina” com a gente. Como se as pessoas fossem sapatos e meias feitas para se casarem, e não seres únicos e com características originais e inimitáveis.
Com tudo isso, o conceito do amor, tão lindo sob a ética romântica, ficou inalcansável e contraditório. Ainda hoje, pleno séc. XXI, as pessoas usam o amor como mais um ítem da sua satisfação pessoal, e ainda acreditam que ele é algo que se encontra, não algo que se constrói. Assim, seguimos acreditando que para amar alguém, basta que essa pessoa nos apareça como num conto de fadas, com todas as perfeições criadas na nossa mente fértil para nos coroar de felicidade. A contradição é que, ou as pessoas se decepcionam em seus amores, ou elas nunca os encontram, e culpam tudo, menos a elas mesmas e seus ideais absurdos.
É fato que a teoria da atração ainda está ligada à aparência. O amor romântico venera a aparência, e seus reflexos na arte reafirmam isso. Beleza e amor quase necessariamente estão vinculados. Mas é fácil perceber que o amor não se encaixa num conceito material. É impossível manter a estética do amor quando o caráter (que é onde se fixam todas as nossas afeições duradouras) não corresponde à aparência. Podemos ser atraídos pela aparência, mas dificilmente ficamos ligados a um caráter medíocre, a uma inteligência inferior, pois isso se torna incômodo. Mas essa percepção só é possível após o amadurecimento.
Quando crescemos, adquirimos bagagem para avaliar os outros de forma mais segura e completa. Artificialismos raramente nos enganam quando somos maduros emocionalmente. E essa maturidade é construída com base em vivência, em decepções, em superação, e não raramente, com humilhação dos nossos superalimentados egos. Amar se torna uma escolha, uma decisão, uma consequência do crescimento interior, e descobrimos que o amor não se encontra.
O amor só é possível quando somos capazes de desvincular nossos anseios românticos e usar a razão para apoiar os motivos pelos quais escolhemos alguém. É a razão que nos faz admirar uma inteligência e um caráter. É ela que avalia atitudes e julga falhas. No fim, sabemos que não é possível amar um corpo, assim como é impossível desejar uma idéia.
Os casais mais improváveis que eu conheço são também os mais felizes. Eles não tiveram encontros de fábulas, não lutaram contra monstros marinhos, não se apaixonaram à primeira vista. Eles começaram construindo um cotidiano, uma amizade, um caminho em comum, dividindo trabalhos chatos ou se uniram em momentos difíceis, em que precisaram se apoiar. E aqueles impulsivos unidos pelo cupido duraram apenas até o primeiro bocejo da relação.
O amor é a idéia. E só pode satisfazer uma vida quando colocamos o amor no plano que ele realmente merece, onde pode se avaliado e considerado importante, ou seja, o plano da razão. Amar com a cabeça, e não com o coração, é o desafio da nossa era.
Eu é a palavra de ordem da sociedade contemporânea e tudo está baseado nela. O que eu quero, o que eu tenho, o que eu posso. Auto-conhecimento, Identidade, Satisfação Pessoal são somente algumas das expressões super divulgadas pela mídia para nos atrair, pois tudo o que tem a ver com o prazer pessoal chama a atenção e é vendável.
E o outro? O outro é somente uma peça na engrenagem da auto-satisfação, e só tem utilidade enquanto nos identificamos com ele. É por isso que os relacionamentos estão ficando progressivamente insuportáveis. Tolerância e aceitação estão cada vez mais fora de cena, o que importa mesmo nas pessoas é que elas se pareçam com a gente e nos satisfaçam nas nossas expectativas. Quando isso não ocorre, o rompimento é inevitável. É fácil e quase imperativo desistir de alguém que não “combina” com a gente. Como se as pessoas fossem sapatos e meias feitas para se casarem, e não seres únicos e com características originais e inimitáveis.
Com tudo isso, o conceito do amor, tão lindo sob a ética romântica, ficou inalcansável e contraditório. Ainda hoje, pleno séc. XXI, as pessoas usam o amor como mais um ítem da sua satisfação pessoal, e ainda acreditam que ele é algo que se encontra, não algo que se constrói. Assim, seguimos acreditando que para amar alguém, basta que essa pessoa nos apareça como num conto de fadas, com todas as perfeições criadas na nossa mente fértil para nos coroar de felicidade. A contradição é que, ou as pessoas se decepcionam em seus amores, ou elas nunca os encontram, e culpam tudo, menos a elas mesmas e seus ideais absurdos.
É fato que a teoria da atração ainda está ligada à aparência. O amor romântico venera a aparência, e seus reflexos na arte reafirmam isso. Beleza e amor quase necessariamente estão vinculados. Mas é fácil perceber que o amor não se encaixa num conceito material. É impossível manter a estética do amor quando o caráter (que é onde se fixam todas as nossas afeições duradouras) não corresponde à aparência. Podemos ser atraídos pela aparência, mas dificilmente ficamos ligados a um caráter medíocre, a uma inteligência inferior, pois isso se torna incômodo. Mas essa percepção só é possível após o amadurecimento.
Quando crescemos, adquirimos bagagem para avaliar os outros de forma mais segura e completa. Artificialismos raramente nos enganam quando somos maduros emocionalmente. E essa maturidade é construída com base em vivência, em decepções, em superação, e não raramente, com humilhação dos nossos superalimentados egos. Amar se torna uma escolha, uma decisão, uma consequência do crescimento interior, e descobrimos que o amor não se encontra.
O amor só é possível quando somos capazes de desvincular nossos anseios românticos e usar a razão para apoiar os motivos pelos quais escolhemos alguém. É a razão que nos faz admirar uma inteligência e um caráter. É ela que avalia atitudes e julga falhas. No fim, sabemos que não é possível amar um corpo, assim como é impossível desejar uma idéia.
Os casais mais improváveis que eu conheço são também os mais felizes. Eles não tiveram encontros de fábulas, não lutaram contra monstros marinhos, não se apaixonaram à primeira vista. Eles começaram construindo um cotidiano, uma amizade, um caminho em comum, dividindo trabalhos chatos ou se uniram em momentos difíceis, em que precisaram se apoiar. E aqueles impulsivos unidos pelo cupido duraram apenas até o primeiro bocejo da relação.
O amor é a idéia. E só pode satisfazer uma vida quando colocamos o amor no plano que ele realmente merece, onde pode se avaliado e considerado importante, ou seja, o plano da razão. Amar com a cabeça, e não com o coração, é o desafio da nossa era.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Tango ou Valsa?
O início de um relacionamento é uma fase crítica, pois, junto com o sentimento arrebatador da paixão, que nos faz desejar loucamente a companhia de alguém, seguem outros sentimentos contraditórios e perturbadores, que fazem com que tenhamos a sensação de estar pisando em ovos. Ainda não conhecemos o outro totalmente, e a insegurança a respeito de sua personalidade e da intensidade com que ele está correspondendo aos nossos carinhos começam a turvar o doce mar do romantismo.
Todos os livros de auto ajuda que prometem resgatar a nossa vida afetiva são unânimes em afirmar que o ser humano tende a preferir as pessoas que estão o mínimo disponíveis, e dizem que o que é mais raro é mais valorizado. Ou seja, estimulam a gente a dizer não aos nossos pretendentes, roubando-lhes os lances que premeditam, com o intuito de frustrar suas expectativas e nos tornar mais caros aos seus olhos.
Sempre achei essas dicas um tanto quanto cruéis, pois, para mim, tudo o que tem haver com a astúcia é falso e merece desconfiança. Pessoalmente, tenho muita preguiça desses joguinhos de deixar o telefone tocar infinitamente sem atender, mesmo estando louca para falar com a pessoa. Ou então, contar cinco dias depois de um encontro para procurar a pessoa de novo. Não sei se isso é o peso do amadurecimento, ou se é o imediatismo da vida moderna que me deixa com preguiça de “fazer cera” com alguém, o fato é que adoro lances espontâneos do tipo: “sei que acabei de te deixar em casa, mas resolvi ligar mais uma vez só para dizer que o encontro foi maravilhoso!” Não sei se as mulheres de 20 anos tem paciência para tanta espontaneidade, só sei que eu seria incapaz de desprezar um gesto tão carinhoso, mesmo por que, na altura da vida em que estou, sei o que admirar em alguém, e não é um telefonema de mais ou de menos que vai balançar minhas opiniões.
Mas a grande maioria das pessoas se encaixa exatamente no padrão de livros de auto ajuda. Desprezam telefonemas no meio da noite, sentem-se invadidas se alguém as procura muito e caem no pranto da insegurança se o seu affair some por sete dias seguidos, exatamente como os tais livros de auto ajuda rezam.
Fico pensando por que a gente não deixa a vida correr no seu ritmo natural, e por que entramos em joguinhos tão mesquinhos? Mas reconheço, muitas vezes necessários. Por que é tão avassalador dizer, na lata, como uma pessoa é importante para a gente, por que seguramos as palavras, os gestos, os carinhos, tudo para deixar alguém inseguro o suficiente para estar preso a nós? Será que pensamos que isso é uma forma requintada de sedução? Para mim, a sedução já deixou de ser requintada faz tempo, principalmente por que não tem nada menos sexy do que um convite para sair via Facebook.
Uma vez um homem (muito sedutor) me disse que cortejar uma mulher era como dançar um tango... Saber conduzir, saber colocar-se vulnerável na hora certa, fazer uma promessa para logo em seguida causar uma decepção, dar um, dois, três passos em direção a ela, e quando estiver bem próximo, simplesmente recuar e deixar que ela venha atrás...
Muito interessante tudo isso, mas eu prefiro dançar uma valsa... Onde os dois seguem juntos, giro por giro, com movimentos cronometrados... Tango é sexy e sem dúvida nenhuma, arrasador para um coração (sem falar em outras partes do corpo), mas cá pra nós, para dançar uma valsa, é preciso muito mais sinceridade com o seu par... E sem dúvida é uma dança muito, mas muito mais romântica...
Todos os livros de auto ajuda que prometem resgatar a nossa vida afetiva são unânimes em afirmar que o ser humano tende a preferir as pessoas que estão o mínimo disponíveis, e dizem que o que é mais raro é mais valorizado. Ou seja, estimulam a gente a dizer não aos nossos pretendentes, roubando-lhes os lances que premeditam, com o intuito de frustrar suas expectativas e nos tornar mais caros aos seus olhos.
Sempre achei essas dicas um tanto quanto cruéis, pois, para mim, tudo o que tem haver com a astúcia é falso e merece desconfiança. Pessoalmente, tenho muita preguiça desses joguinhos de deixar o telefone tocar infinitamente sem atender, mesmo estando louca para falar com a pessoa. Ou então, contar cinco dias depois de um encontro para procurar a pessoa de novo. Não sei se isso é o peso do amadurecimento, ou se é o imediatismo da vida moderna que me deixa com preguiça de “fazer cera” com alguém, o fato é que adoro lances espontâneos do tipo: “sei que acabei de te deixar em casa, mas resolvi ligar mais uma vez só para dizer que o encontro foi maravilhoso!” Não sei se as mulheres de 20 anos tem paciência para tanta espontaneidade, só sei que eu seria incapaz de desprezar um gesto tão carinhoso, mesmo por que, na altura da vida em que estou, sei o que admirar em alguém, e não é um telefonema de mais ou de menos que vai balançar minhas opiniões.
Mas a grande maioria das pessoas se encaixa exatamente no padrão de livros de auto ajuda. Desprezam telefonemas no meio da noite, sentem-se invadidas se alguém as procura muito e caem no pranto da insegurança se o seu affair some por sete dias seguidos, exatamente como os tais livros de auto ajuda rezam.
Fico pensando por que a gente não deixa a vida correr no seu ritmo natural, e por que entramos em joguinhos tão mesquinhos? Mas reconheço, muitas vezes necessários. Por que é tão avassalador dizer, na lata, como uma pessoa é importante para a gente, por que seguramos as palavras, os gestos, os carinhos, tudo para deixar alguém inseguro o suficiente para estar preso a nós? Será que pensamos que isso é uma forma requintada de sedução? Para mim, a sedução já deixou de ser requintada faz tempo, principalmente por que não tem nada menos sexy do que um convite para sair via Facebook.
Uma vez um homem (muito sedutor) me disse que cortejar uma mulher era como dançar um tango... Saber conduzir, saber colocar-se vulnerável na hora certa, fazer uma promessa para logo em seguida causar uma decepção, dar um, dois, três passos em direção a ela, e quando estiver bem próximo, simplesmente recuar e deixar que ela venha atrás...
Muito interessante tudo isso, mas eu prefiro dançar uma valsa... Onde os dois seguem juntos, giro por giro, com movimentos cronometrados... Tango é sexy e sem dúvida nenhuma, arrasador para um coração (sem falar em outras partes do corpo), mas cá pra nós, para dançar uma valsa, é preciso muito mais sinceridade com o seu par... E sem dúvida é uma dança muito, mas muito mais romântica...
terça-feira, 14 de junho de 2011
Errou? Deleta!
Não importa onde a humanidade irá chegar com todos os seus avanços tecnológicos... O mais devastador e fantástico deles será o dia em que o homem inventar o botão “delete” para apagar do passado todos os dias ruins da sua vida, todas as conseqüências ruins desses dias, e ser capaz de voltar nos próprios passos para refazer sua história.
Quem não teve um dia ruim?
Alguns dias ruins são culpa nossa, obviamente... São aqueles dias em que podíamos ter feito algo de bom, mas por algum motivo, agimos como completos idiotas. Falamos o que não devíamos falar. Fizemos o que não devíamos fazer. Amargamos um arrependimento que parece destruir nossa alma, nossa autoestima, nossa reputação. Pode reparar, um idiota se apodera de você sempre que você mais precisa ser a pessoa inteligente e equilibrada que é: o dia de uma entrevista de emprego, o dia de um primeiro encontro importante em que você deseja impressionar alguém... É sempre assim. Aliás, isso já foi mais que conceituado por um tal de Murph...
Mas não paramos por aí... Existem os dias em que fizemos tudo certinho. Empenhamo nos. Mas, por causa de um detalhe, de algo que esquecemos ou por um golpe de sorte, acabamos fudendo tudo, ou fomos fudidos pelo imprevisto. Nesses dias, não adianta ter um anjo da guarda. O acaso, o universo, a lei da física, os signos do zodíaco, os planetas, tudo se alinha com o objetivo de acabar com a gente...
É difícil superar os problemas. Aprender com eles. E ficar mais forte depois. E rir do ser ridículo que existe em todos nós...
Mais fácil e romântico seria mesmo o botão de “delete”.
Muitos embaraços, arrependimentos e transtornos seriam evitados.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Dia dos Namorados sem namorado!
Caros leitores!
Vocês sabem como detesto momentos “auto ajuda”. Mas esse dia dos namorados vai ser muito especial para mim, portanto eu não poderia deixar de escrever sobre isso. Se vocês estão se perguntando se apareceu um amor avassalador na minha vida, sinto muito, mas no momento não estou protagonizando nenhuma personagem da Julia Roberts. Esse dia dos namorados vai ser muito especial por que é o primeiro, em muitos anos, que passarei solteira!
Como todos os meus leitores sabem, eu passei a maior parte da minha vida sendo a namorada de alguém, ou seja, são muitos e muitos dias dos namorados em que já vivi muitas situações ternas, apaixonadas, decepcionantes e até mesmo odiosas. Com larga experiência no assunto, posso dizer que já vivi meu quinhão de ilusões amorosas, já desenhei coraçãozinho no papel, já gastei solas de sapato em shopping lotado procurando o presente perfeito, já cozinhei jantar romântico, já fiquei horas em fila de restaurante da moda (e horas e horas e horas), em engarrafamentos para viagens românticas, já fui em pizzaria barata quando estávamos sem grana, já passei o dia dos namorados brigando dentro de um carro debaixo de chuva, já fiz uma viagem de ônibus numa madrugada inteira só para passar um dia com alguém... ufa... ser uma namorada perfeita dá trabalho demais, mesmo que seja um dia no ano.
É por isso que o post de dia dos namorados esse ano vai para as pessoas solteiras. As pessoas que passam o ano tranqüilas e felizes, mas caem em depressão nesse tal de dia 12 de junho.
Na verdade, para nós, preparei um dia dos namorados mais que especial. Esse dia em que você está suspirando por um amor platônico, nesse dia que você vai lembrar-se do seu ex namorado com dor no peito, nesse dia que tudo o que você vai conseguir ver são casaizinhos fingindo-se perfeitos e apaixonados (é, pois é, eu sei que essa fachada existe, mesmo por que já fui assim), eu tenho uma sugestão. Faça como eu, passe o dia com a melhor pessoa que você poderia estar na face da terra – você mesmo!
Afinal, todos sabem como é gostoso curtir ao lado de alguém... Mas cá pra nós, é muito, mas muito bom mesmo ser livre! Simplesmente fazer o que se quiser, na hora que se quiser, sem precisar dar satisfação para ninguém. Passar o dia na cama, de preguiça, sem hora para levantar... Tomar café da manhã demorado, lendo um jornal... Tomar banho com tempo suficiente para esfoliar a pele, hidratar o cabelo, massagear as celulites, sem ter ninguém te esperando, te apressando, reclamando da sua demora.
E se é o ritual do presente que te agrada, vá ao shopping (argh, maratona...) e escolha um presente para você mesmo... Peça para embrulhar bem lindo e entregarem na sua casa. Ou coloque sobre sua mesa e abra no dia dos namorados. Escreva-se uma declaração de amor, onde constem todas as suas qualidades maravilhosas. Ah, mime-se um pouquinho... Você vai esperar a vida inteira por alguém que aprenda seus gostos e desejos? Por que não realizá-los já?
Seja a coisa mais importante da sua vida! Você é uma pessoal legal, bonita, esperta. Você tem sonhos, você tem tanto a viver, apesar de todos os pesares! Pelo menos um dia do ano. Não é muito... Mas já é um excelente começo!
E me desculpem a pegada auto ajuda desse texto. Mas é que eu fico tão romântica no Dia dos Namorados...
segunda-feira, 18 de abril de 2011
A pessoa certa... na hora errada!
Um amigo meu acabou de conhecer uma pessoa incrível. Foi numas férias no litoral. Segundo ele, sete dias ao lado de uma garota como ele nunca havia conhecido antes. Uma pessoa totalmente arrebatadora, responsável, independente e charmosa. Obviamente, ele ficou muito encantado e a coisa fluiu magicamente. Ao voltarem de férias descobriram que eram praticamente vizinhos e o romance engrenou de verdade. Até, é claro, ele perceber que estava muito envolvido e resolver “dar um tempo”. Ele queria fazer mais viagens, sair sem compromisso com outras mulheres, passar noitadas em baladas até se amarrar a alguém seriamente, pois vinha de um namoro problemático, de alguns anos.
Uma semana depois do “dar um tempo”, ele esbarra com a moça num restaurante, na companhia de um rapaz simpático. Pois é, ele ficou arrasado! Será que ele achou que essa moça incrível ia ficar disponível a vida inteira, até que ele pudesse cair na real e perceber que tinha algo valioso nas mãos? Não, né...
Como meu amigo, muitas pessoas “deixam de viver”. Elas abrem mão de relacionamentos promissores para “curtir a vida”, e decidem quando é hora de se entregar e quando é hora de viver prazeres momentâneos, como se pudéssemos planejar cada movimento da vida, como se tivéssemos controle sobre o acaso.
Muitas vezes ouvi dizerem a frase: a pessoa certa na hora errada. Confesso que acho isso a maior babaquice. A pessoa certa não tem hora marcada para aparecer. A gente é que decide a hora de viver, como e quando. E relacionamentos são como oportunidades de emprego, ou oportunidades de investimentos. Nem sempre aparecem quando estamos preparados para eles. Quantas vezes nos se apresenta um investimento que não temos como bancar, e se tivéssemos, o lucro seria certo? Lamentamos. Ou então, vamos correr por um empréstimo. Pois oportunidades devem ser agarradas quando aparecem, ou elas podem não aparecer mais.
Com as pessoas é a mesma coisa. Quando deixamos de viver aquilo que a vida colocou no nosso caminho por medo, por achar que “não é a hora certa” ou com a pretensão de “curtir a vida”, estamos arriscando a chance de uma felicidade que pode nunca mais vir. Quando o coração dispara por alguém, é o nosso organismo nos avisando: essa pessoa vale a pena, essa pessoa é especial. Infelizmente, na hora, não vislumbramos o risco que estamos correndo. O arrependimento só vem tempos depois, quando é tarde demais.
Afinal, curtir a vida é algo que pode ser feito ao lado de alguém que amamos. Aliás, nesses casos, a curtição é bem melhor, ou maior. Diferente, mas também satisfatória. O que não vale é deixar de viver. Nenhuma curtição vale adiar as nossas vidas, que como sabemos, são curtas.
Ah, o conselho que dei a meu amigo? Paciência, irmão! A gente tem que saber perder quando não foi competente o suficiente para ganhar...
Uma semana depois do “dar um tempo”, ele esbarra com a moça num restaurante, na companhia de um rapaz simpático. Pois é, ele ficou arrasado! Será que ele achou que essa moça incrível ia ficar disponível a vida inteira, até que ele pudesse cair na real e perceber que tinha algo valioso nas mãos? Não, né...
Como meu amigo, muitas pessoas “deixam de viver”. Elas abrem mão de relacionamentos promissores para “curtir a vida”, e decidem quando é hora de se entregar e quando é hora de viver prazeres momentâneos, como se pudéssemos planejar cada movimento da vida, como se tivéssemos controle sobre o acaso.
Muitas vezes ouvi dizerem a frase: a pessoa certa na hora errada. Confesso que acho isso a maior babaquice. A pessoa certa não tem hora marcada para aparecer. A gente é que decide a hora de viver, como e quando. E relacionamentos são como oportunidades de emprego, ou oportunidades de investimentos. Nem sempre aparecem quando estamos preparados para eles. Quantas vezes nos se apresenta um investimento que não temos como bancar, e se tivéssemos, o lucro seria certo? Lamentamos. Ou então, vamos correr por um empréstimo. Pois oportunidades devem ser agarradas quando aparecem, ou elas podem não aparecer mais.
Com as pessoas é a mesma coisa. Quando deixamos de viver aquilo que a vida colocou no nosso caminho por medo, por achar que “não é a hora certa” ou com a pretensão de “curtir a vida”, estamos arriscando a chance de uma felicidade que pode nunca mais vir. Quando o coração dispara por alguém, é o nosso organismo nos avisando: essa pessoa vale a pena, essa pessoa é especial. Infelizmente, na hora, não vislumbramos o risco que estamos correndo. O arrependimento só vem tempos depois, quando é tarde demais.
Afinal, curtir a vida é algo que pode ser feito ao lado de alguém que amamos. Aliás, nesses casos, a curtição é bem melhor, ou maior. Diferente, mas também satisfatória. O que não vale é deixar de viver. Nenhuma curtição vale adiar as nossas vidas, que como sabemos, são curtas.
Ah, o conselho que dei a meu amigo? Paciência, irmão! A gente tem que saber perder quando não foi competente o suficiente para ganhar...
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Perdão: até onde conceder?
“Errar é humano. Perdoar é divino“.
Com essa frase de conhecimento popular, começo minha reflexão de hoje, consciente de que todos nós, em maior ou menor grau, fomos magoados, agredidos ou decepcionados por alguém em quem confiávamos. Em muitos casos, parece que a mágoa atinge níveis catastróficos, pois o mais comum é detonar o fim do relacionamento com a pessoa em questão. Até onde devemos perdoar as pessoas e até onde é possível salvar um relacionamento machucado por uma grande mágoa?
As religiões nos dizem que o perdão enobrece a alma. Vai dizer isso a uma pessoa que foi muito agredida ou machucada por outra, de forma irreversível! O perdão parece uma grande piada quando o efeito da mágoa é avassalador. Parece até mesmo uma coisa errada e injusta. Mas para as situações cotidianas da vida, o perdão é absolutamente necessário. Pois nada mais danoso que o efeito de uma grande mágoa no coração da gente. E o alívio de perdoar aquela dor causada e esquecer. Perdoar e esquecer tem efeito de bálsamo na alma, falo isso por experiência própria.
Mas algumas pessoas tem o péssimo hábito de fazer do perdão uma autorização para continuar um comportamento inaceitável com as outras. Partem do princípio de que, se foram perdoadas uma vez, serão continuamente. E se valem da pré-disposição à benevolência do outro para se safarem de situações desagradáveis. É aí que eu penso que o perdão é inadequado. Afinal todo mundo merece uma segunda chance. Mas não merece uma terceira, nem uma quarta e muito menos uma quinta.
Recentemente estive às voltas com meu coração, sobre um perdão que eu questionava se deveria conceder ou não. Na verdade, a pessoa em questão já havia destruído, com seu comportamento, a maioria dos sentimentos positivos que eu tinha em relação a ela, e não me envergonha dizer que eram os mais nobres e sinceros que já fui capaz de produzir na minha insignificante existência. Eu não podia permitir que ela destruísse também a possibilidade de reproduzir esses sentimentos no futuro, com pessoas realmente merecedoras deles, nem os sentimentos positivos que eu tinha em relação à vida, aos meus próprios sonhos, a minha alegria de viver.
Quem concede o perdão, não raramente, busca a gratidão e o reconhecimento. É um erro. Muitas vezes as pessoas que nos magoam o fizeram pela incapacidade de valorizar o sentimento do outro, e não vão se sentir gratas por terem sido perdoadas. O perdão deve ser um presente para nós mesmos e não para o outro. É por isso que ele é tão valioso...
Se eu perdoei? Estou batalhando firmemente para que isso aconteça. Como? Enviando bons pensamentos à pessoa que me feriu. Desejando de todo o coração que ela seja feliz e que aprenda a valorizar mais os sentimentos dos outros, as graças da vida, o amor, a lealdade e acima de tudo, as pessoas especiais que por ventura aparecerão em sua vida. Incluindo-a em minhas orações. E pedindo, mentalmente, perdão pelas possíveis falhas do meu próprio caráter que possam ter estimulado o mau comportamento a que fui submetida.
Se isso faz bem a essa pessoa eu nunca vou saber. Mas faz bem para mim e para meu coração. No fundo, o perdão também é uma forma de cuidarmos de nós mesmos.
Com essa frase de conhecimento popular, começo minha reflexão de hoje, consciente de que todos nós, em maior ou menor grau, fomos magoados, agredidos ou decepcionados por alguém em quem confiávamos. Em muitos casos, parece que a mágoa atinge níveis catastróficos, pois o mais comum é detonar o fim do relacionamento com a pessoa em questão. Até onde devemos perdoar as pessoas e até onde é possível salvar um relacionamento machucado por uma grande mágoa?
As religiões nos dizem que o perdão enobrece a alma. Vai dizer isso a uma pessoa que foi muito agredida ou machucada por outra, de forma irreversível! O perdão parece uma grande piada quando o efeito da mágoa é avassalador. Parece até mesmo uma coisa errada e injusta. Mas para as situações cotidianas da vida, o perdão é absolutamente necessário. Pois nada mais danoso que o efeito de uma grande mágoa no coração da gente. E o alívio de perdoar aquela dor causada e esquecer. Perdoar e esquecer tem efeito de bálsamo na alma, falo isso por experiência própria.
Mas algumas pessoas tem o péssimo hábito de fazer do perdão uma autorização para continuar um comportamento inaceitável com as outras. Partem do princípio de que, se foram perdoadas uma vez, serão continuamente. E se valem da pré-disposição à benevolência do outro para se safarem de situações desagradáveis. É aí que eu penso que o perdão é inadequado. Afinal todo mundo merece uma segunda chance. Mas não merece uma terceira, nem uma quarta e muito menos uma quinta.
Recentemente estive às voltas com meu coração, sobre um perdão que eu questionava se deveria conceder ou não. Na verdade, a pessoa em questão já havia destruído, com seu comportamento, a maioria dos sentimentos positivos que eu tinha em relação a ela, e não me envergonha dizer que eram os mais nobres e sinceros que já fui capaz de produzir na minha insignificante existência. Eu não podia permitir que ela destruísse também a possibilidade de reproduzir esses sentimentos no futuro, com pessoas realmente merecedoras deles, nem os sentimentos positivos que eu tinha em relação à vida, aos meus próprios sonhos, a minha alegria de viver.
Quem concede o perdão, não raramente, busca a gratidão e o reconhecimento. É um erro. Muitas vezes as pessoas que nos magoam o fizeram pela incapacidade de valorizar o sentimento do outro, e não vão se sentir gratas por terem sido perdoadas. O perdão deve ser um presente para nós mesmos e não para o outro. É por isso que ele é tão valioso...
Se eu perdoei? Estou batalhando firmemente para que isso aconteça. Como? Enviando bons pensamentos à pessoa que me feriu. Desejando de todo o coração que ela seja feliz e que aprenda a valorizar mais os sentimentos dos outros, as graças da vida, o amor, a lealdade e acima de tudo, as pessoas especiais que por ventura aparecerão em sua vida. Incluindo-a em minhas orações. E pedindo, mentalmente, perdão pelas possíveis falhas do meu próprio caráter que possam ter estimulado o mau comportamento a que fui submetida.
Se isso faz bem a essa pessoa eu nunca vou saber. Mas faz bem para mim e para meu coração. No fundo, o perdão também é uma forma de cuidarmos de nós mesmos.
sábado, 14 de agosto de 2010
Homens que odeiam as mulheres
Uma amiga minha me disse: "Fê, tem tempo que não leio o seu blog... Você ainda odeia os homens?"
Isso deveras me preocupou... Eu não odeio os homens! Se alguma vez eu escrevi algo que desse a entender isso, vão aqui minhas desculpas públicas... Na verdade, eu amo os homens... Eles é que não me amam muito...
Realmente, existe sim um tipo específico de homem que eu odeio... É aquele tipo que se apaixona perdidamente... Faz todas as loucuras para atrair nossa atenção... E quando a gente cai na teia dele... Ele começa a se desinteressar da gente na exata proporção em que começamos a nos interessar por ele.
Ca-ra-lho!!! Não faz sentido esse tipo de homem!!! Ok, acredito que possa existir mulher assim também... Mas como elas não me afetam, não tenho o que dizer a respeito... O que posso fazer é ser solidária com o homem que foi o centro das atenções de uma mulher pelo tempo que ela achou conveniente, e quando se viu apaixonado, a mulher pulou fora e fugiu como o diabo da cruz.
Esse tipo de pessoa tem um jeito muito honesto de dar o fora em alguém, por isso fiquem atentos: a pessoa começa simplesmente a negligenciar a outra. Para de ligar, de dar atenção, de dar carinho... Nunca tem tempo... Para ela, está muito claro que ela está dizendo que não quer mais... Mas para nós, que estamos apaixonados e acostumados com todo aquele excesso de atenção, isso dá um nó na cabeça... E começamos a justificar a pessoa de todos as formas... Ela está muito ocupada... Ela está com outras preocupações... Ela não tem dinheiro para sair com você... Até que você está totalmente perdido, deprimido e atordoado, então, cansado de tanta desconsideração, nós é que damos o fora na pessoa! Ela não tem coragem e nos obriga a fazer o trabalho sujo. É nojento!
É um pouco como o traficante faz com o drogado... Uma dose pequena para você experiementar, você prova, gosta... E as doses vão aumentando, e sua necessidade vai aumentando... Até que um dia ele simplesmente diz que se você quiser mais, vai ter que pagar (e caro) para ter... Então você dá a vida por aquilo, já que está totalmente viciado...
Bom, como vocês podem perceber, não é saudável... Então, para não cair nesse tipo de relação, descarte alguns mitos da sua cabeça:amor à primeira vista, é um deles... Pessoas que dizem eu te amo, ou eu te adoro no segundo encontro? No mínimo desconfiem. Ninguém ama tão rápido. Ninguém se apaixona à primeira vista. Isso só pode ser uma cilada que vai acabar com alguém chorando... Aí eu recomendo a cama, que é sempre um lugar tão bom para amar quanto para afogar as mágoas...
Isso deveras me preocupou... Eu não odeio os homens! Se alguma vez eu escrevi algo que desse a entender isso, vão aqui minhas desculpas públicas... Na verdade, eu amo os homens... Eles é que não me amam muito...
Realmente, existe sim um tipo específico de homem que eu odeio... É aquele tipo que se apaixona perdidamente... Faz todas as loucuras para atrair nossa atenção... E quando a gente cai na teia dele... Ele começa a se desinteressar da gente na exata proporção em que começamos a nos interessar por ele.
Ca-ra-lho!!! Não faz sentido esse tipo de homem!!! Ok, acredito que possa existir mulher assim também... Mas como elas não me afetam, não tenho o que dizer a respeito... O que posso fazer é ser solidária com o homem que foi o centro das atenções de uma mulher pelo tempo que ela achou conveniente, e quando se viu apaixonado, a mulher pulou fora e fugiu como o diabo da cruz.
Esse tipo de pessoa tem um jeito muito honesto de dar o fora em alguém, por isso fiquem atentos: a pessoa começa simplesmente a negligenciar a outra. Para de ligar, de dar atenção, de dar carinho... Nunca tem tempo... Para ela, está muito claro que ela está dizendo que não quer mais... Mas para nós, que estamos apaixonados e acostumados com todo aquele excesso de atenção, isso dá um nó na cabeça... E começamos a justificar a pessoa de todos as formas... Ela está muito ocupada... Ela está com outras preocupações... Ela não tem dinheiro para sair com você... Até que você está totalmente perdido, deprimido e atordoado, então, cansado de tanta desconsideração, nós é que damos o fora na pessoa! Ela não tem coragem e nos obriga a fazer o trabalho sujo. É nojento!
É um pouco como o traficante faz com o drogado... Uma dose pequena para você experiementar, você prova, gosta... E as doses vão aumentando, e sua necessidade vai aumentando... Até que um dia ele simplesmente diz que se você quiser mais, vai ter que pagar (e caro) para ter... Então você dá a vida por aquilo, já que está totalmente viciado...
Bom, como vocês podem perceber, não é saudável... Então, para não cair nesse tipo de relação, descarte alguns mitos da sua cabeça:
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
30 coisas para se fazer antes dos 30
1) Formar-se no terceiro grau (qualquer faculdade que você odiou fazer, mas que compensou pelas farras, os porres, os amigos e o diploma que vai te sustentar pro resto da vida).
2) Assistir a Forrest Gump (aquele filme com o Tom Hanks e uma trilha sonora fantástica).
3) Viajar barato e ficar hospedado em Hostel, mochilar, acampar, etc etc (acredite, depois dos trinta você não vai suportar fazer isso mais).
4) Ter vários namorados ao mesmo tempo (é algo que só é possível quando você é totalmente inconsequente... Depois dos 30 os sentimentos dos outros se tornam tão importantes quando os seus).
5) Fazer alguns amigos verdadeiros (se você passar dos 30 sem nenhum, corte os pulsos...)
6) Conhecer o carnaval de Salvador ( supõe-se que o de Diamantina você tenha conhecido antes dos 20)
7) Tomar quantos porres você achar necessário (Depois dos 30 o corpo fica odiosamente pouco resistente ao álcool e propenso à ressaca)
8) Parar de fumar (Se você não conseguir apagar esse mal hábito, depois fica mais difícil).
9) Aprender a dirigir (Acredite, depois dos 30 é bem difícil também).
10) Aprender uma segunda e se puder, terceira língua (Você vai precisar!)
11) Amar seus pais (Quanto antes você fizer isso, mais tempo vai poder curtir os velhos).
12) Tocar algum instrumento (Ah, absolutamente necessário não é, mas é tão bom)...
13) Carimbar seu passaporte (Lembra dos Hostels?)
14) Beijar na chuva (deve ser fantástico)15) Ficar bêbada e fazer um streap tease (imagina lembrar isso 10 anos depois? pior, imagina ver a filmagem que seus amigos fizeram disso 10 anos depois!!!)
16) Sofrer por amor (sofrer profundamente, ridiculamente, desesperadamente...)
17) Sofrer de novo por amor (quando você acha que já chorou tudo o que tinha que chorar...)
18) Se entregar sem pensar (sabe quando você mergulha de cabeça em alguma coisa muito profunda, sem pensar que o fundo é de azuleijo?)
19) Aprender a gostar de criança (mas deixe os filhos para depois dos 30)
20) Conhecer seus inimigos ( Conhece a ti mesmo, o autoconhecimento é a maior defesa do ser humano)
21) Aprender a gostar de praticar atividade física (antes dos 30 ninguém acha que precisa... até chegar aos 40 e se arrepender de todas as abdominais que você não fez)
22) Ter cabelão na cintura (A data limite para essa cafonice são os 29... Depois disso você corta, repica, vira moderna e pareça uma mulher, não uma mulher que quer ser uma adolescente!)
23) Aprender a economizar (depois dos 30 você descobre que todas as cervejas a menos que tomou e todos os sapatos de grife que deixou de comprar poderiam ser convertidos numa aposentadoria mais cedo)
24) Tenha um caso com um homem muito mais velho que você (na casa dos vinte, isso significa que você vai sair com um quarentão interessantíssimo e isso pode ser muito revelador)
25) Faça as pazes com o espelho (por que você vai desejar a bunda que tinha ao vinte cinco quando cruzar a linha dos 30... ah se vai!)
26) Segure seu grande amor (algumas pessoas tem a sorte de encontrar um grande amor, mas por acreditar que são jovens demais para vivê-lo, pois ainda tem que curtir outras coisas, o deixam escapar... e aquela podia ter sido a última oportunidade...)
27) Usar roupas escandalosas (abuse da piriguetagem... enquanto pode)
28) Cometa todos os erros possíveis (por que vai chegar uma hora que você vai estar cansada de bater a cabeça e vai caprichar mais para fazer melhor... geralmente a ficha cai perto dos 30)
29) Não diga não ( A juventude é para ser vivida e acumular experiências. Não tenha medo de viver as aventuras que a vida lhe oferecer. Depois dos 30 não fica nada bem ser hippie na praia com um namorado pescador).
30) Não se case!!! (Espere os 30... não custa, né?)
domingo, 1 de agosto de 2010
Coisas que Cinderela me ensinou!
Li um livro sobre psicologia que dizia que os contos de fadas eram uma forma que os educadores medievais usavam para transmitir conhecimento para as crianças, numa linguagem que elas tivessem condições de absorver em seu imaginário. Eles tratam de assuntos complicados, porém pertinentes à vida de todo ser humano: a descoberta da sexualidade, a necessidade de amadurecer e evitar riscos e perigos, a relação difícil com a família, a maldade, a morte...
O meu conto de fadas preferido é Cinderela. Sei que vocês estão rindo... O que uma feminista tem a ver com Cinderela...?
Para começo de conversa, o Complexo de Cinderela, desvio psicológico observado em mulheres pós feminismo e assim nomeado por Colette Dowlling, trata da relação de dependência da mulher de forças masculinas. É como se a mulher esperasse, nem sempre tão paciente como as princesas dos contos de fadas, a chegada do homem que a libertará de todos os seus problemas.
Porém, o fenômeno que pode acometer a mulher em qualquer fase da vida, mesmo ciente de que as pessoas são simplesmente humanas e que nenhum homem pode subistituir a realização pessoal da mulher, pode ser erroneamente nomeado. Cinderela não era uma princesa, e muito menos ficou sentada esperando o príncipe encantado. A moça do mais celebrado conto de fadas de todos os tempos era pró ativa, e definiu seu futuro por meio de suas próprias decisões.
Fadada à pobreza e à servidão na casa de sua madrastra, Cinderela deu um jeito de mudar seu destino. Se no conto de fadas ela contou com a ajuda de uma fada Madrinha, podemos traduzir isso como uma moça usando seu network para conseguir o que deseja. Ela não ficou sentada à beira do borralho enquanto suas meio-irmãs iam para o baile da alta sociedade. Ela sabia que ali, no seu mundo restrito, nada iria acontecer para ela e que não teria chance nenhuma de mudar de vida. Então ela sai do seu lugar comum e ousa. Ela vai ao baile. Quantas de nós não ousamos encarar uma universidade, mesmo com todas as dificuldades, quantas não mudamos de cidade em busca de um emprego melhor, quantas não lutamos mesmo contra muitas adversidades para sair do nosso mundinho?
Outro ponto para Cinderela: além de esperta, ela soube valorizar seus atributos femininos. Estrategista, ela lançou mão do seu anonimato para criar um clima de mistério em torno de si mesma, e esse foi o anzol que pescou o príncipe. Cansado da mesmice e das mulheres que se lançavam aos seus pés, o príncipe olhou para Cinderela, por que ela era diferente. No mercado de trabalho e na vida pessoal, quantas vezes ter um diferencial nos faz sobressair? Essa é uma lição especialmente básica que Cinderela nos passa, e muito anterior às teorias de Marketing de Phillip Kotler.
Cinderela mostra seu potencial, mas quando o príncipe pensa que ela está conquistada, ela lhe foge. Ao bater da meia noite, bem quando seu vestido de festa se transformaria num tapo inútil, Cinderela vira as costas e parte. Não é a mais singela das metáforas? Não queria demonstrar nossa heroína a mais simples das regras de conquista? Uma mulher precisa ter coisas mais importantes para ela mesma que um homem e todas as suas necessidades. Ao fugir, Cinderela explicita ao príncipe que o tempo dele acabou, e agora ela ia cuidar de assuntos mais importantes para ela mesma. O que qualquer mulher independente conhece perfeitamente.
Vamos imaginar um mundo sem internet, em que a comunicação não é facilitada por tantos veículos como os que temos hoje. Cinderela não podia trocar número do celular com o príncipe, muito menos poderia seguí-lo no twitter ou mandar-lhe um email. Nem mesmo podia deixar um cartão de visita... O que ela faz? Deixa uma mensagem, poética e sutil, mas facilmente decodificada: gato, me siga! E como ela conseguiu ser tão explícita e tão sutil ao mesmo tempo? "Esquecendo" seu sapatinho de cristal. Aquele que possibilitou ao príncipe encontrá-la depois. Sim, por que depois de todo o trabalho de Cinderela, e depois que ela deu uma forcinha para seu destino, nada mais justo que o "prêmio" fosse até ela.
A lição que a heroína mais independente dos contos de fadas nos transmite é a seguinte. Saia do lugar. Vá em frente. Encontre seu destino. Seja ele um príncipe ou algo muito, muito melhor...
O meu conto de fadas preferido é Cinderela. Sei que vocês estão rindo... O que uma feminista tem a ver com Cinderela...?
Para começo de conversa, o Complexo de Cinderela, desvio psicológico observado em mulheres pós feminismo e assim nomeado por Colette Dowlling, trata da relação de dependência da mulher de forças masculinas. É como se a mulher esperasse, nem sempre tão paciente como as princesas dos contos de fadas, a chegada do homem que a libertará de todos os seus problemas.
Porém, o fenômeno que pode acometer a mulher em qualquer fase da vida, mesmo ciente de que as pessoas são simplesmente humanas e que nenhum homem pode subistituir a realização pessoal da mulher, pode ser erroneamente nomeado. Cinderela não era uma princesa, e muito menos ficou sentada esperando o príncipe encantado. A moça do mais celebrado conto de fadas de todos os tempos era pró ativa, e definiu seu futuro por meio de suas próprias decisões.
Fadada à pobreza e à servidão na casa de sua madrastra, Cinderela deu um jeito de mudar seu destino. Se no conto de fadas ela contou com a ajuda de uma fada Madrinha, podemos traduzir isso como uma moça usando seu network para conseguir o que deseja. Ela não ficou sentada à beira do borralho enquanto suas meio-irmãs iam para o baile da alta sociedade. Ela sabia que ali, no seu mundo restrito, nada iria acontecer para ela e que não teria chance nenhuma de mudar de vida. Então ela sai do seu lugar comum e ousa. Ela vai ao baile. Quantas de nós não ousamos encarar uma universidade, mesmo com todas as dificuldades, quantas não mudamos de cidade em busca de um emprego melhor, quantas não lutamos mesmo contra muitas adversidades para sair do nosso mundinho?
Outro ponto para Cinderela: além de esperta, ela soube valorizar seus atributos femininos. Estrategista, ela lançou mão do seu anonimato para criar um clima de mistério em torno de si mesma, e esse foi o anzol que pescou o príncipe. Cansado da mesmice e das mulheres que se lançavam aos seus pés, o príncipe olhou para Cinderela, por que ela era diferente. No mercado de trabalho e na vida pessoal, quantas vezes ter um diferencial nos faz sobressair? Essa é uma lição especialmente básica que Cinderela nos passa, e muito anterior às teorias de Marketing de Phillip Kotler.
Cinderela mostra seu potencial, mas quando o príncipe pensa que ela está conquistada, ela lhe foge. Ao bater da meia noite, bem quando seu vestido de festa se transformaria num tapo inútil, Cinderela vira as costas e parte. Não é a mais singela das metáforas? Não queria demonstrar nossa heroína a mais simples das regras de conquista? Uma mulher precisa ter coisas mais importantes para ela mesma que um homem e todas as suas necessidades. Ao fugir, Cinderela explicita ao príncipe que o tempo dele acabou, e agora ela ia cuidar de assuntos mais importantes para ela mesma. O que qualquer mulher independente conhece perfeitamente.
Vamos imaginar um mundo sem internet, em que a comunicação não é facilitada por tantos veículos como os que temos hoje. Cinderela não podia trocar número do celular com o príncipe, muito menos poderia seguí-lo no twitter ou mandar-lhe um email. Nem mesmo podia deixar um cartão de visita... O que ela faz? Deixa uma mensagem, poética e sutil, mas facilmente decodificada: gato, me siga! E como ela conseguiu ser tão explícita e tão sutil ao mesmo tempo? "Esquecendo" seu sapatinho de cristal. Aquele que possibilitou ao príncipe encontrá-la depois. Sim, por que depois de todo o trabalho de Cinderela, e depois que ela deu uma forcinha para seu destino, nada mais justo que o "prêmio" fosse até ela.
A lição que a heroína mais independente dos contos de fadas nos transmite é a seguinte. Saia do lugar. Vá em frente. Encontre seu destino. Seja ele um príncipe ou algo muito, muito melhor...
sexta-feira, 9 de julho de 2010
A tal da fila...
Depois de toda catástrofe, a natureza passa um tempo quieta e silenciosa. Depois de toda colheita, a terra precisa descansar para voltar a produzir. Depois de produzir frutos incessantemene, toda árvore semi-morre por um longo tempo, até poder vicejar na próxima primavera. Depois de seis dias ocupado com a criação, Deus descansou.
Todo processo precisa de um momento de introspecção e recolhimento.
Todo coração machucado precisa se fechar e se proteger para curar as feridas. É essa entre-safra que nos mantém aptos para amar vez após outra, pois já é sabido que o homem é também uma fonte de amor inesgotável. Todo amor exaure a alma, e alguns chegam ao fim,deixando árido um coração antes fértil e ativo.
Dor de amor tem fim, mas somente se a gente puder "congelar" a alma para se recuperar. Lembra da história "a fila anda"? Pois é, se você não tem 17 anos, não vai funcionar... Por que a gente não tem fila, a gente tem coração, sentimento, alma... A gente se doa até o fim com sonhos, esperanças, corpo, e planos, e quando tudo desmorona, merecemos paz... Merecemos restituir nossa fé nas pessoas. E merecemos voltar a admirar nossas próprias qualidades, voltar a namorar a nós mesmos antes de partir para novas aventuras.
Após um período fértil, resolvi hibernar um inverno de um ano... Um ano é tempo bastante para uma pessoa jovem e otimista reencontrar o prazer das coisas simples, dedicar-se à espiritualidade, aos próprios hobbies, aos amigos, à família, ao ir ao cinema sozinha, viajar para lugares insólitos e curar com requinte uma alma estressada.
Quero meu ano. Paz, música boa, corrida no fim do dia, uma taça de bom vinho de vez em quando, e aquele vazio que a gente sente quando não está pensando em ninguém, ou então quando não está tentando resolver nenhum complicado problema, ou quando não está empenhado em fazer nada funcionar. É um vazio gostoso.
E se a palavra vazio soa negativamente, podemos dizer que é uma página em branco.
Vire a página. Mas deixa-a em branco, até ser capaz de reescrever sua história com belas palavras e alguns sorrisos..
Todo processo precisa de um momento de introspecção e recolhimento.
Todo coração machucado precisa se fechar e se proteger para curar as feridas. É essa entre-safra que nos mantém aptos para amar vez após outra, pois já é sabido que o homem é também uma fonte de amor inesgotável. Todo amor exaure a alma, e alguns chegam ao fim,deixando árido um coração antes fértil e ativo.
Dor de amor tem fim, mas somente se a gente puder "congelar" a alma para se recuperar. Lembra da história "a fila anda"? Pois é, se você não tem 17 anos, não vai funcionar... Por que a gente não tem fila, a gente tem coração, sentimento, alma... A gente se doa até o fim com sonhos, esperanças, corpo, e planos, e quando tudo desmorona, merecemos paz... Merecemos restituir nossa fé nas pessoas. E merecemos voltar a admirar nossas próprias qualidades, voltar a namorar a nós mesmos antes de partir para novas aventuras.
Após um período fértil, resolvi hibernar um inverno de um ano... Um ano é tempo bastante para uma pessoa jovem e otimista reencontrar o prazer das coisas simples, dedicar-se à espiritualidade, aos próprios hobbies, aos amigos, à família, ao ir ao cinema sozinha, viajar para lugares insólitos e curar com requinte uma alma estressada.
Quero meu ano. Paz, música boa, corrida no fim do dia, uma taça de bom vinho de vez em quando, e aquele vazio que a gente sente quando não está pensando em ninguém, ou então quando não está tentando resolver nenhum complicado problema, ou quando não está empenhado em fazer nada funcionar. É um vazio gostoso.
E se a palavra vazio soa negativamente, podemos dizer que é uma página em branco.
Vire a página. Mas deixa-a em branco, até ser capaz de reescrever sua história com belas palavras e alguns sorrisos..
terça-feira, 8 de junho de 2010
Conselho Amoroso - A decisão de Caroline
Com a proximidade do Dia dos Namorados, o conselho de hoje vai para minha amiga Caroline*.
Apresentando-vos, Caroline* é uma moça de 28 anos, a quem não falta nada, talvez só um pouquinho de consciência do que Deus lhe deu: beleza, inteligência e charme.
Há cerca de um ano Caroline* conheceu um rapaz muito simpático e divertido, e começou a ficar com ele, e a gostar bastante disso. Aquela coisa suave e descompromissada. Até que o rapaz sumiu, não ligava mais, nao mandava mensagem. E Caroline* acreditou que fez algo errado, que nada dava certo para ela no amor...
Meses depois o rapaz volta a procurá-la. Ela questiona o porque do sumiço e ele alega que estava se envolvendo demais, e que na época não estava pronto para assumir um compromisso sério. Caroline* aceitou a desculpa, compreendeu e tornou a sair com ele, acreditando que, se ele voltou a procurá-la, já estava pronto para o tal compromisso.
E não é que a mesma história se repete? Sempre após uma noite maravilhosa juntos, nada do telefonema do dia seguinte... Caroline* volta a ficar triste, e me pergunta: o que preciso fazer para conquistar esse moço de vez?
Bom Carol, a Nanda faria o seguinte...iria cuidar da própria vida... Desculpe, meu conselho não é nada romântico, mas tenho preguiça infinita de pessoas que não sabem se querem, se não querem, e que mudam de opinião várias vezes a respeito disso. É possível que esse mocinho aí seja um clássico caso de "sem atitude". Pode ser que ele até goste de "ficar" com você, mas ele não me parece "gostar de você ". E no seu caso, acredito que o moço sofra de miopia crônica, por que até eu ficaria com você. Por que ele não percebe que tá perdendo um mulherão?
O conselho alternativo é o que provavelmente você vai escolher, e o que provavelmente te dará uma profunda decepção depois. Mas pelo menos você vai ter certeza de uma vez por todas qual a desse moço e vai acordar pra vida: declare-se! Diga logo que você está apaixonada e pergunta na lata se esse moço não quer "namorar" com você. Você não tem nada a perder, a não ser um pouquinho do ego ferido caso ele diga não... Mas ego, como eu sempre digo, não passa de uma bagagem pesada demais, e que nos atrasa a viagem...
Alguém tem um conselho melhor pra Carol?
* O nome é fictício, para preservar o anonimato da citada.
Apresentando-vos, Caroline* é uma moça de 28 anos, a quem não falta nada, talvez só um pouquinho de consciência do que Deus lhe deu: beleza, inteligência e charme.
Há cerca de um ano Caroline* conheceu um rapaz muito simpático e divertido, e começou a ficar com ele, e a gostar bastante disso. Aquela coisa suave e descompromissada. Até que o rapaz sumiu, não ligava mais, nao mandava mensagem. E Caroline* acreditou que fez algo errado, que nada dava certo para ela no amor...
Meses depois o rapaz volta a procurá-la. Ela questiona o porque do sumiço e ele alega que estava se envolvendo demais, e que na época não estava pronto para assumir um compromisso sério. Caroline* aceitou a desculpa, compreendeu e tornou a sair com ele, acreditando que, se ele voltou a procurá-la, já estava pronto para o tal compromisso.
E não é que a mesma história se repete? Sempre após uma noite maravilhosa juntos, nada do telefonema do dia seguinte... Caroline* volta a ficar triste, e me pergunta: o que preciso fazer para conquistar esse moço de vez?
Bom Carol, a Nanda faria o seguinte...iria cuidar da própria vida... Desculpe, meu conselho não é nada romântico, mas tenho preguiça infinita de pessoas que não sabem se querem, se não querem, e que mudam de opinião várias vezes a respeito disso. É possível que esse mocinho aí seja um clássico caso de "sem atitude". Pode ser que ele até goste de "ficar" com você, mas ele não me parece "gostar de você ". E no seu caso, acredito que o moço sofra de miopia crônica, por que até eu ficaria com você. Por que ele não percebe que tá perdendo um mulherão?
O conselho alternativo é o que provavelmente você vai escolher, e o que provavelmente te dará uma profunda decepção depois. Mas pelo menos você vai ter certeza de uma vez por todas qual a desse moço e vai acordar pra vida: declare-se! Diga logo que você está apaixonada e pergunta na lata se esse moço não quer "namorar" com você. Você não tem nada a perder, a não ser um pouquinho do ego ferido caso ele diga não... Mas ego, como eu sempre digo, não passa de uma bagagem pesada demais, e que nos atrasa a viagem...
Alguém tem um conselho melhor pra Carol?
* O nome é fictício, para preservar o anonimato da citada.
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