Alexandre Kalil e cia conseguiram tudo o que desejavam com uma grande sacada de marketing, como jamais vista no Futebol Brasileiro: a camisa rosa de treino do Clube Atlético Mineiro.
"Camisa rosa é para quem pode! Pergunte a sua mulher ou namorada se ela gostaria de te ver usando. Ela foi feita pra agradar nossas atleticanas", escreveu Kallil no seu twitter.
A novidade causou frisson em seu lançamento, foi recorde de vendas, liderou o assunto no twitter, caiu na mídia e foi mais que falada, comentada, gozada, exaltada. Nas primeiras duas semanas após o lançamento da camisa, os maiores jornais do Brasil mal falavam de futebol, nem o Flamengo, que é o queridinho nacional, nem o São Paulo, que é o papa título do Brasil, tiveram vez, o assunto era o Clube Atlético Mineiro, pela inusitada camisa rosa!
Bom, muito se fala da camisa rosa, que desviou a atenção do principal assunto da jogada: o início tortuoso do Atlético no mineiro e a derrota para o Chapecoense, arriscando a posição na Copa do Brasil. O torcedor Atleticano não sacou que o Luxa tá bem meia boca no Galo, e que essa camisa rosa toda é pra diminuir a pressão do novo técnico? Até agora, mesmo com todos os méritos individuais do Galo, como o oportunismo de Obina, as boas aparições do experiente Júnior, enfim ter acertado no zagueiro, a indiscutível estrela do Tardelli, a verdade é que o Atlético ainda não mostrou futebol esse ano, não trouxe um goleiro que presta, não passou segurança pra torcida e título nem cheira ainda...
Claro que todo mundo tem que ter uma "camisa rosa" na manga! Mas espero que essa camisa rosa do Atlético não sirva somente para movimentar os as "briguinhas" das torcidas e os sets do jornalismo esportivo no país, muito menos para encher os cofrinhos dos fabricantes. Queremos a camisa rosa coroada, por favor!
quarta-feira, 31 de março de 2010
sábado, 27 de março de 2010
Os Nardoni
Após o exaustivo julgamento do casal Nardoni, o sentimento que resta é de absoluta desolação e pena. Por que, ainda que condenados os réus, há a sensação de que a estrita justiça não foi feita... Que jamais haverá justiça nesse caso.
Como poderia haver justiça? Se duas famílias foram dilaceradas por uma desgraça... Uma jovem mãe para sempre sem a filha querida, duas crianças afastadas dos pais de que precisam, pais obrigados a frequentarem uma penitenciária para visitar os filhos condenados, e todos os outros com essa lacuna insuportável que deve ser a ausência do sorriso de uma criança...
A estrita justiça seria um pai capaz de amar e proteger a filha, de cuidar para que ela crescesse saudável. Uma mulher capaz de aceitar uma enteada, senão com afeto de mãe, pelo menos com a solidariedade que as mães sabem muito bem oferecer às outras mães. Seria uma criança não ser ameaçada dentro da própria casa, e não sofrer uma agressão capaz de levá-la à uma morte trágica... Seria um casal poder criar os filhos e conviver em família sem nunca se tornarem criminosos...
A estrita justiça seria que nada disso tivesse acontecido, porque num caso como esses, não restam réus e vítimas, são todos vítimas...
quinta-feira, 25 de março de 2010
Desse mal eu não morro!
Sempre haverão pessoas que, ou por incapacidade de alcançar o que desejam em seus caminhos, ou por incapacidade de valorizar o que conquistaram, trabalharão para destruir as outras, para diminuir, para semear um pouco de infelicidade onde só enxergam prosperidade.
Sempre haverão pessoas limitadas, incapazes de ver o sofrimento alheio, que supervalorizarão suas próprias dores, que colocarão pedras para os outros tropeçarem.
Sempre haverão intrigas, fofocas, mentiras. Sempre haverão palavras jogadas na reputação de uma pessoa de bem, com o intuito de manchá-la.
Sempre haverão pessoas que, incapazes de formar o próprio julgamento, se deixarão levar por palavras tolas e sem fundamento. Sempre haverão pessoas que, cegas pela própria estupidez, condenarão antes de julgar.
A felicidade momentânea com a desgraça alheia pode satisfazer esse tipo de pessoa. Mas após o momento de euforia, a amargura e a dor continuarão a roer as entranhas desses seres infelizes, que estarão prontos a fomentar mais misérias...
E assim caminha a humanidade, contaminada por esse verme arqueroso chamado INVEJA.
terça-feira, 23 de março de 2010
Por um mundo acessível
Estou achando bem interessante a novela das oito "Viver a Vida" abordar o tema das pessoas com necessidades especiais, através da personagem Luciana, a modelo patricinha que sofre um trágico acidente, fica tetraplégica e passa a utilizar uma cadeira de rodas para se locomover.
Claro que o tema é colocado do jeito Global de ver o mundo: Luciana é rica, linda e isso faz toda a diferença. E se a vida dela já é difícil, imagina a das centenas de pessoas "comuns" que são portadoras de necessidades especiais... As pessoas que não tem grana para fisioterapia, para cadeiras eletrônicas de última geração, para aparelhos adaptados...
Porém, esse não é o pior lado da moeda. O pior lado é que essas pessoas, que mesmo capazes de exercer atividades produtivas e de serem independentes, ainda que interajam com o mundo de forma diferente, encontram em obstáculos simples de remover suas maiores dificuldades: escadarias sem fim, calçadas sem rampas, degraus, portas estreitas, bebedouros e orelhões altos, banheiros sem barras, sem torneiras com sensor e sem vaso sanitário adaptado, etc.
Pelo menos a novela está mostrando a importância do portador de necessidades especiais reclamar os seus direitos. E mostrando como é simples para essas pessoas viverem normalmente, com medidas simples, acessíveis... como uma rampa faz toda a diferença no mundo delas...
Para finalizar o post, vou contar um caso que aconteceu com minha irmã, que é cadeirante: ela estava num ponto de ônibus, e depois de horas esperando, veio um veículo adaptado. O motorista pediu para ela esperar, e mandou que todos os outros passageiros no ponto subissem no ônibus. Quando ela foi entrar, ele fechou a porta, arrancou e foi embora, alegando que o carro estava cheio demais...
Se você estivesse dentro desse ônibus, observando essa cena, qual seria sua atitude? É um caso a se pensar...
sexta-feira, 19 de março de 2010
Cigarro?
Então, a partir de Abril, nada de fumar em lugares fechados e públicos, bares e boates em BH.
Muito bem, essa medida é muito válida. Na verdade, ela pretende coibir o tabagismo através da pressão psicológica. O fumante acaba ficando constrangido de fumar diante das pessoas, como já ocorre muito hoje em dia: as pessoas têm vergonha de fumar, pois está sendo difundido na mídia como fumar é feio, é burrice, é coisa de gente demodé e ignorante.
Mas eu realmente não concordo com os fumódromos, locais fechados onde os fumantes são obrigados a se confinar para fumar, nos locais públicos. Isso me lembra uma zona de quarentena, onde os leprosos era colocados para não contaminarem as outras pessoas, e isso é um ato extremo de segregação que fere tanto os direitos humanos quanto o livre arbítrio do indivíduo. Restringir os locais para fumar não levaria à tolência a outros tipos de restições, como liberdade de ir e vir, como a liberdade de expressão?
Tudo bem, quem fuma não pode incomodar os não-fumantes, mesmo por que quem está perto de um fumante acaba inalando a fumaça tóxica, o que faz mal à saúde. Se o fumante quer prejudicar sua saúde, que o faça longe dos outros. Mas, e o fumante não tem direito de fazer o que quiser, sem encheção de saco dos outros, mesmo que faça mal à si mesmo?
Tanta gente incomoda a gente, sendo grosseiro, mal educado, falando alto nos restaurantes, ouvindo som inadequado em locais em que as pessoas querem sossego? Enfim, incomodar os outros é uma coisa mais complexa do que acender um cigarro em público, certo?
Então, prometo não implicar com o cigarro de ninguém, desde que ninguém venha ser incoveniente comigo...
E acho que a lei da civilidade começa por aí...
quarta-feira, 17 de março de 2010
Como ser uma Periguete
O termo Piriguete tem sido usado de forma exaustiva nas rodas sociais, porém de forma incorreta e quase sempre pejorativa. Ser uma periguete nada tem haver com galinhar e dar para qualquer um, ainda que eu particularmente não tenha nada contra quem faz isso, uma vez que Deus deu a vida para cada um cuidar da sua... E também, se tem uma coisa que uma periguete não faz é dar para qualquer um...
Ser Periguete é dominar a arte de procurar (e muitas conseguem) um marido, noivo, namorado, companheiro rico, para realizar o sonho do alpinismo social, chegar à posição de socialite e viver comprando roupas de grife, andando em carros importados (com motorista) e frenquentando praias das quais, nós, meros mortais nunca ouvimos falar, como Punta Cana, no Caribe.
Por isso, para ser Periguete, a mulher precisa de muita persistência, inteligência e muito trabalho. Requer andar sempre bela e bem vestida, estar 24 horas em dia com o salão de beleza, unhas feitas, cabelo impecável, maquiagem e sobretudo, 365 dias por ano em dia com a malhação. Periguete gasta muita grana, pois marido rico é investimento alto. Elas têm que frequentar os lugares que os ricos frequentam, mas como são espertas, quase sempre conseguem fazer isso sendo patrocinadas por alguém. Precisam praticar esportes que os ricos praticam, como velejar e jogar golfe. Precisam falar línguas, pois têm que impressionar não somente pelo carisma, além de garantir o "alvo" estrangeiro.
Conheço moças que têm somente biscoito água e sal no armário, mas frequantam altas festas, andam de carro novo, ganham jóias, tudo isso sem precisar "dar" para ninguém. Elas sorriem e pronto, surgem os convites. Altos executivos e ricos adoram mulhes belas em seus eventos, e daí as periguetes tiram seus cachês. E homens ricos não precisam de muito blábláblá, basta uma massagenzinha (no EGO) deles e pronto, estão conquistados.
Se você é jovem, bela, inteligente e esperta, se conhece o mundo da alta sociedade, se por algum motivo (na aula de balé que sua madrinha pagou para você, por exemplo) conheceu alguma herdeira que ficou sua amiga e pode te colocar na fita dos grandes eventos, invista na carreira de Periguete. Você pode ser dar bem!
Ser Periguete é dominar a arte de procurar (e muitas conseguem) um marido, noivo, namorado, companheiro rico, para realizar o sonho do alpinismo social, chegar à posição de socialite e viver comprando roupas de grife, andando em carros importados (com motorista) e frenquentando praias das quais, nós, meros mortais nunca ouvimos falar, como Punta Cana, no Caribe.
Por isso, para ser Periguete, a mulher precisa de muita persistência, inteligência e muito trabalho. Requer andar sempre bela e bem vestida, estar 24 horas em dia com o salão de beleza, unhas feitas, cabelo impecável, maquiagem e sobretudo, 365 dias por ano em dia com a malhação. Periguete gasta muita grana, pois marido rico é investimento alto. Elas têm que frequentar os lugares que os ricos frequentam, mas como são espertas, quase sempre conseguem fazer isso sendo patrocinadas por alguém. Precisam praticar esportes que os ricos praticam, como velejar e jogar golfe. Precisam falar línguas, pois têm que impressionar não somente pelo carisma, além de garantir o "alvo" estrangeiro.
Conheço moças que têm somente biscoito água e sal no armário, mas frequantam altas festas, andam de carro novo, ganham jóias, tudo isso sem precisar "dar" para ninguém. Elas sorriem e pronto, surgem os convites. Altos executivos e ricos adoram mulhes belas em seus eventos, e daí as periguetes tiram seus cachês. E homens ricos não precisam de muito blábláblá, basta uma massagenzinha (no EGO) deles e pronto, estão conquistados.
Se você é jovem, bela, inteligente e esperta, se conhece o mundo da alta sociedade, se por algum motivo (na aula de balé que sua madrinha pagou para você, por exemplo) conheceu alguma herdeira que ficou sua amiga e pode te colocar na fita dos grandes eventos, invista na carreira de Periguete. Você pode ser dar bem!
sábado, 13 de março de 2010
Escrava da Moda...
Desculpem meus amigos que defendem que moda é um mercado monstruoso, que emprega milhares de pessoas, que o jeito de se vestir é um retrato antropológico de uma época, de uma cultura, que é atitude, e tudo o mais que se diz sobre a moda.
Mas eu aqui estou de saco cheio da moda!
Se eu compro um sapato, quando termino de pagar, ele já não está mais na moda! Aí as pessoas vão me falar que eu não tenho personalidade, que não devo seguir moda, que tenho que ter meu estilo e ser fiel a ele independente do que as marcas famosas pregam.
Mas não é para a gente ter a própria personalidade e estilo que a indústria da moda gasta bilhões de dólares em publicidade. Eles querem é vender milhares de pares de sapatos que serão usados uma vez e depois esquecidos nos closets das madames. Isso enquanto contratam mão de obra infantil e escrava na China para fabricar os tais sonhos de consumo de toda mulher!
E depois, como ser fiel ao meu estilo? Se eu gosto de sapatos marrons e o marrom não é a tendência do verão, não há loja no mundo em que eu consiga encontrar um sapato marrom! Se eu amo calça saruel, quando acabar a moda, nunca mais vou achar uma calça saruel! Minha nova mania é o tal esmalte laranjinha neon do verão. Mas eu já estou em pânico por que sei perfeitamente que no inverno os tons neon vão ser very old fashion e aí eu vou ter que sucumbir ao sem graça branquinho...
E pior ainda quando você tem uma profissão que exige que esteja sempre de cabelo arrumado, unhas feitas e "estilosa". Você é advogada? Ótimo, basta ter um terninho preto no guarda roupa e tá bom! Agora vai ser designer! Vai... você vai ter que provar o tempo todo que é criatva e competente com a cor do seu esmalte...
Tudo isso por que vivemos num mundo incapaz de ir além das aparências...
Mas eu aqui estou de saco cheio da moda!
Se eu compro um sapato, quando termino de pagar, ele já não está mais na moda! Aí as pessoas vão me falar que eu não tenho personalidade, que não devo seguir moda, que tenho que ter meu estilo e ser fiel a ele independente do que as marcas famosas pregam.
Mas não é para a gente ter a própria personalidade e estilo que a indústria da moda gasta bilhões de dólares em publicidade. Eles querem é vender milhares de pares de sapatos que serão usados uma vez e depois esquecidos nos closets das madames. Isso enquanto contratam mão de obra infantil e escrava na China para fabricar os tais sonhos de consumo de toda mulher!
E depois, como ser fiel ao meu estilo? Se eu gosto de sapatos marrons e o marrom não é a tendência do verão, não há loja no mundo em que eu consiga encontrar um sapato marrom! Se eu amo calça saruel, quando acabar a moda, nunca mais vou achar uma calça saruel! Minha nova mania é o tal esmalte laranjinha neon do verão. Mas eu já estou em pânico por que sei perfeitamente que no inverno os tons neon vão ser very old fashion e aí eu vou ter que sucumbir ao sem graça branquinho...
E pior ainda quando você tem uma profissão que exige que esteja sempre de cabelo arrumado, unhas feitas e "estilosa". Você é advogada? Ótimo, basta ter um terninho preto no guarda roupa e tá bom! Agora vai ser designer! Vai... você vai ter que provar o tempo todo que é criatva e competente com a cor do seu esmalte...
Tudo isso por que vivemos num mundo incapaz de ir além das aparências...
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