quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O Negão está com tudo!!!


Ontem o mundo se rejubilou com a posse do político mais poderoso do mundo, Barak Obama, que fez um discurso perfeitamente politicamente correto, com seu terno mega elegante e sua diplomada esposa ao lado, para uma silenciosa e apaixonada multidão.


Uma grande onda de esperança e boa vontade se espalhou com a ascensão do simpático negão. Primeiro por sua origem misógena e exótica, filho de um queniano com uma americana, neto de fazendeiros africanos. Será Obama a metáfora da união dos povos?


Segundo por ser negro. Quem diria, o país da Ku Klux Klan, dos Skin reads, eleger um negro de origem muçulmana, é uma vitória inimaginável, sobretudo para nós, que de longe, abominamos as políticas de guerra de Bush, a cultura do ódio do pós 11 de Setembro, as ações do terrorismo.


Terceiro por que Obama é mesmo uma simpatia. Sorrisão, simplicidade, objetividade. Sem falar dos modelitos fashion que Michelle, a primeira dama, usa, Chaneizinhos corretíssimos, decotes modernosos e cores alegres.


Obama, a despeito do que o mundo espera dele, parece-me americano demais. Claro que depois de Bush, qualquer um pareceria flexível, acessível e disposto ao diálogo... Mas uma frase em particular do carismático empossado me fez tremer...


"Nós não vamos pedir desculpa por nosso estilo de vida, nem vamos hesitar em defendê-lo".


Com certeza o maior orgulho americano é o american way of live. Abalados com a crise, mediante o desemprego, com certeza os americanos temeram por seu estilo de vida abastado, seus enlatados, seus produtos altamente poluentes.


Enquanto isso na África, a guerrilha ainda mata milhares, as crianças morrem de fome e doenças primárias, o analfabetismo corrói uma cultura já primitiva e desonrada.


Enquanto isso em Israel, um cessar fogo provisório é preterido à custa de vidas de crianças inocentes.


Enquanto isso no Brasil, a macarronada corre solta!


Penso se Obama consegue, só por um minuto, compreender o tamanho da responsabilidade que tem nos ombros, e quantos ontem à noite foram dormir imaginando-o a salvação do mundo... Seis bilhões e meio de pessoas esperando que ele olhe à sua volta, não somente para o imponente EUA, mas para esse Globo doente onde a gente quase não vive, a gente sobrevive mesmo!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Por que crer?

Quem terá sido o primeiro homem a inventar Deus, sabe se lá... Mas muitos sábios concordam que foi uma das invenções mais geniais da humanidade.

Desde que o mundo é mundo, Deus serve ao mesmo tempo como: fonte de explicação para coisas inexplicáveis, esperança, consolo para almas aflitas, legitimação de poder de uns sobre os outros, algo a se temer, peso na consciência, alguém para castigar no pós vida pessoas que cometeram atrocidades, mas que passaram pela Terra sem sofrer maiores conseqüências... e outras milhões de coisas igualmente importantes.

Apesar das muitas falhas (Se deus criou tudo, quem criou Deus? Se Deus é tão poderoso, por que ele não impede a dor e o sofrimento das pessoas justas? Se Deus é justiça, por que tanta desigualdade? Só para citar algumas...) nessa invenção, e muitas formas pelas quais ela se manifesta, a maioria da pessoas nem questiona a sua existência... E as que questionam não conseguem substituto à altura e são, na maioria das vezes, pessoas conflituosas, que tiveram a fé abalada por algum trauma, ou romperam com suas religiões por que elas eram incapazes de evitar algum sofrimento.

Mas o que é melhor na fé, e já foi comprovado cientificamente, é que ela faz bem, dá alívio, e mantém a nossa sanidade diante de coisas terríveis que não conseguimos compreender. Que importa se Deus é uma criação da mente humana, ou se é ilusão? Com um benefício desses, acho Deus melhor que Vallium.

O que todas as grandes religiões do mundo desenvolvido têm em comum é a existência de um (ou alguns, no caso do hinduísmo, ou nenhum, no caso do budismo) Deus poderoso, ou alguém tão sábio e superior que possa ser chamado de “ser iluminado”, e que devemos nos submeter às suas vontades, por que ele tudo sabe, tudo vê e tudo governa.

O Judaísmo e o Cristianismo, sua forma revolucionária, pregam que Deus não tem princípio, meio ou fim. E é amor e é fiel ao povo que escolheu. Seus seguidores crêem que Deus lhes deixou um manual de instrução, a Torá e a Bíblia, e que se seguirem seus ensinamentos, serão salvos.

O Islamismo diz que Deus é misericordioso além de todo o imaginável e exige muito pouco de seus seguidores, como rezar cinco vezes ao dia e viajar uma vez na vida à Meca.

O Hinduísmo é um pouco mais complicado, mas quem segue é obrigado a acreditar que nasceu pré-destinado à miséria ou à riqueza, para cumprir seu Karma, ou seja, traz sossego para quem se acha pobre, ou infeliz o suficiente para viver outra vida de abundância, e isso lhes parece muito justo e mantém cada um em sua casta, em seu lugar.

O Budismo é uma linda filosofia de vida criada por um príncipe que largou a riqueza e os bens materiais, para viver em estado de graça e contemplação, sendo o materialismo a fonte de todas as mazelas: mas é muito prática, exige meditação e desapego, e muita força de vontade de seus seguidores.

O que eu gosto em todas essas crenças é que elas não fazem qualquer sentido, são totalmente irracionais, e por isso mesmo talvez, perfeitamente críveis.

Eu por exemplo, sou cristã. É fácil ser cristã hoje em dia, por que a ciência já comprovou a existência de Jesus. Se ele era o enviado de Deus, isso é coisa da nossa fé, mas que ele foi um grande líder que revolucionou o mundo oriental e ocidental, fez-se seguido por milhares de pessoas, morreu sem trair seus valores e crenças e fazia grandes discursos, ah, isso está mais que garantido. E a mensagem deixada por ele é tão sublime de beleza que é impossível não se emocionar. Jesus dizia que todos somos iguais, e que todos poderemos ser salvos, que não devemos julgar ninguém, por que todos erramos, e sobretudo, Jesus dizia: “Eu sou o caminho, a Verdade e a Vida”.

Como não seguir um homem que ousou dizer algo assim?
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Diz-se que Santo Antão foi peregrinar num deserto e foi tentado anos a fio pelo Diabo, que lhe ofereceu delícias da carne, às quais ele resistiu.
A figura ao lado, As tentações de Santo Antão, é um suposto estudo de Jheronimus Bosch para compor a famosa tríade O jardim das delícias Terrenas, painel triplo onde o autor representa a História do Mundo a partir da criação, o céu e o inferno. Ao todo são desesseis estudos, e este está aqui pertinho no Masp, mesmo havendo controvérsias sobre a sua autenticidade, é fascinante.

A obra de Bosch expressa sentimentos muito atuais e antagônicos. A dualidade entre os prazeres da carne e o pavor dos castigos, a eterna dúvida entre o medo do inferno e as delícias da Terra são representadas num estilo único, com muito movimento, composição carregada, cores vivas e figuras animalescas, surreais, grotescas. Uma ousadia para a estética da época, e uma viagem pictórica para os dias de hoje.












sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Banco Float Curvo


As pessoas ficam me cobrando textos sobre Design, já que é a minha fomação e profissão. Calma meus anjos, está por vir um blog especialmente para falar de Design, com o auxílio luxuoso de um grande talento... Mas por hora, vai uma previazinha...

Esse banco está no Morumbi Shopping, o projeto é de Fabrício Costa e Daniela Garcia, foi executado pela Hermes Enabanesteria em Lâmina de Madeira e estruturado em metalon internamente.

A mim coube executar o gerenciamento do projeto e da produção.

A Hermes Ebanesteria é uma empresa fabricante de Móveis especiais, com grande know how em móveis de madeira maciça. Os produtos são de design exclusivo e podem ser encontrados num show room super elegante na Rua do Ouro, 136, Bairro Serra.

A Hermes também executa projetos personalizados de marcenaria e restauro além de dominar as mais sofisticadas técnicas de acabamentos como pinturas PU e Laminação em Ouro.

A política da empresa é sempre fornecer produtos de qualidade, que demonstram profundo respeito e amor pela matéria prima, assim como responsabilidade social, de empregar apenas madeiras de manejo, certificadas pelo Ibama.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Chupa que é de Uva

Verãozão em alta e a moçada lotando as academias de ginástica em busca de ajeitar o corpito para os biquínis.

Eu, que decidi esse ano (como decido todos os outros, mas nunca consigo pôr em prática) ser mais que uma mente brilhante, me matriculei toda empolgada...
O único problema é que quando a gente começa o caminho da mente, é difícil se desvencilhar dele, como já disse e bem dito um grande amigo meu (desculpe Enrico, é a milésima vez que o estou plagiando no meu blog...)

Mas tomada a decisão, bora pra academia!

Não é só o verão, é também o carnaval à vista. Todo brasileiro sabe que só tem uma opção no carnaval, não importa como ele decida passar seus quatro dias de feriadão: tem que ouvir axé e samba, por que é só isso que toca em todos os lugares. E não adianta achar que pode se livrar disso, a menos que tenha um bunker onde ser esconder.

Pensando nisso, me arrisquei na aula de Axé.

O que eu entendia por aula de axé: uma aeróbica bem puxada com músicas da Ivete Sangalo, Daniela Mercury e nó máximo Chiclete com Banana, são os axés que eu conheço.

Mas para meu desespero, não é nada disso.

O professor é uma figura completamente bizarra, usando uma camisetinha “mamãe sou forte”, calça de tectel (um dia falarei da minha ogeriza de calças de tectel), cabelo espetado com luzes.

Os alunos, uma sucessão de figuras estranhas... Na maioria mulheres, fiquei na dúvida se não estava no concurso para loira ou morena do tchan, ou ainda, seleção para a “gata molhada” do Gugu... Tops com barrigas de fora, calças mega coladas e piercings no umbigo (um dia falarei da minha ogeriza de piercings no umbigo também...), sendo que nem todas tinham o físico de uma Sheila Mello (nenhuma pra ser exata). Elas tinham tatuagens de “Renato For ever” ou “Digão, sou sua”. Também sobre o visual daqueles seres, vale lembrar que a maioria das moreninhas não se atinou para depilar as pernas, descolorindo os pelos com água oxigenada e os deixando laranja, que em contraste com a pele ficava aquela beleza!

Nesse ambiente sofisticado, eu fiquei tentando me convencer: pensa no benefício, Fernanda, pensa na sua bunda dura, pensa nos músculos enrijecidos agradecendo...

Mas quando a música começou a tocar, entrei em pânico! O que aconteceu com “e vai rolar a festa, vai rolar”, da Ivete, ou “a cor dessa cidade sou eu, o brilho dessa cidade é meu", da Dani? No lugar disso começou a tocar uns ruídos que eu nunca ouvi antes na vida, eu que me achava tão “pop larizada” com todos os ritmos do mundo...

E o povo começou a dançar... Aquelas coreografias tipo bota a mão no joelho, dá uma reboladinha! Fiquei como um piru, correndo de um lado para o outro tentando acompanhar a massa requebrante. E quando tinha que de fato rebolar? As bundas de todo mundo iam no teto e voltavam ao chão e eu só conseguia abrir as pernas e mexer os ombros da forma mais desengonçada que existe!

O professor dizia: vá para a direita, e eu indo para a esquerda, completamente louca, trombando nos coleguinhas...

Na metade da aula, desisti. Senti-me completamente patética, ali, tentando fazer aqueles movimentos impossíveis e nada glamourosos do axé...Mas nem consegui sair à francesa, saí fugida, correndo, atropelando.

Então percebi que não adianta ir contra a natureza. Depois dessa experiência reveladora, lembrei porque eu não gosto de axé. O caminho da mente é mesmo irreversível.

Para quem não entendeu o título, vide vídeo abaixo.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O que ela tem que eu não tenho???

Um dia você gosta de um rapaz...

Acha que ele é inteligente, interessante, viaja nos papos dele, divertido, existe química entre vocês...

Até que ele se interessa por outra e você fica pensando: que merda!!!


Essa é uma peça que a Vida, essa Irônica Malcriada, vive pregando na gente. Por que gostar de alguém que não gosta da gente é a coisa mais humilhante que existe na face da terra!!! Não importa que a razão, Mário Quintana e todas as psicologias de buteco digam que devemos nos gostar primeiro, que o interesse que um homem tem numa mulher é inversamente proporcional ao que ela tem por ele, enfim, que devemos nos valorizar e encontrar alguém que enxergue e admire nossas qualidades. Por que quando perdemos para outra todas essas filosofias vão por água abaixo e nos sentimos a pior das mortais.


Creio que esse é um sentimento difícil de admitir, e mais difícil ainda de digerir: a dor da rejeição. Sobretudo por que ele vem com emoções igualmente acres, como baixa auto estima, sentimento de inferioridade e perda.


Se esse homem que você gostou não gosta de você, ele não é o homem certo para você, certo? Errado. Seu coração merece um pouco mais de crédito, afinal, ele não pode ser assim tão estúpido a ponto de se apaixonar por alguém que não mereça sua atenção! Que tal um pouquinho de disputa? Mãos à obra menina, essa outra (mais conhecida como mocréia, piriguete, ordinária e todos os depreciativos que você puder inventar) não pode ser assim tão melhor que você!!!


Ela tem esvoaçantes cabelos compridos, rosto de boneca e jeitinho intrépido? Ele é louca o suficiente para fascinar? Ela tem aquele ar de inatingível (que os homens adoram) e um toque de cultura alternativa que enche uma conversa de mesa de buteco? Ela é mais jovem, não tem responsabilidades, e quando ri parece que torna tudo mais leve, seduzindo com um desinteresse cruel por seu bem amado?


Que importa?


Ela nunca teve uma foto na cabeceira dele... Ela não o abraçou num dia que ele estava muito triste... Ela não sabe que a comida preferida dele é fricassê de frango e jamais dividiu um sundae de chocolate com ele... Ela não ligou para ele à meia noite para dizer feliz aniversário... Ela não chorou nos braços dele quando ele disse que ia deixá-la... Ela não teve um almoço de domingo com a família dele... Ela nunca foi acordada de manhã por ele, para fazerem amor...

Então, o que essa garota pode ter de melhor que você? O gostinho da novidade? Bobagem... Novidade dura pouco, e quando ela deixar de ser novidade, talvez ele perceba o quanto ela é mimada, desagradável, paranóica e frígida! E aí, talvez, você o queira de volta, talvez não...


Ou talvez você já esteja bem longe, nos braços de um homem de verdade, que te ache intrépida, fascinante, inatingível e sedutora o suficiente para se apaixonar por você...





segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Eu e minha boca Grande

Minha mãe já dizia: Filha, você tem uma boca e dois ouvidos, use nessa proporção...
Mas por que as filhas são programadas biologicamente para a desobediência, eu me acostumei a falar as coisas exatamente do jeito que elas me vêm à boca, e com isso crio uma porção de confusões perfeitamente evitáveis se eu mantivesse a língua trancadinha onde ela deve ficar...

Se isso me preocupa ou me causa desgostos? De forma alguma. Sou feliz por ser como sou, e até me orgulho muito da minha sinceridade. A maioria dos meus amigos me agradece a confiabilidade. Eu jamais vou te contar aquela mentirinha para fazer você se sentir melhor. Acho uma babaquice a pessoa se sentir melhor com uma mentirinha do que com uma verdade. Ou seja, eu nunca vou mentir a respeito daquele vestido verde horroroso que minha amiga quis usar na festa... Eu prefiro contar logo para ela que ela não está abafando do que vê-la passar pelo constrangimento de achar que está... Sendo minha amiga, ela não vai se magoar. E ainda, claro, que sendo minha amiga, ela tem personalidade e auto estima o suficiente para usar o que bem lhe aprouver, sem se sentir abalada por uma crítica bem intencionada.

Mas nem todas as pessoas aceitam minha língua afiada com tanta parcimônia. Algumas na verdade abominam meu jeito de ser. Acham ofensivo, agressivo e exagerado. Não as culpo, claro... Nem todo mundo teve o mesmo tipo de educação, ou conseguiu se livrar de seus recalques. Eu também fui criada para falar baixinho, cruzar as pernas e ser “boazinha”. Mas tive coragem de agir como acho melhor. Considero esta minha maior conquista. Mas entendo que muitas vezes as pessoas simplesmente se irritam por que discordam. Ninguém é obrigado a concordar com ninguém, e é isso que enriquece a vida. Ouço várias críticas. Algumas são muito carinhosas e bem vindas... Mas não me importo muito com isso... Sei o que valho, não é o que falam de mim que me define!

Coisas que falam de mim:

“Você é uma pessoa muito egoísta.” Danielle, minha irmã mais velha, por eu me recusar a tomar conta da minha sobrinha uma noite que ela quis ir ao supermercado, e eu estava muito cansada.

“Você pensa como um homem, e age com um também”. Melissa, grande amiga, chateada por eu estar cansada de ouvi-la lamentar de sua vida sentimental.

“Você me critica por não fazer algo da minha vida, por que não faz algo da sua?”. Marcelo, ex-namorado, depois que expressei estar nervosa por ele sempre se acomodar em trabalhos abaixo da sua capacidade profissional.

“Não sou eu que sou grosso, é você que fala demais!”. Enrico, meu melhor amigo, nervoso por eu chamar uma amiga dele de metida.

“Você está se achando né?” Antonio, meu pai, furioso por que insinuei que ele é um pouco machista, a despeito de ter apenas filhas.

“Você tem que perceber que às vezes magoa as pessoas” Júnia, minha prima, por eu brincar que ela é muito minuciosa nos casos que conta, e dizer que ela conta uma viagem à Guarapari como se fosse Paris.

“Você acha chato as pessoas falarem de mim, mas me critica da mesma forma.” Gizelle, amiga, chateada por eu ironizar sobre ela levantar o tom de voz e ficar agindo como boba diante de um rapaz bonito.

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Danielle – Agradece a governanta inglesa que eu indiquei.
Melissa – Foi resolver seus problemas sentimentais com um terapeuta, de forma que agora está sendo orientada por um profissional de verdade.
Marcelo – Conseguiu um cargo importante e está dando um up na vida profissional.
Enrico – Continua e continuará sendo meu querido amigo.
Antonio – Acabou de ganhar mais uma mulher em sua família, a netinha, que manda e desmanda nele.
Júnia – Foi conhecer Paris.
Gizelle – Está cada vez mais popular.

sábado, 10 de janeiro de 2009

A guerra suja


Já desisti de racionalizar a eterna guerra entre israelenses e palestinos.




O que sei é que uma guerra por territórios que começou desde a criação de estado israelense sempre foi suja, marcada por ataques terroristas, matança de civis e acordos quebrados. Se bem que é perfeita redundância falar de uma guerra suja.




Nem estou me posicionando, mesmo por que nessa guerra são tantos bumeranges funcionando, e a resposta de Israel aos ataques do Hamas pode até ser legítima, assim como é legítimo o direito de Israel bombardear a Faixa de Gaza para proteger o petróleo americano (fala sério), nem sou qualificada para entender o que se passa na cabeça desse povo tão exótico para mim, ocidental, cristã, felizarda residente de um país pacífico. O que sei, como ser humano é que, deixar feridos civis morrerem sem socorro, impedir tropas de ajuda humanitária de atuarem, bombardear abrigos com crianças inocentes, fazer 40% de vítimas crianças é algo tão abominável, e tão sujo e tão animalesco que só podemos nos pasmar, aqui do outro lado do mundo, impotentes e horrorizados.



Conheci alguns israelenses numa viagem, e me surpreendi com sua alienação a respeito do assunto. Contaram-me das baladas de Tel Aviv, da universidade, me ensinaram algumas palavrinhas em hebraico, da sua vida perfeitamente comum em Israel, enquanto num pedacinho do estado, tantos horrores estão acontecendo. O que me pareceu foi encontrar pessoas que cresceram vendo todos esses conflitos se repetindo, de forma que é normal e corriqueiro para eles viverem em estado de guerra. "But there is children dying!!!" Questionei.




Desde de que sejam crianças palestinianas... Será que eles não pensam, que antes de serem palestinianas, são seres humanos!!! Será que ninguém percebe que não importa o altar que nos ajoelhamos, somos todos feitos do mesmo material, temos os mesmos olhos, pernas, sonhos e desejos? Por que é tão difícil compreender que, se viemos de algum lugar, só pode ter sido do mesmo, já que somos tão absolutamente iguais??? E por que eles não percebem que parecem apenas títeres do jogo americano pelo petróleo???




Mas o que estou falando... Que país pacífico é esse em que vivo??? Quem sou eu para falar da alienação dos jovens israelenses, se aqui, debaixo do meu nariz, outras guerras vêm sendo travadas, dia após dia, e se 2008 foi um ano marcado por violência contra a mulheres, contra crianças? Se o tráfico de drogas nos rouba diariamente vidas mirins que podiam estar sendo moldadas para construírem um país forte e saudável?




Na época do caso da menina Isabela, me peguei várias noites sem dormir, imaginando só o que teria passado na cabecinha dessa criança, nos últimos instantes de vida, quando estava sendo torturada pelas pessoas que deveriam amá-la e protegê-la de todos os males do mundo. Penso que acima de toda a dor dos ferimentos, uma perguntinha em sua cabeça infantil, povoada por sonhos e por personagens de desenho animado, se repetiu milhões de vezes: POR QUÊ?