
Ontem o mundo se rejubilou com a posse do político mais poderoso do mundo, Barak Obama, que fez um discurso perfeitamente politicamente correto, com seu terno mega elegante e sua diplomada esposa ao lado, para uma silenciosa e apaixonada multidão.
Uma grande onda de esperança e boa vontade se espalhou com a ascensão do simpático negão. Primeiro por sua origem misógena e exótica, filho de um queniano com uma americana, neto de fazendeiros africanos. Será Obama a metáfora da união dos povos?
Segundo por ser negro. Quem diria, o país da Ku Klux Klan, dos Skin reads, eleger um negro de origem muçulmana, é uma vitória inimaginável, sobretudo para nós, que de longe, abominamos as políticas de guerra de Bush, a cultura do ódio do pós 11 de Setembro, as ações do terrorismo.
Terceiro por que Obama é mesmo uma simpatia. Sorrisão, simplicidade, objetividade. Sem falar dos modelitos fashion que Michelle, a primeira dama, usa, Chaneizinhos corretíssimos, decotes modernosos e cores alegres.
Obama, a despeito do que o mundo espera dele, parece-me americano demais. Claro que depois de Bush, qualquer um pareceria flexível, acessível e disposto ao diálogo... Mas uma frase em particular do carismático empossado me fez tremer...
"Nós não vamos pedir desculpa por nosso estilo de vida, nem vamos hesitar em defendê-lo".
Com certeza o maior orgulho americano é o american way of live. Abalados com a crise, mediante o desemprego, com certeza os americanos temeram por seu estilo de vida abastado, seus enlatados, seus produtos altamente poluentes.
Enquanto isso na África, a guerrilha ainda mata milhares, as crianças morrem de fome e doenças primárias, o analfabetismo corrói uma cultura já primitiva e desonrada.
Enquanto isso em Israel, um cessar fogo provisório é preterido à custa de vidas de crianças inocentes.
Enquanto isso no Brasil, a macarronada corre solta!
Penso se Obama consegue, só por um minuto, compreender o tamanho da responsabilidade que tem nos ombros, e quantos ontem à noite foram dormir imaginando-o a salvação do mundo... Seis bilhões e meio de pessoas esperando que ele olhe à sua volta, não somente para o imponente EUA, mas para esse Globo doente onde a gente quase não vive, a gente sobrevive mesmo!





