sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Pensando....


... Um velho índio Cherokee contou ao seu neto sobre uma batalha que acontece dentro das pessoas.

Ele disse: “Meu filho, a batalha é entre dois lobos dentro de cada um de nós”.

“Um é o Raiva, Inveja, Ciúme, Tristeza, Desgosto, Cobiça, Arrogância, Pena de si mesmo, Orgulho falso, Ego e Preconceito.

O Outro é a Alegria, a Paz, a Benevolência, a Esperança, a Serenidade, a Humildade, a Empatia, a Tolerância, a Fé e a Compaixão.”

O neto pensou naquilo por alguns instantes e perguntou:

“Mas senhor, qual o lobo que vence?”

O velho Cherokee respondeu simplesmente: “O que você alimenta.”

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Bolinhas e Luluzinhas

Sabe de uma coisa?
Mulher gosta de futebol e cerveja também...
E como!
Basta ter jogo do galo, se não dá pra colocar a camisa do galo e ir pro Mineirão, a gente coloca a camisa do galo e vai pro primeiro ”buteco” que encontra, abre uma gelada e começa... O assunto? Homem, claro!
Eu me lembro como tinha inveja dos “clubes do bolinha” quando era criança. Claro que tínhamos nosso clube de meninas, mas parecia que eles se divertiam muito mais que nós. Eles cochichavam na sala de aula, e de repente, no meio do exercício de matemática, explodia uma risada lá atrás... Ninguém sabia qual era a graça, exceto aqueles cinco ou seis meninos, que tinham seu mundo particular. Ou então, juntavam-se para fazer toda a sorte de coisas interessantes, como jogar bolinha de gude, vídeo game, empinar pipa, jogar bola... eu ficava de fora das brincadeiras onde “menina não entra”, e me doía, porque aquilo sim, parecia ser legal... O que é “brincar de casinha” perto de empinar uma pipa?
Só penetrei no “clube do bolinha” no colegial... Quando todas as meninas que andavam comigo – e hoje ainda são grandes amigas - saíram do colégio, eu tinha que encontrar outras amizades para não ser engolida pela difícil sociedade adolescente. Todas as meninas já tinham suas panelinhas, tornou-se bem difícil adotar a melhor amiga. Tomei decisão de sentar no fundão, lugar dos bagunceiros, como jamais competiu à melhor aluna da sala.
Decisão difícil e acertada!
Conquistei os meninos com minha inteligência, pois não tinha peitos ainda, logo, não podia ter sido pelos meus atributos femininos. Eu fazia os exercícios e liderava as equipes de trabalho. E logo estava cuspindo no chão e fazendo piadas obscenas com eles. Não fui aceita no time de futebol... mas tinha acesso ao garoto mais popular da escola. As meninas perceberam esse poder, e logo se aproximaram de mim, já que eu podia intermediar os romances juvenis. E logo network se expandiu.
Com o tempo, cansei do mundo masculino. Eu não agüentava mais comentar a capa da Playboy, nem acompanhar tabelas de campeonatos. Via as meninas serenas no recreio, falando da novela das oito, doida pra entrar no assunto. E com o tempo, cedi aos apelos do meu sexo, corri para minhas amigas, e troquei maquiagem e figurinhas cor de rosa o resto do curso!
Às vezes a diversão me chamava. Eu olhava de soslaio para aqueles cabeludos rindo às gargalhas com carinho e saudade... E não resistia a sentar ao lado deles um pouquinho, no ensaio da bandinha de rock, pra cantar “sexo, me dá sexo” a plenos pulmões...
Os meninos são confusos e infantis, mas temos que admitir... Eles sabem se divertir!!!

domingo, 4 de janeiro de 2009

Então... Búzios!!!

Aí você pega o carro e vai pro Litoral, debaixo de chuva, por que acredita que não há melhor lugar no mundo para começar o ano!!!
E não há mesmo... Escolhi Búzios e tem que ser na praia de Geribá, que é a mais animada... Mas primeiro, deixem-me dizer que é importante que você confira a previsão do tempo, mas jamais acredite nela... Por que não choveu nem um dia sequer... exceto, claro, uma garoinha de nada muito raramente... O Litoral do Rio de Janeiro é muito generoso com as mineiras, sobretudo as baladeiras como eu, que pagam um boi pra entrar na curtição e dois pra não sair... E como dizem os cariocas: ach mineirach sao ach maich legaich...

É preciso que você fique numa casa bacana, com três andares, de preferência num condomínio com piscina e sauna, bar molhado e muita propensão à
estrangeiros (de Brasília e São Paulo por exemplo). É preciso que escolha à dedo as pessoas que levará com você. Nada de gente legal: o barato é a heterogeneidade de caracteres, para que você tenha a sensação de estar no Big Brother Brasil, com direito a muito amasso na piscina, intrigas e oposições, disputas amorosas, barracos, lágrimas de crocodilo, etc etc etc...
É muito mais divertido protagonizar algumas das cenas que fazem o sucesso com telespectadores brasileiros que assistí-las pela TV.

Durante o dia você pode até ir dar uma passeada nas prainhas diferentes, ir aos mirantes, andar de barco, curtir a natureza, isto é, se não estiver de ressaca... Mas
16:00 você deve voltar correndo pra Geribá, pra curtir a baladinha diurna mais "maneira" que existe, o Fish Bone Café, bem na beirinha da praia... vá de saída de praia mesmo, havaianas, e prepare-se porque lá dentro tudo é caro... Mas compensa, por que os DJs são bárbaros e é a maior concentração de gente bonita por metro quadrado do Brasil... Não espere conteúdo desses rostinhos lindos e corpinhos sarados, ali não é lugar de convesar... só garanta sua vodca Absolut e dance, dance, dance ao som da música eletrônica... A pegação é a mesma que rola nas micaretas tipo "beija e sai fora". Se você não curte esse tipo de coisa, tudo bem, há tanta variedade que os mocinhos nem se importam de levarem fora, levam no bom humor. 90% da população do Fish Bone é de cariocas de todos os lugares possíveis: Rio mesmo, Niterói, Volta Redonda, sei lá mais onde... 5% são estrangeiros e 0,001% mineiros. Mas não se sinta um Fish out... O negócio ali é colírio pros olhos e música eletrônica pra curtir.

Se bater a fominha te
m comida pra todos os paladares e bolsos. Você pode escolher lugares soistcados, mas todos os dias cansa e eu sugiro de um butequinho que tem desde muqueca de lagosta ao comum bife com batatas fritas. Chama Café Abençoado, em Geribá e nem tem site. O dono vai te alimentar como um sultão e te tratar com toda simpatia. E como diz um amigo meu, cada um vê o artista que merece... Como o Gianechinni não veio, a galera da Malhação filou todos os meus cigarros, e eu só me dei conta de que eram globais (por que não assisto Malhação), quando eles mesmos me contaram... Acho que decepcionei os muleques, por que nem pedi pra tirar foto. Mas o Bodão (aquele que parece o mais feinho da novelinha), é o mais bonitinho na verdade... Incrível como a tv distorce o mundo né???E também não deixe de comer o crepe do Chez Michou que é muito tradicional e muito bom, na Rua das Pedras... O ambiente é mais pra familiar, apesar da música eletrônica e do visual descolado.

A noite começa lá pela meia noite. Evite sair de ca
rro, se não quiser passar raiva e perder horas da sua noite em trânsito. O transporte é fácil e barato, de táxi, van etc. E em tempos de lei seca, é o melhor que tá tendo em termos de segurança.

Ah... As baladas.

Confesso que as baladas são as melhores. Caríssimas e também para todos os gostos. Tem o Pachá para os muito jovens, o Rock Bar para os muito velhos, o Havana Club para os muito ricos e sofisticados. Sempre rola raves sazonais em Cabo Frio e festas fechadas que a gente pode comprar o convite e ir. A Privilége, na Orla Bardot é a boate que mais bomba. Q
uinta feira é o melhor dia - tem atrações diferentes, sexta o pior - pois é tipo matinê. Rola trance, hip hop, hause e um pouco de funk. A pegação rola solta, o público é bem bonito e o sushi bar é razoável! Evite se tiver mais de 25 anos... você não vai gostar...E se prepare, por que a fila é quilométrica para entrar! Até mesmo a fila vip! O traje aqui é sofisticado, mas pouco. Grifes são bem vindas, mas se você tiver bom gosto, desnecessárias. Vale desde shortinho com rasteirinha até vestidinho de paetê com sandália de salto.

Para os maiorezinhos, também na Orla Bardot, tem o bacaninha Anexo ao Mar, um Lounge com decoração clean, área vip com vista para o canal e muita gente interessante! Prefira ficar no bar, onde se tem vista panorâmica de todos os pontos do estabelecimento e onde você exibirá seu belo bronzeado. Aqui você percebe que existe vida inteligente em Búzios. Sobretudo se tiver a sorte de conhecer um gatinho de Niterói, para te levar para curtir a alvorada num mirante maravilhoso na Praia Brava, pois o Anexo fecha cedo (quatro da manhã). Certifique-se de que o rapaz tenha um amigo bacaninha para acompanhar a amiga que estiver com você. Ele vai estacionar o carro, ligar o som num forró universitário e te ensinar uns passinhos se você não souber.
Ele pode c
onhecer sua cidade mais que você imagina e vai te falar de todos os lugares que curte nela, como a vista do Retiro das Pedras e o Observatório (onde ele dança forró quando vem) e os bares boêmios de Santa Tereza. Você pode ter um fim de madrugada bem romântico, mesmo estando nessa vida de baladeira. E faz bem, garanto. Vocês vão trocar telefones e marcarem de se visitarem logo, nas respectivas cidades. Não perca o pepelzinho azul de extrato bancário onde ele escreveu o telefone dele, por favor...
Coisas muito importantes para as meninas baladeiras em Búzios: filtro solar, chapinha ( foi-se o tempo em que o estilo "selvagem na praia" fazia sucesso), chapéu, condicionador sem sal, protetor labial, neosaldina, muita água de coco, muita alegria e disposição, muita paciência com os cariocas.

Coisas muito importantes para os meninos baladeiros em Búzios: dinheiro extra porque tudo é muito caro, bermudas, óculos de sol, Engov, bom humor, muita persistência com as cariocas e camisinhas (por favor!!!),

Partiu??

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Salvem Britney Spears





Como faço todas as manhãs, fui ler hoje a Folha Online, bem no espírito natalino, e de todas as reportagens, a despeito da crise mundial, das desgraças causadas por enchentes e tudo o mais, o que mais me chamou atenção foi a reportagem sobre o Pai da Britney Spears. Aqui o link da reportagem.


Então. O papai ganhou um gordo aumento pra cuidar da filhinha desajustada, de 27 anos, mega famosa e rica, que ainda não cresceu... Ele cuida dos negócios dela e ainda ganha prêmios por tentar resgatar a doidinha de seus surtos pisicóticos...


Não queria fazer um ensaio sobre os valores morais de família, nem sobre a falência da nossa instituição maior. Depois que Kathleen Parker escreveu o livro Save the Males, ela que era uma feminista de carteirinha, justificando-se pela necessidade das crianças crescerem em lares estáveis com mãe e pai, e por isso os homens mereciam mais carinho da sociedade, acho que não vão me matar por eu achar essa história do pai da Britney uma grande palhaçada, mesmo eu sendo ferrenha defensora do "faça o que quiser com sua própria vida".


Não é papel de um pai cuidar da filha? Ele não devia protegê-la, amá-la, educá-la e cuidar para que ela crescesse com valores firmes?


Bom, tudo o que ele não fez por ela a vida toda, agora ele faz, em troca de um salário bem gordinho...


E enquanto isso, crianças morrem de fome, analfabetas, sem perspectivas de crescimento saudável, para se tornarem mais drogados, mais marginais e mais assassinos pelo mundo. O mundo em que nós vivemos.


E nós? Comeremos nossos Pirus e trocaremos nossos presentes, alienados, como se nada estivesse se passando. Como se a culpa não fosse nossa...

domingo, 21 de dezembro de 2008

São Paulo com Madonna

Coisas que acontecem comigo: Pego o avião para São Paulo e minha poltrona está ao lado de um moço sonolento e desinteressante. Ajeito-me com meu livro do Nelson Mota no colo, esperando uma oportunidade de acender a luz para leitura, mas meu companheiro não parece nem um pouco disposto a aturar isso. Antes da decolagem ouço uma voz masculina conversando ao celular, falando em francês. Inclino-no me para ver de quem se trata, um homem interessantíssimo e (dou uma conferida rápida), de ternos e olhos azuis... Ah... Minha poltrona nunca é ao lado de alguém assim!!!
Coisas que nunca acontecem comigo: Estamos voando há cinco minutos. Pergunto ao moço do lado se incomodaria se acendesse a luz de leitura. Ele diz que vai mudar de poltrona, pois o avião não está cheio. "Ótimo", penso. E mergulho na vida de Tim Maia. Sinto alguém me observando. É o francês interessante. Ele pergunta, sotaque carregado: - Sobre o que é o livro? Pronto. Convida-me a sentar ao seu lado. Então, excelente papo durante 50 minutos até São Paulo. Com sotaque francês... Trocamos telefones. Combinamos um jantar. Aquelas coisas dos filmes da Meg Ryan que nunca acontecem comigo tinha acabado de acontecer...
Um dia perfeito: Durmo maravilhosamente no quarto do Hotel. O dia amanhece tipicamente paulistano. Cinzento, fresco, agitado. Como tenho algumas horas antes da minha reunião com um cliente, vou dar um passeio pela
cidade. Subo a Nove de Julho a pé, em direção à Paulista. Os lindos prédios já estão ornados para o Natal. A cidade fervilha, passam por mim tipos de todos os estilos. Na esquina, atração fatal: cara a cara com o Masp. Confiro o relógio. Dá tempo de um encontrozinho com a arte? Passeio pelo Masp. Já sou recepcionada pela ilustração fantástica de Dalì. Ali um Goya, acolá um Van Dyck... alguns renacentistas, um pouco de barroco... até Ticiano! Vou percorrendo a história da arte, obra a obra, tão fascinada que me sinto fluturar. Mas paro mesmo diante de Renoir... Ah, um quadro que eu amo, o Rosa e o Azul... Sigo pelos impressionistas com a impressão de alma baforejada por beleza, e vida, e cores, e formas... Ah, achei Van Gogh... Modigliani ... e Picasso, da fase rosa. Ah, essa doeu... Eros e Psique, na escultura arrebatadora de Rodin... Passo duas horas de puro prazer... Quando dei por mim, já estava atrasada para o almoço combinado com uma amiga colhida em uma viagem de férias maravilhosa, e a quem não via há dois anos anos. Pego um táxi esbaforida e corro pro Itaim. Renovamos as histórias, os papos, a vida... Dois anos nos mudam muito, mas ela está exatamente a mesma! Cara de menina, apesar de recém mamãe...
Negócios:
De 14:00 às 18:00, reunião de trabalho. A chuva que cai então me deixa um pouco alarmada... Dor de barriga e ansiedade. A cliente parace tão indecisa... Temos que usar todas as artimanhas criativas para convencê-la das nossas sugestões. Mas no final, tudo dá certo. Agora é só apresentar o projeto na... Segunda feira!!!! Prazos impossíveis me perseguem...


Happy Hour:
(Vaca Véia) Recomendam-me um bar bacaninha ali perto, frequentado pelos yuppies paulistanos. Encontro-me novamente com minha amiga para uma cervejinha e um bate papo, num dos botecos eleitos pelos paulistanos como o melhor lugar para paquerar. São Paulo é um lugar ótimo para mulheres solteiras, descubro. Todos os homens olham para a gente. Paqueram. São simpáticos. E estão em grande número pela cidade. Já estava achando que era transparente em minha cidade.

22:00 -
Aguardo meus amigos que vêm para o show da Madonna no dia seguinte. Enquanto isso gasto alguns minutinhos na internet. Até que me vêm uma idéia à mente. Envio um email para o francês do avião. A resposta é imediata! Meu telefone toca e ele virá me buscar para jantar em poucos minutos. Fico torcendo para a Cláudia chegar logo, não quero sair com um estranho, ainda sou mineira e desconfiada. Deixo um bilhete no quarto: " Saí com um estranho, o dono deste cartão. Se eu não voltar, chame a polícia!" Mas não foi necessário nada disso, a Cláudia chegou e saímos os três para jantar.

O francês: (Santo Grão da Oscar Freire) Depois de rodar um pouco pela São Paulo noturna mergulhada em luzes de natal, decidimos por um café despretencioso na Oscar Freire. Mas... Por que não me avisam que os franceses são esnobes, enjoados e que têm o extremo mau gosto de falar mau da terra que os acolhem? Cadê o gentleman do avião?




Um dia mais que perfeito: Enrico vem nos acordar no hotel. Tomamos café juntos e bora explorar São Paulo!
Agora de metrô, até o Museu do Ipiranga. Depois, táxi até o Shopping Morumbi, pra ficar mais perto do estádio. Brriguinhas nutridas pelo MC Donald´s e bora pro show!!!

Quase arrependimento -  Quem merece seis horas em pé numa fila, sujeito a sol, chuva, oportunistas vendendo energético a 10 reais? Madonna né... Só ela!

 
As luzes -  Bem, quando as luzes do palco acendem, esquecemos tudo!!! Até que estávamos vaiando cinco minutos antes por que o show está atrasado...

O Show
- O figurino estava lindo. - Cenários de sonho. - Madonna no palco é energia pura. Ela se diverte e dá cada passo com precisão. Não é mais um show para ela. É O show... - O Dj pulando na galera foi divertido. - Ela prometeu não demorar tanto para voltar! - Amei La ista Bonita, ritmo cigano! - Quem disse que Madonna não canta não a ouviu em You Must Love me, voz e violino ao vivo. - Madonna com a camisa da seleção brasileira foi emocianante. - Surpresa!!! Hung Up rock´n roll, acordes de guitarra me conquistaram definitivamente... - Putz, como ela é bonita pessoalmente!

Fim de Noite
O taxista nos apresenta um fim de noite bem no estilo do nosso Paraconi belo horizontino, mas com um toque de boemia. Escondido no centro e refúgio de artistas e intelectuais. As fritas estavam boas. Enrico preferiu o bom e velho Mc donald´s.


Show da Madonna: Se existisse uma palavra, eu usaria para expressar o que foi e o que significou... A dona do verbo ficou literalmente sem palavras.


Saiba mais: clique aqui

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Fissura em ídolo: só a gente entende...

Existem determinantes para nossa personalidade e caráter.
E eles acontecem bem cedo, quando ainda somos crianças. São fatos que podem até ser considerados corriqueiros, ou grandes traumas, uma frase dita no momento certo, um beijo, um carinho, um tapa, um presente.

Eu era uma menina meiga, romântica, que brincava de barbies e sonhava com as princesas da Disney... Até que um belo dia caiu em minhas mãos um disco (eu sou da época do Long Play, claro) de capa azul, com o perfil de uma loira incrível...

Nem sei a quem pertencia o tal disco, coloquei na vitrola para tocar... Já na primeira faixa me identifiquei. Os acordes eram divertidos e a voz da loira não era lá tão elaborada, mas eu também não tinha nem idade nem cultura para ser tão exigente...

Só sei que comecei a dançar, a dançar, a dançar... e dancei até o disco acabar. Dias depois, eis que a loira aparece na sessão da tarde, numa reprise arrebatadora: Procura-se Susan Desesperadamente, produção de 1985, que também não é um grande filme, mas foi um sucesso de bilheteria.

O disco era True Blue, de 1986, terceiro álbum de Madonna.

Madonna nasceu em Agosto de 1958. Foi aluna exemplar na escola, QI acima da média e currículo irretocável. Começou a dançar aos quatorze anos, e não parou mais. Aprendeu a cantar, tocar, e interpretar. Passou as dificuldades financeiras de todo artista em início de carreira. Superou o que os críticos dos idos anos 80 chamaram de “ligeira falta de talento” com muito estilo e carisma. Estourou com sucesso atrás de sucesso e polêmicas apimentadas. Hoje é uma das personalidades mais conhecidas em todo o mundo e uma das artistas que mais faturou prêmios na história. Madonna se tornou mais que a “Rainha do Pop” ou ídolo do “Show Bis”, Madonna é formadora absoluta de opinião.


Hoje, a cinquentona continua imbatível.
Dona de um pique insuperável, em forma como ninguém, administra a carreira mais bem sucedida da história, como artista, escreve, dirige, produz, isso tudo sendo mãe de três!!! Não é só por que suas músicas surpreendem, com letras fortes, questionadoras e melodias deliciosamente dançantes. Madonna é o que toda mulher gostaria de ser: livre, desejada e poderosa!

Não estou lendo nada a respeito da turnê recente Sticky e Sweet Tour, pois quero ter minhas próprias impressões no show que assistirei dia 18/12 no estádio do Morumbi em São Paulo... Nem preciso dizer que estou contando os dias... Só um ídolo pode resgatar aquela euforia da infância, em que desejamos ser os donos do mundo, exatamente como eles... Têm algo de super herói... True blue, baby: I love You!!!

Para saber mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/Madonna
http://www.madonna.com/
http://www.stickyandsweet.com.br/
http://www.madonnaonline.com.br/

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Do amor e outras Moléstias

Se me questionassem que vida eu prefiro, a de solteira ou a de casal, eu ficaria, sem pestanejar, com a vida de solteira!
Nada se compara à liberdade plena. À posse completa do tempo, do desejo e do coração. Tudo é descomplicado, é simples. Não existe montanha russa de sentimentos, nem frustração, nem rompantes. Paz, pura e simples.
Não conheci ainda um relacionamento capaz de proporcionar tudo isso a alguém, seja em qualquer molde, tradicional ou alternativo.
Mas... o amor acontece a quem está aberto a ele. Cedo ou tarde. De uma forma ou de outra. Como disse
Shakespeare, "encontro de amor é jornada finda". Perfeito ou complicado, alegre ou agoniante, o amor acontece. Acontece! E quando acontece, nos faz perder o gosto pela liberdade e pela paz.
Estar com alguém ao lado é quase uma questão de saúde, um movimento natural na dança da vida.
Se vai ser um pacote completo, com casa, filhos e cachorro, um quintal e uma minivan, isso só Deus sabe.
O impotante mesmo é ter um grande amigo, alguém para aquecer um pé gelado numa noite fria, para assistir à
um bom filme enrodilhado num edredon, para compartilhar a dor quando algo terrível acontece, alguém para tomar uma xícara de chá junto falando sobre política, economia, futebol, ou sobre nada... apenas ficar olhando a chuva cair lá fora. Alguém a quem dizer: vá embora, mas que vai se recusar a ir, por que já se tornaram parte um do outro.
Em algum momento será para sempre. E se acabar, bom, experiência vivida, página virada.
O amor não é fácil de econtrar, e quando o encontramos, não é fácil de digerir.
Estamos sempre querendo amar, mas somos tão despreparados para o amor!
Nunca estamos disponíveis para ele, nunca lhe dedicamos tempo nessessário, nunca estamos dispostos a ceder e aceitar, nem a encarar os medos.
Achamos que o amor é o fio que une duas pessoas, e que esse fio tem força própria... ah, inocência... Não há pessoa bem sucedida no amor que não tenha plantado, regado, protegido e alimentado esse fio, às vezes a tão duras penas que ficaríamos
embasbacados só de imaginar o trabalho que dá. Só vemos os frutos...
O amor exige corações sublimes e mentalidades superiores.
Amar não é para pessoas comuns.

Este é um dos meus quadros favoritos.
O Beijo (encontrei fontes que o chamam de Os amantes) de Gustav Klimt, pintor vanguardista, criador de um estilo próprio e original do expressionismo, fascina pela série de elementos psicológicos e sensoriais que apresenta, liberando o observador a sua experiência pessoal do amor.
A mulher, que ele sempre representava como metáfora do erotismo e do sexo, aparece submissa, ajoelhada, entregue, mas não plenamente... Ela pode estar de joelhos e não necessariamente estar servindo. Há uma clara intenção sexual, mas existe uma ternura arrebatadora na forma como ele a segura pela cabeça... E como ela enlaça seu pescoço. A boca fechada, da mulher, nega o beijo, ainda numa atitude de retroceder...
Isso sem comentar o movimento, a intensidade das cores, a sensação de abismo, tão conhecida por quem está apaixonado... O amor é poderoso e portanto não pode ser simétrico, nem equilibrado - diz-nos O Beijo.